quarta-feira, setembro 16, 2020

    Tag: cultura do ódio

    Andréa Pachá (Foto: Fábio Seixo)

    Direito à memória

    Eunice Farah, 77 anos, era uma foliã apaixonada e pulou o último carnaval no Clube Ipiranga com filhos e netos. Erika Regina viveu 39 anos e se transformava na melhor amiga de infância de qualquer um, em cinco minutos. Ricardo Maeda, 44, ia ser um pai completo, mas não teve tempo. Fernanda Caiuby, aos 64 anos, pintava na aquarela a imaginação dos seus filhos. Manoel Chaves era o Belo. Tinha 86 anos e assim era conhecido porque lá na Bahia, dizem, era o mais bonito da sua vila. Todos morreram vítimas da Covid-19. Todos foram sepultados sem ritos ou despedidas. O olhar sensível do artista Edson Pavoni, inconformado em ver pessoas transformadas em números, deu voz e alma aos que partiram. Em uma obra coletiva, com participação de voluntários, o memorial virtual “Inumeráveis” ( https://inumeraveis.com.br) entrou no ar na quinta-feira passada. Nas lápides intangíveis, que não param de crescer, nomes ...

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    Foto: Justificando

    Sou um juiz da execução penal na era do ódio

    Tenho refletido com mais frequência sobre meu trabalho neste ano de 2019. Sou um juiz da execução penal, mas não apenas isso, sou um juiz da execução penal na era do ódio. Por João Marcos Buch, juiz de direito no Justificando Foto: Justificando São tempos marcados pela fragilização da democracia diante da intolerância, uma intolerância que alimenta cargos de poder usados para a eliminação do outro. As vítimas dessa era se multiplicam por todos os lugares, nos navios negreiros, nas aldeias indígenas, nos canaviais. E nos porões do cárcere. Diante da falência do sistema prisional brasileiro e das injustiças que ele produz intensamente, ser um juiz que executa penas é exaustivo, quase frustrante. Agir de maneira a tentar reduzir os danos do encarceramento tornou-se utópico, meu trabalho se tornou utópico. Ainda que seja notória minha preocupação em fazer respeitar as garantias fundamentais insculpidas na Constituição, mesmo com uma ...

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    imagem marco raaphorst cc nelson mandela

    “Ninguém nasce odiando, para ser racista é preciso ter o aprendizado do ódio”

    As educações que ensinam o racismo por Ricardo Alexandre Correa no Carta Capital “Eu vejo o racismo como uma metástase que tomou todo corpo brasileiro” Elisa Lucinda imagem marco raaphorst cc nelson mandela Diferente do que preconiza o senso comum “educação se aprende em casa”, precisamos ir um pouco além. Pois, seja para oferecer conhecimentos históricos, científicos, ou entretenimentos que carregam alguma particular visão de mundo, a educação está presente em quase todos os ambientes. Nesse sentido, e, considerando as ideias do educador Paulo Freire, algumas questões têm causado preocupação. Oras, se a função da educação é levar consciência aos que não têm consciência, alguma coisa está errada, porque vivemos num país onde o racismo está estruturando as relações sociais. Daí que surge o centro da preocupação: Qual a consciência que está sendo levada aos sujeitos? A educação apresenta classificações de acordo com o ambiente em ...

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    Estudante foi morto pelo Pai que discordava do apoio do jovem a ocupações

    A intolerância e a falta de abertura para ouvir posições políticas distintas no país estão tomando proporções inimagináveis. Nesta terça-feira, dia 15, na cidade de Goiânia, um estudante foi morto pelo pai que não aceitava o fato do filho apoiar ocupações em escolas e universidades no Brasil. no Catraca Livre O engenheiro Alexandre José da Silva Neto, de 60 anos, assassinou o filho Guilherme Silva Neto, de 20, estudante de matemática na Universidade Federal de Goiás, após um desentendimento. Segundo a Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios, eles teriam discutido porque o pai não queria que o jovem saísse para ir até uma ocupação e não aceitava sua participação em movimentos sociais. O pai perseguiu e depois atirou no filho algumas vezes e acabou matando o rapaz na esquina da Avenida República do Líbano. O homem, então, se deitou sobre o estudante e atirou nele mesmo, com um disparo na própria boca. Ele chegou a ser ...

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    Microsoft cria site para denúncias de abuso, preconceito e discurso de ódio

    A Microsoft criou um canal direto para receber denúncias de abusos, racismo e ofensas em geral que tenham cunho preconceituoso ou de ódio. O canal está disponível para todas as plataformas da empresa, incluindo Xbox Live, Skype, Outlook e até OneDrive. Com isso, os usuários poderão reportar à empresa qualquer conteúdo que defenda a violência, promova o ódio e discrimine alguém por conta de sua idade, raça, orientação sexual, deficiência, nacionalidade etc. O site é semelhante ao portal que a Microsoft mantém para receber denúncias de mensagens terroristas. no Microsoft A decisão da empresa de Redmond em desenvolver um canal direto para a denúncia de atividades preconceituosas surgiu depois que a gigante dos softwares assinou um tratado da Comissão Europeia para combater ativamente o assédio e crimes de ódio que existem na internet. O acordo foi assinado também por Facebook, Twitter e YouTube. O site pode ser utilizado para o envio ...

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    As vaias ao francês Lavillenie mostram que a cultura do ódio triunfou entre nós. Por Paulo Nogueira

    Por  Paulo Nogueira Do DCM O brasileiro está doente. Socialmente doente. Foi chocante, foi depressivo ver as vaias ao francês Renaud Lavillenie na noite em que o brasileiro Thiago Braz recebeu no Estádio Olímpico sua medalha de ouro. Os sociólogos terão que reescrever o nosso perfil. Éramos um povo cordial, segundo os especialistas. Somos hoje uma nação de gente cheia de ódio. A primeira vaia a Lavillenie já fora um horror. Foi quando ele foi batido por Thiago. Isso não é civilização. A segunda, na entrega das medalhas, foi ainda pior. Não há grandeza na vitória quando o vencedor se comporta desta maneira. É moralmente repulsivo. O francês já experimentara seu castigo: a derrota numa prova em que ele era um dos grandes favoritos. Já é um suplício. Jamais esqueceremos as lágrimas copiosas de Djokovic ao ser batido no torneio de tênis. Sua alma estava despedaçada. Alguém acha que Lavillenie ...

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