quinta-feira, outubro 15, 2020

    Tag: indio

    Aldeia Kamaú, na Terra Indígena Baú (PA)

    Terras Indígenas são as mais eficazes para manutenção dos estoques de carbono

    Estudo inédito avalia as perdas e ganhos de emissão do carbono na Amazônia e faz um alerta: é preciso apoiar os povos indígenas, que são os principais guardiões da floresta Do ISA - Instituto Socioambiental Versão para impressão Um novo estudo científico comprova a importância das Terras Indígenas para a manutenção dos estoques de carbono, que ajudam a regular o clima e evitar que o aquecimento da Terra seja ainda mais intenso. Os dados inéditos foram publicados nesta segunda-feira (27) na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences. O estudo identificou que as Terras Indígenas (TIs) e as áreas naturais protegidas (ANPs) na Amazônia são menos propensas à perda líquida carbono do que regiões desprotegidas. Isso ocorre porque a liberação de carbono resultante de degradação em TIs e ANPs é, em grande parte, compensada pelo crescimento da vegetação florestal – algo que não se verifica em terras sem ...

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    CNBB emite nota sobre situação dos povos indígenas Wajâpi, no Amapá

    A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) acompanha atentamente os desdobramentos da crise socioambiental que vem se agravando e atinge de modo fatal os povos da Amazônia, particularmente os indígenas. Por  ANTONIO CARLOS RIBEIRO, do CNBB Imagem retirada do site CNBB A presidência da CNBB manifesta preocupação com a elucidação da morte do líder da etnia Wajãpi, ocorrida no dia 24 de julho, no Estado do Amapá. Reforça, também, o que o episcopado brasileiro indicou na mensagem divulgada em maio deste ano, em sua 57ª Assembleia Nacional: “Precisamos ser uma nação de irmãos e irmãs, eliminando qualquer tipo de discriminação, preconceito e ódio. Somos responsáveis uns pelos outros. Assim, quando os povos originários não são respeitados em seus direitos e costumes, neles o Cristo é desrespeitado: ‘Todas as vezes que deixastes de fazer isso a um destes mais pequeninos, foi a mim que o deixastes de fazer’ ...

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    Edson denuncia exploração ilegal de madeira no rio Amazonas, na região de Breves, no Pará. Foto: Arquivo pessoal

    ‘Índio, nome dado pelos europeus, não representa nossa diversidade’, diz historiador Edson Kayapó

    A militância e o trabalho de escritores, educadores e artistas indígenas têm sido fundamentais para combater o preconceito e o desconhecimento da sociedade brasileira sobre esses povos, cuja história foi contada principalmente sob o ponto de vista de não indígenas. Da ONU No momento em que ocorre na sede da ONU, em Nova Iorque, a 17ª Sessão do Fórum Permanente sobre Assuntos Indígenas, o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) entrevistou quatro intelectuais de diferentes etnias indígenas brasileiras sobre formas de garantir direitos e valorizar a cultura e os conhecimentos dessas populações. A militância e o trabalho de escritores, educadores e artistas indígenas têm sido fundamentais para combater o preconceito e o desconhecimento da sociedade brasileira sobre esses povos, cuja história foi contada principalmente sob o ponto de vista de não indígenas. No momento em que ocorre na sede da ONU, em Nova Iorque, a ...

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    Reflexões de uma antropóloga e mãe: ‘O que aprendi com índios sobre educação infantil’

    "Eu e o Martim fomos para a beira do rio, de onde havia saído uma canoa com crianças bem pequenas - quatro, cinco, seis anos - lá para o fundo. (Mas) começou uma ventania muito grande, o rio começou a ondular. De repente, vimos a canoa virar no meio do rio. Não tinha um adulto, ninguém. Subi correndo para avisar os adultos. Quando voltei, já tinha saído uma outra canoa, com outra turma (de crianças), resgatado as outras. Elas nadaram, viraram a canoa e voltaram para a beira. Estava tudo bem. Você vê que domínio sobre esse ambiente? É demais. Foi na aldeia Deia Tuba-Tuba, do povo Yudjá. São conhecidos como exímios navegadores." Martim passou 20 dias em aldeia indígena quando tinha 3 anos | Foto: Camila Gauditano/Povo Yudjá Por Mônica Vasconcelos Do BBC A antropóloga brasileira Camila Gauditano de Cerqueira, de 37 anos, teve seu primeiro ...

