quinta-feira, outubro 29, 2020

    Tag: mulheres negras

    A “mulata trágica”: repensando a categoria mulata no Brasil

    O século XXI tem sido o século das imagens. Disputas de narrativas tem se dado no contexto das redes sociais, em que imagens viralizam em curto espaço de tempo, alimentando o imaginário social e definindo o lugar das pessoas no mundo. Neste contexto, a socióloga estadunidense Patrícia Hill Collins, em Pensamento Feminista Negro, apresenta-nos as imagens que são internalizadas como “imagens de controle”. Diferentemente dos estereótipos — que partem da elaboração de imagens negativas —, as imagens de controle podem produzir lugares de poder e privilégio para determinados grupos, bem como naturalizar lugares de sujeição, hiperssexualização e violência para outros.  O lugar do nosso corpo no mundo, sua inscrição social, passa por uma tomada de consciência que, como aponta Frantz Fanon, na obra clássica Pele negra, máscaras brancas, muitas vezes é desenvolvida por um estímulo externo, um olhar do outro, que nos fixa e constrói as representações. Fanon narra que ...

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    The Modern Medea - A história de Margaret Garner , Harper's Weekly , 18 de maio de 1867, p. 308 Cortesia da Biblioteca do Congresso dos EUA (LCCN99614263)/Blackpast.org/

    O isolamento é um fantasma presente: mulheres mães negras e formas de insurgência na Pandemia

    Primeiramente, eu peço licença as minhas ancestrais e as minhas linhagens maternas e paternas para ler um trecho de um evento histórico que aconteceu em 1856.  Margaret Garner, uma mãe escrava de vinte e dois anos de idade, e com quatro filhos pequenos, apareceu pela primeira vez em 1856 em uma sessão do seu julgamento. Garner havia atravessado um rio congelado, juntamente com outros sete membros de sua família, enfrentando caçadores de escravos e uma noite de inverno singularmente fria em busca da liberdade. Junto com os outros fugitivos Garner estava fugindo por doze horas antes da apreensão das autoridades. Quando ela foi encurralada na casa em que os fugitivos buscaram refúgio, Garner segurava os seus filhos e tentava assassiná-los em vez de permitir que eles fossem devolvidos à escravidão. Embora ela tenha sido impedida de cumprir seu plano em sua totalidade, ela conseguiu tirar a vida de sua filha ...

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    Getty Images/Brittany Theophilus

    Pelo direto a desaguar: uma carta para as meninas-mulheres negras

    Queridas irmãs, Como vocês, aprendi, ainda menina, que a fragilidade não era algo reservado às mulheres negras. Como vocês, entendi que o adjetivo “frágil”, que a sociedade racista e patriarcal atribuiu às mulheres, nunca nos representou. Sojouner Thuth, nossa ancestral, em seu discurso mais conhecido “E eu não sou mulher?” (1851) questionou: “ Aqueles homens ali dizem que as mulheres precisam de ajuda para subir em carruagens, e devem ser carregadas para atravessar valas, e que merecem o melhor lugar onde quer que estejam. Ninguém jamais me ajudou a subir em carruagens, ou a saltar sobre poças de lama, e nunca me ofereceram melhor lugar algum! E não sou uma mulher? Olhem para mim? Olhem para meus braços! Eu arei e plantei, e juntei a colheita nos celeiros, e homem algum poderia estar à minha frente. E não sou uma mulher? Eu poderia trabalhar tanto e comer tanto quanto qualquer ...

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    Cineasta e professora Edileuza Penha de Souza — Foto: Lauro Vasconcelos/Seduc-MA

    Filme brasiliense que conta histórias de mulheres negras é premiado em festival internacional

    O filme brasiliense "Filhas de Lavadeiras" conquistou o júri da 25ª edição do Festival É Tudo Verdade – um dos eventos mais importantes para o cinema documental da América Latina. A produção deu à professora do Instituto Federal de Brasília (IFB) e cineasta, Edileuza Penha de Souza, o prêmio de melhor curta-documentário., O filme conta a história de mulheres negras que, graças ao trabalho árduo de suas mães, puderam ir para a escola. Ele é inspirado na obra de Maria Helena Vargas, mulher negra que foi escritora, pedagoga e professora, e que viveu em Brasília. O resultado do festival saiu no domingo (4). A professora de audiovisual do IFB do Recanto das Emas foi a única mulher negra, em sua posição, premiada neste ano. "Não sei se sou a primeira mulher negra premiada no Festival É Tudo Verdade em 25 anos. Nesse, eu sei que sou a única mulher negra”, ...

