quarta-feira, setembro 16, 2020

    Tag: eugenia

    Estevan Silveira/Superinteressante

    Racismo disfarçado de ciência: como foi a eugenia no Brasil

    No final do século 19, o Brasil tinha 17 milhões de habitantes. Mais da metade era formada por ex-escravos e seus descendentes. Desde 1888, a lei proibia que essas pessoas fossem tratadas como posse. A ideia de que elas fossem inferiores por serem negras, porém, seguia firme – inclusive entre a elite intelectual do País. Sem o apoio das leis para justificar uma hierarquia racial, esses sujeitos lançaram mão de outra arma: a pseudociência racista. Estamos falando da eugenia, nascida na Europa, e que logo se adaptou à realidade canarinha. A eugenia brasileira e a Academia conviviam lado a lado: foi entre os professores das primeiras faculdades de medicina, os políticos e os sociólogos que ela cresceu. Boa parte dos nomes desses eugenistas é familiar – eles batizam ruas e avenidas País afora. Esta é a história deles. O INÍCIO O termo “eugenia” foi criado por um certo Francis Galton, ...

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    (Foto: Getty Images)

    Especialista do HC vê eugenia em fala de Bolsonaro sobre pandemia

    Arnaldo Lichtenstein, médico diretor técnico de clínicas do Hospital das Clínicas, comentou falas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre a pandemia do novo coronavírus. Na avaliação do médico, não se trata apenas de negar a ciência, e sim de uma lógica eugenista. O comentário foi feito em entrevista à TV Cultura. (Veja no vídeo abaixo) O comentário do médico foi em resposta a uma fala de espectador lida pela âncora Karyn Bravo. Ele lembrou que Bolsonaro disse que o Brasil vive neurose com o coronavírus e que 70% das pessoas irão pegar a covid-19. "Isso que ele falou levanta um ponto importante. Não é um negacionismo da ciência, é uma linha de raciocínio muito diferente e cruel. Sabe-se que a epidemia vai passar quando 50% a 70% das pessoas estiverem imunizadas, ou com vacina, ou pegar a doença. Quando se pega isso o vírus arrefece. São 140, 120 milhões ...

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    O que foi o movimento de eugenia no Brasil: tão absurdo que é difícil acreditar

    Eugenia é um termo que veio do grego e significa ‘bem nascido’. “A eugenia surgiu para validar a segregação hierárquica”, explica ao VIX a pesquisadora Pietra Diwan, autora do livro “Raça Pura: uma história da eugenia no Brasil e no mundo”. Por TIAGO FERREIRA, do Vix   Foto: EVERETT HISTORICAL/SHUTTERSTOCK Como a eugenia nasceu A ideia foi disseminada por Francis Galton, responsável por criar o termo, em 1883. Ele imaginava que o conceito de seleção natural de Charles Darwin – que, por sinal, era seu primo – também se aplicava aos seres humanos. Seu projeto pretendia comprovar que a capacidade intelectual era hereditária, ou seja, passava de membro para membro da família e, assim, justificar a exclusão dos negros, imigrantes asiáticos e deficientes de todos os tipos. Foto: WIKIMEDIA COMMONS Para isso, ele analisou a biografia de mais de 9 mil famílias. “Galton pretendeu estender as implicações da teoria da seleção natural, ...

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    Necropolítica na metrópole: extermínio de corpos, especulação de territórios

    Ao mobilizar centenas de policiais e manifestar expressiva violência naquele território da Luz, a atual política da administração municipal de São Paulo tem por objetivo não apenas o controle, mas visa limpar pessoas e abrir caminho aos interesses corporativos e financeiros. É a “Cidade linda” operando na lógica da limpeza social e racial do território e abrindo-o para interesses mercadológicos. São as dominações racista e classista em funcionamento interseccionado. Por Juliana Borges Do Blog da Boi Tempo A ação da gestão do Prefeito João Dória na região da Luz, Campos Elíseos, em São Paulo foi das piores e mais truculentas da história recente. Um efetivo de centenas de policiais desferiram bombas e balas espalhando medo e violência em uma suposta ação contra traficantes. Além disso, imóveis foram lacrados sem que as pessoas pudessem retirar seu pertences e a demolição desastrosa e mal planejada de um edifício culminou na queda de paredes ...

