UFMG vai punir quatro alunos por trote racista; 198 foram investigados

 

Recurso apresentado por quatro professores da Faculdade de Direito da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) na sindicância que apura o trote com conotações sexistas, racistas e nazistas na escola, em março deste ano, beneficiou 194 estudantes da instituição que estavam sendo investigados no caso. Apenas quatro alunos serão processados.

A sindicância constatou que 68 estudantes do segundo período do curso participaram do trote, 32 membros do centro acadêmico da faculdade distribuíram bebidas alcoólicas e 98 alunos contribuíram financeiramente para o evento.De acordo com a assessoria da UFMG, entretanto, apenas quatro deles que aparecem nas fotos divulgadas em redes sociais e na imprensa responderão a processo administrativo. As punições dos quatro podem variar de advertências e suspensões a expulsões.

A comissão formada por três professores da faculdade que fizeram a sindicância, agora, será encarregada de apurar as denúncias e ouvir os argumentos de defesa dos quatro alunos. Os estudantes, inclusive, vão poder contratar advogados para fazer as defesas no processo administrativo que será instaurado.

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18.mar.2013 – Trote com saudação nazista na Faculdade de Direito da UFMG

Chica da Silva

O trote ocorreu em 15 de março deste ano nas dependências da faculdade. Fotos do evento foram postadas em redes sociais. Em uma delas, uma caloura com o corpo tingido de preto aparece com as mãos atadas e carrega placa que diz “caloura Chica da Silva”, em referência à escrava que viveu em Diamantina no período colonial.

Em outra, um aluno aparece amarrado e outros estudante – um deles com bigode de Adolf Hitler – fazem a saudação nazista, erguendo o braço direito.

Em abril deste ano, o Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial publicou moção de repúdio ao trote no DOU (Diário Oficial da União) e solicitou providências à UFMG.

A UFMG, por sua vez, divulgou nota de repúdio às “brincadeiras” feitas durante o trote. “Elas representam um ato de violência que não faz parte da vida acadêmica”

 

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Fonte: UOL

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