sexta-feira, julho 23, 2021

Tag: Violência contra Mulher

Foto: Editoria de Arte/G1

Mulheres vítimas de violência usam estratégias para pedir socorro e denunciar agressores

Você pode não ouvir, não conseguir ver, mas dentro de casa uma mulher pode estar sendo humilhada, agredida, com medo de morrer, e sem conseguir pedir ajuda. A pandemia afastou mulheres da família e do convívio social, aproximou muitas de seus agressores e dificultou ainda mais a possibilidade de denúncia. “Ele não me deixa sair de casa e, quando for para sair de casa, tinha que só ser com ele. Eu não podia sair só”, conta uma vítima. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgados esta semana, o número de registros em delegacias de mulheres vítimas de violência doméstica caiu ano passado. Foram 246.664 em 2019 e 230.160 em 2020. Ao mesmo tempo, os telefonemas para o 190, o número da polícia, aumentaram 16,3%. Mas muitas são impedidas pelo agressor de pegar no celular, e precisam encontrar um outro jeito de pedir socorro. “Eu esperei uma oportunidade de ele sair comigo. Então, surgiu essa oportunidade ...

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A escritora e ativista Ana Paula Lisboa (Foto: Ana Branco / Agência O Globo)

O que DJ Ivis e Liziane Gutierrez têm em comum

Eu fico um pouco impressionada com quem consegue falar e opinar tão rápido, em meio a tanta maldade, com tantas notícias e imagens aterrorizantes. Já eu, permaneço uns dias com o estômago embrulhado e, dependendo do acontecimento, agradeço não ser a minha semana de “opinar”. Opinar dá muito trabalho e embrulha o estômago. Mas não foi desta vez, em meio a tantas imagens e notícias aterrorizantes, cá estou eu opinando. Notícia que preciso opinar nº1: domingo, depois de ser flagrada com outras cerca de 500 pessoas em uma festa clandestina em São Paulo, Liziane Gutierrez apareceu em um vídeo gritando e xingando policiais. A frase mais emblemática do vídeo é “vão bater na favela!” Notícia que preciso opinar nº2: domingo, Pamella Holanda divulgou inúmeros vídeos em que aparece sendo espancada pelo ex-marido, DJ Ivis. Ambas as notícias me aterrorizaram de formas diversas: o teor, o tempo, as palavras, os gestos, ...

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Manifestantes protestam contra o racismo e a violência policial na avenida Paulista, em São Paulo - Bruno Santos/Folhapress

Cientistas brasileiras lançam manifesto em defesa da vida de mulheres negras

A Rede Brasileira de Mulheres Cientistas lança nesta sexta (11) a campanha “Em Defesa da Vida das Mulheres Negras. Pela Responsabilização do Estado”, que versa sobre mulheres negras que são vitimadas, direta ou indiretamente, pela Covid-19 e pela violência policial. A iniciativa conta com um vídeo em que 26 cientistas brasileiras leem um manifesto sobre o tema. "A brutalidade que atinge sistematicamente cidadãs e cidadãos negros expõe o racismo estrutural, que tem como uma de suas formas a banalização de mortes da população nas periferias das grandes cidades", afirmam na peça. "As mulheres negras estão perdendo os filhos, a família para a Covid e para a violência policial", seguem. O manifesto cita a modelo e designer de interiores Kathlen Romeu, 24, baleada durante um tiroteio na comunidade do Lins de Vasconcelos, na zona norte do Rio de Janeiro, na terça (8). Kathlen estava grávida de seu primeiro filho. Lançada em abril deste ano, a Rede Brasileira de ...

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Imagem: POLONEZ/SHUTTERSTOCK

Crescimento do feminicídio: até quando seguiremos assistindo essa violência?

No mesmo dia de junho de 2021, duas mulheres foram atingidas na cidade de Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, por homens com uso de armas brancas. Uma delas, foi atingida e assassinada em uma praça de alimentação de um shopping em seu horário de almoço. Jovem como seu assassino, buscava em um curso de enfermagem o mesmo que outras milhares de mulheres: qualificação. A cena pública de um homem em gesto ameaçador, mão na cintura, já nos informa: estamos diante de mais um caso no qual o homem não aceita a negação do relacionamento.  Ao longo dos últimos anos temos produzido matérias, lives, textos, manifestos sobre o feminicídio. E ao revisar este material, era obrigatório pensar qual contribuição pode ser dada em um novo texto. Já falamos de socialização de meninas (e como se aprende o que é azul e o que é rosa), já falamos da violação ...