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    “Não aceitamos ganhar menos”, diz coletiva negra em carta aberta

    “Nosso posicionamento é objetivo: as mulheres negras não aceitam ganhar menos que qualquer pessoa que desempenhe as mesmas profissões, cargos e funções”. É o que diz um dos trechos da carta aberta sobre a desvalorização do trabalho de mulheres negras ‘Não aceitamos ganhar menos‘, organizado pela Coletiva Negras que Movem. Lançada nesta quarta-feira (30), a carta tem como objetivo jogar luz à histórica desigualdade salarial entre brancos e negros, principalmente no que diz respeito ao trabalho desenvolvido por mulheres pretas e pardas. “Com Mãe Stella aprendemos que as pessoas não valem pelos cargos sociais ou postos religiosos que possuem, mas sim pelo simples fato de existirem. As mulheres negras não só existem, como movimentam R$ 704 bi por ano na economia brasileira”, aponta um trecho. A coletiva é formada por 23 mulheres negras contempladas pelo Programa de Aceleração do Desenvolvimento de Lideranças Femininas Negras: Marielle Franco, do Fundo Baobá, que ...

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    Mulheres de luta: as mães de ingênuos por força da Lei do Ventre Livre

    Em 1880, um número considerável de mães solteiras escravizadas com filhos menores que viviam no Rio de Janeiro, o Município Neutro, recebeu carta de alforria graças aos recursos do “Fundo de Emancipação de Escravos”. O fundo foi um instrumento criado por meio da Lei n. 2.040, de 28 de setembro de1871 – aquela que ficou conhecida como a Lei do Ventre Livre. Ele tinha por fim reunir recursos para a libertação de quantas pessoas escravizadas fosse possível nas províncias e na capital do Império, também chamada de Município Neutro ou corte. Sendo assim, o registro de 271 mulheres alforriadas na capital imperial nos é valioso sob duas perspectivas.  Primeiramente, o dado chama atenção pelo fato de elas constituírem uma das categorias familiares que deveriam ser priorizadas no acesso aos recursos pecuniários. Ou seja, de acordo com os critérios de classificação utilizados por uma junta constituída para qualificar, selecionar ou excluir ...

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    Photo by ActionVance on Unsplash

    Queria tanto ser amada…

    Cresci ouvindo aqui e ali que isso não é coisa pra preto não. Entre escolhas e desistências acabei por sufocar a negra que eu nasci. Me deixei direcionar, dizer como e porque era. Me descontrui toda. Na escola os apelidos eram recebidos por mim com risos amarelos e respondidos com chacotas maiores. O menino de olho azul não queria ser meu namorado, o pretinho corria atrás da pele clara. Compreensível até. Ele não queria desaparecer na névoa do não ser nada. Queria tanto ser amada. Ouvi dizer que tinha que limpar a raça. Permiti o mal trato do branco, mas tinha algo. Veio a idade da dúvida, e nos bailes da vida, nunca dancei Alisei cabelo, usei lentes verdes, dei suporte à amigas brancas. Queria tanto ser amada. E chegou a idade da consciência, nela encontrei o amor. Na verdade veio o rebento, clarinho, como a lei. Fruto de um ...

