Tag: Saúde

Yago Tavares Franco, 36, que foi ao ginecologista pela primeira vez aos 31 anos e recebeu diagnóstico de câncer de útero  (Foto: Bruno Santos/ Folhapress)

Pessoas trans relatam barreiras no acesso a serviços de saúde

Yago Tavares Franco, 36, um homem trans, consultou-se com um ginecologista pela primeira vez aos 31 anos. Ele foi à procura de orientação sobre os hormônios que deveria tomar, como parte do processo de transição de gênero, mas saiu do consultório sabendo que tinha uma lesão inicial no útero que poderia evoluir para um câncer. Tempos depois, após mais um período sem visitar o ginecologista, o problema se agravou e Franco recebeu o diagnóstico de câncer. Neste mês, ele fez uma histerectomia total, que retira o útero. "Eu não ia ao ginecologista porque tinha vergonha do meu corpo. Imagina um consultório cheio de mulher e só eu de homem ali; ia causar incômodo. Além disso, tem muito médico que não conhece uma pessoa trans", diz Franco, que trabalha como operador de sistema de segurança. Franco conta que em uma das vezes que esteve em um consultório de um ginecologista, o médico, ...

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Fotomontagem sobre imagens Clay Banks/Unsplash e Freepik

Pesquisa expõe o racismo estrutural nas instituições de saúde

O racismo está bastante enraizado na cultura brasileira, tanto que as medidas para combater a discriminação racial, adotadas pelo governo federal, utilizaram pela primeira vez, em 2005, a expressão “racismo institucional” para explicar que ele se manifesta nas estruturas de organização da sociedade e nas instituições, o que inclui o Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), feita em 2015, 23,3% das pessoas negras e pardas já se sentiram discriminadas em serviços de saúde. A pesquisa de mestrado Análise do racismo institucional na assistência em saúde sexual e reprodutiva no município de Ribeirão Preto-SP, do enfermeiro Marcelo Vinicius Domingos Rodrigues dos Santos, da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP, revela que esse problema é tão “comum” a ponto de poucas pessoas identificarem que sofreram discriminação racial. O intuito do estudo era identificar com que ...

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Foto: Getty Images

Mulheres que podem ter maior risco para Covid-19 e pouco tem sido falado sobre

Em julho de 2020, quando sua família testou positivo para Covid-19, Breanna Aguilar não se encaixou em nenhum grupo considerado de alto risco para a doença. Ela tem 31 anos, é cuidadora de animais de estimação e ex-professora de fitness que já correu uma meia maratona. Ela era, na maioria das vezes, saudável. Quando Aguilar pegou a Covid-19, ela perdeu o paladar, teve febre baixa e fraqueza muscular. Ela mal conseguiu manter nada no estômago, mas ganhou cerca de 13 quilos. Mais tarde, desenvolveu dor pélvica, acne cística, sensibilidade mamária, dores de cabeça, confusão mental e fadiga extrema. Passaram-se meses desde então, mas ela diz que a falta de energia, a dor crônica e a confusão mental - sintomas prolongados da Covid-19 - permanecem e ela não consegue nem caminhar 15 minutos sem precisar de uma pausa. Ela também está lidando com a resistência à insulina e tomando vários medicamentos ...

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Foto: Pixabay / iStock

Reflexões sobre um planejamento urbano inclusivo e a saúde pública – um diálogo possível?

Pensar o planejamento urbano passa pelo desafio de instituir cidades democráticas, ‘inclusivas e saudáveis. Neste sentido, o crescimento urbano precisa acompanhar a dinâmica populacional e ao mesmo tempo atender às suas demandas. Não atendendo esta premissa o direito à cidade é restrito. No Brasil, o modelo de desenvolvimento ocorre de forma excludente e discriminatória, pautado na lógica da classe, raça e cisheteto- patriarcal. Essa lógica dominante vem instituindo uma dinastia política de reproduz de forma secular um modelo opressor que inviabiliza a mobilidade social em uma perspectiva mais progressista cujos reflexos repercutem na condição de privilégio e de vulnerabilidade dentre os sujeitos que compõe essa sociedade. A forma de gestão instituída nega a garantia de direitos da sua população em vários níveis, desde o acesso a água, moradia, alimentação, áreas de lazer, e educação, por exemplo. Essa desassistência reflete em diferentes formas de exposição ao risco, de adoecimento e morte. ...

