Teresópolis ganha Comitê Emergencial para Proteção das Crianças e Adolescentes

Rio – A ministra Maria do Rosário, da Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República anunciou, nesta quarta-feira, a criação de um Comitê Emergencial para Proteção das Crianças e Adolescentes em Teresópolis. O objetivo é agilizar medidas para que as crianças e adolescentes possam retomar suas vidas. O anúncio ocorreu em uma reunião da ministra com o prefeito de Teresópolis, Jorge Mario, o secretário Estadual de Assistência Social, Rodrigo Neves, além de representantes do Ministério Público, da 2ª Vara de Família de Teresópolis e da Vara da Infância, do Adolescente e do Idoso.

Desde o primeiro momento, todos os cinco órgãos estão unidos para garantir ajuda humanitária e social a crianças e adolescentes e proporcionar todo o auxílio às famílias. Agora o essencial é a retirada de crianças e adolescentes de área de risco. A ministra Maria do Rosário ficou impressionada ao constatar que o Conselho Tutelar, o poder judiciário e o Ministério Público não pararam de funcionar e elogiou o trabalho que vem sendo realizado em Teresópolis.

“A cidade oferece um patamar de tranqüilidade às crianças e adolescentes. Não há caso de maus tratos e está sendo oferecida a melhor assistência em uma situação de emergência”, afirma.

Algumas medidas já estão sendo articuladas pelo comitê para que as crianças não sejam mais prejudicadas com toda essa tragédia. A prioridade, depois da retirada desses menores, é que quando começarem as aulas, eles possam voltar a estudar normalmente. De acordo com a ministra Maria do Rosário, o Ministério da Educação vai proporcionar kits escolares para esses jovens. O prefeito Jorge Mario avaliou ainda que os abrigos são emergenciais, mas transitórios. Então, a prefeitura já está providenciando que as 2892 crianças e adolescentes desalojadas ou desabrigadas no município tenham uma moradia digna.    

Na reunião, foram estabelecidas regras para a permanência dos menores nos abrigos provisórios:  devem ser instalados sanitários específicos para crianças; monitoramento das visitas; proibido o consumo de bebidas alcoólicas nesses locais. Não é permitido entrevistar, fotografar ou filmar crianças dentro dos abrigos.

Região Serrana enfrenta a pior catástrofe de sua história

Castigada por um temporal que fez chover em 24 horas mais do que era esperado para todo o mês, a Região Serrana do Rio enfrenta desde a noite da terça-feira 11 de janeiro a pior catástrofe natural do Brasil. Com o número de mortos, desabrigados, desalojados, feridos e desaparecidos, a tragédia já superou o registrado em janeiro do ano passado, em Angra dos Reis e, em abril, na capital e Niterói.

Localidades inteiras foram soterradas por lama no município de Teresópolis. No bairro Caleme, uma represa da Cedae transbordou por causa da tromba d’água, provocando o deslizamento de encostas sobre casas e carros. Em Nova Friburgo, três bombeiros que seguiam para resgatar vítimas quando o carro onde estavam foi soterrado por uma avalanche.

Petrópolis também sofreu devastação em diferentes pontos. O Distrito de Itaipava foi o mais atingido. O soterramento de uma casa na localidade Vale do Cuiabá matou 12 pessoas de uma mesma família. Corpos foram recolhidos por moradores e depositados às margens de um rio à espera de resgate. Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto, também cidades da região, também contabilizam mortos.

 

Fonte: O Dia Online

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