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    Entre sua comunidade e o ativismo internacional, Davi Kopenawa, xamã e militante, é uma das mais importantes lideranças indígenas do país

    São 9 horas da manhã e São Paulo já vive seu caos voraz. A terra remexe com a passagem dos trens do metrô, multidões de pernas e braços se atropelam, olhos vibram cheios de cores e velocidade. Nos cruzamentos, nas filas de carros, em semáforos acéfalos e na eletricidade líquida a cidade desabrocha em seu ímpeto de movimento. Por Paulo Henrique Pompermaier Do Revista Cult Entre imensos prédios, por trás de uma dessas portas fugazes, no Hotel Atlântica, na Bela Vista, encontra-se Davi Kopenawa, liderança indígena yanomami. Sua presença é ambígua naquele lugar, resiste ao fluxo da cidade com o porte profundo da floresta. No primeiro cumprimento, sentem-se suas mãos robustas, ásperas e atentas. Mataram sozinhas uma anta, ainda na adolescência. Uma caça muito valorizada por seu povo. Quando ele pronuncia algumas palavras, percebe-se uma voz atravessada por gerações. São palavras que vieram de Omama, demiurgo da cosmogonia yanomami. De um ...

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    Dia do índio: há o que comemorar?

    O desrespeito aos povos indígenas impera no Brasil há mais de 500 anos. Desde o desembarque dos primeiros portugueses, são reiteradas as iniciativas de negar aos nativos as condições elementares para exercerem plenamente suas dignidades. Por  Luis Gustavo Reis para o Portal Geledés  O Brasil não estava desocupado antes do catastrófico 22 de abril de 1500. Pelo contrário, povos que desconhecemos ou ignoramos completamente habitavam esta terra denominada Pindorama: guarulhos, guaianazes, bororos, carijós, caetés, tamoios, tupinambás, entre tantos outros, compunham um diversificado universo cultural e cosmogônico. Os nativos americanos foram chamados pelos europeus de índios. Esse termo foi adotado quando Cristóvão Colombo chegou à América, pois pensou ter encontrado a parte do continente asiático denominado àquela época de Índias. De largada, os europeus carimbaram seus estranhamentos em relação aos povos que habitavam essas paragens. Revelaram, sobretudo, uma visão etnocêntrica e se empenharam em construir um imaginário onde os indígenas eram descritos ...

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    A morte do pajé Tëpi Matis e a força desencorporada da cobra

    Tëpi Pajé é o nome de um forte xamã do povo Matis. Na língua matis, Tëpi era chamado de xó’xókit, palavra que nomeia aquele que cozinha o xó, aquele que carrega, porta, possui ou trabalha com muito xó. O Xó é a substância xamânica e de poder para os matis. Tëpi era o único em seu povo a ser chamado xó’xókit, um curador poderoso a quem muitos índios de outras etnias também recorriam para se tratar. Nesta terça-feira, 7 de março, o xó’xókit matis morreu e passou a ser tsussin (uma força desencorporada). Por BARBARA ARISI, do Amazônia Real Tëpi estava pescando com sua família quando a cobra o picou, próximo a sua aldeia Bokwat Paraíso, no rio Branco, coração da Terra Indígena Vale do Javari, segunda maior do país, com 8,5 milhões de hectares, no estado do Amazonas. Tëpi Pajé chegou ainda com vida na aldeia Bokwat Paraíso, mas não havia ...

