Tag: Grada Kilomba

    Grada e uma das suas obras: instalações sobre racismo (Zé de Paiva/Divulgação)

    Grada Kilomba: ‘Politicamente incorreto é frescura de homem branco’

    Autora de 'Desobediências Poéticas', exposição em cartaz na Pinacoteca até dia 30 deste mês, a artista portuguesa fala sobre privilégio – e como combatê-lo Por Luísa Costa, da Veja  Grada e uma das suas obras: instalações sobre racismo (Zé de Paiva/Divulgação) A escritora e artista plástica portuguesa Grada Kilomba, em cartaz com a exposição Desobediências Poéticas na Pinacoteca, em São Paulo, até 30 de setembro, fala com calma sobre um tema espinhoso: a violência institucional que enfrenta para expor em espaços outrora negados a mulheres negras. Neste mês chega ao fim sua primeira exposição individual no Brasil, em cartaz até 30 de setembro. Em conversa com VEJA, ela diz o que espera de uma sociedade racista: “tomar responsabilidade”. Confira: Quando falamos de racismo e opressão, não é uma questão de ser uma boa ou má pessoa. Não me interessa se você é racista ou não, mas ...

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    A artista portuguesa Grada Kilomba. (Foto: MARESSA ANDRIOLI)

    Grada Kilomba: “O colonialismo é a política do medo. É criar corpos desviantes e dizer que nós temos que nos defender deles”

    Artista multidisciplinar portuguesa, cuja exposição 'Desobediências Poéticas' está em cartaz na Pinacoteca de São Paulo, questiona as representações de arte e conhecimento Por Joana Oliveira, do El País A artista portuguesa Grada Kilomba. (Foto: MARESSA ANDRIOLI) Quando Grada Kilomba (Lisboa, 1968) preparava sua vinda para a Pinacoteca de São Paulo —onde sua exposição Desobediências Poéticas fica em cartaz até 30 de setembro, aconteceu "uma coisa muito curiosa". Segundo conta, ao enviar sua biografia, a acadêmica, psicanalista, filósofa, escritora e artista multidisciplinar (como melhor se define), teve sua biografia reduzida por "uma série de instituições" como a “única estudante negra na universidade e que ganhou uma bolsa e ir para a Alemanha” —ela mudou-se para Berlim em 2008, para cursar o doutorado em Filosofia—. Todo o resto desapareceu. E é justamente na luta contra essa redução que a obra de Kilomba está centrada. Descolonizar é o verbo ...

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    Autora e autoridade da própria história

    'Aprendi mais com o candomblé do que na universidade', diz a artista portuguesa Grada Kilomba, convidada da Flip Por Paula Carvalho, Da A Revista dos livros  A escritora e artista portuguesa Grada Kilomba (Foto: Esra Rotthoff/Cortesia do Gorki Theatre e do artista Moses Leo) Na vídeo instalação Illusions 2, a artista portuguesa Grada Kilomba faz uma releitura da história do trágico Édipo, aquele que mata o pai e casa com a própria mãe em plena ignorância. Ao se apropriar da narração da tragédia grega, ela cria um nó na interpretação freudiana da história e traz à tona uma série de elementos que se relacionam ao racismo. Além de narradora, Kilomba tomou para si o papel mais enigmático de todos: o da misteriosa esfinge, o monstro que desafia a entrada de Édipo em Tebas com um enigma. “Decifra-me ou devoro-te” parece ser o mantra decolonial em torno do ...

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    Montagem: Geledés

    Roda de conversa Grada Kilomba e Djamila Ribeiro

    A artista plástica Grada Kilomba, abre a exposição "Desobediências Poéticas" na Pinacoteca, que tem forte tom político e apresenta as perspectivas das narrativas pós-coloniais da artista. No sábado (6), Kilomba recebe a pesquisadora, ativista brasileira e colunista da Folha Djamila Ribeiro, que assina um dos textos do catálogo da mostra. no Guia Folha Montagem: Geledés PREÇO GRÁTIS HORÁRIOS ABRE DIA 6/7 TELEFONE 3324-1000 Praça da Luz, 2 - Bom Retiro - São Paulo CARACTERÍSTICAS Capacidade 132 assentos Acesso a pessoa com deficiência

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    Manuel Almeida/Lusa

    “O colonialismo é uma ferida que nunca foi tratada. Dói sempre, por vezes infeta, e outras vezes sangra”

    Os discursos coloniais e patriarcais ainda ocupam uma grande mancha e ainda não permitem que os portugueses sintam “culpa” ou “vergonha” do seu passado colonial e assumam as suas responsabilidades, mas há agora uma nova geração “que sabe que a glorificação colonial e a demonização do feminismo já não são credíveis”. E isso é um bom sinal. Entrevista com a artista, escritora e teórica portuguesa Grada Kilomba, por ocasião do lançamento do seu livro em Portugal, mais de dez anos depois de ter sido publicado em inglês por Helena Bento no Expresso.Pt Manuel Almeida/Lusa O olhar estanca logo na primeira página do livro, prende-se nisto: “Ao longo de vários anos, fui a única estudante negra em todo o departamento de psicologia clínica e psicanálise. Nos hospitais onde trabalhei, era comum ser confundida com a senhora da limpeza e por vezes os pacientes recusavam-se a ser vistos ...

