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Mulheres se unem contra a violência doméstica

Mulheres se unem contra a violência doméstica

Governador receberá carta com sugestões para enfrentar o problema

 

Centenas de pessoas participaram na manhã de ontem de uma caminhada no Brique da Redenção, em Porto Alegre, com o objetivo de alertar a população para o aumento dos casos de violência contra as mulheres. Com o lema “Basta de Violência contra a Mulher”, o ato foi promovido pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Estado (Cdes-RS), em parceria com a Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres (SPM) e diversas outras entidades e organizações sociais. Na ocasião, os manifestantes entregaram à primeira-dama, Sandra Genro, uma carta de recomendação com um conjunto de propostas que serão encaminhadas ao governador para potencializar o enfrentamento da causa.

Segundo o secretário-executivo do Conselhão, Marcelo Danéris, a marcha é uma reação à sequência de femicídios (crimes de homicídio contra a mulher) ocorridos neste ano, que já superam os índices de 2011. “Queremos chamar a sociedade para um movimento de conscientização a fim de darmos um basta na brutalidade contra a mulher. Não existe essa história de que ‘em briga de marido e mulher não se mete a colher’. Se mete, sim. A família tem que se envolver, e nós temos que denunciar a violência doméstica”, afirmou Danéris. A atividade foi proposta durante reunião extraordinária realizada pelo Conselhão na semana passada e recebeu a adesão de vários segmentos ligados ao tema.

No documento entregue ao Palácio Piratini, foram sugeridas a promoção de debates, o fortalecimento da rede de atendimento e a inclusão do tema na programação de rádio e TV da Fundação Cultural Piratini. A carta também sugere ações ao Poder Judiciário Nacional, como a adesão ao Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra a Mulher, e às empresas de rádio e televisão, como a divulgação de práticas e ações exitosas. “Essa é uma questão cultural. À medida que a sociedade cresce culturalmente, ela também vai ficando menos violenta. É assim que, aos poucos, mudamos a consciência de todos nós”, disse a primeira-dama.

De janeiro a agosto deste ano, 50 mulheres foram assassinadas no Rio Grande do Sul, segundo dados das Delegacias de Atendimento à Mulher. O número já é superior ao registrado em todo o ano de 2011, quando ocorreram 46 casos.

Trabalho infantil é a principal causa do abandono escolar, segundo o Unicef

O relatório Todas as Crianças na Escola em 2015 – Iniciativa Global pelas Crianças Fora da Escola, divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), alerta para a persistência do trabalho infantil em idade escolar, o que prejudica o direito dessa população à educação. De acordo com o levantamento, 638 mil crianças entre 5 e 14 anos estão nessa situação apesar de a legislação brasileira proibir a atividade para menores de 16 anos. O grupo representa 1,3% do montante dessa faixa etária, mas para o fundo não pode ser desconsiderado porque tal ofício é uma “causa significativa” do abandono escolar.

Estudos mostram que os índices de ocupação empregatícia infantil caíram nas últimas décadas, mas ficaram estagnados nos últimos cinco anos. O levantamento do Unicef inclui tanto crianças e jovens que desenvolvem atividades econômicas quanto aqueles que se ocupam de serviços domésticos com duração superior a 28 horas semanais. A coordenadora do Programa de Educação do Unicef no Brasil, Maria de Salete Silva, diz que o momento econômico que o País vive tem feito crescer o número de meninos e meninas responsáveis pelas tarefas do lar.

“Quando temos uma situação de oferta de emprego grande, isso pode acarretar aumento do serviço infantil doméstico para as meninas, que substituem a mãe que foi para o mercado. Essas meninas ficam com a responsabilidade de cuidar dos irmãos, lavar louça, arrumar a casa”, explica Salete.

Do total de crianças de 5 a 14 anos que efetuam alguma função, 93% estudam. O relatório mostra o emprego infantil como uma grande barreira tanto para as crianças que estão fora do sistema de ensino quanto para aquelas que frequentam. De acordo com o relatório, 375.177 crianças na faixa de 6 a 10 anos estão fora da escola – o que corresponde a 2,3% do total dessa faixa etária. Dessas, 3.453 trabalham (0,9%) e, nesse grupo, a maioria é negra (93%). O número de crianças de 11 a 14 anos que só trabalham é cerca de 20 vezes maior que na faixa anterior: 68.289.

 

 

Fonte: Jornal Comercio 

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