quinta-feira, abril 22, 2021

Tag: Saúde

A jornalista Anielle Franco (Foto: Bléia Campos)

Em defesa da democracia e de saúde para todos

Na última semana, escrevi nesta coluna sobre a campanha #TemGenteComFome e hoje, mais uma vez, abro espaço para falar sobre os últimos acontecimentos do Brasil. Por mais que quisesse falar sobre outros temas como as conquistas e encontros do mês de março no Instituto Marielle Franco ou mesmo, sobre a minha qualificação no mestrado de Relações Étnico-Raciais do CEFET, que contou com a presença de mulheres incríveis em minha banca, como Sueli Carneiro e Bianca Santana. Mas, a coluna de hoje não será sobre minhas vitórias, mas, sim, sobre minhas preocupações, uma vez que obviamente eu não poderia me abster dos últimos acontecimentos do nosso país. Antes de mais nada, nos últimos dias tivemos momentos de risco para democracia, como por exemplo o malabarismo feito pelo presidente da república Jair Bolsonaro com trocas ministeriais e uma tentativa frustrada de escalada autoritária. Já na pandemia de covid-19, tivemos novos recordes batidos, ...

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Bianca Santana - Foto: João Benz

Coração de bananeira

Quando eu tinha nove anos de idade, minha avó avaliou que era tempo de acabar com minhas crises respiratórias. Para isso, precisava de um coração de bananeira. Um desafio e tanto no conjunto habitacional onde vivíamos, na periferia norte de São Paulo, e com a pouca mobilidade para a zona rural naquela fase da vida. Uma vizinha falou com a outra que falou com a outra e soubemos que na favela à beira da estrada, rodovia Fernão Dias, havia um quintal com bananeira. Saímos, minha avó e eu, cruzando os sete campos de futebol que separavam a Cohab da favela, em busca da árvore. Lembro bem quando o dono do quintal veio até a porta ouvir o apelo de minha avó. Um senhor negro de pele clara, com bigode e barriga saliente, que prontamente pegou um facão para dar o coração da árvore — umbigo segundo alguns — para dona Polu. ...

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Neca Setubal Imagem: Sergio Lima/Folhapress

A inaceitável desvinculação do investimento em educação e saúde

O trecho da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) Emergencial (186/2019) que desvincula do orçamento a educação e a saúde, deixando municípios e estados desobrigados do investimento mínimo nessas duas áreas, causa enorme preocupação e requer alerta da sociedade porque está sendo proposto justamente em um momento muito agudo em que, ao contrário, é preciso fortalecer mais o SUS (Sistema Único de Saúde) e a educação do país. Hoje, pela Constituição, o piso de gastos do governo federal nas duas áreas não pode ser reduzido e precisa ser corrigido pela inflação do ano anterior. Já os estados precisam investir 25% na da sua receita em educação e 12% na saúde, ao passo que os municípios devem destinar 25% em educação e 15% em saúde. Esses patamares foram construídos de forma democrática e técnica, com a participação da sociedade civil, e são essenciais porque têm assegurado continuamente o desenvolvimento das duas áreas, ...

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Júlia Rocha (Imagem retirada do site ECOA)

O que será dos profissionais de saúde que distorcem a ciência?

A semana de sofrimento e morte promovida em Manaus pela incompetência logística e pelo desdém das lideranças políticas que tinham a obrigação de proteger as pessoas da morte por desassistência mas que, deliberadamente, escolheram nada fazer foi, sem dúvida, das coisas mais tristes que muitos de nós viu e vai ver na vida. Tão incômodo e doloroso quanto ver as cenas das pessoas morrendo sufocadas por falta de oxigênio dentro de unidades de saúde foi ver o desespero dos colegas profissionais da saúde chorando, implorando por ajuda, pedindo recursos ao telefone, nas redes sociais e na televisão. Contudo, não estávamos todos desesperados e chorosos em meio ao caos. Uma parte dos profissionais de saúde brasileiros estava usando suas redes sociais para incentivar seus milhares de seguidores a desafiar as autoridades e o vírus. Faziam em seus stories verdadeiras convocações para que as pessoas saíssem às ruas sem máscara, sem evitar aglomerações, ...