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    Reprodução/Facebook

    Artista interdisciplinar Grada Kilomba vem à Flip propor seu método

    Autora portuguesa vem ao Brasil lançar simultaneamente uma edição do seu livro 'Memórias da Plantação' e abrir uma exposição na Pinacoteca Por Guilherme Sobota, do Terra  Grada Kilomba (Foto: Reprodução/Facebook) A escritora e artista visual portuguesa Grada Kilomba é a nova atração confirmada da 17.ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Ela vem ao Brasil lançar o livro Memórias da Plantação(Editora Cobogó), resultado de seu doutorado em Filosofia na Freie Universität de Berlim, no qual conta histórias de mulheres negras na capital alemã para discutir a atemporalidade do racismo cotidiano. Partindo do trabalho de intelectuais como Audre Lorde, Maya Angelou, Angela Davis e May Ayim, a autora pretende lutar contra o "déficit teórico" sobre o racismo. A Flip ocorre de 10 a 14 de julho em Paraty, no litoral fluminense. Antes disso, no dia 6 de julho, a artista abre na Pinacoteca, em São Paulo, a exposição Desobediências Poéticas, um ...

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    Grada Kilomba é a artista que Portugal precisa de ouvir

    Escritora e artista portuguesa a residir em Berlim, é um nome cada vez mais celebrado na arte contemporânea. Em Outubro apresenta as suas primeiras exposições individuais em Portugal. Vamos ouvir Grada Kilomba – e isso é olhar de frente para a história colonial, é olhar de frente para nós. Por MARIANA DUARTE, do PÚBLICO Na Galeria Municipal da Avenida da Índia, Lisboa, apresentará a primeira individual em Portugal, A Língua Mais Bela/ The Most Beautiful Language, de 26 de Outubro a 4 de Março ZE´ DE PAIVA   “Vieram ter comigo e disseram: ‘mas como é que aqui em Portugal não se sabe quem tu és?’” Grada Kilomba é a artista que Portugal precisa de ouvir, mas a quem Portugal andou a prestar pouca atenção durante demasiado tempo. Escritora, professora e artista portuguesa a residir em Berlim, é um nome cada vez mais requisitado e celebrado nos circuitos internacionais de arte contemporânea, mas ...

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    “O Brasil ainda é extremamente colonial”

    Grada Kilomba nasceu em Portugal, cresceu em São Tomé e Príncipe (uma das ex-colônias portuguesas na África) e viaja o mundo apresentando seus trabalhos – videoinstalações, performances e produções literárias – que versam fundamentalmente sobre racismo e memória. No Brasil, onde integrou a 32ª edição da  Bienal de São Paulo, encerrada em dezembro último, apresentou a série de vídeos do seu “Projeto Desejo” e diz ter encontrado “um país fraturado”. “Há uma história de privilégios, escravatura e colonialismo expressa de maneira muito forte na realidade cotidiana”, explica. “E é espantoso ver a naturalidade com que os brasileiros conseguem lidar com isso”. Escritora, performer e professora da Universidade Humboldt – a mais antiga e uma das mais tradicionais de Berlim, onde vive atualmente –, Kilomba é autora dos livros Plantations memories – episodes of everyday racism (2008), onde conta suas histórias pessoais como mulher e negra, e Performing knowledge (2016), no qual trata da necessidade ...

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    Grada Kilomba: o racismo e o depósito de algo que a sociedade branca não quer ser

    Escritora, teórica, artista, Grada Kilomba tem trabalho debruçado no saber descolonial e nas relações entre gênero e raça. Professora da Universidade de Humboldt, na Alemanha, é uma mulher cosmopolita e em constante trânsito, fato que reflete diretamente em sua criação artística, esta tecida a partir de um olhar afrocentrado e de mulher negra, fundamentais para a luta contra as fronteiras e limitações de pensamentos. por Kauê Vieira no Ponte Nascida na capital portuguesa Lisboa, Grada possui origens centradas no continente africano, precisamente em Angola, São Tomé e Príncipe e  Moçambique, e atualmente vive na vibrante Berlim, capital alemã. Visitando o Brasil, além de São Paulo, a artista e escritora esteve ainda na atlântica Salvador, onde também no Instituto Goethe promoveu conversas públicas divididas cronologicamente em três momentos: passado, presente e futuro, que apresentaram recortes de seus trabalhos e ainda algumas das obras que têm desenvolvido para a 32ª Bienal de São ...