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    Reprodução/Facebook

    As Mulheres Negras – Eu vos agradeço

    Venho pensando a dias como transformar os meus pensamentos, as minhas inquietudes em palavras, sempre me pergunto o porque as pessoas taxarem as mulheres negras que tem postura, ética, senso crítico, opinião de "grosseiras", "estressadas", "raivosas", "intransigentes"? Quando essas mesmas características são colocadas a uma mulher branca, elas são taxadas de "assertivas", "pessoas com credibilidade", "postura", "que tem opinião" etc, quando foi/é que uma mulher negra deixa/deixou de ser assertiva na educação de seus filhos ou na maneira que atua em sua profissão? Quando é/foi que a mulher negra deixa/deixou de ter credibilidade ao trazer dados e informações dentro do expertise dela? Quando é/foi que a mulher negra não tem/teve postura ao se pronunciar? A mulher negra não tem a obrigação de continuar na subserviência, a mulher negra está na base da pirâmide, mas é ela que movimenta toda a sua estrutura, a mulher negra de personalidade herdou de seus ...

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    A atriz e produtora Maria Gal - Mathilde Missioneiro/Folhapress

    Mulheres negras sob ataque nas redes

    Às vésperas do Dia de Tereza de Benguela, Dia Nacional da Mulher Negra (25 de julho), eu, mulher negra, atriz, fui atacada nas minhas redes sociais por mais uma ação racista que tenta calar e desumanizar afro-brasileiras. O racismo se manifestou por xingamento atribuído à animalização, ofensa racial que tenta retirar de negros e negras o direito de sermos tratadas como seres humanos. Não se trata somente de caso isolado ou dirigido apenas à minha pessoa, é direcionado contra 56% da população brasileira: 118 milhões de negras e negros. E, por isso, é preciso reagir e falar publicamente sobre racismo e discriminação racial. Sou mais uma das milhões de mulheres negras que fazem das redes sociais o seu lugar de existência, conexões humanas, apresentação do trabalho e exposição livre de ideias e conversas sobre ser mulher negra no Brasil. A cada postagem, corpo, identidade e pensamento negro se afirmam não ...

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    iStock; Lily illustration

    Para as mulheres negras, o autocuidado não é apenas uma palavra da moda. É um ato de resistência radical.

    Texto de Nambi J. Ndugga originalmente publicado em The Lily Como mulher negra e pesquisadora de saúde pública que vive e trabalha em Boston , vejo em primeira mão como a segregação afeta os resultados de saúde de negros e pardos em comparação com os brancos. Trabalhando neste campo, tive que construir sistemas de apoio e mecanismos de defesa que me permitissem estudar, conscientizar e abordar as desigualdades na saúde sem ser esmagado por seu peso e magnitude. Mal sabia eu que uma pandemia global e a persistente brutalidade policial experimentada por negros usariam esses mecanismos, me isolariam das comunidades de apoio e abririam caminho para uma onda de tristeza pela qual eu estava lamentavelmente despreparado. A dor No fim de semana do Memorial Day, a primeira página do New York Times listava 100.000 nomes daqueles que morreram da covid-19. Dos mortos, mais de 20% eram negros. Pouco tempo depois, surgiram notícias sobre o assassinato policial de George Floyd, um ...

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    Laurin Rinder/Adobe

    O “não lugar da mulher negra”: do quartinho da empregada e “quase da família” a lugar nenhum

    Escrevo este texto no calor do momento após uma conversa com uma das minhas amigas pretas, muito querida. Falávamos da sua solidão e de uma vida de desenraizamento, após ela ter sido “dada” pela família no interior do Pará a uma senhora rica, branca do Estado de Goiás, aos 8 anos, com a promessa de estudar. E  como a maioria das meninas nessas condições, serviu a casa e a família por 13 anos. Passou a vida ouvindo da sua “benfeitora”: “essa é a menina que eu crio”  ou “é quase da família”, e até recebeu a permissão de chamar a tal senhora de “avό”, forma de reforçar a mentira. Quando ela percebeu que não era nada da família  e que sua situação era a mesma de muitas outras meninas negras que passara pela mesma casa  resolveu sair,  juntando assim suas coisas e caiu no mundo. Qual era o seu lugar? ...

