sexta-feira, agosto 14, 2020

    Tag: Joice Berth

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    Pessoas brancas: o padrão social normativo

    Se você é uma pessoa branca, você é uma pessoa absolutamente dentro do padrão social, dentro da normatividade. Por Joice Berth, do Casa da Mãe Joanna Não importa se seu cabelo é raspado, não importa se sua barba cresceu até a barriga, não importa se você não depila pernas e axilas, não importa se seu cabelo é roxo, lilás ou rosa choque. Você é e está dentro do padrão. O padrão é ser branco e heterossexual. De preferência magro, bem magro. Mas se você for branco e gordo, tudo ok, vão te induzir a emagrecer pra ficar 100% dentro do padrão. Pessoas brancas e gordas, principalmente homens, estão 50% dentro do padrão. Mulheres brancas, heterossexuais e gordas estão 30% dentro do padrão. Mas ainda estão dentro, porque o padrão é branco. Se você não é heterossexual mas ainda assim é branco, você está 50% dentro do padrão. Vai ter problemas, mas ...

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    Image processed by CodeCarvings Piczard ### FREE Community Edition ### on 2015-10-09 14:29:05Z | http://piczard.com | http://codecarvings.com

    Da esquerda à direita não se olha o racismo como problema estrutural

    O ator José de Abreu, semana passada, foi atacado por um casal desses que compõe a massa abduzida pelo mantra dos meios de comunicação que apoiam o golpe contra a atual presidente, o famigerado #ForaPt. Eles alegam que pessoas que tem um direcionamento político pautado na ideologia esquerdista, não devem usufruir dos subprodutos do sistema capitalista. Por Joice Berth, do Jusrificando  Cabe lembrar que a abordagem agressiva do casal e que foi revidada à altura pelo ator e sua esposa é o efeito provocado pelo insistente caso de marginalização de um partido que, segundo a mídia, seria o precursor da corrupção no país. Cabe também lembrar que esse efeito está sendo reproduzido em todos os meios sociais e sempre direcionado a pessoas que comungam da cartilha política esquerdista e isso não é de hoje. Em outros tempos, quem se posicionava de forma destoante do sistema político que comanda o país era acusado de terrorista ...

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    O (não) lugar da mulher negra nas campanhas publicitárias

    Uma recente propaganda promovida pela prefeitura de Fortaleza teve a intenção de fortalecer o conceito de família como instituição democrática, inclusiva e livre de dogmas e preconceitos. Dentro desse conceito, a composição familiar deve se formar a partir de laços que nascem do amor e do carinho, da vontade de dividir a vida com alguém que se tem afinidades, da necessidade de uma companhia que traga aconchego e proteção, e já sabemos, ou pelo menos deveríamos saber, que esses elementos não dependem da orientação sexual, da classe social, da raça ou etnia, da religião, etc. Enfim, amor nasce livremente e deve ser expressado e vivenciado como as pessoas acharem melhor. Ou pelo menos deveria ser assim. Por Joice Berth, do Justificando Ponto para a prefeitura de Fortaleza, que se dispõe a trazer essa discussão tão necessária. Em tempos de cães raivosos e de mentalidade apodrecida, regurgitando no Congresso Nacional seus preconceitos ...

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    Reprodução/Instagram/joiceberth

    O roteiro do racismo na educação

    Ser negro no Brasil é, pois, com frequência, ser objeto de um olhar enviesado. A chamada boa sociedade parece considerar que há um lugar predeterminado, lá em baixo, para os negros e assim tranquilamente se comporta. Logo, tanto é incômodo haver permanecido na base da pirâmide social quanto haver "subido na vida".  Por Joice Berth, do Justificando  Reprodução/Instagram/joiceberth - Milton Santos, geógrafo e intelectual negro Cena 1, dia, restaurante de médio padrão na região conhecida como “centro novo” de São Paulo: criança ensandecida de aproximadamente 06 anos de idade, tem um ataque de fúria contra os pais que lhe negaram o consumo de uma porção extra da saborosa sobremesa. A criança tem a pele bem branquinha, olhos extremamente claros, cabelo ruivo, sarda e traços faciais tipicamente europeus. Os pais dialogam com a criança que se mostra transtornada e se recusa a levantar do chão, onde também já ...

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    Negros nas universidades: além de cotas, precisamos também de escolta?

    Na última semana, um coletivo formado por alunos negros e que vem realizando diversas intervenções pró cotas raciais na maior universidade da América Latina, entrou em cena novamente. Dessa vez, para responder agressões racistas feitas por alunos em pichações nos banheiros da universidade. De cunho bastante agressivo e sempre em tom de ameaças, as pichações são recorrentes e generalizadas em todas as universidades onde há cotistas e se observa um expressivo aumento de alunos negros e/ou não brancos. Por Joice Berth, do Justificando Imagine você, caro leitor, enfrentando uma situação de hostilidade e rejeição escancarada, cotidianamente, em um ambiente que deixa explícito de todas as maneiras que sua presença não é bem-vinda. O mundo racista sempre fez questão de deixar claro que deseja às pessoas negras o pior lugar que a sociedade pode ter. Assim também é quando sincretizamos a questão com as classes sociais. Mas ainda assim, pessoas negras continuam ...

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    Não há nada de errado com as mulheres negras. Assim como as outras, somos maravilhosas!

    Há algumas semanas, textos de ativistas do feminismo negro interseccional, que vem ganhando cada vez mais adeptas pelo seu poder imediato de identificação com as pautas inerentes a vida de mulheres negras e até não negras, viralizaram nas redes sociais, provocando uma série de opiniões e sentimentos contraditórios, devido a carga pesada que o assunto evoca. Sim, estamos falando sobre a famigerada solidão da mulher negra. Por Joice Berth Do Imprensa Feminista O assunto, ao contrário do que parece, é antigo, muito antigo e já foi tema de estudos filosóficos, sociológicos, científicos, etc. Mas, como tudo que se refere a assuntos que envolvem a mulher negra, o silenciamento vem sendo sistemático e os depoimentos duramente repreendidos por homens e mulheres negros e não negros. Mas a nova geração de feministas negras, herdeiras do legado de lutas e pequenas, porém significativas glórias, de Luisa Mahim a Lélia González, passando por Dandara, Xica da ...

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    Mas afinal, o que querem as pessoas brancas? Sobre o uso (in)consciente da estética aceitável.

    Qualquer pessoa negra passa por inúmeras situações de racismo nos meios em que transita. Seja o racismo culposo (aquele que não tem a intenção de ofender, mas ofende) ou doloso (aquele cujo interlocutor usa e abusa do racismo deliberadamente para matar nossa alma). Reparem que usei a licença jurídica para bifurcar as atitudes racistas, porque já sabemos que constitui um crime e devemos começar a tratá-lo como tal. Os alvos principais são nossos cabelos e nossos traços faciais, seguidos da tonalidade de nossa pele e costumes pejorativos que, segundo diversas “teorias” racistas é genético ou faz parte de nosso fenótipo.  Por Joice Berth, do Imprensa Feminina O mundo racista nos ensina o auto ódio se servindo de todas as ferramentas possíveis: jornais, revistas, filmes e televisão, literatura acadêmica e/ou de entretenimento, teatro, música, ciências, etc. E nós aprendemos, porque por incrível que pareça as pessoas brancas, negros são pessoas dotadas de ...

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