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Veja quem assinou a Carta-compromisso pelo direito à educação das meninas negras.

É notório que o direito à educação nunca foi realidade para todas as crianças e adolescentes no Brasil. Contudo, a pandemia de COVID-19 tem agravado ainda mais um cenário já bastante comprometido, causando impactos irreversíveis à educação no Brasil, onde a maioria das escolas não conta com o suporte necessário para o oferecimento do ensino remoto ou a distância. No que diz respeito às meninas negras, a pesquisa “A educação de meninas negras em tempos de pandemia: o aprofundamento das desigualdades”, realizada por Geledés Instituto da Mulher Negra no município de São Paulo, revela que elas são as mais atingidas pelas desigualdades educacionais. Os impactos da pandemia na trajetória educacional das estudantes negras evidenciam que o encontro das opressões de gênero e raça determinam lugares e possibilidades distintas na vida em sociedade, limitam sua trajetória escolar e impactam negativamente suas perspectivas de futuro. Ao falarmos de crianças e adolescentes negros, ...

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A jornalista e comentarista da CNN Brasil Basília Rodrigues (Foto: Divulgação/ CNN)

Abraji: Rotina de ameaças e linchamento às mulheres jornalistas é diária 

Chorume, prostituta profissional, porca mentirosa, velhota ordinária, filha da puta maldita, cadela comunista, vaca, monstra, cheiradora de pó, égua, piranha rampeira, putinha de esquerda, vadia, bruxa, macaca, projeto escuro de blogueira, tosca, plastificada, pelancuda. É assim que milícias virtuais se referem às mulheres jornalistas no exercício da profissão. Na última semana, a Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) vem registrando a brutalidade dos ataques a colunistas, apresentadoras e repórteres. O linchamento virtual coincide com o acirramento da crise política à luz dos trabalhos da CPI da Covid. Apenas em 2021, o monitoramento de violações à liberdade de imprensa feito pela Abraji registrou ao menos 15 casos de mulheres jornalistas que sofreram ataques, entre agressões físicas, discursos estigmatizantes e campanhas sistemáticas de desprestígio realizadas pelas redes sociais. Ofensas misóginas, comentários pejorativos e ameaças de morte levaram mulheres a fechar temporariamente suas redes sociais só por exercer a profissão de jornalista. Muitos ...

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Mulheres indígenas do Movimento das Mulheres Guarani Kaiowá kunhangue Aty em manifestação contra a violência (Foto: Imagem retirada do site O Globo)

‘Na pandemia, esqueceram de proteger as mulheres indígenas’, diz professora sobre violência doméstica nas aldeias

A falta de dados estatísticos e de políticas públicas efetivas dentro da Lei Maria da Penha são fatores que favorecem a invisibilização dos casos de violência doméstica contra mulheres indígenas. Sem a atuação expressiva das autoridades governamentais, movimentos independentes lutam contra o feminicídio e pelos direitos básicos das indígenas. A professora e ativista Kunha Poty Rendy, que atua no movimento das mulheres Guarani Kaiowá kunhangue Aty, do Mato Grosso do Sul, é uma das responsáveis por mapear e promover rodas de conversas sobre o assunto em 15 aldeias do estado. Integrante do movimento desde 2006, ela não imaginava que o aprendizado sobre como buscar ajuda em casos de violência poderia, um dia, valer tanto para si. Há exatos oito anos, Kunha Poty Rendy sofreu as primeiras agressões físicas e psicológicas, que culminaram na tentativa de feminicídio pelo seu ex-companheiro, com quem tem um filho de 9 anos. Hoje, ainda sob constantes ...

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Gabriela Souza (Foto: Reprodução/ Facebook)

Casos Samuel e Saul Klein: violência de gênero também se aprende em casa

Advogando pela busca dos direitos humanos das mulheres há alguns anos, pude perceber que diversos movimentos fazem com que a gente busque justiça contra as injustiças diárias e rompam silêncios. Muitas vezes, o conhecimento de que algo que uma mulher vivenciou é crime aparece quando um caso ganha repercussão na mídia, ou durante um trabalho terapêutico ou por meio de conversas com amigas e familiares. Mas me chama muito atenção quando mulheres que me procuram para ajudá-las a colocar fim a uma determinada situação de abuso percebem que os pais de seus agressores tinham o mesmo comportamento que eles. Aparentemente, a mesma relação que pode ser feita entre Samuel Klein e seu filho Saul. Reportagem da Agência Pública revelou que Samuel, fundador das Casas Bahia morto em 2014, é acusado por vítimas de ter mantido um esquema de exploração sexual de menores. Já Saul Klein, seu filho, está sendo investigado ...

