sexta-feira, agosto 14, 2020

    Tag: Judith Butler

    A filósofa norte-americana Judith Butler em Guadalajara (México). FIL

    Judith Butler: “Matar é o ápice da desigualdade social”

    Filósofa norte-americana, alvo de protestos no Brasil no ano passado por sua teoria sobre gênero, prepara uma nova obra sobre a ética da não violência Por MARIÉN KADNER, da El País  A filósofa norte-americana Judith Butler em Guadalajara (México). FIL (Reprodução/El País) Judith Butler (Cleveland, 1956) não é só uma das filósofas mais influentes nos estudos de gênero, mas também, talvez a contragosto, uma ativista. É profundamente acadêmica em seu discurso, mas não precisa de megafones para espalhar sua mensagem, porque mede cada palavra e assim consegue incendiar os corações. “Aceitamos que todos aqueles que são privados da vida através da violência sofrem uma injustiça radical”, explica, falando a respeito de sua nova teoria sobre a não violência, ainda em desenvolvimento. “Será possível que algumas vidas sejam consideradas merecedoras de luto, e outras não?”, continua. Sua reflexão ganha especial relevância num país como o México, onde casos como ...

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    Quem tem medo de Judith Butler?

    Pesquisadores/as reunidos em SP anunciam em manifesto que, contra o obscurantismo, manterão a produção científica, artística e política: “Ocuparemos cada poro da esfera pública” Do  Do Outras Palavras Foram poucos dias no Brasil. O bastante para a filósofa Judith Butler sentir na pele o efeito mais nefasto do pânico moral: o ódio encarnado em gritos, agressões, acusações sem nenhum diálogo com o pensamento da filósofa. Algumas iniciativas foram organizadas para impedi-la de falar: abaixo-assinado na internet, manifestações nos locais em que ela fez suas conferências e, por fim, agressões físicas e verbais na hora do seu embarque de volta aos Estados Unidos. O que a filósofa veio fazer no Brasil?  Falar de democracia, de coabitações pacíficas com/entre as diferenças.   A sua presença no Brasil ainda está reverberando. No dia 8 de dezembro, pesquisadores/as  reuniram-se na Unifesp, em São Paulo, para fazer um ato de desagravo a Judith Butler no encontro ...

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    Judith Butler escreve sobre ataques no Brasil e defende que ‘teoria de gênero’ não é ‘ideologia’

    Em artigo para a Folha, a filósofa escreveu sobre sua teoria de gênero e ataques sofridos no País. Por Ana Beatriz Rosa, do  Huffpost Brasil  Photo: Getty Images Em outubro, a filósofa norte-americana Judith Butler foi convidada para mediar a palestra "Os fins da democracia" no Sesc Pompéia, em São Paulo. No entanto, acabou por ser recebida com gritos de "queimem a bruxa" na porta do evento e campanhas contrárias à sua presença no Brasil nas redes sociais. Pouco mais de um mês após o ocorrido, Butler escreveu um artigo para a Folha de São Paulo em que comenta os ataques sofridos no País e que foi publicado neste domingo (19). "Para aqueles que se opuseram à minha presença no Brasil, 'Judith Butler' significava apenas a proponente de uma ideologia de gênero, a suposta fundadora desse ponto de vista absurdo e nefasto, alguém —aparentemente— que não acredita em restrições sexuais, cuja teoria destrói ensinamentos ...

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    Ideologia de gênero: rastros e significados

    A cruzada contra a “ideologia de gênero” que volta suas baterias contra a presença de Judith Butler no Brasil não é uma novidade nem tampouco um fenômeno exclusivamente brasileiro. Por Sonia Corrêa Do AgoraÉQueSãoElas Tal como analisado por inúmeras autoras, inclusive a própria Butler em Desfazendo Gênero, essa cruzada remonta aos debates nas Nações Unidas dos anos 1990, quando por primeira vez, na Conferência do Cairo sobre População e Desenvolvimento (1994), o conceito de gênero foi adotado num documento intergovernamental. Seis meses mais tarde, nos debates preparatórios para a IV Conferência Mundial das Mulheres de Pequim o termo gênero foi atacado pela direita católica norte-americana, que nele reconheceu um forte potencial desestabilizador da dita ordem natural dos sexos. Inaugura-se aí uma vasta produção e disseminação de argumentos contra o conceito de gênero, descrito nesses textos como instrumento de uma conspiração feminista internacional. Uma peça importante desse acervo é o texto Agenda de Gênero, publicado ...

