sábado, outubro 1, 2022
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PSDB e DEM fecham chapa Alckmin-Afif

Coalizão para sucessão estadual deverá ser anunciada apenas depois da saída de Serra para concorrer à Presidência 
Após pedido do governador, Aloysio Nunes Ferreira, que pretendia disputar governo, confirmou ontem a aliados que tentará vaga no Senado

Eduardo Knapp/Folha Imagem

Serra durante ato de assinatura de decreto para criação de estação de pesquisa agroenergética

 

PSDB e DEM avançaram na costura do acordo para a eleição ao governo do Estado de São Paulo e estão prestes a anunciar que o candidato a vice-governador na chapa de Geraldo Alckmin ao Palácio dos Bandeirantes será Guilherme Afif Domingos. Os dois ocupam secretarias do governo e devem deixar os cargos para a disputa.
O último nó para o acordo foi desatado ontem: o chefe da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira, avisou aos aliados que concorrerá ao Senado. Atendendo ao pedido do governador e presidenciável José Serra, Aloysio desistiu de desafiar Alckmin para as prévias. Há duas semanas, a Folha adiantou que ele tendia a concorrer ao Senado. Mas só ontem, depois de conversa com Serra, informou oficialmente a seus aliados.
O ex-governador de São Paulo Orestes Quércia (PMDB) já avisou a seus apoiadores que será “companheiro de chapa” de Aloysio, concorrendo à outra vaga ao Senado.
Com o PMDB, a aliança projeta arrebatar 60% do horário eleitoral: 10 minutos dos 18 minutos de programa a ser veiculado a partir de 17 de agosto.
Alckmin (Desenvolvimento), Afif (Emprego e Relações do Trabalho) e Aloysio se afastam do governo do Estado na semana que vem. Alckmin e Afif já traçam agenda paralela a partir do próximo mês.
O anúncio da chapa só deverá acontecer após o lançamento da candidatura de Serra à Presidência, no dia 10 de abril.
“A aliança com o DEM está resolvida. Devemos fazer um evento em abril”, disse o presidente estadual Mendes Thame.

Despedida

No dia 31, como antecipou o “Painel” ontem, Serra oficializará sua renúncia ao governo no auditório Ulysses Guimarães, no Palácio dos Bandeirantes. Diante de 2.000 convidados, o tucano fará uma prestação de contas de seu mandato.
Segundo roteiro discutido com aliados, Serra enviará, no dia da cerimônia, carta de renúncia à Assembleia Legislativa, com a data de 2 de abril. Ele quer ficar no cargo até a Sexta-Feira da Paixão. Na véspera, terá inaugurado o Rodoanel.
Para garantir visibilidade a Serra, o rito acontecerá em capítulos. A transmissão de cargo para o vice, Alberto Goldman, deverá acontecer na terça.
O lançamento da candidatura à Presidência será no dia 10. Só depois, a coalizão estadual deverá ser anunciada. Ontem, ainda que em tom de brincadeira, Serra revelou a preocupação com o deserto que atravessará até as convenções de junho.
“Vocês vão se livrar de mim. Vamos ter que suplicar para que venham me cobrir no futuro”, disse Serra aos jornalistas.
Caberá a Alckmin demover o deputado José Aníbal da disposição de disputar prévias para o Senado. O PSDB tentará ainda convencer os secretários Paulo Renato Souza (Educação) e Xico Graziano (Meio Ambiente) a concorrer à Câmara.
Como o PTB também reivindicava seu espaço na aliança, o problema com o partido também deverá ser solucionado.

Fonte: Folha de São Paulo

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