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Luana Barbosa dos Reis morreu após abordagem da PM em Ribeirão Preto (Foto: Reprodução/EPTV)

Negra, lésbica, periférica: morte de Luana Barbosa faz 5 anos sem resolução

No dia 13 de abril de 2016, em Ribeirão Preto (SP), morreu Luana Barbosa dos Reis, aos 34 anos. Negra, lésbica, periférica e mãe, sua imagem e seu nome viraram símbolo de mobilização social quase que instantaneamente. Isso porque, dias antes da data do falecimento, pessoas ligadas ao movimento negro e lésbico do estado de São Paulo passaram a conhecer aquela mulher até então anônima: em 8 de abril correu a notícia de que Luana havia sido espancada por policiais militares em uma abordagem. O motivo? Ela se recusou a ser revistada por agentes do sexo masculino, levantando a blusa para mostrar era mulher. A ativista Fernanda Gomes conta que soube da morte de Luana durante uma reunião de lésbicas negras que faziam parte da organização da Caminhada de Mulheres Lésbicas e Bissexuais de São Paulo. Nascia ali a Coletiva Luana Barbosa. "Durante uma reunião veio a notícia de que ...

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A advogada Luanda Pires é porta-voz da Associação Brasileira de Mulheres Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Intersexo  (Foto: Imagem retirada do site Universa)

“Leis para violência contra lésbica não funcionam na prática”, diz advogada 

Lesbofobia, lesbocídio, estupro corretivo: esses são nomes de violências cometidas especificamente contra mulheres lésbicas, e o Brasil tem leis que protegem contra esses crimes. Mas, por falta de dados, mapeamento dessas agressões e políticas públicas, ainda é difícil fazer valer esses direitos na prática, segundo a ABMLBTI (Associação Brasileira de Mulheres Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Intersexo). Em entrevista a Universa, Luanda Pires, advogada especialista em direitos humanos e porta-voz da ABMLBTI, explica quais são as principais ferramentas jurídicas que protegem as vítimas desse tipo de violência. Lei Maria da Penha: reconhece violência doméstica e intrafamiliar contra mulheres lésbicas (e também transexuais); ou seja, pode ser acionada em caso de agressão entre um casal de lésbicas, mas também quando o agressor é outro membro da família, como pai, primo, tio. Lei de Racismo: desde 2019, a lei reconhece também a homofobia, ou seja, criminaliza o preconceito e a violência contra pessoas ...

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Foto: PAULO PIMENTA

Portugal tem de se empenhar a combater racismo e violência contra mulheres, avisa comissária europeia

A comissária para os Direitos Humanos do Conselho da Europa, Dunja Mijatović, apela às autoridades portuguesas para que se empenhem mais resolutamente no combate ao aumento do racismo no país, assim como na prevenção e combate à violência contra as mulheres e à violência doméstica. Num memorando publicado esta quarta-feira, a comissária manifesta preocupação face ao aumento do número de crimes motivados pelo ódio racial, assim como do discurso do ódio, visando particularmente os ciganos, os afrodescendentes e as pessoas percepcionadas como estrangeiras em Portugal. E recomenda a implementação de um plano de acção abrangente contra o racismo e a discriminação, exortando as autoridades a condenar firme e publicamente todas as manifestações de discurso do ódio ao mesmo tempo que insta vivamente os políticos para que se abstenham de utilizar ou tolerar retórica racista. Saudando as medidas tomadas para melhorar o quadro jurídico e institucional contra a discriminação, a comissária ...

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Foto: Divulgação

Campanha #NemPenseEmMeMatar denuncia cultura feminicida e número alarmante de mortes no Brasil

Embora o crime de feminicídio esteja no Código Penal desde 2015, o assassinato de mulheres – apenas por serem mulheres – cresce diariamente no Brasil. No primeiro semestre de 2020, ano em que a pandemia de Covid-19 se alastrou pelo mundo impondo a necessidade de isolamento social, foi registrado aumento de 1,9% deste crime de ódio*. Naqueles primeiros seis meses, foram mortas 648 brasileiras, a maioria negras e vivendo em desigualdade social. Dados como estes e a falta de políticas públicas se agravam em um país que já ocupava o 5º lugar entre as nações que mais matam suas mulheres**. Com o objetivo de denunciar a omissão do Estado e exigir a proteção da vida delas, nasce o Levante Feminista contra o Feminicídio, frente suprapartidária que lançará no próximo dia 25 a campanha “Nem Pense em Me Matar”, apoiada nesta ideia: “Quem mata uma mulher mata a humanidade!” A articulação ...