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    Nota do Cimi sobre menino Kaingang assassinado enquanto era amamentado

    O Conselho Indigenista Missionário, Regional Sul, vem a público manifestar sua indignação com o cruel assassinato de Vítor Pinto, criança Kaingang de dois anos de idade. O crime ocorreu na rodoviária de Imbituba, município de Santa Catarina. Do Conic Vitor estava sendo amamentado pela mãe, Sônia da Silva, quando um homem se aproximou, acariciou seu rosto e, com um estilete, o degolou. Enquanto a mãe e o pai – Arcelino Pinto – desesperados tentavam socorrer a criança, o assassino seguiu caminhando pela rodoviária até desaparecer. Vítor faleceu em um local que a família Kaingang imaginava ser seguro. As rodoviárias são espaços frequentemente escolhidos pelos Kaingang para descansar, quando estes se deslocam das aldeias para buscar locais de comercialização de seus produtos. A família de Vítor é originária da Aldeia Kondá, localizada no município de Chapecó, Oeste de Santa Catarina. Vítor estava na rodoviária com os pais e outros dois irmãos, ...

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    Condenado por atear fogo em índio Galdino no DF tem posse na Polícia Civil barrada

    Aprovado em concurso, ele foi reprovado na 'sindicância de vida pregressa'. Recurso foi negado porque exigência constava em edital do certame, diz TJ. Do G1 O Tribunal de Justiça do Distrito Federal negou recurso do candidato aprovado em concurso da Polícia Civil, mas que foi desqualificado do certame por ser reprovado na etapa de sindicância de vida pregressa. Ele foi condenado em 2001 por participação no assassinato do índio Galdino Jesus dos Santos. O crime aconteceu em 20 de abril de 1997, quando o candidato tinha 16 anos. Ele e outros quatro jovens de classe média de Brasília atearam fogo no índio, que dormia em uma parada de ônibus da W3 Sul. Na época, o então adolescente foi encaminhado para um centro de reabilitação juvenil, condenado a cumprir um ano de medidas socioeducativas, mas passou apenas três meses internado. Ele foi aprovado em todas as etapas de um concurso da Polícia Civil ...

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    GALDI4 ARQUIVO 20/04/97. OE. INDIO GALDINO. INDIO GALDINO JESUS DOS SANTOS, PATAXO, 43 ANOS, QUE TEVE 95% DO CORPO QUEIMADO POR THINNER, E FOGO ATEADO POR RAPAZES, ENQUANTO DORMIA NUM PONTO DE ONIBUS. FOTO: ED FERREIRA/AE.

    Tragédia de índio Galdino, queimado vivo em Brasília, completa 15 anos

    Jovens foram condenados a 14 anos de prisão, mas foram soltos após oito Marina Marquez, do R7 Há 15 anos, cinco jovens de classe média em Brasília escolhiam uma forma inusitada e cruel de se divertir durante a madrugada, depois de uma festa com os amigos. Compraram gasolina e uma caixa de fósforo, atearam fogo em um índio que dormia em uma parada de ônibus na W3 Sul, avenida de um bairro nobre da capital federal, e fugiram.O índio pataxó Galdino Jesus dos Santos, de 44 anos, que estava na cidade para comemorar o Dia do Índio, acordou em chamas e horas depois morreu no hospital com 95% do corpo queimado. Os rapazes foram reconhecidos, presos e condenados a 14 anos de prisão, mas a lei brasileira garantiu que ficassem apenas oito anos na cadeia — e com direito a várias regalias.Para justificar o crime bárbaro, os rapazes alegaram que ...

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    Programação especial para comemorar o Dia do Índio neste domingo

    O Dia do Índio é comemorado neste domingo. A data foi instituída pelo Presidente Getúlio Vargas, em 1943, após o Primeiro Congresso Interamericano, que aconteceu em 1940, no México. Por Polyane Marques , do Radioagência Nacional Para comemorar o dia, cidades de todo o país vão ter uma programação especial. No Rio de Janeiro, o Museu do Índio da Funai tem uma série de atividades dedicadas à data. Entre elas, histórias da etnia Guarani contadas por grupos de teatro, exibição de filmes dirigidos por índios, oficina de linguagem Guarani, além de exibições de fotografias. Em São Paulo, a cidade de Bertioga realiza até domingo o Festival de Cultura Indígena, com apresentações de música, esporte, dança e culinária indígena, e a participação de etnias. Em Brasília, o Memorial dos Povos Indígenas promove a partir deste domingo oficinas de artesanato, linguística, dança e pintura e apresentações de diversas tribos. Alunos indígenas da Universidade ...

