Honduras:Congresso de afro-descendentes fim racismo

Afro-descendentes de todo mundo se reunirão em Honduras sob o auspicio das Nações Unidas, para reclamar o fim do racismo e igual acesso à justiça, à saúde, à moradia, ao emprego e ao financiamento.

O encontro, promovido por esse organismo no ano internacional dos afro-descendentes, se celebrará no caribenho porto da Ceiba, 450 quilômetros ao norte de Tegucigalpa, do 18 ao 20 de agosto.

Respeitante nisso, o ministro das Etnias de Honduras, Luis Green, confirmou a assistência de 657 delegados de 32 países, quem advogarão porque os Estados combatam o racismo e todas as formas de discriminação racial.

As comunidades também reclamam que os governos garantam o pleno acesso à justiça e o castigo para pessoas e instituições que violarem seus direitos humanos e coletivos, segundo o projeto de Declaração da Ceiba, que se analisa prévio à cimeira, a primeira de seu tipo na órbita.

Solicitam, ademais, “que os Estados e os organismos regionais e internacionais adotarem medidas afirmativas para assegurar o acesso aos avanços nos campos de educação, saúde, moradia, emprego, rendimentos e acessos a sistemas de financiamento e crédito, alimentação, tecnologias da informação e comunicações, cultura e processos políticos”.

A sessão 64 da Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas designou a 2011 como no “Ano Internacional dos e as Afro-descendentes”, para fortalecer medidas que beneficiem a esta etnia.

Em Honduras, neste ano cumpriram-se 214 anos da presença afro-descendente, cujos membros são conhecidos como Garífunas e ainda vivem na pobreza, carecem de serviços básicos, e lutam por manter sua língua, gastronomia, práticas religiosas, dances e outros costumes.

As sessões do encontro serão inauguradas pelo presidente hondurenho, Porfirio Lobo.

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