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Márcia Foletto / Agência O Globo

Três anos sem Marielle Franco

Era uma quarta-feira, 14/03, jantávamos em um pequeno restaurante em Salvador depois de um dia intenso de atividades no Fórum Social Mundial que em sua 13ª edição, em 2018, acontecia naquela cidade, na Universidade Federal da Bahia. Na tv do restaurante o Jornal Nacional noticiou: A vereadora Marielle Franco foi assassinada à tiros, quando saía de uma atividade na Casa das Pretas, região central do Rio de Janeiro. Um reboliço se instalou em nossa mesa. As pessoas alí presentes (defensoras e defensores de Direitos Humanos), passados alguns minutos de torpor, algumas já chorando, levantavam-se para correr para o aeroporto e ir para o Rio de Janeiro. Foi assim que recebi a notícia da morte de Marielle Franco e de Anderson Gomes. Eu não conheci Marielle Franco pessoalmente, tinha essa expectativa pois, em abril daquele fatídico ano, participaríamos de um evento organizado pela ALARI – Afro-Latin American Research Institute, na Universidade ...

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Prédio do STF, em Brasília (Foto: Divulgação / STF)

STF derruba “legítima defesa da honra”: números bastam como prova, diz Fux 

Em votação histórica na noite desta sexta-feira (12), o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu por unanimidade invalidar o uso da tese da legítima defesa da honra em casos de feminicídio. Os 11 ministros do STF avaliaram que a tese contraria princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana, da proteção à vida e da igualdade de gênero e que, portanto, não pode ser aplicada nos tribunais do júri como argumento de defesa em casos de feminicídio. "A cultura machista, misógina, que ainda impera em nosso país e coloniza as mentes de homens e mulheres, seja de modo refletido ou irrefletido, consciente ou pré-consciente, não precisa de outra prova além dos números da violência doméstica e do feminicídio registrados nas tristes estatísticas policiais", escreveu o ministro Luiz Fux, presidente do STF, na decisão da corte. Fux também ressaltou que é "devastador" constatar que, durante a pandemia, a violência contra as mulheres aumentou ...

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Viviane A. Pistache (Foto: Arquivo Pessoal)

Uma Self com Filtro Feminista

Digamos que chegar numa cidade pela buceta é desafiador para qualquer uma. Que lufada embaraçosa! Não que eu seja totalmente contra constrangimentos, alguns até me parecem bem medicinais, mas é que me encharcaram de afrodisíaco. Além disso, a boa e velha discrição há muito me abandonou (embora eu nem conte com ela normalmente); mas experimente caminhar pelas ruas como uma árvore de copa frondosa, ramos, troncos e raízes fortes, que facilmente te pintam de exótica. É... meu corpo, minhas regras é luta de todos os segundos. Mas explicar isso pra macho é tão fácil quanto respirar debaixo d`água. E o asfalto está cheio de besta querendo comer a carne da gente. Alguns até se acham refinados, com caras de gato de plástico que defendem privilégios com a elegância de quem passeia pela orla com seu leão de estimação. E quando não querem se sujar de merda, sempre podem contar com ...

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"O feminismo radical exige que não se pode entender um sistema sem compreender suas interseccionalidades", destaca ativista do movimento Vidas Negras Importam nos EUA, Rose Brewer (Valter Campanato/EBC
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Fórum Social Mundial denuncia ‘aliança perversa’ contra a vida das mulheres

Ativistas pela igualdade de gênero da Índia, Curdistão, Estados Unidos, Saara Ocidental, Peru, e de outros países, denunciaram nesta quarta-feira (27), durante as atividades do Fórum Social Mundial (FSM), o impacto do que chamam de “aliança perversa entre o capitalismo, patriarcado e colonialidade” sobre os corpos das mulheres em todo o mundo. Apesar das diferenças culturais entre seus países de origem, as ativistas evidenciaram que estão todas unidos pela violência estrutural contra a vida da população feminina e também LGBT+. De acordo com elas, fundamentos religiosos, políticos e econômicos do Estado e da sociedade também funcionam como barreiras para o acesso das mulheres à democracia e à liberdade. A pandemia do novo coronavírus, nesse contexto, também somou como outra expressão da violência contra as mulheres. Não à toa, relatos de violações e dores marcaram o painel do FSM, intitulado de “Feminismos revolucionários para outros mundos possíveis e necessários”. Mas as diferentes histórias também lembraram que o ...

