terça-feira, janeiro 19, 2021

Tag: Saúde mental

Guilherme Alves Costa Silva iniciou a terapia durante a quarentena: lidando com o racismo sem adoecer - (crédito: Arquivo pessoal)

Como o racismo pode levar ao adoecimento mental

O racismo pode afetar a população negra de diversas formas e em diferentes dimensões. “Na sua forma de existir, de serem potências, de se enxergar enquanto bonitos, na sua forma de enfrentar os adoecimentos, o racismo atinge a nossa vivência, em qualquer parte do cotidiano”, acredita o psicólogo especialista em direitos humanos Matheus Asmassallan. O profissional ressalta que falar de racismo é levar em consideração a situação da população indígena no país, que sofre com apagamentos históricos. “Ainda hoje, as pessoas indígenas lutam pelo mapeamento de sua terra. Os quilombolas labutam para ter direito ao seu território. O racismo chega de diversas formas, inclusive nessa desterritorialização, e não garante o direito de estabilidade de vida.” Matheus lembra que diferentes realidades serão atingidas por essas violências de formas diferentes. “Se eu sou um jovem professor universitário, psicólogo, dentro do meu condomínio fechado, vivencio atravessamentos do racismo de uma forma totalmente diferente ...

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Nadia Snopek/Adobe

A Saúde Mental e a Mulher Negra

Compreender essa questão como uma aproximação e não algo intrínseco em si nos leva a enxergar esta relação como um processo. Logo contribuir para a evolução e reflexão deste, nos remete e nos coloca em contato com algumas indagações e percepções a cerca dessa relação, sim relação, entre a mulher negra e a saúde mental. Além de historicamente a psicologia ter se posicionado de uma forma extremamente elitista e se tornando inacessível a camada mais pobre da sociedade, lugar este onde a mulher preta se encontrava e ainda se encontra majoritariamente diga-se de passagem, compreendemos que na atualidade, o movimento de compreensão, estudos e pesquisas assim como a superação desse distanciamento da psicologia em relação às questões raciais nos abre uma porta de interação segurada as várias mãos para que não se feche. Compreender as demandas da população negra, e seguindo um recorte para a mulher preta, vai para além ...

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NADIA_BORMOTOVA VIA GETTY IMAGES

A saúde mental da população negra importa! Por que ainda precisamos afirmar?

*Este artigo é uma produção do GT Racismo e Saúde da Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva) em parceria com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) Aproximadamente 1 bilhão de pessoas foram diagnosticadas e convivem com algum transtorno mental no mundo. Três milhões de pessoas têm como causa morte o uso abusivo de álcool e a cada 40 segundos alguma pessoa é vítima de suicídio. Segundo a OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde), no Brasil o campo da saúde mental é o mais desinvestido no âmbito da saúde pública. Essa realidade, quando analisada à luz do marcador social raça/cor, revela que a saúde mental da população negra é pauta de primeira ordem. Segundo dados do Ministério da Saúde de 2012, na comparação das taxas de mortalidade (por 100.000 habitantes) devido ao uso de álcool, o percentual de pretos é de 5,93 e o de pardos 3,89, enquanto, o percentual ...

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IMAGEM CEDIDA AO METRÓPOLES

Conheça Juliano Moreira, médico negro que fundou psiquiatria no Brasil

Nascido em Salvador em 1873, Juliano Moreira foi um dos primeiros médicos negros formados no Brasil e, frequentemente, é citado como um dos fundadores da psiquiatria no país. Entre os feitos do médico baiano, estão a humanização do tratamento de pacientes com transtornos mentais e o enfrentamento do racismo científico, uma vertente argumentativa que atribuía problemas de saúde às misturas étnicas. Juliano contribuiu para a abolição do uso de camisas de força e de grades nas janelas dos hospitais de internação. Também trabalhou para a aprovação de uma legislação federal que garantisse assistência médica e legal aos doentes psiquiátricos. Filho de empregada doméstica negra com funcionário público português, ele só teve sua filiação paterna reconhecida após o falecimento de sua mãe. Para se formar, contou com a ajuda do patrão de sua genitora, o barão de Itapuã. Aos 13 anos, Juliano ingressou na Faculdade de Medicina da Bahia, ainda dois anos antes da ...

