terça-feira, agosto 4, 2020

    Tag: mulheres negras

    A atriz e produtora Maria Gal - Mathilde Missioneiro/Folhapress

    Mulheres negras sob ataque nas redes

    Às vésperas do Dia de Tereza de Benguela, Dia Nacional da Mulher Negra (25 de julho), eu, mulher negra, atriz, fui atacada nas minhas redes sociais por mais uma ação racista que tenta calar e desumanizar afro-brasileiras. O racismo se manifestou por xingamento atribuído à animalização, ofensa racial que tenta retirar de negros e negras o direito de sermos tratadas como seres humanos. Não se trata somente de caso isolado ou dirigido apenas à minha pessoa, é direcionado contra 56% da população brasileira: 118 milhões de negras e negros. E, por isso, é preciso reagir e falar publicamente sobre racismo e discriminação racial. Sou mais uma das milhões de mulheres negras que fazem das redes sociais o seu lugar de existência, conexões humanas, apresentação do trabalho e exposição livre de ideias e conversas sobre ser mulher negra no Brasil. A cada postagem, corpo, identidade e pensamento negro se afirmam não ...

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    iStock; Lily illustration

    Para as mulheres negras, o autocuidado não é apenas uma palavra da moda. É um ato de resistência radical.

    Texto de Nambi J. Ndugga originalmente publicado em The Lily Como mulher negra e pesquisadora de saúde pública que vive e trabalha em Boston , vejo em primeira mão como a segregação afeta os resultados de saúde de negros e pardos em comparação com os brancos. Trabalhando neste campo, tive que construir sistemas de apoio e mecanismos de defesa que me permitissem estudar, conscientizar e abordar as desigualdades na saúde sem ser esmagado por seu peso e magnitude. Mal sabia eu que uma pandemia global e a persistente brutalidade policial experimentada por negros usariam esses mecanismos, me isolariam das comunidades de apoio e abririam caminho para uma onda de tristeza pela qual eu estava lamentavelmente despreparado. A dor No fim de semana do Memorial Day, a primeira página do New York Times listava 100.000 nomes daqueles que morreram da covid-19. Dos mortos, mais de 20% eram negros. Pouco tempo depois, surgiram notícias sobre o assassinato policial de George Floyd, um ...

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    Laurin Rinder/Adobe

    O “não lugar da mulher negra”: do quartinho da empregada e “quase da família” a lugar nenhum

    Escrevo este texto no calor do momento após uma conversa com uma das minhas amigas pretas, muito querida. Falávamos da sua solidão e de uma vida de desenraizamento, após ela ter sido “dada” pela família no interior do Pará a uma senhora rica, branca do Estado de Goiás, aos 8 anos, com a promessa de estudar. E  como a maioria das meninas nessas condições, serviu a casa e a família por 13 anos. Passou a vida ouvindo da sua “benfeitora”: “essa é a menina que eu crio”  ou “é quase da família”, e até recebeu a permissão de chamar a tal senhora de “avό”, forma de reforçar a mentira. Quando ela percebeu que não era nada da família  e que sua situação era a mesma de muitas outras meninas negras que passara pela mesma casa  resolveu sair,  juntando assim suas coisas e caiu no mundo. Qual era o seu lugar? ...

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    Sojourner Truth (Foto: Imagem retirada do site AH)

    Dupla opressão: mulheres negras

    Em 1851, na Convenção dos Direitos das Mulheres, em Akron, nos Estados Unidos, Sojourner Truth, uma negra abolicionista, escritora e ativista dos direitos das mulheres, foi responsável por um discurso capaz de reconhecer e nomear privilégios. Ela narrou uma série de atividades que exercia e que são consideradas masculinas, para então lançar uma pergunta retórica ao final de cada estrofe: se, afinal, ela não seria mesmo uma mulher. Sob a perspectiva da época, não parecia. “Olhem para meu braço! Eu capinei, eu plantei, juntei palha nos celeiros e homem nenhum conseguiu me superar! Eu não sou uma mulher? Eu consegui trabalhar e comer tanto quanto um homem — quando tinha o que comer — e também aguentei as chicotadas! E não sou uma mulher?” Embora Truth tenha se manifestado há quase dois séculos, a teorização do feminismo negro vai emergir num tempo já bem mais próximo dos nossos dias, quando ...

