Remédios contra Aids prolongam vida, mas ainda causam graves efeitos colaterais

Dificuldade de viver com a doença é ignorada pela geração que não viu a doença matar

A popularização da camisinha e o acesso aos coquetéis antirretrovirais (remédios que têm a função de impedir a multiplicação do vírus HIV no organismo) deram uma face mais amena à Aids para as novas gerações. Tanta facilidade, no entanto, abriu caminhos para a falta de prevenção e de consciência de que a doença ainda mata e cria limitações físicas e sociais. Esse comportamento é reflexo do aumento de casos de Aids entre os adolescentes brasileiros.

Segundo pesquisa do Ministério da Saúde, que será publicada nesta quarta-feira (1º), Dia Mundial de Luta Contra a Aids, o número de municípios com casos da doença entre jovens de 13 a 19 anos aumentou de 155 para 237 entre 1991 e 2009.

Isso acontece porque essa população não vê mais portadores do HIV à beira da morte como antigamente e não identificam a doença como algo que deve ser evitado a qualquer custo, explica o infectologista Ronaldo Halal, assessor técnico do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.

– Pessoas continuam morrendo de Aids, inclusive no Brasil. E uma das situações que levam a isso é o diagnóstico tardio.

Segundo dados do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais, os casos de morte vinculada à Aids cresceram nos últimos três anos no Brasil, onde11.523 pessoas morreram em 2008, contra 11.372 em 2007 e 11.046, em 2006.

 

Fonte: R7

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