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    Todos os livros de Judith Butler, gratuitos, para download

    Pasta pública na rede disponibiliza a obra completa da filósofa norte-americana que veio ao Brasil recentemente e que foi alvo de ataques de fascistas que nunca leram um livro seu. Saiba mais Do Revista Fórum Referência nos estudos da teoria queer e da questão de gênero, a filósofa norte-americana Judith Butler foi alvo de ataques de fascistas em sua visita ao Brasil na semana passada. Entre os agressores, direitistas do MBL, o ator pornô Alexandre Frota e mais dezenas de pessoas que nunca sequer leram um livro seu – o que explica em grande parte o tom quase medieval dos ataques. A “caça às bruxas” moderna pode até protagonizar atos bárbaros de tentar proibir sua vinda ao Brasil ou mesmo queimar uma imagem sua em praça pública, mas isso não impedirá que mais e mais pessoas entrem em contato com suas ideias – principalmente agora que toda a obra de ...

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    É estranho que desejos democráticos sejam considerados perigosos, diz Judith Butler em SP

    Alvo de protestos mesmo antes de chegar ao país, a filósofa norte-americana Judith Butler participou na manhã desta terça (7) do seminário internacional “Os fins da democracia”, em São Paulo, organizado pelo Convênio Internacional de Programas de Teoria Crítica da Universidade da Califórnia em Berkeley e pelo Departamento de Filosofia da Usp em parceria com o Sesc. Por Amanda Massuela e Helô D'Angelo, da Revista Cult  Ainda que do lado de fora do Sesc Pompeia cerca de 70 pessoas carregassem cartazes e faixas com dizeres como “não à ideologia de gênero” e “meu filho, minhas regras”, do lado de dentro a discussão tinha como foco os rumos das democracias liberais na atualidade. Uma das principais teóricas dos estudos queer e de gênero, Butler exerce grande influência em outros campos teóricos e disciplinares como a Ética e a Filosofia Política. “Se pensarmos a democracia como uma forma de governo que cujas leis e instituições refletem o desejo das pessoas, ...

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    Filósofa americana diz que protestos contra ela no Brasil são ‘equívoco’ e que falar de gênero ‘causa muito medo’

    Neste mês, Judith Butler virá pela segunda vez ao Brasil, e é bom estar preparada para enfrentar seus críticos, porque a visita já é polêmica mesmo antes de acontecer. Por Rafael Barifouse, da BBC Acusada de vir fazer uma palestra para promover a chamada ideologia de gênero, a filósofa americana diz à BBC Brasil que a campanha em curso contra ela é um "grande equívoco", porque não falará sobre esse assunto, mas sobre democracia e seu trabalho a respeito da situação de Israel e Palestina. Para ela, esse tipo de reação à visita ocorre porque falar de gênero "causa muito medo". Butler é conhecida por seu trabalho como cientista social e especialmente renomada por seus estudos sobre o conceito de gênero. Ela estará no país para um evento no Sesc Pompeia, em São Paulo, o que colocou o centro cultural na mira de quem se opõe às ideias da filósofa. Há ...

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    Judith Butler: Quem são os eleitores de Trump?

    Quem são essas pessoas que votaram em Trump, mas quem somos nós que não vimos o seu poder, que não antecipamos isso tudo, que nem sequer imaginávamos que havias pessoas que seriam capazes de votar num homem com um discurso racista e xenófobo? Artigo de Judith Butler. Do Esquerda Há duas perguntas que os eleitores de centro-esquerda nos EUA estão a fazer: quem são essas pessoas que votaram em Trump? E porque é que esse resultado nos apanhou de forma tão desprevenida? A palavra “devastação” é apenas uma primeira forma de expressar o sentimento generalizado que atravessa as pessoas que conheço. Não tínhamos consciência do quão disseminada é a raiva contra as elites, o quão profunda é a raiva de homens brancos contra o feminismo e contra o movimento pelos direitos civis, o quão desmoralizadas muitas pessoas estão à custa da despossessão económica e o quão inebriadas as pessoas estão pelo isolacionismo ...

