quinta-feira, julho 9, 2020

    Tag: tráfico negreiro

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    O lado africano do tráfico

    Um breve resumo do tráfico transatlântico de escravos –Parte VI Do lado africano, a enorme diversidade humana e ambiental do continente faz com que seja difícil analisar as trocas comerciais da África como um todo. De fato, o tráfico de escravos não expandiu nem diminuiu em todas as áreas da África ao mesmo tempo: uma série de expansões (e quedas) acentuadas em regiões específicas contribuíram para uma tendência composta mais gradual para a África subsaariana como um todo. Cada região exportadora viveu um grande aumento na quantidade de escravos fornecidos para o tráfico transatlântico e, quando isso acontecia, o mais comum era que ela continuasse a exportar um bom número de escravos por um período de um século ou mais. As três regiões que forneceram o menor número de escravos — Senegâmbia, Serra Leoa e Costa do Barlavento — atingiram esses níveis mais altos durante períodos bem mais curtos. por ...

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    Império e Escravidão

    Um breve resumo do tráfico transatlântico de escravos –Parte V por David Eltis (Emory University) no Slave Voyages Na segunda metade do século XVIII, havia seis sistemas imperiais em torno do Atlântico, cada um sustentado por uma rede de tráfico de escravos. Ingleses, franceses, portugueses, espanhóis, holandeses e dinamarqueses operavam todos por trás de barreiras comerciais (denominadas restrições mercantilistas) e produziam uma gama de produtos em plantations — açúcar, arroz, anil, café, fumo, álcool e alguns metais preciosos —, mas o açúcar era normalmente o mais valioso. É extraordinário que a busca dessa limitada gama de bens de consumo exóticos, que contribuiu coletivamente tão pouco para o bem-estar humano dos consumidores, possa ter acarretado durante tanto tempo os horrores e misérias da travessia do Atlântico e da escravidão nas plantations. Dada a predominância dos traficantes de escravos portugueses e britânicos, não é de estranhar que o Brasil e as Américas britânicas tenham ...

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    Plano de Aula - A Abolição dos Escravos no Brasil - material de suporte

    Plano de Aula – A Abolição dos Escravos no Brasil

    Introdução Plano de Aula - A Abolição dos Escravos no Brasil -(material de suporte). Na época em que os portugueses começaram a colonização do Brasil, não existia mão-de-obra para a realização de trabalhos manuais. Diante disso, eles procuraram usar o trabalho dos índios nas lavouras; entretanto, esta escravidão não pôde ser levada adiante, pois os religiosos se colocaram em defesa dos índios condenando sua escravidão. Assim, os portugueses passaram a fazer o mesmo que os demais europeus daquela época. Eles foram à busca de negros na África para submetê-los ao trabalho escravo em sua colônia. Deu-se, assim, a entrada dos escravos no Brasil. Processo de abolição da escravatura no Brasil Os negros, trazidos do continente Africano, eram transportados dentro dos porões dos navios negreiros. Devido as péssimas condições deste meio de transporte, muitos deles morriam durante a viagem. Após o desembarque eles eram comprados por fazendeiros e senhores de engenho, que ...

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    O comércio de escravos um novo negócio(1444)

    Agosto,08-A partilha de escravos na vila de Lagos As viagens portugueses à África Ocidental sofreram uma pequena pausa (ou abrandamento), no último quartel dos anos trinta, mas foram retomadas no princípio da década de quarenta, com resultados que pareciam ter uma importância económica significativa, sobretudo a captura e comércio de escravos, ao ponto de motivarem a iniciativa privada para armar navios e levar a cabo algumas expedições. A primeira delas tem lugar no ano de 1444, é proposta por um tal Lançarote,"almoxarife de el-Rei naquela vila de Lagos", e leva como segunda figura e capitão de um dos navios, Gil Eanes, "aquele que escrevemos que primeiramente passara o cabo Bojador" - como diz o cronista. São seis caravelas que se dirigem à Ilha das Garças, a sul dos Baixos de Arguim, onde Nuno Tristão já tinha estado no ano anterior. A expedição tinha objectivos essencialmente comerciais, mas isso não era ...

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    (Foto: Marcus Steinmayer)

    Reparações e compilações – Sueli Carneiro

    O jornal O Tempo, de Belo Horizonte, procurou-me, esta semana, interessado no tema das reparações que está pautado internacionalmente em função da Conferência de Racismo, que ocorrerá na África do Sul em agosto de 2001. Por Sueli Carneiro O tema me traz à lembrança o extraordinário artigo ‘‘Dívida de Sangue'', de Rubens Ricupero, na Folha de S. Paulo, sobre a monstruosidade do tráfico negreiro que trouxe para as Américas em torno de 11,5 milhões de africanos, a grande maioria deles para o Brasil. Nele, Ricupero demonstra, por meio de textos do séculos 18, como o tráfico negreiro se constituiu a mola propulsora do desenvolvimento da Europa Ocidental e da América como ‘‘inexaurível fundo de riqueza e poder'' para essas nações, responsável ‘‘pela elevação do nível de vida de muitos europeus e americanos, ao mesmo tempo em que degradava a vida de numerosos negros escravizados''. A conclusão de Ricupero em relação ...

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