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A assistente social Roseli Rocha(que também faz parte da direção do Comitê Pró-Equidade de Gênero e Raça), na biblioteca de Manguinhos. (Foto: Raquel Portugal (Fiocruz))

Diversidade é saúde: Fiocruz cria grupo pela equidade de gênero e raça 

Saúde é um conceito amplo para a Fundação Oswaldo Cruz. Presença diária nas manchetes desde o início da pandemia de coronavírus, a Fiocruz é mais que uma fábrica de vacinas, medicamentos, reagentes e kits de diagnóstico. A mais importante instituição científica da América Latina trabalha com pesquisa, ensino, assistência e informação e, justamente por isso, enxerga o respeito à diversidade como parte da definição de saúde. Para que esse preceito seja uma constante em suas diferentes frentes, desde 2009, o Comitê Pró-Equidade de Gênero e Raça desenvolve ações de estímulo à diversidade e enfrentamento aos preconceitos de gênero e raça dentro e fora da Fundação. Para entender a capilaridade do Comitê, é preciso lembrar que a Fiocruz é muito maior que a sua sede, o Palácio de Manguinhos, no Rio de Janeiro. A Fundação conta com mais de 7.500 funcionários em 21 unidades, sendo 11 no Rio, dez em outros ...

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Maju Coutinho fala sobre 50 anos do JH, saúde mental, fake news e maternidade (Foto: Globo/ Fabio Rocha)

Maju Coutinho fala sobre saúde mental, fake news e maternidade: “Estamos enfrentando a pandemia da desinformação”

Maju Coutinho entra no ar da bancada do Jornal Hoje (JH), às 13h25 da tarde, mas sua jornada de trabalho começa bem antes: às 8h15 ela se divide entre maquiagem e reunião de pauta por videoconferência, depois faz os exercícios de fono para garantir a potência na voz durante os 85 minutos que passa ao vivo, checa as chamadas da programação e ainda grava sonoras no estúdio. "É muita ralação, não tem glamour. Não acho bom alimentar essa fantasia de que é tudo fácil, luxuoso e lindo quando na verdade é muito pé no chão e trabalho", conta em entrevista à Vogue, sobre sua rotina. Meditar duas vezes ao dia e deixar o celular em modo avião pós expediente estão entre os rituais de autocuidado que Maju incluiu em 2021 para manter a saúde mental após reportar notícias difíceis, como as de famílias que perderam mais de um parente em questão de dias para a Covid-19. "Não dá para ter ...

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A jornalista Anielle Franco (Foto: Bléia Campos)

Em defesa da democracia e de saúde para todos

Na última semana, escrevi nesta coluna sobre a campanha #TemGenteComFome e hoje, mais uma vez, abro espaço para falar sobre os últimos acontecimentos do Brasil. Por mais que quisesse falar sobre outros temas como as conquistas e encontros do mês de março no Instituto Marielle Franco ou mesmo, sobre a minha qualificação no mestrado de Relações Étnico-Raciais do CEFET, que contou com a presença de mulheres incríveis em minha banca, como Sueli Carneiro e Bianca Santana. Mas, a coluna de hoje não será sobre minhas vitórias, mas, sim, sobre minhas preocupações, uma vez que obviamente eu não poderia me abster dos últimos acontecimentos do nosso país. Antes de mais nada, nos últimos dias tivemos momentos de risco para democracia, como por exemplo o malabarismo feito pelo presidente da república Jair Bolsonaro com trocas ministeriais e uma tentativa frustrada de escalada autoritária. Já na pandemia de covid-19, tivemos novos recordes batidos, ...

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Bianca Santana - Foto: João Benz

Coração de bananeira

Quando eu tinha nove anos de idade, minha avó avaliou que era tempo de acabar com minhas crises respiratórias. Para isso, precisava de um coração de bananeira. Um desafio e tanto no conjunto habitacional onde vivíamos, na periferia norte de São Paulo, e com a pouca mobilidade para a zona rural naquela fase da vida. Uma vizinha falou com a outra que falou com a outra e soubemos que na favela à beira da estrada, rodovia Fernão Dias, havia um quintal com bananeira. Saímos, minha avó e eu, cruzando os sete campos de futebol que separavam a Cohab da favela, em busca da árvore. Lembro bem quando o dono do quintal veio até a porta ouvir o apelo de minha avó. Um senhor negro de pele clara, com bigode e barriga saliente, que prontamente pegou um facão para dar o coração da árvore — umbigo segundo alguns — para dona Polu. ...