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    Sojourner Truth (Foto: Imagem retirada do site AH)

    Dupla opressão: mulheres negras

    Em 1851, na Convenção dos Direitos das Mulheres, em Akron, nos Estados Unidos, Sojourner Truth, uma negra abolicionista, escritora e ativista dos direitos das mulheres, foi responsável por um discurso capaz de reconhecer e nomear privilégios. Ela narrou uma série de atividades que exercia e que são consideradas masculinas, para então lançar uma pergunta retórica ao final de cada estrofe: se, afinal, ela não seria mesmo uma mulher. Sob a perspectiva da época, não parecia. “Olhem para meu braço! Eu capinei, eu plantei, juntei palha nos celeiros e homem nenhum conseguiu me superar! Eu não sou uma mulher? Eu consegui trabalhar e comer tanto quanto um homem — quando tinha o que comer — e também aguentei as chicotadas! E não sou uma mulher?” Embora Truth tenha se manifestado há quase dois séculos, a teorização do feminismo negro vai emergir num tempo já bem mais próximo dos nossos dias, quando ...

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    5ª Edição da Palavra Preta

    São Paulo recebe, no feriado, a 5a. edição da Palavra Preta - Mostra de Negras Autoras, idealizada por Luedji Luna & batizada por Tatiana Nascimento, co-fundadoras y produtoras das quatro primeiras edições (em salvador e em brasília). em versão pocket, a mostra tem como tema literaturas de autoria negra sexual-dissidente, e convida as autoras Cidinha Da Silva (MG), maré de matos (MG) y Tatiana Nascimento (DF) pra conversar sobre sua produção literária nas terras férteis do Aparelha Luzia. Enviado para o Portal Geledés  O bate-papo das autoras será seguido por debate com perguntas do público e leitura de trechos dos livros delas, que estarão à venda na ocasião. serviço: Palavra preta 5. ed. Especial literatura de autoria negra sexual-dissidente com Cidinha da Silva, maré de matos, Tatiana Nascimento 20/06/2019, quinta-feira, 20h00 Aparelha Luzia (rua apa, 78, santa cecília) Entrada gratuita ** Este artigo é de autoria de colaboradores ou articulistas ...

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    “A tecnologia vai mudar a narrativa de África”

    A coordenadora do gabinete nigeriano para a Inovação e Empreendedorismo em Tecnologias da Informação e da Comunicação esteve em Lisboa no seminário Transformação Digital e as Mulheres, organizado pela Associação de Mulheres Embaixadoras em Portugal Do DN Foto: Reprodução/DN No seminário Transformação Digital e as Mulheres, organizado pela Associação de Mulheres Embaixadoras em Portugal, na Universidade Nova de Lisboa, a nigeriana Amina Sambo falou das dificuldades acrescidas que o sexo feminino sente se quer trabalhar em tecnologias da informação. Mas também no que está a fazer para acabar com a diferença de género no setor na Nigéria. Aposta em três aspetos: encorajar as jovens a escolher estas carreiras mostrando-lhes exemplos de sucesso - as chamadas "madrinhas" -, garantir que as mulheres têm acesso às infraestruturas necessárias e, finalmente, que têm as habilidades para o fazer, numa aposta na educação. Ao DN, falou da oportunidade que as ...

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    Falta de informação, racismo e desigualdade: o que está por trás dos altos índices de feminicídio negro

    Vitória Marques nasceu aos pés do Morro da Polícia – como é conhecido o Morro da Glória, na zona leste de Porto Alegre. Os bisavós dela estiveram entre os primeiros moradores do local. Aos, 26 anos, Vitória, cabeleireira, resolveu mudar o endereço e subir o morro também. Ali encontrou uma vocação, começou a trabalhar com mulheres, se tornou promotora legal pública (PLP), promotora de saúde e presidente da Associação de Mulheres Unidas pela Esperança (AMUE). por Fernanda Canofre no Sul21 Hoje, Vitória é uma testemunha do que a violência doméstica e de Estado pode fazer na vida das mulheres. Principalmente das mulheres negras, maioria no Morro. A mesma demografia de mulheres que, segundo o último Mapa da Violência, seriam os maiores alvos de feminicídio no Brasil. Enquanto o número de assassinatos de mulheres brancas caiu 10% nos últimos anos, o de mulheres negras deu um salto gigante com 54% de ...