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    5ª Edição da Palavra Preta

    São Paulo recebe, no feriado, a 5a. edição da Palavra Preta - Mostra de Negras Autoras, idealizada por Luedji Luna & batizada por Tatiana Nascimento, co-fundadoras y produtoras das quatro primeiras edições (em salvador e em brasília). em versão pocket, a mostra tem como tema literaturas de autoria negra sexual-dissidente, e convida as autoras Cidinha Da Silva (MG), maré de matos (MG) y Tatiana Nascimento (DF) pra conversar sobre sua produção literária nas terras férteis do Aparelha Luzia. Enviado para o Portal Geledés  O bate-papo das autoras será seguido por debate com perguntas do público e leitura de trechos dos livros delas, que estarão à venda na ocasião. serviço: Palavra preta 5. ed. Especial literatura de autoria negra sexual-dissidente com Cidinha da Silva, maré de matos, Tatiana Nascimento 20/06/2019, quinta-feira, 20h00 Aparelha Luzia (rua apa, 78, santa cecília) Entrada gratuita ** Este artigo é de autoria de colaboradores ou articulistas ...

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    “A tecnologia vai mudar a narrativa de África”

    A coordenadora do gabinete nigeriano para a Inovação e Empreendedorismo em Tecnologias da Informação e da Comunicação esteve em Lisboa no seminário Transformação Digital e as Mulheres, organizado pela Associação de Mulheres Embaixadoras em Portugal Do DN Foto: Reprodução/DN No seminário Transformação Digital e as Mulheres, organizado pela Associação de Mulheres Embaixadoras em Portugal, na Universidade Nova de Lisboa, a nigeriana Amina Sambo falou das dificuldades acrescidas que o sexo feminino sente se quer trabalhar em tecnologias da informação. Mas também no que está a fazer para acabar com a diferença de género no setor na Nigéria. Aposta em três aspetos: encorajar as jovens a escolher estas carreiras mostrando-lhes exemplos de sucesso - as chamadas "madrinhas" -, garantir que as mulheres têm acesso às infraestruturas necessárias e, finalmente, que têm as habilidades para o fazer, numa aposta na educação. Ao DN, falou da oportunidade que as ...

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    Falta de informação, racismo e desigualdade: o que está por trás dos altos índices de feminicídio negro

    Vitória Marques nasceu aos pés do Morro da Polícia – como é conhecido o Morro da Glória, na zona leste de Porto Alegre. Os bisavós dela estiveram entre os primeiros moradores do local. Aos, 26 anos, Vitória, cabeleireira, resolveu mudar o endereço e subir o morro também. Ali encontrou uma vocação, começou a trabalhar com mulheres, se tornou promotora legal pública (PLP), promotora de saúde e presidente da Associação de Mulheres Unidas pela Esperança (AMUE). por Fernanda Canofre no Sul21 Hoje, Vitória é uma testemunha do que a violência doméstica e de Estado pode fazer na vida das mulheres. Principalmente das mulheres negras, maioria no Morro. A mesma demografia de mulheres que, segundo o último Mapa da Violência, seriam os maiores alvos de feminicídio no Brasil. Enquanto o número de assassinatos de mulheres brancas caiu 10% nos últimos anos, o de mulheres negras deu um salto gigante com 54% de ...

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    Foto: Marta Azevedo

    Direitos humanos perderam por ‘W.O.’

    É espantoso que os interessados em assumir a gestão municipal não tenham os direitos humanos como prioridade da agenda Por Flávia Oliveira, do O Globo  Foto: Marta Azevedo A corrida eleitoral entra na semana derradeira com um episódio que, por não realizado, diz muito sobre como o mundo político brasileiro ignora o necessário (e moderno) debate sobre inclusão de minorias — se não numéricas, certamente de representação político-econômica. Explico. A Ação da Cidadania — movimento formatado pelo sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, aquele que na primeira metade dos anos 1990 apresentou ao país a agenda de combate à fome e à miséria — convidou dez candidatos a prefeito do Rio para um debate sobre direitos humanos, na última quarta-feira. Por falta de quórum, o evento acabou cancelado. Marcelo Crivella (PRB), líder nas pesquisas de intenção de votos, recusou de cara, assim como Flávio Bolsonaro (PSC) e ...