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Regina Marques de Souza/ Arquivo Pessoal

Desafetos ou racismo institucional na ciência psicológica?

O artigo Paradoxo na ciência: negros e mulheres inovam, mas são raros na academia , relata boas observações do cenário brasileiro. No entanto, na Bahia, nas universidades, o cenário aparentemente é diferente em função da prevalência de mais de 70% de população negra (pretos e pardos, IBGE, 2010), os alunos podem conviver com professores pesquisadores negros – acredito que é fundamental organizar uma pesquisa sobre quantas cientistas negras e negros atuam na Bahia. Quais cargos são ocupados por mulheres e homens pesquisadores negros nas universidades, quantos são participantes nos Núcleos Docentes Estruturantes. Órgãos que determinam e pensam os currículos nas universidades e o quê, mulheres negras e cientistas, estão fazendo. O texto aborda a reflexão sobre a ausência da diversidade na ciência e em especial nos provocou a pensar a ciência psicológica da saúde mental da população brasileira e os comportamentos humanos e institucionais na academia científica.    Pensemos sobre alguns ...

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Cida Bento (Foto: Carolina Oms/Believe.Earth)

‘Se precisar, peça ajuda’

Neste Setembro Amarelo, mês da prevenção ao suicídio, vale lembrar que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS - 2020), o Brasil é o segundo país com maior número de depressivos nas Américas. É também o país com maior prevalência de ansiedade no mundo, e o suicídio é a terceira principal causa externa de mortes. Angústia, ansiedade e depressão, que já eram um problema no país, dispararam e, em alguns casos, quase dobraram com a pandemia da Covid-19, segundo as Nações Unidas (2020), e são fatores de risco para o suicídio. Os índices de suicídio são altos em grupos que foram vulnerabilizados pela discriminação e pela exclusão social e mais afetados pelas crises como os desempregados, os que vivenciam a insegurança alimentar, os que são alvos da violência policial e aqueles que vivem em territórios brasileiros permanentemente ameaçados pela invasão predatória e pela ausência de políticas públicas. O perfil das ...

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Imagem: iStock

Aumento do número de suicídios entre população trans preocupa ativistas

No primeiro semestre de 2019, foram registrados 12 suicídios de pessoas transgênero no Brasil. Já no mesmo período de 2020, foram 16 suicídios mapeados prepresentando um aumento de 34% em relação ao mesmo período do ano passado, sendo 6 homens trans/transmasculines e 10 travestis/mulheres trans. Os dados são da Associação Nacional de Travestis e Transexuais, a Antra. Segundo a Associação, o suicídio é muito difícil de mapear, porque não são publicados. Então, este número representa os casos que conseguiram ser alcançados pela Antra. O tema é tabu, mas revela a necessidade de discutir e promover políticas públicas afirmativas voltadas e a questão da saúde mental para a população trans. A associação defende que esses números se devem ao fato de que as pessoas LGBTs comumente são excluídas de vários grupos sociais, seja pelos próprios pais, familiares ou pela sociedade, tendo constantemente sua orientação e/ou identidade questionadas. O bullying transfóbico começa ...

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Reprodução/Tide Setubal

Projeto Saúde Emocional de A a Z inova no acolhimento a professores

Com a implementação do ensino remoto às pressas após o início da pandemia Covid-19, os desafios em lidar com as tecnologias e todas as dificuldades trazidas pelo isolamento social, houve um aumento significativo do estresse e uma ampliação das questões de saúde mental dos professores. A questão não é de agora. Em 2018, uma pesquisa realizada pela Associação Nova Escola com 4,8 mil educadores e educadoras detectou que 66% das docentes já se afastaram do trabalho por saúde e 87% delas acreditam que o trabalho lhes causa problemas físicos e emocionais. Chamado A Saúde Mental do Educador Brasileiro, o estudo serviu de partida para o projeto. Porém, essa situação agravou-se com as consequências da pandemia de Covid-19 na educação e, por isso, ganhou novos contornos. Realizada pela Associação Nova Escola em parceria com a Fundação Tide Setubal e apoio da Fundação Lemann, o movimento Saúde Emocional de A a Z pretende ser um espaço para ...