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    Eugenia: como movimento para criar seres humanos ‘melhores’ nos EUA influenciou Hitler

    A uma hora de Nova York, no vilarejo de Cold Spring Harbour, há um laboratório de investigação genética que foi fundado em 1890, pouco depois de Charles Darwin publicar a teoria de evolução e seleção natural. Por Peter Lang-Stanton e Steven Jackson, da BBC  A logomarca do programa de eugenia dizia: 'Eugenia é a direção própria da evolução humana. Como uma árvore, retira seus materiais de muitas fontes e os organiza em uma unidade harmoniosa' O guia do local explica que, "entre o final do século 19 e o começo do século 20, havia uma tendência de reprodução seletiva. Se um humano era considerado indigno de transmitir sua hereditariedade a gerações futuras, era esterilizado contra sua vontade". "Felizmente, essa prática já não é aceitável, mas nós somos muito honestos sobre essa parte da nossa história. Falando sobre os erros do passado se pode aprender a adotar práticas melhores no futuro", ...

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    Espetáculo teatral ‘Traga-me a cabeça de Lima Barreto’ discute eugenia e racismo

    A Cia dos Comuns estreia em 14 de abril seu mais novo projeto artístico-investigativo-formativo: o monólogo teatral 'Traga-me a cabeça de Lima Barreto'. O espetáculo, interpretado pelo ator Hilton Cobra, com direção de Fernanda Júlia (do Nata - Núcleo Afrobrasileiro de Teatro de Alagoinhas) e dramaturgia de Luiz Marfuz, propõe uma imersão na contribuição da obra do provocativo escritor, celebrando os 135 anos de seu nascimento, os 15 anos da Cia dos Comuns e os 40 anos de carreira artística de seu diretor Hilton Cobra. Do Jornal do Brasil O texto, fictício, parte logo após a morte de Lima Barreto, quando os eugenistas exigem a exumação do seu cadáver para uma autópsia e para esclarecer “como um cérebro inferior poderia ter produzido tantas obras literárias - romances, crônicas, contos, ensaios e outros alfarrábios - se o privilégio da arte nobre e da boa escrita é das raças superiores?”. A partir desse embate ...

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    Racismo e eugenia num ônibus da Zona Sul do Rio

    A atriz e jornalista Tracy Segal escreveu uma crônica para o Favela 247 descrevendo a conversa entre a cobradora e o motorista de um ônibus da Zona Sul do Rio, que comentavam sobre um suposto assalto cometido por um jovem negro que corria ao lado do coletivo: "Quando a trocadora de ideias soltas soou a frase de misericórdia: 'Eu castrei minha gata, porque não podemos castrar essas mães? Mulheres, mães de filhos da puta, futuros degenerados, e resolver o problema no ventre?'". Leia na íntegra Por Tracy Segal Do Brasil247 Barriga preta Como um mal súbito a voz do passageiro corta a modorrilha da viagem: "Olha lá. Ah lá! pegou. ele pegou a mulher". Frases em stacatto. Os outros viajantes se levantam e veem um jovem negro que acabou de roubar uma bolsa. A cena daquele bicho que segura os ganhos da sua caçada se afasta de nossas vistas na ...

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    A abstração do genoma estável e a fé bandida da eugenia

    Sou do tempo em que filho de rico era criança, filho de pobre era “menor”, e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA, 1990) era entendido como uma lei para “o menor”, e não para todas as crianças e adolescentes do país! Por Fátima Oliveira, do O Tempo  E, infelizmente, assim ficou. Tão tacanha visão de mundo é o cenário sobre o qual foi debatida a PEC 171/1993, que reduz a maioridade penal, tendo como pano de fundo o determinismo genético rasteiro, anticientífico e vulgar de que há úteros que carregam “trombadinhas”! Não fiquei espantada com o publicado pelo jornal inglês “The Guardian” (29.6.2015), que atribuiu ao deputado federal Laerte Bessa (PR-DF), relator da PEC de diminuição da maioridade penal, convicto de que ela é “uma boa lei que acabará com o senso de impunidade em nosso país”, a seguinte declaração: “Um dia, chegaremos a um estágio em que ...

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    Vítimas de esterilização em projeto de eugenia ganham indenização

    Legisladores do Estado americano da Virgínia determinaram o pagamento de indenizações para as pessoas que foram obrigadas a passar por esterilização décadas atrás. no BBC As vítimas vão receber US$ 25 mil (quase R$ 72 mil) depois de uma longa batalha legal realizada por ativistas. Com outros 30 Estados americanos, a Virgínia também tinha uma programa de esterilização para pessoas consideradas indesejáveis ou com doenças mentais. Entre as décadas de 1920 e 1970 mais de 8 mil pessoas passaram por estas operações na Virgínia. No total cerca de 65 mil americanos foram esterilizados em 33 Estados. Acredita-se que o programa implantado naquele Estado americano tenha servido de modelo para as políticas introduzidas por Adolf Hitler na década de 1940, quando ele tentou criar uma raça superior. Além dos Estados Unidos, vários outros países tiveram políticas de esterilização obrigatória no século 20, entre eles Suécia, Canadá e Japão. Sem aviso Mais ...

