quarta-feira, julho 8, 2020

    Tag: desigualdade social

    Getty Images/iStockphoto

    Entenda por que falamos que ‘vidas negras importam’ em vez de ‘todas as vidas importam’

    Direto aos fatos: Miguel Otávio Santana da Silva, 5 anos, morreu após cair de uma altura de 35 metros, no Recife, ao sair para procurar a sua mãe, a faxineira Mirtes Renata Souza. Ela seguia trabalhando durante o isolamento social com a companhia de seu filho por não ter opção. Miguel sentiu falta da mãe, que naquele momento passeava com o cachorro de Sari Corte Real, e foi colocado pela patroa sozinho no elevador, saiu num andar sem proteção e não resistiu aos ferimentos da queda. O exemplo reflete o descaso que pessoas brancas têm pela vida de pessoas negras e reforça a pergunta: e se fosse o filho da patroa? Todas as vidas importam, claro, mas se o exemplo acima não te convence de que olhar para a vida da população negra é urgente e sempre foi, você está colaborando com a manutenção do projeto de exterminação da população ...

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    (Foto: Alberto César Araújo/Amazônia Real)

    “A pandemia expôs o apartheid não oficial do Brasil em toda a sua brutalidade”. Entrevista com Eliane Brum

    O Brasil vive o caos sobre o caos. Em pouco mais de um mês, a Covid-19 fez mais de três mil mortes e o país acumula recordes negativos (mais de 400 óbitos só esta quinta-feira). Os desfavorecidos são os mais atingidos pela infeção no Brasil e que o Presidente Bolsonaro apelida de “gripezinha”. O vírus devastador expõe como nunca a desigualdade, a fratura social brasileira, a carência e brutal desinvestimento em serviços públicos essenciais. Politicamente, a Covid-19 tornou-se combustível para a radicalização da estratégia de Jair Bolsonaro. O ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, foi demitido por se opor às determinações de Bolsonaro. O ministro da justiça, Sérgio Moro (o juiz titular do processo Lava-Jacto), condena mudanças no comando da Polícia Federal e também bateu a porta na cara do Presidente e abandonou o governo. Presidente? Em entrevista à Renascença, Eliane Brum, jornalista, colunista do “El País” e autora do ...

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    Morrer com coronavírus ou de fome? A escolha dos mais pobres não pode ser esta

    O emprego informal atingiu 40,7% da população ocupada no Brasil, representando um contingente de 38,3 milhões de trabalhadores Por Benedito Roberto Barbosa e Maíra Vannuchi, Do CartaCapital (Foto: Wasawat Lukharang / BBC Thai) A crise causada pela doença covid-19, com a maior pandemia vista pela história recente, afeta a todos, mas impacta frontalmente o povo que tira seu sustento da economia informal como milhões de trabalhadores e trabalhadoras sem acesso a direitos trabalhistas, em enorme situação de vulnerabilidade. Segundo recente pesquisa, o desemprego formal no Brasil atingiu o patamar de 12 milhões de pessoas. Já o emprego informal atingiu 40,7% da população ocupada representando um contingente de 38,3 milhões de trabalhadores, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São milhões de trabalhadores e trabalhadoras que vivem com o que ganham diariamente, ocupando os espaços ...

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    Divulgação

    Desigualdade social, pandemia e acesso à Justiça

    É hora de alternar o perfil dos grupos políticos que sempre ocuparam o espaço da Ouvidoria da Defensoria Púbica de SP. No próximo dia 23, quinta feira, entidades e organizações com direito à voto indicarão o nome da Sociedade Civil para Lista Tríplice das eleições para Ouvidoria da Defensoria Pública de SP. O Movimento Negro de São Paulo defende uma chapa composta por três mulheres negras e um companheiro quilombola: Beatriz Lourenço, da Uneafro; Maria Sylvia de Geledés; Gabrielle Nascimento, de Amparar e Oriel Rodrigues, da Conaq. AQUI o Perfil das candidatas da chapa, Programa Político e Plano de Trabalho : https://bit.ly/3b8jU5k APOIE a sociedade civil organizada no movimento negro, movimento de mulheres negras, anticárcere, quilombolas e periferias a ocuparem a Ouvidoria da DPSP.