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Ilustração: Bruno Fonseca e Larissa Fernandes/Agência Pública

A saúde das crianças negras

Quando se fala sobre saúde de crianças negras com profissionais da medicina, é comum que pensem logo em anemia falciforme, por se tratar de uma doença que acomete a população afrodescendente. No entanto, a vulnerabilidade das crianças negras vai muito além. Como fazem parte da população mais pobre do Brasil, estão sujeitas inúmeras doenças ligadas à pobreza. Uma criança negra tem, por exemplo, 70% mais risco de ser pobre e 30% a mais de chance de estar fora da escola do que uma criança branca, segundo o Unicef. A pobreza retira crianças e jovens da escola e os empurra cada vez mais precocemente para o mercado de trabalho, onde acabam desenvolvendo funções insalubres. Dados do Unicef indicam que 64,78% das crianças e adolescente que trabalham no Brasil são negros. Meninas negras representam entre 87% e 93% das crianças e dos adolescentes envolvidos em trabalho doméstico no país. Vejam outros números: ...

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Josimar Priori (Arquivo Pessoal)

Não parem de trabalhar!!!

No dia 14 de agosto deste ano um homem morreu durante o trabalho numa rede multinacional de hipermercados. A morte ocorreu por volta das 8h da manhã, o corpo foi ocultado por guarda-sóis e tapumes até ser recolhido pelo Instituto Médico Legal em torno das 12h enquanto a loja permaneceu aberta ao público. Em tempos de pandemia, este caso parece ser apenas mais uma gota no acúmulo de catástrofes. Olhamos, perplexos e impotentes, insensíveis talvez, o encadeamento de tragédias: uma criança morta ao cair do 9° andar enquanto a mãe cuidava do pet da patroa, a empregada doméstica morta depois de contrair o coronavírus na casa em que prestava serviço; as mortes por Covid-19, por seu turno, já ultrapassam o número de 131 mil, mas parece que não são mais do que partes inevitáveis de paisagem social em que a produtividade, em vez servir, se tornou mais importante que a vida. O ...

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A pastora da igreja Cristã de Brasília Wall Moares Imagem: Arquivo pessoal

Freira, pastora e doutora: quem são as cristãs a favor do aborto no Brasil

O caso da menina de dez anos que engravidou após ser estuprada e teve de enfrentar uma jornada, do Espírito Santo ao Recife, para conseguir interromper a gestação levou dois grupos a protestar na frente do hospital onde o procedimento legal aconteceu. De um lado, estavam os ditos religiosos, que se manifestavam contra o aborto. Do outro, um grupo mais "secular" defendia que a menina tivesse a gravidez interrompida como lhe era de direito. A polarização da cena, no entanto, esconde um lado mais cheio de nuances do debate: o das mulheres que, mesmo ligadas a grupos religiosos e desempenhando funções de destaque em suas igrejas, apoiam o direito ao aborto. "A descriminalização do aborto é uma questão de justiça social. No Brasil, se uma mulher tem dinheiro, encontra várias clínicas de aborto. Agora, como faz uma mulher que mal tem dinheiro para comer e para pagar a conta de ...

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Foto: Mídia Ninja

Nota em defesa dos direitos sexuais e reprodutivos das meninas e mulheres e em repúdio à Portaria Nº 2282 do Ministério da Saúde

A Associação Brasileira de Saúde Coletiva, Centro Brasileiro de Estudos de Saúde, Associação Brasileira Rede Unida e Sociedade Brasileira de Bioética repudiam veementemente a Portaria Nº 2.282 de 27 de agosto de 2020 do Ministério da Saúde que cria barreiras adicionais para o acesso ao procedimento do aborto previsto em lei pelas mulheres e meninas vítimas de violência sexual, atingindo sobretudo as usuárias da rede pública de saúde, majoritariamente pobres e negras.  O governo obriga médicos e profissionais de saúde a notificarem a autoridade policial casos de pacientes vítimas de crime de estupro. Ao utilizar a expressão “crime de estupro”, a Portaria reduz a violência sexual ao seu aspecto jurídico, deixando em segundo plano a saúde das vítimas. A responsabilização criminal dos autores de estupro é uma reivindicação antiga e legítima da sociedade brasileira. No entanto, obrigar os profissionais de saúde/serviços de saúde a obter informações de cunho investigatório e notificar o ...