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Cartas para a Loucura

Estimada loucura  Já me acostumei em sentir seu corpo, seu cheiro por perto, mas hoje, apenas hoje, imploro: Deixe-me ter tempo de sentir saudade! Por breves instantes, deixe-me, por favor! Saia! .... Loucura, antes de partir, posso te perguntar? Por que minha cor me dói tanto? Os pássaros pretos sofrem mais que os coloridos? Ah, loucura... agora quero que fique. Há muito silêncio aqui. Tenho perguntas pra mim, pra você, pro mundo... mas ninguém responde. Me diz, se a bala da dor te acerta também, todo dia, pela cor de uma pele? Diz, o que você sente quando retiram a humanidade de uma garota...uma garota igual a mim, colocando-a a venda, como um objeto qualquer? Não rasga o humano que há em você?  Humano... você nem é humano, Loucura. Eu sou! E fico em estilhaços, não consigo me juntar! Não, Loucura, não vá, não me deixe com este silêncio pesado, ...

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Qual o lugar da psicologia frente ao racismo?

“ uma das principais razões por que não sofremos uma revolução de valores é que a cultura de dominação necessariamente promove os vícios da mentira e da negação.” bell hooks (2017) Por Lígia Santos Costa, enviado para o  Portal Geledés  Adobe Nem sempre a psicologia esteve voltada para as questões que afligem a grande massa. Considerada, por muito tempo, uma ciência a serviço de uma elite que fez, por muitas vezes, uso de suas técnicas, para a validação de diferenciações étnicas e sociais, para justificar o uso da força e para subjugar povos e garantir privilégios, ela alcança popularização quando passa a se interessar por assuntos que contemplam as necessidades sociais e isso significa olhar para fora da bolha. É meio aquela pessoa que acorda em um determinado dia e se dar conta de que o mundo não é morno, mas uma “chapa quente” que mais ...

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Sintomas como fadiga, esquecimento, insônia, irritabilidade, dificuldade de concentração e dores de cabeça são mais comuns entre mulheres com alta sobrecarga de trabalho doméstico Foto: Arte de Paula Cruz

Por que as mães estão exaustas? Entenda o impacto da carga mental na vida das mulheres

Divisão do trabalho doméstico permanece a mesma há duas décadas e ainda sobrecarrega mulheres, sobretudo as mães, que são empurradas a assumir toda a responsabilidade de planejar, organizar e tomar decisões relacionadas à casa e aos filhos Por Leda Antunes, do O Globo Sintomas como fadiga, esquecimento, insônia, irritabilidade, dificuldade de concentração e dores de cabeça são mais comuns entre mulheres com alta sobrecarga de trabalho doméstico Foto: Arte de Paula Cruz   "Sou eu que tomo todas as decisões em casa. Meu marido participa, mas se eu não pedir, ele não faz", diz Gabriela Domingues, 33 anos. Ela e o marido Eduardo moram em Campo Grande, Zona Oeste do Rio de Janeiro, com os filhos Guilherme, de 5 anos, e Maria Eduarda, de 10 meses. Como em inúmeros lares brasileiros, é Gabriela quem organiza e executa todas as tarefas da rotina da casa e das ...

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AdobeStock

Como a violência doméstica impacta a saúde mental

Quadros de ansiedade e depressão são comuns em mulheres que sofrem abusos contínuos. Baixa autoestima também costuma estar associada Por ÉRICA MONTENEGRO, do Metrópoles AdobeStock/Geledés  A violência doméstica provoca sérias consequências psicológicas nas vítimas. Mulheres que sofreram abusos contínuos podem desenvolver quadros de ansiedade e depressão. O medo de uma agressão física ou de uma situação de confronto costuma deixá-las em um estado de estresse constante ou em uma permanente apatia. “A violência física costuma estar acompanhada de uma violência psicológica sistemática, e isso pode provocar um adoecimento mental”, afirma Izis Morais Lopes dos Reis, doutora em antropologia e servidora do Ministério Público do Distrito Federal, que coordena um grupo de acolhimento às vítimas no Recanto das Emas. “As mulheres ficam com um receio permanente de que algo que elas façam desencadeie uma reação agressiva do parceiro, isso gera muito estresse”, completa. Responsável pelo acolhimento das ...

