terça-feira, julho 7, 2020

    Tag: Carlos Roberto Saraiva da Costa Leite

    Francisco Xavier da Costa (Foto: Wikimedia Commons)

    Um líder negro no Socialismo dos Pampas

    “Trazemos no corpo O mel do suor Trazemos nos olhos A dança da vida Trazemos na luta, a Morte vencida No peito marcado trazemos o Amor,” ( D. Pedro Casaldáliga, Pedro Tierra / Milton Nascimento, Missa dos Quilombos). Diante das novas relações de trabalho que se estabeleceram após a Abolição da Escravatura (1888), surgiram mecanismos de organização, nos quais operários de fábricas e de oficinas passaram a se aglutinar, visando a prestar ajuda mútua aos associados em diversas situações, como doenças, prisões e morte. Nos primeiros anos da Primeira República (1889-1930), o operariado brasileiro vivenciava uma dura realidade, em sua rotina de trabalho, a exemplo de jornadas exaustivas, locais insalubres, crianças e mulheres exploradas nas fábricas. Dentro deste contexto, despontou uma militância sindical com importantes lideranças, lutando pela construção de uma sociedade mais justa e com menos desigualdades. Francisco Xavier da Costa É nesse período de ebulição de ideias e de contestação, sob a bandeira dos ideários anarquistas e socialistas, ...

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    O Exemplo: A voz negra do Rio Grande do Sul

    “Na verdade a mão escrava Passava a vida limpando O que a mão branca sujava” ( Gilberto Gil / A mão da limpeza)   por  Carlos Roberto Saraiva da Costa Leite * via Guest Post para o Portal Geledés Lutando por justiça, inclusão social e combate ao racismo, um periódico marcou sua presença de forma indelével na imprensa gaúcha, sendo o porta-voz da comunidade afrodescendente no estado: “O Exemplo” (1892-1930). O semanário, que trazia como subtítulo “Jornal do Povo”, foi criado no Salão de Barbeiros Calisto, na Rua dos Andradas, conhecida como Rua da Praia, nº 247. No seu primeiro número, em seu editorial, “O Exemplo” apresentou a sua proposta: “O nosso programa é simples e podemos exará-lo em duas palavras: a defesa de nossa classe e o aperfeiçoamento de nossos medíocres conhecimentos”. Aurélio Veríssimo de Bittencourt, homenagem do jornal “O Exemplo” em 13 de maio de 1904. Este importante ...

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    Sua Majestade o Samba

    O termo samba, desde o século XVIII, já era conhecido no Brasil Colônia e em Portugal graças aos viajantes que tiveram contato com danças africanas em Angola e no Gongo. De forma mais ampla, os nomes dados a estas danças era batuque e samba, Este último termo se originou da palavra africana semba que significa umbigada. Ao som de tambores e palmas, o semba tem uma coreografia própria, na qual o participante é convidado para dançar no centro da roda quando recebe uma “umbigada” de outro que já se encontra a dançar. Enviado por Carlos Roberto Saraiva da Costa Leite via Guest Post para o Portal Geledés A roda, na tradição da “Mãe África”, simboliza a energia em movimento e pode representar tanto a alegria como a tristeza. O espaço do sagrado e do profano, por meio da dança, expressa-se, retratando histórias e os mitos presentes no universo cultural do negro. Com o passar do tempo, a expressão batuque cedeu ...

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    Ancestralidade: Agô meus Pretos Velhos

    Durante o período escravocrata da história brasileira, os escravos domésticos tinham um tratamento menos cruel em relação aos que trabalhavam fora da "Casa Grande". As amas- de- leite, ainda que na condição de escravas, criavam vínculos de afetividade, surgindo, assim, a forma peculiar e carinhosa com que a nossa literatura, embora de maneira romantizada, registra a presença da "Mãe Preta". Estas mulheres amamentaram e salvaram a vida de incontáveis "sinhozinhos". Enviado por Carlos Roberto Saraiva da Costa Leite via Guest Post para o Portal Geledés Zelando pelo o sono dos filhos do seu senhor, ao perceber a indesejável presença de alguma doença, utilizavam-se de benzeduras e rezas a seus orixás, principalmente, quando se esgotavam as possibilidades de cura pela Medicina tradicional. Estas práticas eram comuns, embora a Igreja considerasse a religiosidade do escravizado pura superstição e ligada a espirítos malignos. Atualmente, as pretas velhas prestam o seu trabalho fraterno, no campo espiritual, nos milhares de terreiros de matriz africana espalhados pelo ...

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    A presença do Negro na Imprensa Gaúcha: do Império à República

    “Existe uma história do povo negro sem o Brasil; mas não existe uma historia do Brasil sem o povo negro”. (Januário Garcia). por Carlos Roberto Saraiva da Costa Leite*via Guest Post para o Portal Geledés Durante o processo em prol da Independência do Brasil (1822), a elite local apoiou a figura do imperador D. Pedro I, visando a consolidar o Estado Nacional sem alterar a sua estrutura socioeconômica: o latifúndio e o braço do escravizado. Havia, por parte desta mesma elite, uma preocupação quanto a uma insurreição dos escravos, diante de uma minoria branca, a exemplo do que ocorrera no Haiti (1791-1804) quando, pela primeira vez, os negros tomaram de forma violenta o poder local. O analfabetismo no Brasil, naquele momento, atingia mais de 90% de uma população estimada em 4,5 milhões de habitantes. Neste contexto, no Primeiro Reinado (1822-1831), havia uma pequena elite intelectual, formada na Universidade de Coimbra. O universo ...

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