quinta-feira, fevereiro 25, 2021

Tag: Dina Alves

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O espectro de Marielle Franco é a urgência da resistência negra¹

No dia 14 de março de 2018, Marielle Franco e Anderson Gomes foram assassinados pelo Estado brasileiro. Ela era uma mulher negra, mãe, socióloga, LGBTQ, e como ela mesma dizia: cria da favela da Maré. Marielle foi eleita Vereadora da Câmara do Rio de Janeiro pelo PSOL, com 46.502 votos e foi também Presidenta da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara. Sua execução aconteceu num cenário de deflagração da intervenção militar no Rio de Janeiro, estabelecida um mês antes, e da qual a parlamentar era uma crítica contundente. É bom lembrar que quatro dias antes de seu assassinato, ela denunciou o extermínio de quatro jovens negros, supostamente executados pela polícia numa favela do Rio de Janeiro, na comunidade do Acari. Ela escreveu assim nas redes sociais: “Quantos mais vão precisar morrer para que essa guerra acabe? (...). O 41º Batalhão da Polícia Militar do Rio está aterrorizando ...

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“Nós morremos por causa da nossa cor” – entrevista com Dina Alves

Por Marcio Alexandre M. Gualberto Do Iniciativa Negra Sua tese de mestrado “Rés negras, juízes brancos: uma análise da interseccionalidade de gênero, raça e classe da punição em uma prisão paulistana” é densa e impactante, é um tema triste e profundo, pois por trás das informações ali apresentadas e analisadas, há uma história, uma personagem, uma mulher que vive o dia-a-dia do racismo e da humilhação do aprisionamento. Dina, ao contrário do tema sobre o qual se debruça, é suave, sensível e traz consigo uma história de vida que a constrói como sr humano e determina sua trajetória acadêmica. Dina Alves se apresenta assim: Nasci de cor “parda” na cidade de Ipiaú-Bahia no ano de 1975. Filha de pai agricultor, chamado José Bananeira e de mãe lavadeira, merendeira e escritora, conhecida como Maria Morena. Logo que nasci negaram a minha cor negra e tatuaram a cor “parda” na minha pele através do ...

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Alma Preta / “A nossa existência já é um crime” – Dina Alves

O Alma Preta entrevistou a advogada e pesquisadora Dina Alves. Sua pesquisa explora o sistema carcerário no Brasil pelo viés interseccional. Seu trabalho de mestrado "Rés negras, juízes brancos: uma análise da interseccionalidade de gênero, raça e classe da punição em uma prisão paulistana", expõe algumas das particularidades das cadeias femininas em São Paulo. Do Youtube Na entrevista, Dina aborda o tratamento da justiça e da sociedade de acordo com a cor da pele, dá exemplos da rigidez do sistema judiciário e penitenciário e, ainda, fala da influência da industrialização da punição.

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Como é para mim interpretar Darluz?

Dina Alves conta a sua experiência em interpretar a personagem Darluz por Pedro Borges Do Alma Preta Pra mim, interpretar Darluz é poder reafirmar no meu trabalho que o teatro deve cumprir sua função social. Darluz foi construída através de muito diálogo com Eduardo Silva, diretor da peça, muita leitura do texto e exercícios de escrita da gênesis da personagem. O Eduardo e eu chegamos à conclusão que Darluz é essa mulher enlouquecida pelo sistema capitalista e que forja estratégias de sobrevivência a partir do seu corpo. Pra mim Darluz foi um presente oferecido pelo Marcelino Freire, escritor pernambucano vencedor do prêmio Jabuti, com quem eu tive o prazer de conversar sobre essa mulher que ele escreveu no conto intitulado Darluz, do livro Balé Ralé. Interpretar Darluz é uma grandiosa oportunidade de demonstrar, através da personagem, o lugar/não lugar que as mulheres negras ocupam nessa sociedade, que as relegam a ...

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