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Dilma: “Bolsonaro não insulta apenas a mim, mas a milhares de vítimas da ditadura”

Ao desrespeitar quem foi torturado quando estava sob a custódia do Estado, escolhe ser cúmplice da tortura e da morte”, escreveu a ex-presidente A ex-presidente Dilma Rousseff respondeu, em nota pública, na tarde desta segunda (28), à declaração de Jair Bolsonaro que ironizou e debochou da tortura sofrida pela petista durante a ditadura militar. Mais cedo, Bolsonaro disse a seguidores que até hoje aguarda ver um “raio-x” que prove que Dilma teve a mandíbula quebrada enquanto esteve presa pelo Estado. A ex-presidente ficou quase 3 anos detida ilegalmente, nos idos dos anos 1970. Dilma respondeu que Bolsonaro é um indigno, cúmplice de torturador, que macula o cargo de presidente da República e ataca não apenas a ela, mas a todas as vítimas e familiares de vítimas do regime militar. Confira a íntegra abaixo: * ÍNDOLE DE TORTURADOR Por Dilma Rousseff Jair Bolsonaro promoveu mais uma de suas conhecidas sessões de infâmia e ...

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Ataques de Bolsonaro a Dilma: nós, mulheres, sabemos bem o que é esse ódio

No meio da semana entre o Natal e o Ano Novo, com mais de 190 mil mortos por coronavírus e o país sem plano de vacinação, o presidente Jair Bolsonaroresolveu atacar a ex-presidente Dilma Rousseff. O ataque veio do nada. Que obsessão é essa? Dilma estava lá, vivendo sua vida. Ela é uma oponente do governo, mas não havia polêmica entre eles no momento. Até que o presidente, durante um encontro com apoiadores, disse o seguinte: "Dizem que a Dilma foi torturada e fraturaram a mandíbula dela. Traz o raio-X para a gente ver o calo ósseo. Olha que eu não sou médico, mas até hoje estou aguardando o raio X". Em seguida, ele passou um bom tempo falando sobre os ex-maridos da ex-presidente. A frase, de extremo mau gosto para dizer o mínimo, era uma piada referente às torturas sofridas por Dilma, que lutou contra a ditadura, ficou presa ...

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A escritora Alice Walker (Foto: Imagem rei=tirada do site Folha de S. Paulo)

Alice Walker explora as tensões entre o racismo e a violência de gênero

“Mas onde estava o homem em mim que me deixou ir embora escondido?”, pergunta Grange Copeland, protagonista do romance de estreia de Alice Walker, publicado 12 anos antes do seu mais aclamado livro, “A Cor Púrpura”. Reconhecida por retratar com sensibilidade e coragem a vida das mulheres negras no sul dos Estados Unidos, sua primeira obra se destaca por oferecer o mesmo tratamento sensível a dois trabalhadores negros rurais, Grange e Brownfield, pai e filho. Explorando as tensões entre uma realidade atravessada pela segregação racial e pela pobreza e a responsabilidade dos homens negros quanto às próprias ações e erros, acompanhamos as diferentes fases da vida de Grange. Ele é um trabalhador rural casado, que passa a beber, a humilhar a mulher e a negligenciar o filho conforme encolhe cada vez mais os ombros —sua forma mais expressiva de linguagem— diante da precariedade da vida. Numa família em que “a ...

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"Nos levantamos para lutar contra o empobrecimento do capitalismo, contra a colonização do sionismo e contra a violência à qual os mais humildes estão condenados" (Foto: Helena Zelic/Marcha das Margaridas)

Mulheres da Assembleia Internacional dos Povos ratificam sua luta contra a violência

"Saudamos a luta feminista que as mulheres e as diversidades estão realizando nos cinco continentes contra o patriarcado, o capitalismo, o imperialismo, o sionismo e o racismo". Assim as mulheres integrantes da Assembleia Internacional dos Povos, uma articulação internacional de movimentos populares, partidos de esquerda e sindicatos, ratificam seu compromisso com o feminismo no marco do Dia Internacional de Combate à violência contra a mulher, celebrado nesta quarta-feira, 25 de novembro. Em uma nota divulgada hoje, as militantes recuperam a história da data, criada em memória de Patria, Minerva e María Teresa Mirabal, as três irmãs perseguidas e assassinadas em 1960 por ordem do ditador da República Dominicana, Rafael Leónidas Trujillo. "Esta é a mesma história de muitas mulheres em todo o mundo que, apesar da violência típica do sistema patriarcal na nossa vida cotidiana, também confrontamos a violência política e social que os Estados cometem contra nós e nossos ...

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