Tag: Afro-brasileiros

    Clóvis Moura foi um grande estudioso da luta de classes com atenção ao papel do trabalhador negro brasileiro e sua história. (Foto: Imagem retirada do site Observatório Social)

    Clóvis Moura: 5 anos sem o “pensador quilombola”

    "Eu aprendi a me conhecer lendo Clóvis Moura. Sou negro e me vi em Brasil: raízes do protesto negro". (Aílson do Carmo de Souza) Em 23 de dezembro, faz 5 anos que perdemos Clóvis Moura. De forma antecipada, e como parte das reflexões sobre a Semana da Consciência Negra, nada mais apropriado do que homenageá-lo. Sua obra e sua militância foram a melhor síntese da práxis que uniu a reflexão teórica e a luta por um Brasil de igualdade racial. Desde que Zumbi passou a ser reconhecido como símbolo da luta antiescravista brasileira, foi reconsiderada parte de nossa visão de história, não feita por heróis, mas tendo o Quilombo dos Palmares como personificação e síntese da luta dos negros, nos mais de 300 anos de escravidão em nosso País, e nos quase 500 anos de luta pela liberdade e contra o preconceito. Foi justamente isto que os movimentos negros, independente ...

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    João Candido

    Marinha libera ficha do “almirante negro”

    Expulso da Marinha, João Cândido viveu as décadas seguintes em dificuldades, até ser redescoberto pelo jornalista Edmar Morel A Marinha liberou, após 97 anos, documentos referentes ao marinheiro de 1ª classe João Cândido Felisberto (1880-1969), o "almirante negro", líder da Revolta da Chibata, e ajudou a localizar sua ficha no Arquivo Nacional. Os documentos agora tornados públicos só haviam sido consultados por oficiais e historiadores da Marinha e usados para corroborar a versão oficial do episódio que acabou com os castigos corporais nos navios de guerra. A liberação é um fato novo. Durante todo este tempo, os pesquisadores e os filhos de João Cândido esbarraram em negativas da Marinha, que jamais aceitou a elevação dos revoltosos à condição de heróis. O próprio João Cândido nunca conseguiu ter acesso à documentação. Em depoimento no MIS do Rio em 1968, ele reclamou: "... os da Marinha são negativos, João Cândido nunca ...

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    João Cândido (Imagem: Arquivo Nacional)

    João Cândido ganha monumento no Dia da Consciência Negra

     Para marcar o Dia da Consciência Negra, a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) vai promover em 20 de novembro uma atividade cultural na Praça XV, no Centro do Rio de Janeiro, palco da Revolta da Chibata de 1910. O ponto alto do evento será a instalação de monumento em homenagem a João Cândido. O presidente Lula confirmou presença no evento, que contará com shows de João Bosco e Martinho da Vila, entre outras manifestações artísticas. O Almirante Negro liderou revolta dos marinheiros João Cândido, conhecido como o "Almirante Negro", liderou a revolta dos marinheiros - negros em sua maioria - contra os castigos físicos a que ainda eram submetidos 22 anos após a Abolição da escravidão. Cândido foi anistiado apenas agora em 2008, após sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a projeto de iniciativa da senadora Marina Silva (PT-AC), atendendo a uma antiga reivindicação dos movimentos ...

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    (Foto: Reprodução/ Paz & Terra; Edição: 1ª (17 de março de 2016) )

    Almirante Negro volta às livrarias

    "As memórias tinham sido publicadas em 1912 e 1913 na Gazeta de Notícias, mas, na coleção da Biblioteca Nacional, faltavam esses exemplares. Localizamos os jornais na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo", relata Marco. A nova edição - as anteriores foram em 1959, 1963, 1979 e 1986 - incorpora a ficha de João Cândido na Marinha, revelada em 2008, e notas, que ajudam na contextualização dos fatos, além de fotos dos rebelados. O movimento envolveu mais de 2,3 mil marinheiros, a maioria negros e mulatos pobres, nos navios Minas Gerais, São Paulo, Bahia e Deodoro, na Baía de Guanabara, de 22 a 27 de novembro de 1910. Edmar o batizou de Revolta da Chibata. A frota naval do Brasil, na época, era a terceira maior do mundo, o que ajudou a dar peso à rebelião. Alguns marujos, como o próprio João Cândido, tinham acompanhado a construção de um dos ...

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    João Cândido (Imagem: Arquivo Nacional)

    Levante de João Cândido era tabu na instituição

    A Revolta da Chibata sempre foi um tabu para a Marinha. Ela não só ignorou a anistia concedida pelo Congresso em 1910 aos marinheiros sublevados como até recentemente perseguiu os que trataram os revoltosos como heróis.No prefácio de "A Revolta da Chibata", Edmar Morel relata que Aparício Torelly, o Barão de Itararé, foi seqüestrado em 1934 por oficiais da Marinha depois de publicar na "Folha do Povo" duas reportagens sobre a vida de João Cândido. Segundo Morel, foi depois deste episódio que o humorista colocou na porta de sua sala no jornal a placa "Entre sem bater".  O "Diário da Noite" teve de interromper, por pressões, uma campanha para ajudar o ex-marinheiro que estava doente. No Estado Novo, o escritor Gustavo Barroso foi proibido pelo DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda) de continuar a escrever sobre a revolta em "A Manhã". O próprio Edmar Morel foi cassado pelo regime militar, ...

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    Pesquisadores afirmam que a maior parte da Marinha brasileira era composta de homens negros (Foto: Imagem retirada do site Brasil de Fato)

    Marinha não vê heroísmo no episódio

    Até hoje a Marinha considera a Revolta da Chibata "uma rebelião ilegal, sem qualquer amparo moral ou legítimo", sustenta o Centro de Comunicação Social da Marinha: "A Revolta da Chibata, ocorrida no ano de 1910, sob a ótica desta Força constitui-se em um triste episódio da história do país e da própria Marinha do Brasil (MB), e sobre a qual, hoje, dificilmente podemos aquilatar, com precisão, as origens e desdobramentos que antecederam aquela ruptura do preceito hierárquico. A MB sempre se pautou pela firme convicção de que as questões envolvendo qualquer tipo de reivindicação obteriam a devida compreensão, reconhecimento e respaldo para decisão superior, por meio do exercício da argumentação e sobretudo do diálogo entre as partes, o que é de fundamental importância para o pleno exercício da liderança e para o estabelecimento de vínculos de lealdade. A despeito dos fatos que motivaram aquela crise, o movimento não pode ser ...

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    Imagem: Arquivo Nacional

    João Cândido: Ex-marinheiro morreu pobre aos 89 anos

    Em 22 de novembro de 1910, inconformados com os castigos corporais ainda impostos pelos oficiais da Marinha, João Cândido e cerca de 2.300 marinheiros se sublevaram, tomaram à força quatro navios de guerra na baía da Guanabara e bombardearam o Rio, então capital federal, como advertência. No episódio, morreram quatro oficiais nos navios e duas crianças em terra. A rebelião foi planejada, e seu estopim foi o castigo de 250 chibatadas imposto ao marinheiro Marcelino Rodrigues diante da tripulação do encouraçado Minas Gerais. Os revoltosos tomaram também o encouraçado São Paulo, o cruzador Bahia e o navio de patrulha Deodoro.  João Cândido foi guindado a chefe da insurreição, "o primeiro marinheiro no mundo a comandar uma esquadra", observou Edmar Morel. Uma semana antes da rebelião, o marechal Hermes da Fonseca assumira a Presidência. Pressionado pelo poderio nas mãos da marujada, o Congresso aprovou o fim dos castigos e a anistia. ...

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