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    Eleições americanas: uma reflexão de Judith Butler

    Há duas questões que os e as eleitoras da esquerda estão se perguntando nos Estados Unidos: quem são estas pessoas que votaram em Trump? E por que não nos preparamos, de modo algum, para este desfecho? A palavra “devastação” apenas começa a chegar perto do sentimento com relação a esse momento entre aquelas e aqueles que conheço. Não sabíamos da raiva generalizada contra as elites; da profunda raiva de homens brancos contra o feminismo e o movimento dos direitos civis; de como as pessoas foram desmoralizadas pela espoliação (dispossession) econômica. Não sabíamos como as pessoas podem ficar excitadas com o isolacionismo, a perspectiva de novos muros e a belicosidade nacionalista. Esta é a nova “reação branca” (whitelash)? Por que não percebemos o que estava por vir? Por Judith Butler Do Sxpolitics Tal como nossos amigos no Reino Unido após o Brexit, estamos céticos quanto às pesquisas de opinião: quem foi ou ...

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    Judith Butler: corpo, política e linguagem

    Novo livro da filósofa Judith Butler versa sobre ocupações e o populismo reacionário que quer restaurar um estágio anterior da sociedade por Joanna Burigo, da Carta Capital  Rovena Rosa/Agência Brasil/Fotos Públicas Um dos afetos mais satisfatórios da relação que tenho com o conhecimento produzido por feministas é a sensação de alívio epistêmico ao deparar-me com argumentos que dão sentido para fenômenos complexos (ou os que explicitam análises óbvias, ou os que expressam bem os sentimentos resultantes de experiências comuns). Foi lendo feministas que percebi que o senso comum me incomodava não por eu ser irritável, mas por que ele é socialmente injusto. Foi estudando estas mulheres que entendi que o feminismo se ocupa de expor estruturas que são fundamentadas na nossa opressão. Foi assimilando a teoria feminista que percebi que alguns de meus incômodos não eram apenas sobre mim, mas sobre todas nós. O feminismo me ensinou o que é ...

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    Toda cisgeneridade é a mesma? Subalternidade nas experiências normativas

    Nesta semana aconteceu o I Seminário Queer no SESC-SP e o conceito de cisgeneridade correu os perfis de Facebook em discussões entre especialistas e ativistas. Ainda que com posicionamentos controversos, toda essa discussão possibilitou e demonstrou a necessidade de se pensar, com profundidade, além da definição dura de verbete o conceito de cisgeneridade. Por Helena Vieira Do Portal Fórum  Judith Butler, expoente mundial dos estudos queer, quando questionada sobre o termo “cisgênero”, respondeu que o considerava uma ferramenta interessante, uma vez que nomeava uma possibilidade, a de ser cisgênero, antes considerada norma. Retirando o antigo caráter natural que foi embasado pelos discursos médico, religioso e jurídico. Na realidade, a cisgeneridade nunca foi uma possibilidade para ninguém, ela é uma imposição, assim como a heterossexualidade é compulsória. A cobrança pela suposta coerência entre anatomia e gênero esmaga todos os corpos. Podemos compreender isso sem perdermos a noção de indivíduo. No entanto, esse novoconceito pode estar contribuindo ...

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    ‘Não é o fim da história’, diz filósofa sobre ensino de gênero nas escolas

    Judith Butler, pensadora da teoria queer, deu palestra em SP nesta quarta. Em entrevista, ela falou sobre exclusão do gênero dos planos de educação. Por Ana Carolina Moreno, do G1 A palestra da filósofa americana Judith Butler em São Paulo, na tarde desta quarta-feira (9), atraiu centenas de pessoas ligadas à pesquisa e à militância das questões de gênero e LGBT, e um pequeno grupo de manifestantes contrários à discussão. Butler, que foi alçada ao status de celebridade na área após elaborar conceitos que levaram à criação da teoria queer, foi a principal palestrante do primeiro dia do Seminário Queer, que termina nesta quinta (10) no Sesc Vila Mariana. Sua teoria critica a associação automática do sexo biológico das pessoas à identidade de gênero e à orientação sexual delas. Ela defende a noção de que a identidade e o gênero das pessoas são mais flexíveis do que isso. Assim, a ...

