sexta-feira, março 5, 2021

Tag: branqueamento

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Branqueamento, indígenas e o tráfico de escravos

Em sua tese de livre docência, John Monteiro afirmou que “não se pode menosprezar a importância da abolição, em 1850, do tráfico negreiro e a lenta extinção da escravidão no Brasil para o debate indigenista”. Poderíamos, na verdade, afirmar que já na década de 1820 o debate acerca do fim do trato negreiro teve grande relevância na formulação de projetos de políticas indigenistas.  Logo após a declaração da independência do Brasil, D. Pedro I iniciou negociações com países europeus em busca de reconhecimento diplomático. A Inglaterra, a nação mais poderosa à época, exigiu a abolição do trato negreiro “dentre em mui curto período” como condição indispensável para reconhecer o novo país. Após aproximadamente quatro anos de negociação, um acordo foi selado entre os dois países: o tráfico de escravos seria abolido três anos após a sua ratificação no Parlamento brasileiro, o que ocorreu em março de 1827.  Todavia, como afirmou ...

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Nappy.co

A Ideologia do branqueamento: tudo que você precisa saber

Toda vez que me proponho a falar sobre um tema denso da estrutural racial, fico pensando e repensando qual será a melhor estratégia para escrevê-lo. Neste momento tento me colocar no lugar de quem talvez nunca tenha pensado acerca da temática e, ao mesmo tempo, expressar todo o sentimento (dores e anseios) que eu sinto enquanto pessoa negra neste país. Meu lugar de fala é brasileiro, é negro, é periférico, e por mais marcadores sociais que possam existir neste corpo andante, há situações que eu não conseguirei alcançar, mas tento transmitir conhecimento para construção da nossa luta antirracista. para Luana Mendes Daltro para o Portal Geledés Nappy.co Falar de antirracismo é entender o branqueamento Uma luta antirracista precisa ser pautada em mecanismos de combate ao racismo. Neste sentido, falar sobre embranquecimento é entender como a configuração desta ideologia nos atingiu e atinge enquanto população negra, e ...

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Mestiçagem, harmonia e branqueamento: quem tem medo do homem negro?

Apesar das nuances e interconexões entre ambas, existem basicamente duas interpretações sobre o modelo de relações raciais no Brasil: a primeira está relacionada com a dimensão harmoniosa desse modelo, seus defensores alegam que apesar da escravidão negra no Brasil, de profundas desigualdades raciais fruto desse processo e das constantes práticas discriminatórias, o modelo brasileiro seria superior àqueles implantados em países como EUA e África do Sul, paradigmáticos para estas comparações. por Henrique Restier da Costa Souza, no Justificando Segundo essa interpretação os conflitos sociais na sociedade brasileira seriam diluídos pelo convívio, intimidade e afetividade nos contatos entre negros e brancos, desprovidos de ódios e conflitos raciais explícitos, gerando aquilo que chamamos nas palavras do etnólogo Carlos Moore “o mitoideologia da democracia racial” (2012). Já a outra perspectiva, (da qual este texto se vincula) postula que apesar da convivência amistosa em determinados contextos, geralmente “no território afetivo do negro” constrangimentos, humilhações e ...

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Cotas, o branqueamento e a discriminação racial

Durante a última semana, houve bastante repercussão sobre a notícia do parlamentar Wilson Batista Duarte – Kanelão (PMDB), vereador de Rio Grande, que durante sessão realizada na sede do legislativo local, ao questionar a criação de cotas raciais para ocupação de cargos públicos, teria afirmado que “os negros querem se favorecer, isso que é racismo, afinal os negros já estão quase brancos, estão saindo com loira, polaca, estão comendo em restaurantes…”. De acordo com a Zero Hora, Kanelão nega a declaração e diz ter sofrido ameaças após a publicação da notícia em diversos sites. O parlamentar está em seu sétimo mandato e completa vinte e seis anos no poder local. Através de seu suposto discurso, o político tentaria inserir o negro em uma categoria além da raça humana. Ele sugere a superioridade do branco a partir do momento que tenta “embranquecer” o negro, utilizando a brancura como sinônimo de humanidade. ...

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Foto: IEA

Kabengele Munanga: A difícil tarefa de definir quem é negro no Brasil

Fonte: Eu, um Negro Foto: IEA PARA O ANTROPÓLOGO Kabengele Munanga, professor-titular da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, não é fácil definir quem é negro no Brasil. Em entrevista concedida a ESTUDOS AVANÇADOS, no último dia 13 de fevereiro, ele classifica a questão como "problemática", sobretudo quando se discutem políticas de ação afirmativa, como cotas para negros em universidades públicas."Com os estudos da genética, por meio da biologia molecular, mostrando que muitos brasileiros aparentemente brancos trazem marcadores genéticos africanos, cada um pode se dizer um afro-descendente. Trata-se de uma decisão política", afirma. Kabengele Munanga é atualmente vice-diretor do Centro de Estudos Africanos e do Museu de Arte Contemporânea da USP. Nasceu em 19 de novembro de 1942 no antigo Zaire, onde recebeu sua educação primária e secundária. Sua educação superior ocorreu em seu país natal, de 1964 a 1969. Foi o primeiro ...

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