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    Yes! Nós temos it Girls!

    Compartilhei no Twitter que não leio mais blogs que não me espelham. Falamos muito de representação e realmente acredito na ideia. Desde que comecei a entender esse meu corpo como ele é, acompanhar alguns blogs me fazia sentir como na época em que era assinante da Capricho e não tinha identificação com a maior parte das coisas publicadas. Não faz sentido ler sobre cabelos, tendências, jeitos de vestir ou maquiar, por exemplo, que não conversam comigo e nem tentam conversar. Hoje gosto de conseguir me imaginar em quem escreve ou fala do outro lado da tela, sabem? Raro encontrar na "blogosfera pop" espaços que consigam colocar diversidade no conteúdo mas estamos numa maré boa de pretas que compartilham coisas boas e a ausência fica cada vez mais insignificante. por Élida Aquino do Meninas Black Power  Quem me conhece sabe: ainda sou ruim na hora de consumir peças mas amo referências do ...

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    Experiência de dor, resistência e liberdade: Pequenas Histórias de Escravas Fugidas

    Não são expressões de própria lavra de escravas no Rio de Janeiro oitocentista, mas escritas da imprensa que expõem poderes, resistências, dispositivos de “captura do corpo e de imposição de identidades naturalizadas”. Avisos de fuga de cativas exprimem a agonia e força da ordem escravocrata. Aqui, a escrita é da historiadora que procura “problematizar a diferença e escutar o outro”, ou exercitar a re-significação do passado na análise de discursos acerca de mulheres que escaparam, ainda que não registrassem, elas mesmas, suas agruras, alianças e negociações em relação aos poderes do patriarcado na experiência da monarquia constitucional escravista. no Fazendo Gênero - Diásporas, Diversidades, Deslocamentos Publicadas diariamente nas páginas do Jornal do Commercio, periódico que circulava na capital da Corte no século XIX, as imagens de escravos “fujões” modeladas nos avisos não estavam revestidas da pele de heróis ou heroínas e, aos olhos da época, mais revelavam o espectro de corpos ...

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    Governo recebe denúncia de racismo contra minissérie global “Sexo e as negas”

    Tida como uma das novas promessas da Rede Globo, a minissérie “Sexo e as negas” pode enfrentar problemas jurídicos antes de entrar no ar. A ouvidoria da Secretaria Especial da Promoção da Igualdade Racial já recebeu três denúncias de racismo por conta da produção, que deve entrar no ar no dia 16 deste mês. De acordo com informações do Poder Online (iG), diversas organizações do movimento negro e de mulheres iniciaram, via internet, uma campanha de boicote ao programa. A produção é uma espécie de “adaptação” suburbana do seriado americano “Sex and the city”. Quem assina a produção é o ator e diretor Miguel Falabella. A Secretaria de Igualdade Racial ainda está analisando as queixas. O governo ainda pode pedir providências à emissora. Esta não é a primeira vez que denúncias de racismo e machismo chegam ao governo por conta de produções televisivas. Em 2011, uma campanha da cerveja Devassa ...

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    Marca lança lingerie cor de pele para mulheres negras

    Marca lança lingerie cor de pele para mulheres negras

    Peças buscam atender a todos os tipos de pele A empresa Nubian Skins está lançando uma coleção de lingeries nude, que possuem cor semelhante a tonalidade da pele humana, para mulheres negras. As peças foram criadas em diversas intensidades de cor para atender a todos os tipos de etnias.  No blog oficial da marca, a fundadora do projeto escreveu: "apesar de ser uma realidade que mulheres negras têm as mesmas necessidades que as brancas, quando se trata de lingerie, a indústria não liga para nós. Então, pensei, está na hora de redefinir o conceito de nudez". O projeto também defende a criação de mais opções de cosméticos para peles negras. "Eunice W. Johnson precisou criar a Fashion Fair Cosmetics em 1973 para mulheres negras para que nós tivéssemos um número justo de opções para maquiagem que combinassem conosco. Porém, ainda há marcas que escolheram não oferecer algo para nós", afirmou. As lingeries serão comercializadas nos mais diversos ...