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    Desfazendo Gênero reunirá 1.500 pesquisadores e ativistas em Salvador

    Faltam poucos dias para Salvador receber o II Seminário Internacional Desfazendo Gênero, que ocorrerá de 04 a 07 de setembro, na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Considerado referência entre os espaços de debates ligados às temáticas da sexualidade e gênero, o evento está com suas 1.500 inscrições esgotadas desde julho, após ampla procura de pesquisadorxs e ativistas do Brasil e exterior. Do Politicas do cus Um dos momentos mais esperados é a conferência de abertura, na manhã do dia 05 de setembro, no Teatro Castro Alves, quando a filósofa norte-americana Judith Butler abrirá oficialmente o encontro. Considerada um ícone mundial nos estudos de sexualidade a partir de livros como Problemas de Gênero, a pesquisadora estará pela primeira vez no Brasil, começando por Salvador uma viagem que inclui ainda outras duas cidades (São José do Rio Preto e São Paulo). Filósofa Judith Butler estará na Conferência de ...

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    A filósofa que rejeita classificações

    Em entrevista exclusiva à CULT, Judith Butler fala sobre seu diálogo com as obras de Hegel, Foucault e Derrida, entre outros Por Carla Rodrigues Do Revista Cult Uma das medidas de recepção da obra de um autor é a sua tradução, que provoca novas obras em torno de seu pensamento, produz ecos e reflexões. Desde que foi lançado, em 1993, nos Estados Unidos, o livro Problemas de gênero – feminismo e subversão da identidade, da filósofa Judith Butler, foi editado em 23 países, entre os quais o Brasil. Desde então, suas proposições sobre gênero como performance, suas críticas ao ideal identitário e sua abordagem sobre a normatividade de gênero se disseminaram em diferentes campos de estudo: filosofia, antropologia, teoria feminista e teoria queer, da qual, particularmente, se tornou símbolo. Embora não seja seu primeiro livro, foi em Problemas de gênero que muitas das ideias da filósofa ganharam projeção, inaugurando um debate ...

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    Breve roteiro de leitura para pessoas interessadas em estudos queer

    O roteiro abaixo foi feito para quem deseja se aproximar dos estudos queer. Trata-se de um pequeno guia para iniciantes, com as referências dos textos e breves comentários. A ordem de leitura foi criada apenas para tentar facilitar a compreensão, mas isso não quer dizer que você precisa necessariamente seguir os passos à risca. Por david Do Politicas do Cus Apenas textos em língua portuguesa e espanhola foram selecionados, o que torna a lista muito limitada e incompleta porque a maioria da produção foi escrita em inglês. Primeiras leituras: muitas pessoas dizem, e com razão, que vários textos sobre os estudos queer são difíceis de serem compreendidos. Por isso, os primeiros textos abaixo são bons para os iniciantes porque simplificam e contextualizam determinadas questões de forma bem didática.   Sugiro começar pelos textos de Guacira e Richard (Louro, Guacira Lopes. Um corpo estranho. Ensaios sobre sexualidade e teoria queer. Belo Horizonte, ...

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    Mulheres devem ser o quiserem: uma resposta a Camille Paglia

    Recentemente, no dia 24 de abril , a escritora auto-intitulada feminista (apesar de lutar pelo "direito dos homens", de se opor a todo o feminismo, de desconsiderar as mulheres trans, e de defender um modelo utópico de feminilidade) Camille Paglia deu uma entrevista à Folha de S. Paulo na qual afirmava: "mulheres devem ser mais maternais". Como transfeminista, e ativista brasileira, tomei a liberdade de enumerar os equívocos de Camille: Por Fernando Vieira Do Brasil Post 1. "Feministas de hoje culpam os homens por tudo. Feministas de hoje querem que os homens sejam como mulheres, pensem como mulheres. As feministas de hoje não são como as grandes mulheres dos anos 60". Feministas não culpam os homens por tudo. O feminismo percebeu, e Camille já deveria ter feito isso, que a produção da desigualdade nas relações de gênero é fruto do patriarcado, um sistema de poder, que fundamenta, historicamente, a supremacia do homem ...