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Imagem retirada do site RBA

Na lei desde 1940, aborto legal não saiu do papel para mulheres pobres

O caso da menina de 10 anos que viajou do Espírito Santo a Recife para interromper a gravidez fruto de estupro mostra, entre outras coisas, que uma lei em vigor há 80 anos para garantir esse direito ainda não saiu do papel. Sobretudo quando as vítimas da violência são pobres e negras, conforme Bárbara Pereira, integrante do Fórum de Mulheres de Pernambuco e da Frente Nacional contra a Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto. “Desde 1940 o direito ao aborto em caso de estupro é previsto em lei. Mas na prática não é o que acontece. As mulheres e meninas pobres e negras não exercem esse direito. São as que mais sofrem e morrem devido a abortos inseguros e também as que mais demoram a relatar a violência sofrida”, diz Bárbara. O Código Penal Brasileiro, de 1940, que tipifica o aborto como crime, também estabelece que não há ...

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Malone Mukwende, o estudante de medicina que criou um guia para identificar sintomas de doenças na pele negra (Foto: Reprodução/Imagem retirada do Site Revista Galileu)

Estudante cria guia para identificar sintomas de doenças na pele negra

Foi durante suas aulas de medicina na St. George’s, Universidade de Londres, no Reino Unido, que o estudante Malone Mukwende percebeu algo sério: os sintomas descritos nos livros se referiam majoritariamente à pele branca. Por isso, o jovem decidiu voltar seus estudos para os diversos tons de pele negra — e, assim, publicou um guia pode melhorar o ensino e diagnóstico médico. "Éramos frequentemente ensinados a procurar sintomas como erupções vermelhas, que eu sabia que não apareceriam desta forma na minha própria pele", afirmou Mukwende, em entrevista ao BME Medics. "Ao sinalizar isso para os tutores, ficou claro que eles não conheciam outra maneira de descrever essas condições em pacientes com tons de pele mais escuros — e eu sabia que precisava mudar isso." Mukwende, então, decidiu criar o "Mind the Gap" ("Cuidado com o vão", em tradução livre), manual que mostra como os sintomas de diversas doenças se apresentam ...

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Teste para coronavírus aplicado pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal — Foto: Matheus Oliveira/Saúde-DF

Negros são maioria dos mortos por coronavírus no DF, apontam dados da Secretaria de Saúde

Os negros são maioria entre as pessoas mortas pelo novo coronavírus no Distrito Federal. Segundo dados da Secretaria de Saúde (SES-DF), o grupo representa 53,9% das vítimas. Não negros são 43,9%, e 2,2% não tiveram a raça informada. As informações foram divulgadas na terça-feira (7), em um estudo da Companhia de Planejamento do DF (Codeplan). Os dados constam do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) da Secretaria da Saúde e são referentes às 358 mortes contabilizadas na plataforma até 29 de junho. O número traz apenas parte dos 559 óbitos por Covid-19 que já haviam sido confirmados até a data. Eles seguem a mesma tendência do levantamento do Ministério da Saúde que apontou que 1 em cada 3 mortos por Covid-19 é negro. O registro das demais mortes no DF não havia sido inserido no sistema até 6 de julho. Segundo a secretaria, "a defasagem observada se deve às ...

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O racismo institucional é um dificultador na assistência à saúde da população (Foto: Marcello Casal Jr/Arquivo/Agência Brasil)

Ministério da Saúde retira do ar estudo sobre saúde da população negra 

O Ministério da Saúde retirou da página em que estava na internet, com o rol de várias outras publicações, um estudo que ouviu mais de 52 mil brasileiros sobre a saúde da população negra no Brasil. O levantamento apontava, ao fazer uma comparação com os brancos, um cenário desfavorável para os negros no consumo de frutas e hortaliças, entre outros itens, fornecendo indicadores científicos sobre a desigualdade social entre negros e brancos. O estudo, com 132 páginas, foi feito em 2018 e estava no ar desde julho do ano passado sob o guarda-chuva da Secretaria de Vigilância em Saúde, a mesma área técnica que sofreu uma intervenção branca do governo Bolsonaro na semana passada a fim de alterar o cálculo dos mortos e casos de Covid-19 no país. O levantamento é intitulado "Vigitel Brasil 2018 População Negra: vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico". ...

