Hoje na História, 23 de abril de 1897, nascia Pixinguinha

Alfredo da Rocha Vianna Filho, conhecido como Pixinguinha (Rio de Janeiro, 23 de abril de 1897 — Rio de Janeiro, 17 de fevereiro de 1973), foi um flautista, saxofonista, compositor e arranjador brasileiro.

No estúdio da Rádio Mayrink Veiga, 1932, o jovem Manuel de Nóbrega, aos 19 anos (2º em pé da esq para dir) Carmen e Aurora Miranda (sentadas) segurando a flauta Pixinguinha.

Pixinguinha é considerado um dos maiores compositores da música popular brasileira, contribuiu diretamente para que o choro encontrasse uma forma musical definitiva.

no Só Biografias

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Músico, instrumentista, cantor e compositor brasileiro nascido no bairro do Catumbi, na cidade do Rio de Janeiro, famoso autor de chorinhos na história da música popular brasileira. Aos 12 anos de idade fez sua estréia como músico profissional em uma casa de chopp da Lapa, denominada A Concha. Pouco depois foi tocar na orquestra do Teatro Rio Branco, dirigida pelo célebre maestro Paulino Sacramento. Apesar de um menino no meio daqueles profissionais saiu-se bem. Sua estréia se deu na peça Chegou Neves onde ele ainda tocava de calças curtas. Fez sua primeira gravação foi na Favorite Record (1911) com a música São João debaixo d’água. Nesta gravadora ficou por três anos e passou a integrar o Grupo do Caxangá (1913), conjunto organizado por João Pernambuco, de inspiração nordestina, tanto no repertório, como na indumentária, onde cada integrante do conjunto adotava para si um codinome sertanejo.

O grupo se tornou o grande sucesso musical do carnaval (1914), com o tango Dominante (1914) teve sua primeira composição gravada, disco Odeon (1915), com interpretação do Bloco dos parafusos. Neste ano começou a fazer suas primeiras orquestrações para cinemas, teatros, circos etc. Começou a gravar na Odeon e o seu primeiro disco seria Morro da favela (1917), um maxixe, e Morro do Pinto, outro maxixe. Registrou vários discos com músicas de sua autoria, e alguns em que atuou apenas como intérprete. Destacaram-se neste início as gravações do tango Sofres porque queres (1917) e a valsa Rosa (1917).

Seu grande sucesso popular aconteceria com o samba Já te digo (1919), composto com China, lançado pelo Grupo de Caxangá. Constituíu o conjunto Os Oito Batutas (1919) para sonorizar os cinemas. O grupo tornou-se uma atração à parte, maior até que os próprios filmes e o povo aglomerava-se na calçada só para ouvi-los. Conquistaram rapidamente a fama de melhor conjunto típico da música brasileira, empreendendo excursões por São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Bahia e Pernambuco. Embarcaram para Paris, custeados por Arnaldo Guinle, por sugestão do dançarino Duque, divulgador do maxixe no exterior (1922), estreando em meados de fevereiro no Dancing Sherazade e a temporada prevista para apenas um mês, prolongou-se até o final do mês de julho, quando retornaram ao Brasil para participarem das comemorações do centenário da Independência do Brasil. Gravou na Parlophon os choros Lamento e Carinhoso (1922) e no ano seguinte embarcaram para uma temporada na Argentina, onde gravaram treze músicas. Porém divergências entre os integrantes do grupo durante a permanência em terras portenhas, levaram a dissolução do grupo brasileiro.

No Brasil o extraordinário músico brasileiro continuou fazendo sucesso e casou-se (1927) com Albertina da Rocha, a D. Betty, então estrela da Companhia Negra de Revista. Fundou o grupo Jazz-Band Os Batutas (1928). Organizou e integrou como flautista, arranjador e regente o Grupo da Velha Guarda (1932), conjunto que reuniu alguns dos maiores instrumentistas brasileiros da época e realizou inúmeras gravações na Victor, acompanhando também grandes cantores como Carmen Miranda, Sílvio Caldas, Mário Reis entre outros. Organizou também na Victor a orquestra Diabos do Céu (1932). Diplomou-se em teoria musical no Instituto Nacional de Música (1933). Foi nomeado para o cargo de Fiscal de Limpeza Pública (1933), e adotou uma criança (1935), Alfredo da Rocha Vianna Neto, o Alfredinho. Deu parceria a Benedito Lacerda para vários dos seus choros (1946) e gravaram juntos os seguintes discos nos anos seguintes. Foi homenageado pelo prefeito Negrão de Lima com a inauguração da Rua Pixinguinha, no bairro de Olaria, onde morava (1956).

Recebeu o Prêmio da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro (1958), diploma concedido ao melhor arranjador pelo Correio da Manhã e pela Biblioteca Nacional. Durante sua vida, recebeu cerca de 40 troféus. Sofreu uma segunda crise cardíaca (1958), contornada pelos médicos. Seis anos depois sofreu um enfarte (1964), tendo sido internado no Instituto de Cardiologia. Pelo período de dois anos, afastou-se das atividades artísticas. Foi um dos primeiros a registrar depoimento para a posteridade no Museu da Imagem e do Som (1966). Obteve grande repercussão na imprensa e que seria depois reproduzido no livro As vozes desassombradas do Museu (1969).

Recebeu a Ordem de Comendador do Clube de Jazz e Bossa (1967), o Diploma da Ordem do Mérito do Trabalho, conferido pelo Presidente da República e o 5º lugar no II Festival Internacional da Canção, onde concorreu com o choro Fala baixinho (1964), feito em parceria com Hermínio B. de Carvalho. D. Betty, sua companheira por mais de 40 anos, foi internada com problemas cardíacos no Hospital do IASERJ, hospital onde também ele seria internado horas depois. D. Betty nunca soube que seu marido estava também doente. Aos domingos, na hora da visita, ele trocava o pijama pelo terno e subia mais alguns andares para ver a esposa. Ela morreu no dia 07 de junho, sem saber do que acontecia com o marido.

Faleceu vitimado por problemas cardíacos durante a cerimônia de batismo de Rodrigo Otávio, filho de seu amigo Euclides de Souza Lima, realizada na Igreja Nossa Senhora da Paz, em Ipanema. Outros grandes sucessos seus foram Os Oito Batutas (1919), Segure ele (1929), Gavião calçudo (1929), Página de dor (1930), A vida é um buraco (1930), Carnavá tá aí (1930), Patrão prenda o seu gado (1931), Samba de fato (1932), Naquele tempo (1934), Yaô (1938), Os cinco companheiros (1942), Chorei (1942), Cochichando (1944), Ingênuo (1946), Ainda me recordo (1946), Proezas de Solon (1946), Seresteiro (1946), Um a zero (1946), Vou vivendo (1946) e Mundo melhor (1966).




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