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    Exposição recria centro dedicado a embasar cientificamente o racismo

    Em 1910, pesquisadores criaram nos EUA o Escritório de Registros de Eugenia, um laboratório  que se dedicava a embasar o racismo. Lá, cientistas intolerantes aplicavam a genética rudimentar para separar as raças supostamente superiores e degradar as minorias. Em meados dos anos 20, o escritório se tornou o centro do movimento de eugenia nos Estados Unidos. Hoje, tudo o que resta dele são arquivos e fotos –resmas de pesquisas duvidosas que influenciaram leis anti-imigração, incentivaram campanhas de esterilização forçada e impediu que refugiados entrassem em Ellis Island. Agora, historiadores e artistas da Universidade de Nova York estão trazendo o escritório de eugenia de volta aos olhos do público, em exposição até março de 2015. “Há pouca diferença entre dois seres humanos no nível genético. Um bocado do que aprendemos com a genética moderna é que as pessoas são basicamente iguais”, disse um dos estudiosos do tema. (The New York Times) ...

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    O fantasma da eugenia paira nas redes sociais no Brasil

    por Leonardo Dallacqua de Carvalho enviado para o Portal Geledés Embora muitos tenham tomado conhecimento da eugenia na voz de Adolf Hitler, ela já existia desde o século XIX. Seu fundador, o cientista inglês Francis Galton (1822-1911), era um entusiasta com a possibilidade de melhoramento hereditário da humanidade. Assim, indivíduos que eram considerados com “boas qualidades” ao se relacionarem com outros poderiam gerar proles aperfeiçoadas. A História das Ciências tem mostrado que mediante ao contexto científico, e o que se tinha disponível na ciência daquela época, ela possuía reconhecimento nos estabelecimentos científicos. Mas sabemos que a ciência não está independente em seu próprio mundo e responde aos interesses de pessoas e grupos. Nas primeiras décadas do século XX, ela serviu como teoria científica para justificar os indivíduos que eram tarjados como “degenerados”. Não que estes possuíam algum “germe interior”, longe disso, mas como explicação para controlar aqueles que deveriam ser marginalizados. ...

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    nazismo

    Entre a suástica e a palmatória no interior paulista

    A suástica e a palmatória Nos anos 1930 e 1940, uma fazenda do interior paulista adotou símbolos nazistas como emblema. A propriedade vizinha, pertencente à mesma família, colocou em prática teorias racistas e eugênicas: recrutou 50 crianças órfãs, a maioria negras, para trabalhar em suas terras. A história só veio à tona em 1990, quando um fazendeiro descobriu a primeira pista do caso. Temos muito ainda que descobrir sobre esse nosso  País “abençoado por Deus”, e sobre quem somos. É prematuro afirmar que “não somos racistas”. Direção: Philippe Noguchi Reportagem: Alice Melo www.rhbn.com.br

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    Gilberto Maringoni

    Gilberto Maringoni – A privataria, a pancadaria e a disputa de idéias

    O governo do Estado de São Paulo parece estar perdendo a batalha de comunicação. As cenas de espancamentos no Pinheirinho adquiriram quase que um caráter viral na rede. Disseminaram-se sem controle, colocando o governo estadual e a direção do PSDB na defensiva. O conservadorismo tucano parece ter encontrado seus limites. por Gilberto Maringoni Vamos combinar: a administração Alckmin atingiu seu objetivo. Desocupou a força o bairro Pinheirinho, em São José dos Campos, desalojando cerca de seis mil pessoas. Através de uma guerra de liminares, contornou um imbróglio de competências jurídicas e legalizou a brutalidade contra setores pobres da população (mais uma vez). Fez um cálculo político: estamos a nove meses das eleições, tempo suficiente para que cenas de mães correndo com filhos nos braços, policiais espancando crianças e incêndios e tratores dando cabo de moradias sejam esquecidas pelo eleitorado. No jargão da Polícia Militar, a operação foi um sucesso. Mas ...

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