quinta-feira, setembro 17, 2020

    Tag: José do Patrocínio

    José do Patrocínio. Foto: Wikimedia Commons

    Hoje na História: Há 110 anos, morria o abolicionista José do Patrocínio

    Nunca é demais lembrar e, apesar dos pesares, comemorar o 13 de maio de 1888, data em que foi sancionada a Lei Áurea, o prenúncio de uma LIBERDADE que ainda não aquinhoou inteiramente os afro-descendentes no Brasil - a última nação do Ocidente a abolir a escravidão...-, haja vista a segregação a que, em muitos campos do exercício e gozo da cidadania, ainda hoje, em pleno século XXI, são expostos e relegados os negros neste país. (JGSabino) José Carlos do Patrocinio (Campos dos Goytacazes, 9 de outubro de 1853 — Rio de Janeiro, 29 de janeiro de 1905) foi um farmacêutico, jornalista, escritor, orador e ativista político brasileiro. Destacou-se como uma das figuras mais importantes dos movimentos Abolicionista e Republicano no país. Foi também idealizador da Guarda Negra, que era formado por negros e ex-escravos para defender a monarquia e o regime imperial. Biografia Filho de João Carlos Monteiro, ...

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    A Atuação dos Juristas na Libertação da Escravatura

    por Vanessa Carvalho dos Santos “Em nós, até a cor é um defeito. Um imperdoável mal de nascença, o estigma de um crime. Mas nossos críticos se esquecem que essa cor, é a origem da riqueza de milhares de ladrões que nos insultam; que essa cor convencional da escravidão tão semelhante à da terra, abriga sob sua superfície escura, vulcões, onde arde o fogo sagrado da liberdade”. Por: Luiz Gama No período do Brasil Imperial vigorava as Ordenações Filipinas que legitimava a escravatura do país; em análise ao ordenamento encontra-se contradição em relação à natureza jurídica do escravo: se objeto ou individuo sem direitos. As interpretações variavam conforme convinha a cada situação individual e concreta, mas percebe-se que havia uma parcela pequena de juristas com uma visão liberal e humanista, compreendendo os negros como vítimas da falsa ideia de superioridade de raças, que conduzia, alimentava e legitimava a escravatura. Entre ...

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    José do Patrocínio. (Foto: Wikimedia Commons)

    Hoje na História, 29 de janeiro 1905 – Morria José do Patrocinio, o “Tigre da Abolição”

    Se toda a propriedade é roubo, a propriedade escrava é um roubo duplo, contrária aos princípios humanos que qualquer ordem jurídica deve servir." Não se tratava apenas de uma retórica inflamada de nítida inspiração socialista, nem de um mero exercício de propagandismo desabusado que se poderia esperar de um dos jornalistas mais famosos do pais. Filho de um padre com uma escrava que vendia frutas, José do Patrocínio (1853 – 1905) sabia do que estava falando: senhor por parte de pai, escravo por parte de mãe, vivera na pele todas as contradições da escravatura. Nascido em Campos (RJ), um dos pólos escravagistas do país, mudou-se para o Rio de Janeiro e começou a vida como servente de pedreiro na Santa Casa de Misericórdia do Rio. Pagando o próprio estudo, formou-se em farmácia. Em 1875, porém, descobriu a verdadeira vocação ao um jornal satírico chamado "Os Ferrões” Começava ali a carreira ...

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    José do Patrocínio. (Foto: Wikimedia Commons)

    Hoje na História, 1853, a 158 anos nascia José do Patrocinio

    Neste domingo o jornalista José do Patrocínio faria 158 anos, pois ele nasceu em 9 de outubro de 1853, em Campos dos Goytacazes, cidade do Garotinho e da Rosinha, ex-governadores do nosso Rio de Janeiro. O casal de políticos está enfrentando problemas com a justiça eleitoral, mas eu não posso negar que sou-lhes grato e também à Benedita da Silva por terem me cedido o espaço onde hoje é a quadra de ensaios da minha escola de samba, a Unidos de Vila Isabel. O conterrâneo deles, José Carlos do Patrocínio, farmacêutico, jornalista e político, foi um brasileiro da maior importância. Apenas conhecido na História do Brasil como abolicionista, na verdade foi o grande arquiteto do movimento. Orador eloquente, foi quem anunciou a abolição da escravatura da janela do Paço com a célebre exclamação: "Meu Deus! Meu Deus! Está extinta a escravidão!". O ativista político aderiu aos ideais do republicanismo influenciado ...

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    (Ilustração: Angelo Agostini)

    13 de Maio – Grandes defensores da abolição

    Uma luta social, política e econômica Campanha pelo fim da escravidão no país envolveu monarquistas e republicanos A abolição da escravatura foi um processo secular resultante de mobilizações sociais - inclusive dos próprios negros -, morais, políticas e econômicas. Da assinatura da Lei Eusébio de Queirós, que proibiu o tráfico negreiro, já se passaram 38 anos de intensa campanha abolicionista que se finda agora com a Lei Áurea. Com exemplos europeus de abolição da mão-de-obra escrava, por um bom tempo, o processo da crítica abolicionista no Brasil concentrou-se em espaços como clubes, lojas maçônicas, associações, cafés e jornais e, aos poucos, estendeu-se à população. Essa foi, segundo o abolicionista Joaquim Nabuco, a primeira fase do movimento pelo fim da escravidão, entre 1879 a 1884, quando "os abolicionistas combateram sós, entregues aos seus próprios recursos". Mais tarde, discursos nas tribunas, artigos e poemas em jornais brasileiros e estrangeiros e a forte ...

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    José do Patrocínio. Foto: Wikimedia Commons

    José do Patrocínio

    José Carlos do Patrocínio (Campos dos Goytacazes, 8 de outubro de 1854 - Rio de Janeiro, 30 de janeiro de 1905) foi um farmacêutico, jornalista, escritor, orador e ativista político brasileiro. Mulato, constitui-se em uma das mais destacadas figuras do movimento abolicionista e republicano no Rio de Janeiro. Biografia Filho de João Carlos Monteiro, vigário da paróquia de Campos dos Goytacazes e orador sacro de reputação na Capela Imperial, com Justina do Espírito Santo, uma jovem escrava Mina de quinze anos, cedida ao serviço do cônego por D. Emerenciana Ribeiro do Espírito Santo, proprietária da região. Embora sem reconhecer a paternidade, o religioso encaminhou o menino para a sua fazenda na Lagoa de Cima, onde José do Patrocínio passou a infância como liberto, porém convivendo com os escravos e com os rígidos castigos que lhes eram impostos. Aos catorze anos de idade, tendo completado a sua educação primária, pediu, e ...

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