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Neca Setubal
Imagem: Sergio Lima/Folhapress

A inaceitável desvinculação do investimento em educação e saúde

O trecho da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) Emergencial (186/2019) que desvincula do orçamento a educação e a saúde, deixando municípios e estados desobrigados do investimento mínimo nessas duas áreas, causa enorme preocupação e requer alerta da sociedade porque está sendo proposto justamente em um momento muito agudo em que, ao contrário, é preciso fortalecer mais o SUS (Sistema Único de Saúde) e a educação do país. Hoje, pela Constituição, o piso de gastos do governo federal nas duas áreas não pode ser reduzido e precisa ser corrigido pela inflação do ano anterior. Já os estados precisam investir 25% na da sua receita em educação e 12% na saúde, ao passo que os municípios devem destinar 25% em educação e 15% em saúde. Esses patamares foram construídos de forma democrática e técnica, com a participação da sociedade civil, e são essenciais porque têm assegurado continuamente o desenvolvimento das duas áreas, ...

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Júlia Rocha (Imagem retirada do site ECOA)

O que será dos profissionais de saúde que distorcem a ciência?

A semana de sofrimento e morte promovida em Manaus pela incompetência logística e pelo desdém das lideranças políticas que tinham a obrigação de proteger as pessoas da morte por desassistência mas que, deliberadamente, escolheram nada fazer foi, sem dúvida, das coisas mais tristes que muitos de nós viu e vai ver na vida. Tão incômodo e doloroso quanto ver as cenas das pessoas morrendo sufocadas por falta de oxigênio dentro de unidades de saúde foi ver o desespero dos colegas profissionais da saúde chorando, implorando por ajuda, pedindo recursos ao telefone, nas redes sociais e na televisão. Contudo, não estávamos todos desesperados e chorosos em meio ao caos. Uma parte dos profissionais de saúde brasileiros estava usando suas redes sociais para incentivar seus milhares de seguidores a desafiar as autoridades e o vírus. Faziam em seus stories verdadeiras convocações para que as pessoas saíssem às ruas sem máscara, sem evitar aglomerações, ...

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Ilustração: Bruno Fonseca e Larissa Fernandes/Agência Pública

A saúde das crianças negras

Quando se fala sobre saúde de crianças negras com profissionais da medicina, é comum que pensem logo em anemia falciforme, por se tratar de uma doença que acomete a população afrodescendente. No entanto, a vulnerabilidade das crianças negras vai muito além. Como fazem parte da população mais pobre do Brasil, estão sujeitas inúmeras doenças ligadas à pobreza. Uma criança negra tem, por exemplo, 70% mais risco de ser pobre e 30% a mais de chance de estar fora da escola do que uma criança branca, segundo o Unicef. A pobreza retira crianças e jovens da escola e os empurra cada vez mais precocemente para o mercado de trabalho, onde acabam desenvolvendo funções insalubres. Dados do Unicef indicam que 64,78% das crianças e adolescente que trabalham no Brasil são negros. Meninas negras representam entre 87% e 93% das crianças e dos adolescentes envolvidos em trabalho doméstico no país. Vejam outros números: ...

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Josimar Priori (Arquivo Pessoal)

Não parem de trabalhar!!!

No dia 14 de agosto deste ano um homem morreu durante o trabalho numa rede multinacional de hipermercados. A morte ocorreu por volta das 8h da manhã, o corpo foi ocultado por guarda-sóis e tapumes até ser recolhido pelo Instituto Médico Legal em torno das 12h enquanto a loja permaneceu aberta ao público. Em tempos de pandemia, este caso parece ser apenas mais uma gota no acúmulo de catástrofes. Olhamos, perplexos e impotentes, insensíveis talvez, o encadeamento de tragédias: uma criança morta ao cair do 9° andar enquanto a mãe cuidava do pet da patroa, a empregada doméstica morta depois de contrair o coronavírus na casa em que prestava serviço; as mortes por Covid-19, por seu turno, já ultrapassam o número de 131 mil, mas parece que não são mais do que partes inevitáveis de paisagem social em que a produtividade, em vez servir, se tornou mais importante que a vida. O ...