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Mídia NINJA

“Não há saúde mental onde tem racismo”, afirma psicanalista

A luta de ativistas por direitos se torna, muitas vezes, uma luta para manter a sanidade Por CAROLINA SCORCE, da Carta Capital  Manifestações durante as Jornadas de Junho em 2013 no Brasil. Foto: Mídia NINJA O suicídio da ativista Sabrina Bittencourt, que ajudava na denúncia de abusos sexuais, entre eles o que levou à prisão do médium João de Deus, assim como outros casos de menor repercussão na mídia, como a morte de Daniel Teixeira, do movimento negro do Capão Redondo, e que em 2016 também decidiu pôr fim à própria vida, ascendem a luz sobre os reveses da vida de um militante, e da importância da saúde mental na atividade política para fora dos muros. Essa preocupação tem levado profissionais da saúde e o próprio ativismo a reavaliar suas práticas, abrindo caminho para rodas de conversa e atendimentos específicos. “Ó, tem militante mal, precisamos de ajuda.” Em ...

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Ficar só pode ativar uma parte do cérebro que paradoxalmente fortalece a abilidade de formar laços sociais (Foto: @PHOTOSBYPHAB/Nappy

Os benefícios para a saúde de ser antissocial

Com alguma relutância, eu consigo ser sociável. Às vezes, fico secretamente aliviada quando planos para eventos sociais são cancelados. Fico nervosa depois de algumas horas socializando. Uma vez, eu até fui em um retiro silencioso de meditação por dez dias de graça - não pela meditação, mas pelo silêncio. Por Christine Ro, da BBC  Há benefícios para nossa criatividade, saúde mental e até mesmo habilidades de liderença em ficar a sós (Foto: GETTY IMAGES) Então, eu me identifico com a escritora Anneli Rufus, que escreveu o seguinte na obra Festa de Um: O Manifesto dos Solitários: "Quando pais punem seus filhos em programas de TV os mandando ir para o quarto, eu ficava confusa. Eu amava meu quarto. Ficar trancada lá era um presente. Para mim, uma punição era ser obrigada a jogar com meu primo Louis". Características antissociais como essas geralmente estão longe de serem consideradas ideais. ...

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PeopleImages/E+/Getty Images Plu

11 maneiras de cuidar da saúde mental em tempos de notícias difíceis

Você não está sozinho quando se sente atingido por todas as manchetes. Por Lindsay Holmes, HuffPost Brasil  O autocuidado é fundamental para momentos de dificuldade. PeopleImages/E+/Getty Images Plu Não é fácil digerir o noticiário atual sobre política e direitos humanos. Mas pode ser particularmente difícil para quem se sente alvo direto dessa violência. Além de estarem presentes nas manchetes, as matérias se tornam temas de conversas nas redes sociais, no almoço ou no jantar em família. No fim das contas, o resultado pode ser positivo, já que estamos falando bem mais de política – mas essas conversas podem ter consequências direta em nossa saúde mental, dizem os especialistas. "Se você é alvo de alguma violência, o trauma pode paralisá-lo e mudar a maneira como você vive sua vida", diz Gina Scaramella, diretora executiva do Centro de Crise de Estupros da Área de Boston. "Não é algo ...

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Saúde mental, um direito ainda pouco acessível

Modelo de sociedade atual aumenta a demanda por ajuda psicológica Por Luciana Console Do Brasil de Fato Getty Images/iStockphoto De acordo com a Declaração dos Direitos Humanos, a saúde é um direito universal. Porém, quando se fala no assunto, a saúde mental não é encarada da mesma forma. É o que afirma a psicanalista Ana Gebrim, ao explicar que ela deve ser encarada como algo coletivo, justamente por permear todos os espaços de convivência da sociedade. "É um assunto de todos nós e diz respeito basicamente a ideia de que possamos conviver minimamente em harmonia e bem estar. Ou seja, a saúde mental está atrás e na frente de todas as pequenas coisas que ocupam o cotidiano como dormir, levantar, trabalhar, amar, conseguir se organizar financeiramente, conseguir ter amigos, viajar, permanecer nos lugares, frequentar as coisas, enfim". Barbárie Problemas relacionados à saúde mental como ansiedade, estresse, fobias ...