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    Daniel Mundukuru: "Índio é invenção total, folclore puro"

    Daniel Munduruku: “Índio é invenção total, folclore puro”

    Tatiana Mendonça Volta e meia, o paraense Daniel Monteiro Costa, 50, ouve cochichos de desconhecidos apostando se ele é ou não índio. Quase sempre concluem que não, já que anda vestido como qualquer outra pessoa, fala português corretamente, escreve livros, ganha prêmios - como o Jabuti e a Ordem do Mérito Cultural, da presidência da república - e ainda tem doutorado em educação pela USP. Sempre que isso acontece, Daniel fica feliz. Não se considera um índio, esse "apelido horroroso", mas tem orgulho de ser munduruku, etnia a que pertence. "Só o nome diz o que a gente é". É como Daniel Munduruku que assina os 47 livros que já publicou. O mais recente deles, Das coisas que aprendi, foi lançado no dia 25/11 em Salvador. Ele defende, porém, uma variação do "apelido" para marcar a literatura que faz, comumente chamada de literatura indígena, para evitar comparações com escritores como ...

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    Racismo é o principal motivo pela morte de 53 índios, diz Cimi

    Há anos, o estado figura como o mais violento do país no relatório da organização indigenista, vinculada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Pelo menos 53 índios foram assassinados durante o ano de 2013 em consequência de conflitos, diretos ou indiretos, pela disputa por terras. O dado faz parte do relatório sobre a violência contra os povos indígenas brasileiros que o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) divulgou hoje (17), em Brasília. Dos casos registrados em todo o país, 33 ocorrências (66%) foram registradas em Mato Grosso do Sul. Há anos, o estado figura como o mais violento do país no relatório da organização indigenista, vinculada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O total de índios assassinados em 2013 é menor que os 60 casos identificados pelo Cimi em 2012. No entanto, como em anos anteriores, a organização alerta que os números podem estar subestimados, porque são colhidos, ...

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    Mais de 500 indígenas protocolam no STF denúncia contra deputados racistas

    Comitê de Comunicação da Mobilização Nacional Indígena - Mais de 500 indígenas, de 100 povos diferentes de todo Brasil, estão reunidos em Brasília até esta quinta-feira (29) para protestar em defesa dos direitos territoriais dos povos indígenas garantidos na Constituição. Na manhã de hoje (27), os manifestantes irão protocolar uma queixa-crime contra os deputados ruralistas Luís Carlos Heinze (PP-RS) e Alceu Moreira (PMDB-RS) no Supremo Tribunal Federal (STF). Na sequência, será feita uma pajelança na Praça dos Três Poderes em defesa dos direitos indígenas. Em novembro, durante audiência pública em Vicente Dutra (RS), Heinze disse que índios, quilombolas, gays e lésbicas são “tudo o que não presta”. Na mesma audiência, ele e Moreira defenderam que os produtores rurais contratassem segurança privada para expulsar índios das terras que consideram como suas. Em dezembro, Heinze voltou a ofender índios, quilombolas e gays. As declarações foram gravadas. Na quarta (28), às 9h, está confirmada uma ...

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    urucum

    Pastores pentenconstal tocam fogo em templos indigena no Brasil

    Pastores pentenconstal tocam fogo em templos indigena no Brasil. "Urucum é a bosta do diabo" Ras Adauto da opaberlim, nos alertou sobre a grave situação em que vivem os Guaranis no Mato-Grosso do Sul: “A luta dos índios guaranis no Mato Grosso do Sul para preservarem suas tradições religiosas necesssita de intervenção do governo federal, suas práticas religiosas estão sendo acintosamente satanizadas pelas seitas pentecostais.” O 25 mil índios que ainda restam na região em que eles foram donos, estão sendo vítimas no momento de um massacre e genocídio cultural. 36 igrejas pentecostais concorrem entre si pelas almas indígenas, somente em uma reserva com 12 mil indios em Dourados. Os indígenas já não podem nem mais usar urucum, pois segundo os pastores das igrejas, a tinta usada pelos indígenas para cobrir seus corpos, é “bosta” do diabo. Reportagem de Fábio Pannunzio para a Rede Bandeirantes de Televisão. Fonte: MAMAPress

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