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A pastora da igreja Cristã de Brasília Wall Moares
Imagem: Arquivo pessoal

Freira, pastora e doutora: quem são as cristãs a favor do aborto no Brasil

O caso da menina de dez anos que engravidou após ser estuprada e teve de enfrentar uma jornada, do Espírito Santo ao Recife, para conseguir interromper a gestação levou dois grupos a protestar na frente do hospital onde o procedimento legal aconteceu. De um lado, estavam os ditos religiosos, que se manifestavam contra o aborto. Do outro, um grupo mais "secular" defendia que a menina tivesse a gravidez interrompida como lhe era de direito. A polarização da cena, no entanto, esconde um lado mais cheio de nuances do debate: o das mulheres que, mesmo ligadas a grupos religiosos e desempenhando funções de destaque em suas igrejas, apoiam o direito ao aborto. "A descriminalização do aborto é uma questão de justiça social. No Brasil, se uma mulher tem dinheiro, encontra várias clínicas de aborto. Agora, como faz uma mulher que mal tem dinheiro para comer e para pagar a conta de ...

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Foto: Mídia Ninja

Nota em defesa dos direitos sexuais e reprodutivos das meninas e mulheres e em repúdio à Portaria Nº 2282 do Ministério da Saúde

A Associação Brasileira de Saúde Coletiva, Centro Brasileiro de Estudos de Saúde, Associação Brasileira Rede Unida e Sociedade Brasileira de Bioética repudiam veementemente a Portaria Nº 2.282 de 27 de agosto de 2020 do Ministério da Saúde que cria barreiras adicionais para o acesso ao procedimento do aborto previsto em lei pelas mulheres e meninas vítimas de violência sexual, atingindo sobretudo as usuárias da rede pública de saúde, majoritariamente pobres e negras.  O governo obriga médicos e profissionais de saúde a notificarem a autoridade policial casos de pacientes vítimas de crime de estupro. Ao utilizar a expressão “crime de estupro”, a Portaria reduz a violência sexual ao seu aspecto jurídico, deixando em segundo plano a saúde das vítimas. A responsabilização criminal dos autores de estupro é uma reivindicação antiga e legítima da sociedade brasileira. No entanto, obrigar os profissionais de saúde/serviços de saúde a obter informações de cunho investigatório e notificar o ...

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Imagem retirada do site RBA

Na lei desde 1940, aborto legal não saiu do papel para mulheres pobres

O caso da menina de 10 anos que viajou do Espírito Santo a Recife para interromper a gravidez fruto de estupro mostra, entre outras coisas, que uma lei em vigor há 80 anos para garantir esse direito ainda não saiu do papel. Sobretudo quando as vítimas da violência são pobres e negras, conforme Bárbara Pereira, integrante do Fórum de Mulheres de Pernambuco e da Frente Nacional contra a Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto. “Desde 1940 o direito ao aborto em caso de estupro é previsto em lei. Mas na prática não é o que acontece. As mulheres e meninas pobres e negras não exercem esse direito. São as que mais sofrem e morrem devido a abortos inseguros e também as que mais demoram a relatar a violência sofrida”, diz Bárbara. O Código Penal Brasileiro, de 1940, que tipifica o aborto como crime, também estabelece que não há ...

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Malone Mukwende, o estudante de medicina que criou um guia para identificar sintomas de doenças na pele negra (Foto: Reprodução/Imagem retirada do Site Revista Galileu)

Estudante cria guia para identificar sintomas de doenças na pele negra

Foi durante suas aulas de medicina na St. George’s, Universidade de Londres, no Reino Unido, que o estudante Malone Mukwende percebeu algo sério: os sintomas descritos nos livros se referiam majoritariamente à pele branca. Por isso, o jovem decidiu voltar seus estudos para os diversos tons de pele negra — e, assim, publicou um guia pode melhorar o ensino e diagnóstico médico. "Éramos frequentemente ensinados a procurar sintomas como erupções vermelhas, que eu sabia que não apareceriam desta forma na minha própria pele", afirmou Mukwende, em entrevista ao BME Medics. "Ao sinalizar isso para os tutores, ficou claro que eles não conheciam outra maneira de descrever essas condições em pacientes com tons de pele mais escuros — e eu sabia que precisava mudar isso." Mukwende, então, decidiu criar o "Mind the Gap" ("Cuidado com o vão", em tradução livre), manual que mostra como os sintomas de diversas doenças se apresentam ...

