sábado, fevereiro 4, 2023
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Manchas e quelóides são mais comuns na mulher negra

Apesar de ser mais firme e elástica, a pele negra também sofre com as estrias, manchas e quelóides. “Se as estrias são um problema universal, as manchas e os quelóides podem aparecer com mais frequência no corpo da mulher negra”, informa a terapeuta corporal e facial Janaína Saraiva.  A terapeuta diz, ainda, que a hiperidrose – produção excessiva de suor – é outro problema bastante característico da raça negra.

A boa notícia é que para todos os problemas apresentados há soluções de última geração. Para estrias, existem tratamentos que amenizam substancialmente o problema: eletroporação e repitelização com o peeling de diamante. “Essas técnicas suavizam as bordas das estrias e levam o organismo a produzir novas células de colágeno e elastina, tornando-as praticamente imperceptíveis”, assegura Janaina, acrescentando que não trazem riscos de manchas ou queimaduras.

Já a hiperidrose (aumento de sudorese), outro problema comum na pele negra, pode ser combatida utilizando-se a toxina botulínica – o famoso botox, que pode ser aplicado em diversas partes do corpo, inclusive na barriga, testa e axilas. Outra característica da pele negra é a tendência a pelos encravados. “Nesse caso, deve-se evitar depilação com cera e esfoliar a pele para desencravá-los”, alerta Janaína.

Em relação às manchas, elas podem aparecer tanto no rosto quanto no corpo, em razão da pigmentação excessiva. “Antigamente, os peelings não eram recomendáveis para esses casos. Mas, hoje, eles evoluíram e são indicados, desde que sejam feitos de maneira superficial, para não piorar as manchas”, adverte. Janaina recomenda como procedimento seguro a microdermoabrasão (peeling de diamante), associada a um peeling com ácido mandélico.

A atriz Taís Araújo é um exemplo de negra com pele bem tratada.

(Foto: Fernando Tomaz)

“Essas técnicas também servem para atenuar cicatrizes superficiais e pele grossa, e devem ser complementadas com hidratação”, indica. Quanto à pele facial, a terapeuta ressalta que mesmo com alto teor de melanina – substância que pigmenta a pele – o negro não deve dispensar o uso de protetor solar: “Podemos dizer que o risco de câncer é menor, mas não eliminado. Aliás, existe um melanoma, denominado acral, comum nas mãos, pés e sob as unhas, cujo percentual registrado na população negra é de 50% a 70%. Por isso, deve-se ficar alerta e procurar um médico se surgirem manchas de cor castanho-escura e formato irregular nessas áreas”.

Outro problema comum é a tendência a apresentar quelóides. “O quelóide é uma cicatriz grossa e saliente, mais comum após cirurgias, cortes ou traumas na pele. Surge com frequência na região superior dos braços, parte superior das costas, entre os seios, pescoço e nuca. O queloide não tem cura, mas pode-se melhorar sua aparência com infiltração de substâncias anti-inflamatórias, ultrassom e crioterapia (terapia com baixa temperatura)”, observa.

 

 

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