Seminário regional discute ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas

Os desafios e perspectivas da lei 10.639 – instituída em 2003 na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e que estabelece a obrigatoriedade do ensino sobre história e cultura afro-brasileira no ensino fundamental e médio de escolas públicas e privadas – são os focos de discussão de seminário regional realizado pela gerência de Diversidade da Secretaria de Estado da Educação e do Esporte (SEE) em homenagem aos dez anos da implantação.

Divulgação

O encontro, direcionado para gestores, pesquisadores e educadores de escolas públicas do Nordeste, teve início nesta quinta (3) e se estende até a próxima sexta (4), no auditório do Centro de Formação Ib Gatto Falcão, no Cepa.

Segundo o historiador e técnico pedagógico da SEE, Zezito de Araújo, as discussões que cercam o tema incluem perspectivas de gestão escolar no âmbito da lei, avaliações do modo como o tema está inserido no ambiente escolar, a importância da participação dos movimento sociais nas conquistas da luta do negro, além de uma troca de experiência por relatos dos participantes de diferentes estados da região. A intenção, de acordo com Zezito, é construir um documento conjunto que possibilite nortear diversas ações propostas no encontro, de forma que a lei seja aplicada com maior eficácia.

Contribuição

Para o historiador, a introdução da história do negro nas escolas “A introdução da história do negro nas escolas contribui para a mudança na percepção acerca da história do Brasil, que está intimamente ligada à história do negro. Coloca a população negra como sujeito ativo na história dos movimentos sociais no País e no mundo, traz para a sala de aula a discussão étnico racial, denunciando o mito da democracia racial presente nos livros e nas relações sociais”, explica o historiador.

Estavam presentes no primeiro dia do evento gestores dos municípios de Penedo, Teotônio Vilela, Arapiraca, Delmiro Gouveia, União dos Palmares, Maragogi e Maceió, além de gestores estaduais de Sergipe, Piauí e Bahia. Também participaram do encontro professores da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) e Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

Fonte: Aqui Acontece

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