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    Coisas que uma sociedade racista faz por você

    Coisas que uma sociedade racista faz por você

    Você, um belo dia, está na faculdade e vem uma pessoa que mal te conhece e te diz: “ai nossa, se eu fosse você, com essa beleza, não estava aqui não. Tinha arrumado um gringo rico, você sabe que eles adoram mulheres negras”. Poxa vida, me descobriram! Mas, é claro que é isso! Sou modelo manequim frustrada que tentou ser garota do tempo e mulata do Sargenteli e não conseguiu. Daí, tive a brilhante de ideia de perseguir um marido rico para me dar bem. Aí, pensei: onde posso arrumar um gringo rico? No curso de Filosofia! Fiz quatro anos de graduação, agora estou no mestrado, mas ainda não consegui. Mas, estou na luta! Você vai levar sua filha pra praticar uma atividade esportiva. Já não fala muito com as pessoas porque tem preguiça delas. Abre um livro da Beauvoir pra ler, coloca sua cara no modo “não perturbe”, mas ...

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    10 Mulheres Negras no mundo da tecnologia

    Com a estréia da 4ª parte da emblemática série da CNN “Negro na América: A nova terra prometida, o Vale do Silício” houve um aumento na discussão corrente sobre o número de negros empresários americanos no Vale do Silício. Embora alguns críticos argumentam que a série esqueceu de negros americanos que tem uma 'história de sucesso no desenvolvimento de tecnologia, há certamente uma falta terrível de minorias em altos cargos de liderança dentro do campo. Pior do que os homens negros, as mulheres negras são meticulosamente ausente do centro das atenções do mundo da tecnologia, com uma exceção: Ursula Burns, a presidente e CEO da Xerox, que continua a ser um dos nossos principais valores apenas de esperança. Mas há boas notícias, como as 10 mulheres abaixo estão construindo startups de tecnologia, marcas e empresas de consultoria que estão mudando o presente e olhando para remodelar o futuro: Angela Benton ...

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    Vem aí na Globo: mais uma série para colocar as negras em seu devido lugar

    A Rede Globo vai lançar mais um produto para reforçar os estereótipos que associam os negros à pobreza. Escrita por Miguel Falabella e prevista para estrear em setembro, a série “Sexo & as Negas” será uma versão de “Sex & the City” ambientada no bairro de Cordovil, na Zona Norte do Rio de Janeiro. por : Marcos Sacramento No lugar das mulheres profissionalmente bem sucedidas da série original, a versão brasileira terá uma camareira, uma cozinheira, uma operária e uma costureira. O título de gosto duvidoso entrega um detalhe: as quatro protagonistas são negras. A série vai seguir a tendência cristalizada na mídia brasileira de associar a população negra à pobreza, à favela, ao samba etc. Não vejo problemas na ideia de Falabella ambientar a história em um “subúrbio”, assim como caráter não se mede pela profissão exercida. O que me incomoda é a insistência em estereotipar a população negra, principalmente ...

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    Prêmio Claudia 2014: Jaqueline Fernandes e Chaia Dechen

    Prêmio Claudia 2014: Jaqueline Fernandes e Chaia Dechen

    Festival Latinidades nasceu do inconformismo de duas mulheres: a produtora cultural Jaqueline Fernandes e a videomaker Chaia Dechen. Elas faziam parte de um coletivo de Brasília ligado ao hip hop que discutia questões raciais. “Não somos morenas nem marrom-bombom. Somos negras e nos assumimos assim”, avisa Jaqueline. Depois, continua a contar sua história: “Havia ali integrantes que cantavam, tocavam ou discotecavam. Mas o grupo era misto e queríamos criar um só feminino com a proposta de dar visibilidade ao 25 de julho, o Dia Internacional da Mulher Negra Latino- Americana e Caribenha”. Foi aí que a dupla fundou a Griô Produções e, meio despretensiosamente, organizou a primeira edição do evento, em 2008. Após anunciá-lo na rede social Orkut e de panfletar, elas reuniram 200 pessoas, atraídas por algumas apresentações musicais e duas rodas de conversa. Apesar da baixa audiência, as duas não desanimaram. Matutaram sobre como vitaminar o evento e ...

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    OCUPAÇÃO CAFÉ EM IPANEMA, PELO EMPREGO DE IVONETE CÂNDIDA DE PAULA.