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    Reprodução/Facebook

    HOJE na TV247 – Diálogo sobre Papel da Defensoria Pública, Sociedade Civil e Governos diante da PANDEMIA

    Nesta segunda, dia 20, às 21h, ao vivo no YouTube da @TV247, Beatriz Lourenço Do Nascimento, Maria Sylvia Oliveira, Oriel Rodrigues Moraes e Gabrielle Nascimento vão refletir sobre os desafios do grave momento que vivemos no debate "Desigualdade Social, Pandemia e acesso à Justiça". A situação do povo mais pobre e negro nas periferias, das mulheres negras, das pessoas encarceradas e seus familiares e dos quilombolas em meio à pandemia, o papel da sociedades civil, da Defensoria Pública e de governos, será tema desta importante conversa. Eleições para a Ouvidoria da Defensoria Pública de SP Nesta próxima quarta, dia 23 de Abril, acontece a escolha da representação da sociedade civil para a lista tríplice, de onde se decide a nova Ouvidora. Beatriz Lourenço, ao lado de Maria Sylvia, Oriel e Gabrielle, formam a candidatura do movimento negro e periférico para esta Ouvidoria. AQUI o Perfil das candidatas da chapa e ...

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    Foto de Tuca Vieira que mostra Paraisópolis e prédio de luxo do Morumbi rodou o mundo e virou símbolo da desigualdade social

    ‘Quem a polícia defende? De que lado está?’, questiona autor de foto símbolo da desigualdade no Brasil

    No início de 2004, o fotógrafo Tuca Vieira, que trabalhava no jornal Folha de S.Paulo, recebeu a tarefa de fotografar alguns pontos da capital paulista para um caderno especial sobre o aniversário de 450 anos da cidade, comemorado em 25 de janeiro. Por Leandro Machado, da BBC Foto de Tuca Vieira que mostra Paraisópolis e prédio de luxo do Morumbi rodou o mundo e virou símbolo da desigualdade social (Foto: TUCA VIEIRA) Um dos locais escolhidos foi o encontro entre Paraisópolis, segunda maior favela do município, e o rico bairro do Morumbi. Tuca não imaginava, mas a imagem que ele fez naquele dia viraria um retrato e símbolo da desigualdade no Brasil. De um lado, um prédio luxuoso, com quadras de tênis e piscinas na varanda dos apartamentos; do outro, centenas de barracos de alvenaria se espremendo em uma geografia típica de uma favela brasileira. No ...

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    Mapa da Desigualdade: Por que falar em Desigualdade?

    Fonte: Rede Nossa São Paulo Muitas vezes, quando se fala em desigualdade, a primeira coisa que as pessoas visualizam é o desequilíbrio na distribuição de renda. Porém, quando falamos em desigualdade, estamos nos referindo às suas diversas formas de se manifestar: desigualdade de gênero, desigualdade racial e, principalmente, em desigualdades regionais. Essas assimetrias perpetuam ciclos viciosos de estagnação social e acesso a direitos básicos, como educação e saúde de qualidade; direito à moradia, ao trabalho, à cultura; direito a ter boas condições de mobilidade e segurança; direito a um meio ambiente saudável e a uma infância feliz. Os efeitos da desigualdade são perversos e afetam a todas e todos, inclusive às pessoas socialmente mais privilegiadas. Esses efeitos se refletem em vários aspectos mensuráveis, como nos índices de criminalidade e violência (social e simbólica); nos tipos e na remuneração do trabalho; no nível de estresse e nas doenças que afetam a população. Esses números demonstram, explicitamente, os sinais de uma sociedade desequilibrada e ...

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    Membros da CNDH (Comissão Nacional de Direitos Humanos) visitam e e conversam com moradores do conjunto de favelas da Maré, na zona norte do Rio - Douglas Lopes - 04.set.19/Redes da Maré

    As periferias em luta pelo direito à vida

    União e troca de experiências podem conter violência Por Edna Jatobá, Eliana Sousa Silva, Jaime Crowe, da Folha de S.Paulo   Membros da CNDH (Comissão Nacional de Direitos Humanos) visitam e e conversam com moradores do conjunto de favelas da Maré, na zona norte do Rio - Douglas Lopes - 04.set.19/Redes da Maré O conjunto de favelas da Maré, no Rio de Janeiro, tem o tamanho de uma cidade média, com 139 mil habitantes espalhados em 16 comunidades. Historicamente, a região tem sido vista pelos governos e por parte da população apenas como um local perigoso, onde o que se sobressai é a atuação de integrantes de redes ilícitas e criminosas envolvidas em confrontos armados entre si e com agentes da segurança pública. O resultado dessa visão distorcida é que, na Maré, como em outras periferias brasileiras, os moradores sempre precisaram lutar em defesa da própria ...

