quarta-feira, novembro 25, 2020

    Tag: seleção negra

    A ausência completa de negros na torcida do Brasil

    A ausência completa de negros na torcida do Brasil

    POR FELIPE ARAÚJO Lembra-se dos livros da série “Onde Está Wally”? Elas consistem em uma série de ilustrações detalhadas de página dupla retratando centenas de pessoas fazendo uma variedade de coisas divertidas. Os leitores eram então desafiados a encontrar um personagem chamado Wally escondido na multidão. Cobrindo a Copa do Mundo no Brasil como jornalista, eu me encontro num jogo semelhante sempre que eu entro em um estádio lotado, só que, desta vez, a questão é um pouco mais séria. Onde estão todos os negros? Estive em cinco cidades-sedes até agora e cada vez mais difícil de encontrar – Eu mesmo perdi gols olhando para a multidão. Salvador é a cidade mais afrocêntrica no Brasil. No jogo Alemanha e Portugal, no entanto, se eu não soubesse disso eu acharia que estava no Kansas. Em São Paulo, Fortaleza, Rio de Janeiro, Recife, a mesma coisa. Para onde foram todos os negros? ...

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    futebol

    Da elite branca ao rei negro

    Símbolo de identidade nacional, a modalidade introduzida por imigrantes europeus superou preconceitos e tem na imprevisibilidade do drible sua maior expressão Há 120 anos aportava no Brasil a sua primeira bola de futebol, trazida por um descendente de ingleses e escoceses que retornava ao país após um período de estudos na Inglaterra. O que talvez Charles Miller não imaginasse é que, com o tempo, o conteúdo de sua bagagem se tornaria um símbolo da identidade nacional, traduzindo uma paixão capaz de unir os cidadãos das mais diferentes raças, crenças e origens em um território não muito menor que o da própria Europa. Trata-se de um dos maiores cartões de visita do talento brasileiro para o mundo. O começo, no entanto, não foi dos mais animadores. O futebol demoraria décadas para se popularizar e se tornar um fenômeno de massa no país. Até os anos de 1920 a modalidade encontrava forte ...

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    Museu Afro Brasil promove exposição ‘O Negro no Futebol Brasileiro’

    No ano em que comemora seus dez anos, o Museu Afro Brasil, instituição da Secretaria de Cultura do Estado, apresenta a exposição “O Negro no Futebol Brasileiro – A arte e os artistas (Homenagem a Mário Filho)”.  Com entrada Catraca Livre, a mostra fica em cartaz de 14 de junho a 10 de agosto. A mostra destaca a presença de jogadores negros na história do futebol no Brasil, país-sede da Copa, e sua importância na construção da identidade nacional. Reconhece-se a importância e a força desse fenômeno social, fartamente documentado pela imprensa. Durante a realização da Copa no Brasil, o Museu Afro Brasil homenageará marcantes jogadores do passado, cujas biografias dialogarão com diversas linguagens artísticas, como a música, o cinema e as artes visuais. Entre os homenageados, o célebre Arthur Friedenreich, autor do gol do primeiro título do nosso escrete, no Sul-Americano de 1919; Pelé, o Rei do Futebol; e outros ...

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    Getty Images

    Pelé se sente injustiçado e diz que seria mais valorizado em outro país

    Maior jogador de todos os tempos segundo a Fifa, reverenciado em todo o planeta, Pelé acredita que não recebe o tratamento adequado no Brasil. O ex-jogador, que muitas vezes é criticado por suas opiniões polêmicas, se sente injustiçado em seu país de origem e diz que seria mais valorizado se tivesse nascido em outro lugar. "Graças a Deus estou mais ou menos blindado com isso. Aprendi a entender que as pessoas são como são, podem deturpar o que você fala ou não entender. O que me machuca é que tem pessoas que deturpam o que você fala, isso é duro", disse Pelé, em entrevista à ESPN. "O Pelé seria igual , mas acho que você vê outros atletas que realmente tiveram a infelicidade de se envolver com coisas ruins, que denegriram a imagem do país, e eles defendem. No Brasil, não aceitam. Até se tiver um ...

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    Nelson Rodrigues e a Copa, por Urariano Mota

    Por Urariano Mota   Neste ano em que o Brasil, depois de 64 anos, volta a sediar e assediar a Copa do Mundo, nada mais justo que retomar as linhas de Nelson Rodrigues, esse amante possesso, dionisíaco, do melhor futebol. Me acompanhem por favor e olhem se tenho razão. Em outra oportunidade, já escrevi que não conhecia na literatura mundial alguém que fosse tão magnífico quanto Nelson Rodrigues na crônica esportiva. Se pensam que me enganei, curtam e amaciem na boca feito fruta rara o que Nelson Rodrigues escreveu sobre um jogo de Pelé, antes de começar a Copa do Mundo de 1958. Antes. Para não dizê-lo um profeta, devo dizer: a sensibilidade, a genial arte de um escritor descobriu e revelou um fenômeno: “Depois do jogo América x Santos seria um crime não fazer de Pelé o meu personagem da semana. Grande figura que o meu confrade Laurence chama ...

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    O futebol nos tempos de cólera

    por Otávio Maia Abro a Rede Social e me pergunto por que insisto em ler aquela caixa de comentários, onde o bom senso só surge como terra arrasada. Pela enésima vez, me deparo com um discurso que encerra de imediato qualquer discussão sobre a Copa do Mundo. Trata-se da ideia de que futebol é mera futilidade, uma distração inaceitável num momento em que todo e qualquer cidadão deveria militar por reformas nos serviços públicos do País. Algo como o “O ópio do povo”. Falou de futebol, é um alienado, responsável pelo “atual estado de coisas” observado no Brasil. Embora pareça antenado, esse é um discurso falsamente politizado, que pretende se apresentar como exercício de espírito crítico, mas esbarra na falta de consistência. Espírito crítico exige análise, informação, ponderação, proposição. O discurso radical disseminado em tantas caixas de comentários, pelo contrário, rejeita “tudo que aí está”, inclusive os caminhos políticos e ...

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    (Foto: Divulgação/ CBF)

    Seleção Brasileira negra de todos os tempos

    Para prestar uma homenagem aos melhores jogadores negros da história do Brasil montamos a  Seleção Brasileira negra de todos os tempos. Confira os escolhidos: Goleiro: Manga Destaque do Botafogo, no final da década de 50 e durante quase todos os anos 60, Manga, natural de Recife, ficou marcado pela sua elasticidade. Esteve presente na Copa do Mundo de 1966, mas não tem boas recordações daquela competição, onde entrou no lugar de Gilmar dos Santos Neves contra Portugal e não foi feliz. Defendeu também o Sport, o Grêmio, Operário, Coritiba, Nacional-URU, Barcelona-EQU e Internacional, onde fez parte do esquadrão que conquistou o bicampeonato brasileiro, em 1975 e 76. Após se aposentar, foi treinador de goleiros no Equador e nos Estados Unidos. Lateral-direito: Djalma Santos Um dos maiores craques da história do Palmeiras, Djalma Santos participou das conquistas mundiais do Brasil de 1958 e 1966. Na primeira, inclusive, foi reserva de De Sordi durante ...

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