    Ocupação Café em Ipanema, pelo emprego de Ivonete Cândida de Oliveira

    Ivonete Cândida de Paula trabalha na Padaria Ipanema há 26 anos. Foi agarrada, algemada e levada presa aos trancos de seu local de trabalho pelo sargento da PM, José Luiz de Oliveira, que queria obrigá-la a pedir desculpas à “madama”. Motivo: A cliente “madama” Rita de Cássia do Santos na hora de pagar pagar a conta, reclamou do preço do café expresso que tomara, 3 reais. Na discussão que seguiu, a “Madama” do alto da sua autoridade de “Ipanemenha Quatrocentona”, chamou a polícia que a prendeu por desacato à polícia,vejam o absurdo, ao se recusar a ir presa até a delegacia. Ivonete Cândida de Paula, usou de seu direito de cidadã ao recusar ser presa sem ordem judicial e sem flagrante formalizado, mas parece haver uma ordem de algum lugar, que permite a sargentos usurparem de seu poder de polícia que tem o dever de manter a ordem pública, e agarrarem ...

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    Da esquerda para a direita: a atriz Erika Januza, a psicóloga Vanessa Andrade, a estudante de Artes Fernanda Ribeiro e a consultora e escritora Nina Silva - Guito Moreto / Agência O Globo

    Inspiradas em Lupita, jovens negras falam de preconceito e da valorização da própria beleza

    Mulheres negras abandonaram os produtos químicos para os fios e assumem seus traços Da esquerda para a direita: a atriz Erika Januza, a psicóloga Vanessa Andrade, a estudante de Artes Fernanda Ribeiro e a consultora e escritora Nina Silva - Guito Moreto / Agência O Globo RIO - A eleição da atriz negra Lupita Nyong’o, 31 anos, como a mulher mais bonita do mundo pela revista “People”, no fim do mês passado, não tem o poder de acabar com o preconceito nem em Hollywood nem no resto do mundo. Não muda o fato de que, no Brasil, há o dobro de negras e pardas no serviço doméstico em comparação às mulheres brancas, de acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE de 2013. Tampouco transforma a diferença no rendimento mensal das mulheres negras — que corresponde a 56% da renda das brancas, e não chega ...

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    mnegras

    Política e afetividade: a importância das relações de irmandade na sobrevivência das mulheres negras – Por Raíssa Gomes

    Existir coletivamente dentro de espaços políticos é uma necessidade dentro dos espaços de militância dos mais diversos segmentos. A máxima de que não se faz nada sozinho é verdadeira dentro dos espaços de luta social. No entanto, algumas separações entre o pessoal e o coletivo tornam difícil a coexistência da intimidade e a sororidade nas lutas. O pensamento liberal de que o "pessoal e profissional não se misturam" muitas vezes é realocado para os grupos de resistência, mas como podemos resistir enquanto grupo se não pudermos existir enquanto pessoas? Se é verdadeiro que nada fazemos sós, qual é o papel dos grupos e coletivos na manutenção da existência saudável e verdadeira de suas/seus componentes? Penso que, se é necessário que se pense e atue em grupo para a existência dos coletivos, é também função coletiva apoiar, dar suporte e encorajamento às diversas necessidades pessoais apresentadas pelas pessoas que constroem e ...

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    Audre Lorde

    Mulheres negras: As ferramentas do mestre nunca irão desmantelar a casa do mestre

    Este texto foi lido pela autora numa conferência realizada em 1979. Por Audre Lorde (tradução de Renata)   Eu concordei em fazer parte da conferência do New York University Institute for the Humanities um ano atrás, com o entendimento de que eu iria comentar sobre trabalhos que lidam com o papel da diferença dentro das vidas de mulheres americanas: diferença de raça, sexualidade, classe e idade. A ausência destas considerações enfraquece qualquer discussão feminista do pessoal e do político. É uma arrogância acadêmica particular supor qualquer discussão sobre teoria feminista sem examinar nossas muitas diferenças, e sem uma contribuição significante das mulheres pobres, negras e do terceiro mundo, e lésbicas. E, ainda assim, estou aqui como uma feminista negra e lésbica, tendo sido convidada a comentar no único painel nesta conferência no qual dados sobre feministas negras e lésbicas são representados. O que isto diz sobre a visão desta conferência ...

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