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Hospital Sancta Maggiore, da Prevent Senior, registrou os primeiros óbitos de pacientes com covid-19 em SP: protocolo com orientação para uso de cloroquina em casos leves é seguido por médicos da rede Imagem: Vincent Bosson/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Na contramão da OMS, planos de saúde mandam médicos receitar cloroquina

A despeito da falta de comprovação científica de que funcione no combate à covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, grandes planos de saúde particulares orientam e até pressionam médicos a prescrever cloroquina e hidroxicloroquina para pacientes com confirmação ou suspeita da doença que apresentam sintomas leves tomar em casa. Prevent Senior, Hapvida e planos do sistema Unimed, dentre outros operadores, adotam e defendem a prática. A orientação —que precede o protocolo lançado na semana passada pelo Ministério da Saúde para o SUS (Sistema Único de Saúde), no qual orienta a prescrição do medicamento, originalmente utilizado contra malária e outras doenças, para casos leves de covid-19— vai na contramão da OMS (Organização Mundial da Saúde), que suspendeu temporariamente todos os testes clínicos que conduzia com a substância na segunda-feira (25). A decisão da entidade foi tomada após um estudo publicado na revista médica "The Lancet", uma das mais respeitadas do mundo, ...

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O continente africano tem até agora cerca de 55 mil casos confirmados de infecções pelo coronavírus (AP Photo/Patrick Ngugi

Coronavírus: o que está por trás da aparente resistência da África à pandemia

Embora os especialistas alertem que ainda é muito cedo para cantar vitória, o "desastre iminente" previsto por John Nkengasong, diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África, ainda não ocorreu. Enquanto a Europa responde por mais de 1,5 milhão de casos confirmados, os Estados Unidos ultrapassam 1,3 milhão e a América Latina está perto de 250 mil, o continente africano tem até agora 55 mil infecções. Seu número de mortes relativamente baixo é ainda mais surpreendente: até 8 de maio, essa região do mundo registrava pouco mais de 2 mil óbitos, muito menos do que outros continentes ou mesmo se comparado a uma cidade como Nova York, que já passou de 20 mil mortes. Esses números são mais impressionantes diante do fato de a África ser o segundo continente mais populoso do mundo, com 1,2 bilhão de habitantes. Mas o que está por trás da aparente resistência ...

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Campanha #CompartilheInformação #CompartilheSaúde: chamada aberta vai apoiar comunicação popular e independente

A ARTIGO 19 lança hoje (07/05) a campanha  #CompartilheInformação #CompartilheSaúde, para fortalecer os direitos humanos à informação e saúde. A campanha vai estabelecer parcerias com comunicadores/as populares e independentes para ampliar informações confiáveis e diversas nesta crise do novo coronavírus. Como parte desta campanha, a organização vai apoiar 20 iniciativas de comunicação popular, comunitária ou independente com R$ 8.000,00 para produção e circulação de conteúdos sobre diferentes aspectos da crise econômica, política, social e de saúde pública neste momento, e que tragam novas perspectivas sobre redes de solidariedade, ações de enfrentamento, impactos e caminhos para afirmar direitos e promover a saúde pública. A ARTIGO 19 acredita que desenvolver ações conjuntas com grupos diversos é a melhor maneira de responder à crise atual e superar a pandemia. A desorganização política e a desinformação no Brasil tem agravado o quadro da saúde pública e de vulnerabilidade da população. É preciso multiplicar o ...

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Enterro de vítima do coronavírus no cemitério da Vila Formosa, em São Paulo Foto: Victor Moriyama/The New York Times

Em SP, risco de morte de negros por covid-19 é 62% maior em relação aos brancos

Dados do boletim epidemiológico da Prefeitura de São Paulo do dia 30 de abril apontam que o risco de morte de negros por covid-19 é 62% maior em relação aos brancos. No caso dos pardos, esse risco é 23% maior. Especialistas apontam que questões socioeconômicas, como saneamento básico precário, insegurança alimentar e dificuldade de acesso à assistência médica, aumentam o risco de adoecer e morrer. Nos Estados Unidos, por exemplo, os negros também estão mais expostos ao novo coronavírus. As estatísticas fazem parte do 3° Boletim Covid-19 da Secretaria Municipal de Saúde. O documento traz dados e análises referentes à situação epidemiológica e ações para o enfrentamento da doença até o dia 24 de abril. Essa parte da pesquisa considera o número de óbitos (suspeitos e confirmados) por covid-19 entre brancos, pretos, amarelos, pardos e indígenas, de acordo com a classificação de raça/cor do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ...