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    Foto: Marta Azevedo

    Direitos humanos perderam por ‘W.O.’

    É espantoso que os interessados em assumir a gestão municipal não tenham os direitos humanos como prioridade da agenda Por Flávia Oliveira, do O Globo  Foto: Marta Azevedo A corrida eleitoral entra na semana derradeira com um episódio que, por não realizado, diz muito sobre como o mundo político brasileiro ignora o necessário (e moderno) debate sobre inclusão de minorias — se não numéricas, certamente de representação político-econômica. Explico. A Ação da Cidadania — movimento formatado pelo sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, aquele que na primeira metade dos anos 1990 apresentou ao país a agenda de combate à fome e à miséria — convidou dez candidatos a prefeito do Rio para um debate sobre direitos humanos, na última quarta-feira. Por falta de quórum, o evento acabou cancelado. Marcelo Crivella (PRB), líder nas pesquisas de intenção de votos, recusou de cara, assim como Flávio Bolsonaro (PSC) e ...

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    Yes! Nós temos it Girls!

    Compartilhei no Twitter que não leio mais blogs que não me espelham. Falamos muito de representação e realmente acredito na ideia. Desde que comecei a entender esse meu corpo como ele é, acompanhar alguns blogs me fazia sentir como na época em que era assinante da Capricho e não tinha identificação com a maior parte das coisas publicadas. Não faz sentido ler sobre cabelos, tendências, jeitos de vestir ou maquiar, por exemplo, que não conversam comigo e nem tentam conversar. Hoje gosto de conseguir me imaginar em quem escreve ou fala do outro lado da tela, sabem? Raro encontrar na "blogosfera pop" espaços que consigam colocar diversidade no conteúdo mas estamos numa maré boa de pretas que compartilham coisas boas e a ausência fica cada vez mais insignificante. por Élida Aquino do Meninas Black Power  Quem me conhece sabe: ainda sou ruim na hora de consumir peças mas amo referências do ...

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    Experiência de dor, resistência e liberdade: Pequenas Histórias de Escravas Fugidas

    Não são expressões de própria lavra de escravas no Rio de Janeiro oitocentista, mas escritas da imprensa que expõem poderes, resistências, dispositivos de “captura do corpo e de imposição de identidades naturalizadas”. Avisos de fuga de cativas exprimem a agonia e força da ordem escravocrata. Aqui, a escrita é da historiadora que procura “problematizar a diferença e escutar o outro”, ou exercitar a re-significação do passado na análise de discursos acerca de mulheres que escaparam, ainda que não registrassem, elas mesmas, suas agruras, alianças e negociações em relação aos poderes do patriarcado na experiência da monarquia constitucional escravista. no Fazendo Gênero - Diásporas, Diversidades, Deslocamentos Publicadas diariamente nas páginas do Jornal do Commercio, periódico que circulava na capital da Corte no século XIX, as imagens de escravos “fujões” modeladas nos avisos não estavam revestidas da pele de heróis ou heroínas e, aos olhos da época, mais revelavam o espectro de corpos ...

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    Governo recebe denúncia de racismo contra minissérie global “Sexo e as negas”

    Tida como uma das novas promessas da Rede Globo, a minissérie “Sexo e as negas” pode enfrentar problemas jurídicos antes de entrar no ar. A ouvidoria da Secretaria Especial da Promoção da Igualdade Racial já recebeu três denúncias de racismo por conta da produção, que deve entrar no ar no dia 16 deste mês. De acordo com informações do Poder Online (iG), diversas organizações do movimento negro e de mulheres iniciaram, via internet, uma campanha de boicote ao programa. A produção é uma espécie de “adaptação” suburbana do seriado americano “Sex and the city”. Quem assina a produção é o ator e diretor Miguel Falabella. A Secretaria de Igualdade Racial ainda está analisando as queixas. O governo ainda pode pedir providências à emissora. Esta não é a primeira vez que denúncias de racismo e machismo chegam ao governo por conta de produções televisivas. Em 2011, uma campanha da cerveja Devassa ...

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