terça-feira, julho 5, 2022
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Grêmio Pra Quê?: Estudantes do ensino médio focam atividades culturais e campeonatos, mas partcipam pouco das decisões da escola

Em escola pública, alunos lutam por melhor estrutura física

 

Fonte: Folha de São Paulo

Na Escola Estadual Professor Sérgio da Costa, a batalha mais recente do grêmio estudantil tem sido angariar fundos para colocar bebedouros nos corredores.
O colégio fica no extremo norte de São Paulo, no bairro de Sobradinho, e abriga 1.200 alunos. Entre esses, 25 fazem parte da agremiação.

Os estudantes foram eleitos em março, concorrendo com outras três chapas. Propuseram, na época da votação, espelho no banheiro, som no intervalo e ventiladores nas salas de aula, entre outras coisas.

A promessa de som e de ventiladores eles conseguiram cumprir fazendo festinhas, gincanas e rifas para arrecadar dinheiro. Contaram, também, com o patrocínio de mercados próximos. E os espelhos?

“Não conseguimos o dinheiro”, explica Jayce Elle, 15, presidente do grêmio. Mas a direção acabou dando o dinheiro, para alívio do grupo. “Eles nos ajudaram em segredo e nos deram o crédito”, diz a garota.

Os alunos retribuíram o apoio. Quando a escola alagou, contam, correram até o local para empurrar a lama para fora. Vez ou outra, ajudam as “tias da limpeza”, varrendo o pátio na hora do intervalo.

A política que o grêmio exerce na escola Sérgio da Costa é temperada pela boa relação com a direção. E o colégio acabou virando refúgio dos alunos.

“Temos de pedir que voltem para suas casas!”, brinca o professor Dimecley de Jesus Tosta. “Nem me lembro do gosto do arroz da minha mãe”, completa Kayke Bento Pires, 14.

Entre as táticas do grupo para definir prioridades, está uma surrada caixinha de papelão em que os alunos colocam papéis com pedidos. “Somos alunos, e é também por nós que queremos melhorar a escola”, diz Laysa da Silva Wanderley, 13.

 

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