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Fachada do Congresso vista pelo Supremo Tribunal Federal. (Foto: Pedro França/Agência Senado)

STF reconhece covid-19 como doença ocupacional e permite autuação de empresas

Com a decisão da Corte, ficam sem validade o artigo 29, que não considerava doença ocupacional os casos de contaminação de trabalhadores por covid-19, e o artigo 31, que limitava a atuação de auditores fiscais do trabalho apenas a atividades de orientação, sem autuações. A suspensão tem caráter temporário. Ao reconhecer a covid-19 como doença ocupacional, o Supremo permite que trabalhadores de setores essenciais que forem contaminados possam ter acesso a benefícios como auxílio-doença, protegidos pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Se o artigo continuasse válido, trabalhadores de farmácias, supermercados e do comércio, por exemplo, não estariam integralmente amparados pelas normas previdenciárias e de proteção ao trabalhador quando afetados pelo vírus. Antes limitadas, as fiscalizações dos auditores fiscais do trabalho vinculados ao Ministério da Economia passarão a acontecer com mais liberdade. A MP ditava que por 180 dias eles não poderiam autuar empresas por qualquer irregularidade, a não ser ...

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(Foto: Getty)

Pandemia pode prejudicar acesso de mulheres a contraceptivos, alerta UNFPA

O isolamento social provocado pela pandemia de COVID-19 pode prejudicar o acesso de mulheres do mundo todo ao planejamento reprodutivo, o que deve ocasionar gestações não intencionais, alertou o Fundo de População da ONU (UNFPA) nesta quarta-feira (29). O organismo das Nações Unidas também alertou para um aumento nos próximos meses dos casos de violência de gênero e de outras práticas nocivas contra mulheres. O isolamento social provocado pela pandemia de COVID-19 pode prejudicar o acesso de mulheres do mundo todo ao planejamento reprodutivo, o que deve ocasionar gestações não intencionais, alertou o Fundo de População da ONU (UNFPA) nesta quarta-feira (29). O organismo das Nações Unidas também alertou para o aumento da violência de gênero e outras práticas nocivas contra mulheres nos próximos meses. O estudo revela o enorme impacto que a COVID-19 está tendo entre as mulheres, enquanto os sistemas de saúde ficam sobrecarregados, as unidades de saúde ...

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Logo da ONU em sede de Nova York Imagem: Lucas Jackson

Relatores da ONU denunciam Brasil por colocar em risco “milhões de vidas”

Relatores da ONU denunciam o governo brasileiro diante do que chamam de "políticas irresponsáveis" durante a pandemia da Covid 19. Num comunicado emitido nesta quarta-feira, eles apontaram que o Brasil deveria abandonar imediatamente políticas de austeridade mal orientadas que estão colocando vidas em risco e aumentar os gastos para combater a desigualdade e a pobreza exacerbada pela pandemia. Essa é a declaração mais dura já feita por relatores da ONU contra o Brasil por conta de sua gestão da crise e uma das raras direcionadas contra um país específico por sua gestão sanitária. Outros governos chegaram a ser questionados, mas por fechamento do parlamento e medidas de emergência. A nota declara: "as políticas econômicas e sociais irresponsáveis do Brasil colocam milhões de vidas em risco". A crítica ocorre depois que uma série de instituições brasileiras recorreram às Nações Unidas para denunciar a postura do presidente Jair Bolsonaro, que optou por ...

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Adobe

Existe alguma possibilidade da população negra e pobre paulistana não ser a principal vítima fatal do Covid-19?

Nas últimas semanas temos visto uma série de debates e reflexões acerca dos dados de contaminação e óbitos, em decorrência do Covid-19, da população negra dos Estados Unidos. No Brasil, país extremamente racializado, e no qual a população negra além de ser a maioria (56%, de acordo com dados do IBGE) é também, a que mais sofre com a negação dos direitos, não se verifica notícias e discussões que incorporam a dimensão racial, como um elemento estrutural, para a compreensão dos casos de Covid-19.   Não há abordagens, pelos mais conhecidos meio de comunicação (jornais e programas de televisão), sobre a alta probalidade, de mulheres negras e homens negros, se tornarem as principais vítimas fatais do vírus também em nosso país.  Nesse momento, começam a surgir algumas reportagens e apontamentos acerca do aumento de óbitos na periferia, entretanto, não há referências sobre um fato importante: a periferia de São Paulo ...

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