Tag: Afro-argentinos e suas lutas

Um vendedor de empanadas em seu posto, em Buenos Aires, em 1937 (ARQUIVO GERAL DA REPÚBLICA DA ARGENTINA INV: 13862

Por que a escravidão foi praticamente apagada da história de Chile e Argentina: ‘Aqui não há negros’

"Muitas vezes, no meu próprio país, passo por estrangeira por causa da minha cor, do cabelo encaracolado, e tenho que dizer com orgulho que sou chilena, tendo que suportar a descrença de muitos e muitos." Por Jaime Gonzále, da BBC  Estas palavras da ativista Marta Salgado descrevem a realidade que muitos afrodescendentes enfrentam tanto no Chile quanto na vizinha Argentina, países onde a seguinte frase se tornou comum: "Aqui não há negros". (ARQUIVO GERAL DA REPÚBLICA DA ARGENTINA INV: 13862) Embora seja verdade que, historicamente, a porcentagem de população negra nesses dois países tenha sido muito menor do que em outras nações latino-americanas, as coisas eram diferentes na época da colônia. Segundo registros históricos, há 200 anos, em cidades como Buenos Aires e Santiago, os negros chegaram a representar mais de 20% da população, número que pode chegar a 60% em outros locais onde negros escravizados traficados da África eram ...

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Foto : Matheus Simoni / Metropress

‘Advogado preto?’, professora repreendeu sonho de Clarindo Silva

O dono da Cantina da Lua relembrou parte de sua trajetória de luta: "Fui batedor de ferrugem, auxiliar de balcão, balconista, sub-gerente, gerente, contador..." Por James Martins, do Metro 1 Foto : Matheus Simoni / Metropress Clarindo Silva, 77 anos, participou ontem (11) do Jornal da Cidade II, na Rádio Metrópole, e mais uma vez reforçou sua militância pelo Centro Histórico, em especial, mas também por toda a cidade do Salvador. O jornalista e agitador cultural anda muito preocupado com o futuro do Hospital Espanhol. "Vejo com uma angústia, uma tristeza muito grande, não só a questão do imóvel em si, mas sobretudo ante a necessidade que essa cidade tem de leitos hospitalares, o Espanhol fechado", disse. E prosseguiu: "Confesso que ainda não fiz a pesquisa necessária da situação, para convidar a sociedade baiana a entrar nessa luta e resgatarmos a dignidade daquele espaço. Mas, acho que ...

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Onde estão os negros da Argentina? Sobre a festa de San Baltazar

Acompanhamos a festa de San Baltasar, a única que mantém viva uma etnia devastada pelas guerras Por RAMIRO BARREIRO,  para El País Por que não existem negros na Argentina como no Brasil, na Colômbia e no Uruguai? As raízes africanas do país austral permanecem ocultas para a maioria dos cidadãos, apesar de diversos estudos sociológicos apontarem que entre 4% e 6% da população têm componentes negros em seus genes. As epidemias e as guerras, que levaram boa parte dos homens negros, enviados às frentes de combate como buchas de canhão, derivaram em uma grande miscigenação que branqueou uma etnia que até o século XIX era muito relevante. A única festa criada e conservada por afrodescendentes até hoje no país é San Baltasar, realizada na província de Corrientes (a quase 1.000 quilômetros ao norte de Buenos Aires) e em comemoração ao rei da Arábia que se tornou famoso no mundo ocidental pela história ...

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Estrangeiros no próprio país: a história dos afroargentinos

Ativistas negros se organizam para combater a discriminação e obter retratação por séculos de ocultamento histórico na Argentina Por Mayara Moraes Do Terra Quem caminha pelas ruas de Buenos Aires se torna testemunha do fenômeno de invisibilização sofrido pela população negra na Argentina. Qualquer turista desatento não notaria nos rostos de alguns portenhos os sinais da miscigenação, nem imaginaria que muitos argentinos que se autodenominam brancos têm ancestrais africanos. Qualquer pessoa negra sujeita a cruzar-lhe o caminho o faria se perguntar: “Será que ele é angolano? Senegalês? Ou melhor, brasileiro? “É muito doloroso sentir-se um estrangeiro no seu próprio país”, confidencia Carlos Álvarez, negro, 39 anos, e presidente do coletivo Agrupación Xangô. “A Argentina é um país que luta muito pelos seus desaparecidos, mas os primeiros desaparecidos somos nós”, desabafa Laura Omega, negra, 43 anos, cantora de jazz e militante independente da causa afro. É comum pensar, erroneamente, que na Argentina não ...

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Hoje na História, 8 de novembro, Dia Nacional Afro-Argentino

Cantora argentina Laura Omega destaca que muitos dos negros que foram país chegaram em navios negreiros Colonizados por europeus, argentinos buscam recuperar ascendência negra da Agência Brasil No censo de 2010, apenas 150 mil argentinos - menos de 0,5% da população de 41 milhões - se identificaram como negros. Ainda assim, nos últimos anos, o país está recuperando suas raízes africanas. Neste sábado (08/11), a Argentina comemora o Dia Nacional do Afro-Argentino, graças a uma lei aprovada em 2013. “Escolhemos essa data em homenagem a Maria Remédios del Valle – uma heroína na guerra da independência, que trabalhou como enfermeira e lutou como militar”, diz Sara Chaves, afro-uruguaia que vive em Buenos Aires e pertence ao Movimento Afro Cultural argentino. “Ela ganhou o título de Capitã e Mãe da Pátria, mas morreu na miséria no dia 8 de novembro”. A cantora Laura Omega sempre soube de suas raízes africanas e ...

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A interessante história dos negros argentinos

Por: Leo Gerchmann Estudo do antropólogo argentino Daniel Schavelzon, feito nos anos 1990, mostrava a presença de afrodescendentes na Argentina em geral e em Buenos Aires, especificamente. Conta que os descendentes de africanos deixaram Buenos Aires em direção ao interior do país, onde vivem hoje em número reduzido. - Eles existem em pequeno número, entre outros motivos, porque, durante os conflitos dos quais a Argentina participou, foram colocados na linha de frente – dizia Schavelzon. A cidade de Buenos Aires, na época da Argentina colonial, chegou a ter 30% da sua população composta por negros. A confirmação dessa tese ocorreu quando Schavelzon e outros arqueólogos encontraram uma vasilha redonda de cerâmica africana, moldada artesanalmente. Bem antes de ser encontrada a vasilha, haviam sido achados, em 1988, objetos de magia africana, como um boneco enforcado por um pedaço de corda -um legítimo exemplo de vodu – e perfurado no peito por meio ...

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Fiebre Negra: A história oculta e esquecida dos negros na Argentina

Fiebre Negra é um acerto de contas da literatura argentina dos negros na Argentina e suas raízes africanas. Terceiro romance do portenho Miguel Rosenzvit, o livro apresenta uma Buenos Aires que a história oficial tratou com descaso. É ambientado no século XIX, quando a capital - conhecida por ser a mais "européia" da América Latina - chegou a ter 30 por cento de população negra;"três de cada dez habitantes era negro", asssinala o autor. Em entrevista ao Observatório Afro-Latino, o escritor e poeta fala sobre o romance, publicado recentemente pela Editorial Planeta, que conta a história de amor entre um afro-argentino e uma jovem branca, que nascem quase ao mesmo tempo e crescem juntos. Além disso, o autor conta como foi a escravidão em seu país, como vive hoje a população afro-descendente e opina sobre a contribuição africana para a cultura argentina. - O que o levou a escolher uma história ...

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