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    A descolonização do pensamento na obra de Grada Kilomba

    A psicanalista e crítica cultural Suely Rolnik em uma entrevista exclusiva para ARTE!Brasileiros com a artista portuguesa Grada Kilomba, que esta na 32a Bienal de São Paulo Por Suely Rolnik Do Brasileiros Esta conversa aconteceu por Skype num domingo de final de julho. A imagem do rosto de Grada, seu sorriso, seus gestos, o timbre de sua voz não aparecem no texto escrito. No entanto, são essenciais para acessar o lugar em que esta artista se coloca diante dos problemas que movem seu pensamento. Peço ao leitor que faça um esforço de imaginação para impregnar as palavras de Grada com a atmosfera de sua presença. Suely Rolnik – Pelo pouco que vi de seu trabalho, e que me deixou encantada, sei que é um trabalho xamânico-psicanalítico. O que você está preparando para a Bienal? Grada Kilomba – Estou a preparar dois projetos para a Bienal. Um chama-se O Projeto Desejo, que ...

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    “O racismo é uma problemática branca”, diz Grada Kilomba

    A artista interdisciplinar portuguesa aborda questões como gênero, memória e racismo Por Djamila Ribeiro Do CartaCapital "Como mulheres negras, feministas que descolonizam o pensamento, precisamos aprender a focar na energia certa" A convite do Instituto Goethe, Grada Kilomba fez intervenções em São Paulo dentro do evento “Massa Revoltante". A escritora, performer e professora da Universidade Humboldt de Berlim realizou a palestra performance “Descolonizando o conhecimento” Com origens nas ilhas São Tomé e Príncipe e Angola, a artista interdisciplinar portuguesa Grada Kilomba trabalha com os temas de gênero, raça, trauma e memória. Autora dePlantations Memories – Episodes of everyday racism, acaba de lançar sua mais nova obra chamada Performing Knowledge. Particularmente, encontrá-la foi um momento especial porque Grada está nas referências bibliográficas da minha pesquisa de mestrado, e foi emocionante poder conhecê-la além de sua obra. Grada parece ocupar um lugar de sublimação, sua fala é otimista, acolhedora e seu trabalho, como ...

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    Descolonizando o Conhecimento: uma palestra-performance de Grada Kilomba

    06/03, das 16h às 18h|Local: CCSP – Centro Cultural São Paulo Por Grada Kilomba Enviado Para Portal Geledés A palestra-performance será realizada em inglês. Sinopse Descolonizando o Conhecimento é uma palestra-performance na qual Grada Kilomba utiliza vários formatos, de textos teóricos e narrativos a vídeo e performance, a fim de transformar as configurações de poder e de conhecimento. Este projeto expõe não só a violência da produção de conhecimento clássico, mas também como essa violência é realizada em espaços acadêmicos, culturais e artísticas, que determinam tanto ‘quem pode falar’ como ‘sobre o que é que se pode falar’. Para tocar nessa ferida colonial, Grada Kilomba levanta questões relacionadas aos conceitos de raça, gênero e conhecimento – “que conhecimento é reconhecido e a quem pertence este conhecimento?”– e explora formas de produção alternativa de conhecimento. Histórico Grada Kilomba é uma escritora, teórica e artista interdisciplinar portuguesa, com origens em São Tomé e Príncipe e Angola. Estudou Psicologia Clínica e Psicanálise no ISPA, ...

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    Grada Kilomba: Lidando com o Racismo na Europa

    Grada Kilomba: Lidando com o racismo na Europa Autora de “Plantation Memories” Em primeiro lugar, o racismo é um problema branco, Um problema da sociedade branca. E, em segundo lugar, não é uma questão ”Sou racista ou não”. Essa não é uma questão que a pessoa branca deve fazer. Mas, sim, a questão: “Como eu desconstruo meu próprio racismo?” O dever das pessoas brancas- e o racismo é definitivamente uma questão delas- é de tornar-se cientes de que elas são brancas. E o que significa ser branco? O que esta branquitude encarna? Encarna privilégio, encarna poder, encarna também poder e brutalidade. Como eu lido com todas essas partes da minha história? Estas são as questões que as pessoas brancas precisam lidar. E este é um processo psicológico, eu penso, para as pessoas brancas quando elas começam a lidar como o racismo. Há como um encadeamento… um processo. Primeiro estamos lidando ...

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