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    Jornalistas da Folha de S.Paulo debatem sobre desigualdade social no Galpão ZL

    De um lado, profissionais de um jornal de grande circulação falam sobre como a desigualdade social afeta diversas pessoas em cantos diferentes do mundo, de modos e contextos variados, a partir do que eles presenciaram. Do outro lado, alunos de uma escola pública localizada na Zona Leste de São Paulo estão ali para ouvir os relatos feitos por essas pessoas, mas também para dar uma nova perspectiva sobre o que eles sentem na pele quando o assunto é… Desigualdade social. Por Amauri Eugênio Jr. e Carolina Nascimento , da Fundação Tide Setubal  Em 3 de setembro, o repórter Fernando Canzian e o fotógrafo Lalo de Almeida, autores da série de reportagens Desigualdade Global, veiculada na Folha de S.Paulo e que retrata como disparidades socioeconômicas afetam EUA, China, África do Sul, Europa - Espanha, França e Inglaterra - e o Brasil, foram ao Galpão ZL, no Jardim Lapenna, falar aos alunos da ...

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    imagem retirada do site Hypeness

    ONU: Aquecimento global vai empurrar 120 milhões para a pobreza até 2030

    O apocalipse ambiental para qual o planeta se encaminha em passos largos será capaz de acabar com tudo, menos com uma coisa: a desigualdade social e as infinitas vantagens para os mais ricos. no Hypeness imagem retirada do site Hypeness Enquanto muito pouco é feito para conter os efeitos catastróficos da ação humana no meio-ambiente, um novo relatório publicado pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU revela uma face ainda mais perversa do atual apartheid social em que vivemos: os mais ricos sobreviverão mais e melhor em um cenário de crise climática agudo, apesar de serem os principais responsáveis pela emissão de gases poluentes. Segundo o relatório, cerca de 120 milhões de pessoas serão empurradas para a pobreza até 2030, enquanto os mais ricos seguirão capazes de contratar serviços de proteção e de se mudarem para áreas mais habitáveis em um cenário de crise. O terrível ...

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    Bolsa Família — Foto: Assessoria/Prefeitura de Porto Velho

    Brasil tem 5,2 milhões de crianças na extrema pobreza e 18,2 milhões na pobreza

    Crianças e jovens são os mais afetados pela pobreza no Brasil, segundo o IBGE. Por Daniel Silveira e Luiz Guilherme Gerbelli, G1   Os indicadores sociais revelam uma realidade perversa para crianças e jovens no Brasil. No ano passado, 12,5% da população brasileira de 0 a 14 anos vivia na extrema pobreza e 43,4% na pobreza, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta semana. Em números absolutos, são 5,2 milhões de brasileiros de 0 a 14 anos na extrema pobreza – o equivalente a quase toda a população da Dinamarca – e 18,2 milhões na pobreza – pouco mais do que o número de habitantes do Chile. A pesquisa mostrou um outro dado alarmante: entre todos os grupos etários, o porcentual de pobreza por contingente populacional tem maior concentração nas crianças e jovens. Segundo o IBGE, é considerado em situação de extrema pobreza ...

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    O abismo social que separa mundos, pessoas e valores Brasil afora

    Branca. Filha de um médico com uma professora. Estudei a maior parte de minha vida em colégios e universidade particulares. Aulas de música, línguas, esportes. Nunca precisei trabalhar, pois a prioridade eram os estudos e os livros. Para mim e para os meus dois irmãos. Nunca faltou nada em casa. Família estruturada, infância e adolescências sem perrengues. Saneamento básico, rua asfaltada, geladeira farta, roupas novas, material escolar sempre em dia. Uma privilegiada? Sim, muito. Só não fui mais porque nasci mulher e passei pelo o que a maioria já enfrentou. Vítima de assédio no trabalho, passadas de mão na rua e rotulada das mais diversas maneiras. Mas, cresci numa bolha, é verdade. Uma bolha ilusória que nos faz crer que dar certo na vida é estudar, acumular dinheiro e ter bens. Na escola onde estudei, poucos negros, mas eu só fui me dar conta de como isso era uma questão ...

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    Silvana Bahia, diretora de projetos do Olabi e coordenadora do PretaLab. Foto: Safira Moreira/Olabi

    Como a falta de mulheres negras na inovação pode aumentar a desigualdade social

    Com equipes formadas predominantemente por homens brancos, a área da tecnologia ainda é um setor que parece quase fechado à diversidade. Do Hypeness Mulheres são minoria e mulheres negras ou indígenas são praticamente invisibilizadas no campo, como aponta uma pesquisa realizada pelo Olabi, uma organização que busca democratizar a produção tecnológica em prol da diversidade. Para alertar sobre o tema, a instituição lançou o estudo Pretalab. São entrevistas, dados e vídeos que mostram o panorama excludente do setor bem aqui no Brasil, um país em que metade da população é negra. Seria difícil de acreditar se não percebêssemos essa realidade todos os dias, né? Foram reunidas 570 histórias de mulheres negras e indígenas entre 17 e 67 que trabalham com tecnologia nas cinco regiões do país. Entre elas, o machismo e o racismo sofrido já se tornaram rotina e a dificuldade de acesso a meios formais de educação parece ser uma constante. [caption ...

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