Representante da Presidência da República diz que comunidade indígena de MS vive crise humanitária grave

O secretário nacional de Articulação Social da Secretaria-Geral da Presidência da República, Paulo Maldos, afirmou que a comunidade indígena Y’poi em Paranhos, a 477 quilômetros de Campo Grande, vive uma crise humanitária grave e poucas vezes vista no Brasil. A declaração foi feita nessa quinta-feira (20) em entrevista exclusiva ao MS Record.com.br.

O representante da Presidência da República esteve em Paranhos para levantar a situação do acampamento, que fica na fazenda São Luiz e está em processo de demarcação. No local vivem 200 indígenas que só podem ter contato externo a cada 15 dias mediante autorização dos seguranças da propriedade, conforme relato do secretário nacional.

Ainda segundo Maldos, no local faltam alimentos, água e toda infraestrutura de que as famílias precisariam para subsistência. Nem mesmo a Fundação Nacional do Índio (Funai) tem acesso ao local sem a autorização dos seguranças.

“Eles não tem acesso a uma série de garantias constitucionais, como o direito de ir e vir, assistência médica e educação. Quando alguém fica doente é obrigado a ser transportado por trilhas no meio do mato, sem qualquer segurança”, afirmou Paulo Maldos.

O secretário ressalta a situação das crianças que vivem no acampamento, que não frequentam a escola e aparentam desnutrição, já que as cestas básicas e técnicos da Funai só têm acesso ao local duas vezes por mês. Paulo Maldos garantiu que irá repassar a situação do acampamento pessoalmente para a presidente Dilma Roussef, já que a erradicação da miséria é uma das metas do governo federal.

Também participaram da visita técnica o coordenador regional da Funai em Ponta Porã, Silvio Raimundo da Silva, representantes da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), acompanhados de homens da Força Nacional de Segurança.

Comitê

Paulo Maldos anunciou ainda a criação de um comitê na região da Grande Dourados para resolver os problemas sociais envolvendo a disputa de terras e os conflitos na região do Cone Sul do Estado. O comitê Gestor de Políticas Indigenistas será instalado em Dourados, a 225 quilômetros da Capital, nos dias 28 e 29 de novembro e vai reunir representantes de mais de 10 Ministérios.

A comunida Y’poi é a mesma onde os professores Rolindo e Genivaldo Vera foram mortos em novembro de 2009 e recentemente o primo deles, Teodoro Ricardi foi vítima de uma emboscada. O corpo de Rolindo segue desaparecido.

Fonte: MS Record

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