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    Afinal, que humano?

    Desde os acontecimentos mais distantes até os mais próximos, sobretudo aqueles que se referem a nossa exposição à violência e até nossa cumplicidade com a mesma; desde os diferenciaiscontornos sociais, históricos, políticos e culturais, em torno do “ser”, do reconhecimento do “ser”; desde aqueles que se encontram mais vulneráveis do que outros, aqueles que não chegam a serreconhecidos e permanecem desconhecidos; o que é uma vida digna de ser vivida, uma vida quevale a pena? O que é uma vida e um mundo habitável? Quem pode habitar a plenitude do mundo social? E quem não? Que vida (ou, que vidas, se há uma série delas) é considerada como não digna e (consequentemente) que vida pode ser vista entregue fora de si mesma, da sua “autonomia”, a movimentos que vão do sofrimento físico e/ou psicológico a erradicação total do próprio ser? Certamente, essa categoria de questões não nos leva a uma ...

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    Entrevista: Judith Butler

    O blog “História do Desejo” publica a versão em português de uma entrevista a Judith Butler ao jornal francês “Le Nouvel Observateur”, publicada na sua edição de 15/12/2013. Ainda que não conheça quem traduziu o texto para português, aqui fica uma entrevista onde Butler explica de um modo, inusitadamente, simples algumas das suas propostas teóricas, mas também políticas.Do Paulo Jorge Vieira Teoria do gênero: Judith Butler responde aos seus críticos Negação dos sexos e dos corpos, desconfiança política, obsessão da dominação: a pioneira do “gênero” fala acerca das preocupações, das tensões que sua linha de reflexão suscita na França Le Nouvel Observateur – Em 1990, você publicou “Problemas de gênero” que marcou a irrupção do debate intelectual da teoria do gênero. Trata-se de quê? Judith Butler – Eu quero esclarecer desde já que eu não inventei os estudos de gênero. A noção de gênero é utilizada desde 1960 nos EUA em sociologia ...

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    Livro de Judith Butler revisita Antígona

    Em ‘O clamor de Antígona — Parentesco entre a vida e a morte’, filósofa americana toma personagem como alegoria para a crise do parentesco Por Carla Rodrigues Do O Globo Achegada, ao mercado brasileiro, de “O clamor de Antígona — Parentesco entre a vida e a morte”, de Judith Butler, é uma ótima notícia e, ao mesmo tempo, a constatação de um descompasso. Filósofa consagrada nos estudos de gênero, Butler tinha até então apenas um livro traduzido — “Problemas de gênero — Feminismo e subversão da identidade”, lançado em 2003 pela Civilização Brasileira e esgotado há alguns anos. O descompasso começa a ser reduzido com o lançamento de “O clamor de Antígona”, cuja originalidade da abordagem da tragédia de Sófocles, lida e relida na Filosofia, no Direito e, depois de Lacan, na psicanálise, interessa a estudiosos de diferentes áreas. Tomada por Butler como alegoria para a crise contemporânea do parentesco, ...

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    O (cis)gênero não existe

    O (cis)gênero não existe

    A primeira vez que repeti em público a frase da filósofa Judith Butler – “O gênero não existe” – causei profundo estranhamento a feministas que vinham de uma linha de estudos e militância formada a partir da decisiva distinção sexo/gênero. Gênero como cultural, oposto a sexo como biológico, havia sido um conceito fundador da segunda onda do feminismo, e foi um operador da libertação do destino biológico das mulheres. Era preciso – a rigor, infelizmente, ainda é – reivindicar que o sexo anatômico não pode fundamentar hierarquias sociais, políticas e econômicas. Afirmo que “o (cis)gênero não existe” a fim de discutir o recente episódio de agressão contra transgêneros nos banheiros da Unicamp. POR Carla Rodrigues Ao longo da semana passada, a doutoranda Amara Moira, pesquisadora de Teoria Literária, denunciou a pichação dos banheiros femininos com slogans violentos de protesto contra a frequência de transgêneros. Frases como “Ser mulher não é ...

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