Maré se levanta contra preconceito aos LGBTs

No último 7 de setembro cerca de dez mil pessoas participaram da 3º Parada LGBT da Maré, organizada pelo grupo Conexão G. “A nossa iniciativa se mostra necessária e visa estimular o respeito à orientação sexual de cada um. Precisamos olhar com mais carinho para esse público que vive à margem da sociedade. A população LGBT das favelas precisa ser respeitada e incluída nas pautas governamentais”, afirmou Gilmara Cunha, estudante de psicologia e uma das fundadoras do grupo

O Grupo Conexão G organizou, no dia 7 de setembro, a 3º Parada LGBT da Maré com o tema: “A favela respeita a cidadania da população Lésbica, Gay, Bissexual, Travestis e Transexual (LGBT)”. Dez mil pessoas participaram do evento ,como informa reportagem do Jornal O Cidadão Online.

“A nossa iniciativa se mostra necessária e visa estimular o respeito à orientação sexual de cada um. Precisamos olhar com mais carinho para esse público que vive à margem da sociedade. A população LGBT das favelas precisa ser respeitada e incluída nas pautas governamentais”, afirmou Gilmara Cunha, uma das fundadoras do Conexão G e estudante de psicologia.

 

Por Thaís Cavalcante, para o Jornal O Cidadão Online

Moradores e moradoras da Maré levantam a bandeira arco-íris contra o preconceito

Dia 7 de Setembro, os mareenses festejaram na 3º Parada LGBT da Maré, reivindicando direitos, respeito e igualdade. Este ano o tema foi “A favela respeita a cidadania da população Lésbica, Gay, Bissexual, Travestis e Transexual (LGBT)” e cerca de 10 mil pessoas participaram.A concentração do trio elétrico foi na Praça da Favela Parque União, com muita música: funk, pop, eletrônica, entre outros gêneros e, rapidamente lotou diversas ruas, becos e vielas da Maré.

A festa foi organizada pelo Grupo Conexão G que é formado por jovens LGBT moradores da Maré. O grupo é um mobilizador de moradores e moradoras de favelas do Rio de Janeiro, na busca por cidadania e igualdade de direitos. Poucos dias depois do evento, o Conexão G recebeu uma premiação pelo trabalho diário na luta contra AIDS.

De acordo com Gilmara Cunha, uma das fundadoras do Conexão G, há um descaso perceptível com essa população que é invísivel nas pautas governamentais “A nossa iniciativa se mostra necessária e visa estimular o respeito à orientação sexual de cada um. Precisamos olhar com mais carinho para esse público que vive à margem da sociedade. A população LGBT das favelas precisa ser respeitada e incluída nas pautas governamentais.” Conclui Gilmara, que é estudante de psicologia.

A carreata da diversidade sexual contou com a participação de grupos que promovem saúde. O grupo Saúde Pela Vidda/RJ distribuiu preservativos masculinos e panfletos que informam sobre a violência contra a mulher. O CMS Nova Holanda ficou com o tema DST e HIV, levando muita informação, camisinhas e materiais explicativos. Já a equipe de saúde bucal informou sobre as manifestações de DST e HIV na boca.

Apesar do acompanhamento dos soldados do início ao fim, a festa prosseguiu com apresentações da Bateria do Gato de Bonsucesso, dançarinos e outros shows pelas ruas da Maré. O palco principal foi na Favela Nova Holanda. A Parada Gay no Parque União acontece anualmente em parceria com a CAP 3.1, Luta Pela Paz, Observatório de Favelas, Redes de Desenvolvimento da Maré, FASE e IBASE.

Através da luta contra a homofobia, é importante o apoio da população para tratar todos como cidadãos e cidadãs de direitos. Respeitar a diversidade traz consequências positivas como paz e justiça. E a forma de enfrentar práticas discriminatórias em sua maioria violentas, deve ser tratada de forma pacífica. De acordo com o morador Hugo Gomes de 16 anos, a conscientização é o foco. “ Temos que protestar contra as fobias dentro das favelas, um movimento desses é fundamental para quebrar preconceitos.”

A próxima Parada Gay será dia 28/09 na Vila do João, perto da Passarela 6 da Av Brasil, as 18h. Não perca!

 

FOTOS: Nacho Lemus

 

 

Fonte: Brasil 247

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