Para uma menina trans, com uma flor.

Essa coisa de nascer diferente em uma sociedade, hegemonicamente, pré- programada, não é fácil. Às vezes é um permanente risco.  Viver nem sempre  é fácil, nem a vida é todo dia, cheia de sorrisos e abraços calorosos, como as postagens nas redes sociais .

Por  Arísia Barros, da Carta Maior 

Foto: THACHKORN_TJ/Thinkstock/Getty Images

Nascer diferente desperta nos gestos  e em alguns tipos humanos  uma aspereza latente, a intolerância que não respeita, que agride e magoa auto-estima.

São tantas as travessias nesse tempo de construir a auto estima aliada a identidade social.

Sim, é preciso um gigantismo de forças para continuar caminhando, mas, perceba, se tem alguém que guarda um estoque de coragem é você.

Você chegou até aqui e já venceu muitas batalhas.

Agüente firme, a vida, quando em vez,  apresenta-nos as travessias bruscas, que às vezes assustam, mas, por outro lado é um convite a fartura de aprendizados.

Por favor, não desista!

Nem  todo ambiente é hostil.

Tem as travessias da delicadeza, aquelas quando a  gente  se depara com pessoas  cheias de luz, que trazem brilho para nossa vida. Gente com feições bem definidas, que chamamos de parceir@s da caminhada.

Não chore ,ainda, todas suas lágrimas. Reserve um estoque para os grandes e bons momentos  de vitórias e contentamento, porque acredite, eles virão.

Tenha fé na sua fé, dona menina e continue trilhando o caminho.

Um passo atrás do outro.

Você é linda, mulher e poderosa.

Preserve o fôlego da crença e saia pelo mundo garimpando  sonhos.

Não permita que ninguém os roube.

Não permita.

Bom domingo, minha amiga!

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