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Teste para coronavírus aplicado pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal — Foto: Matheus Oliveira/Saúde-DF

Negros são maioria dos mortos por coronavírus no DF, apontam dados da Secretaria de Saúde

Os negros são maioria entre as pessoas mortas pelo novo coronavírus no Distrito Federal. Segundo dados da Secretaria de Saúde (SES-DF), o grupo representa 53,9% das vítimas. Não negros são 43,9%, e 2,2% não tiveram a raça informada. As informações foram divulgadas na terça-feira (7), em um estudo da Companhia de Planejamento do DF (Codeplan). Os dados constam do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) da Secretaria da Saúde e são referentes às 358 mortes contabilizadas na plataforma até 29 de junho. O número traz apenas parte dos 559 óbitos por Covid-19 que já haviam sido confirmados até a data. Eles seguem a mesma tendência do levantamento do Ministério da Saúde que apontou que 1 em cada 3 mortos por Covid-19 é negro. O registro das demais mortes no DF não havia sido inserido no sistema até 6 de julho. Segundo a secretaria, "a defasagem observada se deve às ...

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O racismo institucional é um dificultador na assistência à saúde da população (Foto: Marcello Casal Jr/Arquivo/Agência Brasil)

Ministério da Saúde retira do ar estudo sobre saúde da população negra 

O Ministério da Saúde retirou da página em que estava na internet, com o rol de várias outras publicações, um estudo que ouviu mais de 52 mil brasileiros sobre a saúde da população negra no Brasil. O levantamento apontava, ao fazer uma comparação com os brancos, um cenário desfavorável para os negros no consumo de frutas e hortaliças, entre outros itens, fornecendo indicadores científicos sobre a desigualdade social entre negros e brancos. O estudo, com 132 páginas, foi feito em 2018 e estava no ar desde julho do ano passado sob o guarda-chuva da Secretaria de Vigilância em Saúde, a mesma área técnica que sofreu uma intervenção branca do governo Bolsonaro na semana passada a fim de alterar o cálculo dos mortos e casos de Covid-19 no país. O levantamento é intitulado "Vigitel Brasil 2018 População Negra: vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico". ...

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Hospital Sancta Maggiore, da Prevent Senior, registrou os primeiros óbitos de pacientes com covid-19 em SP: protocolo com orientação para uso de cloroquina em casos leves é seguido por médicos da rede
Imagem: Vincent Bosson/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Na contramão da OMS, planos de saúde mandam médicos receitar cloroquina

A despeito da falta de comprovação científica de que funcione no combate à covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, grandes planos de saúde particulares orientam e até pressionam médicos a prescrever cloroquina e hidroxicloroquina para pacientes com confirmação ou suspeita da doença que apresentam sintomas leves tomar em casa. Prevent Senior, Hapvida e planos do sistema Unimed, dentre outros operadores, adotam e defendem a prática. A orientação —que precede o protocolo lançado na semana passada pelo Ministério da Saúde para o SUS (Sistema Único de Saúde), no qual orienta a prescrição do medicamento, originalmente utilizado contra malária e outras doenças, para casos leves de covid-19— vai na contramão da OMS (Organização Mundial da Saúde), que suspendeu temporariamente todos os testes clínicos que conduzia com a substância na segunda-feira (25). A decisão da entidade foi tomada após um estudo publicado na revista médica "The Lancet", uma das mais respeitadas do mundo, ...

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O continente africano tem até agora cerca de 55 mil casos confirmados de infecções pelo coronavírus (AP Photo/Patrick Ngugi

Coronavírus: o que está por trás da aparente resistência da África à pandemia

Embora os especialistas alertem que ainda é muito cedo para cantar vitória, o "desastre iminente" previsto por John Nkengasong, diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África, ainda não ocorreu. Enquanto a Europa responde por mais de 1,5 milhão de casos confirmados, os Estados Unidos ultrapassam 1,3 milhão e a América Latina está perto de 250 mil, o continente africano tem até agora 55 mil infecções. Seu número de mortes relativamente baixo é ainda mais surpreendente: até 8 de maio, essa região do mundo registrava pouco mais de 2 mil óbitos, muito menos do que outros continentes ou mesmo se comparado a uma cidade como Nova York, que já passou de 20 mil mortes. Esses números são mais impressionantes diante do fato de a África ser o segundo continente mais populoso do mundo, com 1,2 bilhão de habitantes. Mas o que está por trás da aparente resistência ...

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