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Saúde Mental: “Que a gente possa se ajudar mais”

Naturóloga do Grajaú, Ingryd Oliveira fala sobre saúde mental e caminhos alternativos a medicina tradicional Do Periferia em Movimento Imagem retirada do site   Periferia em Movimento São diferentes caminhos possíveis para se preservar ou resgatar a saúde mental das mulheres periféricas, mas o desafio é conseguir entender que esse é um direito e precisa ser cobrado e priorizado, porque sem a saúde mental em ordem outros campos da vida são afetados. Como alternativa a medicina tradicional, a naturóloga Ingryd Oliveira oferece outra proposta de cuidados que tem atraído em sua maioria mulheres do Grajaú. Algumas das atividades e atendimentos são acupuntura, massoterapia, aromaterapia e aulas de yoga no Espaço Cultural Cazuá , no Grajaú. Além disso, Ingryd também tem uma marca de cosméticos artesanais. Confira abaixo mais sobre seu trabalho e sua concepção de saúde mental na reportagem de Aline Rodrigues, Evelyn Arruda e Pedro Ariel. E clique aqui para ver reportagem na íntegra com mapas e análises sobre saúde ...

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Carta aberta aos negros e negras que lutam pelo fim da escravidão do pensamento

Não nos contaram nos bancos escolares, nem nas cadeiras da academia a história do nosso povo. O que contam do nosso povo é que fomos escravizados. E ao contar, contam com o olhar de quem se debruça na sacada da Casa Grande. Quando contam nossa história é de uma perspectiva embranquecida que nos mantem numa posição inferior. Até a vitória contra a escravidão retiraram de nós. Princesa Isabel recebe as glórias, mas quem as merecia era José do Patrocíneo, André Rebouças, Luiz Gama, Dandara, Luíza Mahin… Por Lucas Veiga Do Revista Fórum A FORÇA DO NOSSO POVO E A REAÇÃO BRANCA Vocês sabiam que a civilização egípcia, uma das mais antigas e imponentes civilizações, era composta por negros? Vocês sabiam que os negros do Egito construíram as Pirâmides antes de Pitágoras formular o teorema? Sabiam que gregos iam muito ao Egito em busca de conhecimento? Sabiam que as bibliotecas egípcias foram ...

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Reflexões Sobre Racismo e Saúde Mental

Curso: Reflexões Sobre Racismo e Saúde Mental Da Unifesp EMENTA: Este curso se constrói no âmbito das ações afirmativas e assistência estudantil, visando dar respostas contundentes e profícuas às situações institucionais que envolvem principalmente práticas racistas e sexistas junto ao corpo discente. Desta forma, a ementa deste curso invoca temas conhecidos ressignificados num amplo e novo debate e enfoque. Discutiremos assim o impacto da história da escravidão no imaginário social e nos processos civilizatórios e indenitários. Abordaremos temas conceituais como raça/etnia, grupo étnico, etnicidade, racialismo, entre outros, além da representação social que negros e não negros da educação e socialização para compreender as diferenças. Daremos ênfase à produção sobre racismo e saúde mental, numa releitura de autores como Frantz Fanon e Alberti Memmi. O sofrimento ético-político: inclusão perversa e humilhação, raça/racismo no contexto das ciências e profissões voltadas ao atendimento à saúde mental. A organização da população negra, a intervenção ...

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David Schaffer/Caiaimage/Getty Images

Adoecimento de estudantes negros e o papel da psicologia

Tenho me deparado com inúmeros relatos, tanto de pessoas negras bem próximas a mim na universidade onde estudo como também de estudantes negros distantes ao qual nos conectamos através do mundo virtual, e todos eles trazem o mesmo discurso de fracasso diante do sofrimento e a incapacidade de conseguir encontrar algo que fuja ou transcenda essa realidade imersa em dor. E as poucas narrativas que fogem desta realidade sufocante, são vistas como pessoas negras'embranquecidas' por muitos militantes que julgam que ser negro é essencialmente militar e sofrer, tendo muitas vezes sua negritude questionada quando isto não está em evidência. Por Mayara Santiago para o Portal Geledés  Com toda certeza o racismo nos dilacera historicamente e molda um caminho pré-estabelecido socialmente através de raça e classe no Brasil, segundo Ângela Davis: 'O enorme espaço que o trabalho ocupa hoje na vida das mulheres negras reproduz um padrão estabelecido durante os primeiros ...

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