terça-feira, julho 14, 2020

    Tag: Eurocentrismo

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    O desmonte da universidade pública e branqueamento cultural: outra estratégia do genocídio

    O branqueamento cultural como complemento do genocídio é um ponto de partida interessante para compreender os ataques ao direito à educação materializados pela operação de desmonte das universidades públicas estaduais e federais em curso e cujas consequências já são sentidas com maior intensidade pelos setores mais excluídos Por: Andréia Moassab, Marcos de Jesus e Vico Melo, do Le Monde Diplomatique Sem dúvida, as contribuições de Abdias Nascimento, intelectual e político negro brasileiro, são de fundamental importância à formulação de um quadro mais geral de interpretação a respeito dos retrocessos sociais acelerados pelo golpe civil-parlamentar travestido de impeachment em 2016. Abdias não se limitou a constatar o mais óbvio da violência que recai sobre grupos historicamente marginalizados como o das pessoas negras, a seletividade do direito penal ou sua exclusão do mercado de trabalho, por exemplo, mas almejou descrever e teorizar as artimanhas e as nuances de um poder cujas engrenagens se ...

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    Duas universidades ameaçadas pelo racismo

    Por que os conservadores querem destruir a Unila e Unilab, voltadas à integração latinoamericana e com a África Negra. O que isso revela sobre um déficit da esquerda Foto: Reprodução/ Outras Palavras Por Andréia Moassab e Marcos de Jesus Do Outras Palavras O fato do discurso do deputado federal Sérgio Souza (PMDB/PR) sobre a extinção da UNILA (Universidade Federal da Integração Latino-americana) ser carregado de racismo, xenofobia e de ódio deveria, no mínimo, servir para que setores de esquerda entendam que a luta contra o capital é indissociável da luta contra o racismo, contra o patriarcado e contra tantas outras formas de dominação e de opressão. É preciso parar com debates teóricos hierarquizantes sobre qual luta é a mais fundamental. Não é casual que as duas universidades sob ameaça de extinção por canetadas de Brasília são propostas resultantes de lutas e reivindicações históricas do povo negro e do povo ameríndio, que os inserem ...

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    Leitura de autores como o queniano Thiong’o ajudam a descolonizar nossa visão eurocêntrica

    Resta em nossa educação um misto de preconceito e prepotência acerca do que é “cultura de qualidade” ou “cultura superior”. A resistência às literaturas africanas é reflexo dessa educação colonizada Por Gustavo Brito Do Jornal Opção Os anos de colonização do continente Africano são o principal motivo para o estranhamento expresso na pergunta: “por que não Literatura Africana?”. De fato, apesar de a literatura produzida em África ter traços de irmandade continental devido, sobretudo, ao laço de expropriação e exploração que une os povos da terra, é impossível tratar o assunto no singular. São Literaturas Africanas. Outro efeito pós-colonial, advindo da imensa massificação cultural à qual somos submetidos, é permitir que ainda hoje se confunda um continente com um país; os países africanos vão muito além das savanas míticas povoadas por animais ferozes e povos famintos. Se assumirmos a produção literária como uma das características fundamentais da maturidade artística e intelectual ...

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    Eurocentrismo, relativismo e reducionismo: como se livrar do “ismo”

    Cornel West escolheu estas falas de Valery e Fanon como epigrafe de uma de suas palestras (as que estão na imagem). Qualquer estudante de ensino médio pode ter uma boa ideia sobre o que seria seu discurso a partir da leitura dos fragmentos: uma crítica ao eurocentrismo do discurso de Valery, acompanhada do desvelamento da exploração e silenciamento dos povos periféricos oprimidos. Pois bem, não é isso que o autor faz. Por Marcos Carvalho Lopes Do Filosofia Pop Primeiramente ele chama atenção para a força retórica do trecho dos dois autores, ponderando que seu poder advém justamente do exagero dramático que toma meias-verdades como Verdades absolutas. Ora, tanto o discurso de Valéry quanto o discurso de Fanon se sustentam na descrição de uma Europa monolítica, coesa e unificada: se o poeta francês argumenta que este consenso fornece um sentido positivo e civilizador; o filósofo negro da Martinica caminha na direção contrária, ...

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