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10 mulheres negras que fazem a diferença na Bahia

10 mulheres negras que fazem a diferença na Bahia

Elas são destaque na sociedade e lutam contra a discriminação

*Colaborou as estagiárias Kátia Prado e Érica Lago no R7

No dia 25 de julho comemorou-se o Dia da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha. A data instituída pelas Nações Unidas serve para reafirmar o compromisso com a valorização delas, além de dar visibilidade às lutas e resistência da mulher negra. O que todas querem é se fortalecer no combate ao racismo, sexismo, discriminação, preconceito e demais desigualdades raciais e sociais.

Com muita garra e dedicação, as mulheres negras vem mostrando do que são capazes e como podem fazer a diferença quando são atuantes na sociedade. O R7 BA traz a história de dez mulheres baianas que representam bem o espírito brasileiro.

 

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Monique Evelle

Ela tem 20 anos, mas tornou-se conhecida aos 16, quando fundou a rede Desabafo Social. Estudante de bacharelado interdisciplinar em humanidades com ênfase em política e gestão da cultura na Ufba (Universidade Federal da Bahia), ela entendeu cedo o seu papel na sociedade e decidiu fazer a diferença. Em março de 2014, seu projeto Desabafo Social ganhou o Prêmio Protagonismo Juvenil pela Associação Brasileira de Magistrados, Promotores de Justiça e Defensores Públicos da Infância e Juventude. Sua atitude e coragem a fez ser conhecida nacionalmente e hoje ela viaja pelo Brasil para participar de eventos relacionados aos Direitos Humanos da Infância e da Juventude, Comunicação e Educação.

De jovem sonhadora a alguém que faz acontecer! É desta forma que a soteropolitana tem feito o seu projeto conquistar colaboradores em diversos estados

 

Foto: Reprodução/ Facebook

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Dadá

Parece que nasceu sorrindo. A quituteira Aldaci Dadá dos Santos, popularmente conhecida como Dadá, começou a batalha aos 16 anos fazendo marmitas para vender e ajudar a família, mas a paixão pela culinária levou Dadá mais longe.

Dona de vários restaurantes badalados em Salvador, Dadá conquistou o Brasil pela sua simplicidade, pelo riso fácil e por seu tempero único, que vem da Bahia

Foto: Reprodução/Facebook

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Tia Eron

Deputada estadual (PRB), Eronildes Vasconcelos, mais conhecida como Tia Eron, é guerreira e carrega em sua história o marco de quebras de preconceitos na sociedade, como os conceitos machistas e o racismo, que impõe a ideia de que as mulheres são inferiores e negros são de segunda classe. Negra, viúva, mãe e oriunda de família humilde, Tia Eron tem em seu currículo várias conquistas: é a primeira mulher a dirigir o PRB baiano, a mulher mais votada da Bahia e a mulher mais votada do seu partido no Brasil.

Desde nova, esteve envolvida com trabalho voluntário e tornou-se vereadora em 2000, onde desenvolveu vários projetos. Um dos seus primeiros atos foi buscar a reativação da Comissão Temporária de Combate à Discriminação Contra a Mulher. Sua vida política é destacada pela luta em defesa da mulher, a valorização dos negros e das crianças

Foto: Reprodução/Facebook

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Margareth Menezes

Cantora e compositora, Margareth Menezes tem 25 anos de carreira e é considerada uma das vozes mais potentes da música popular brasileira. Carismática, Margareth exalta a mistura de ritmos, danças e cultura. Suas músicas são repletas de elementos africanos, brasileiros, indígenas e pop.

A cantora iniciou sua carreira em 1987. Além de ganhar várias premiações e obter projeção internacional desde a década de 90, levando o embalo da Bahia para o exterior, em sua passagem pelo Estados Unidos, Margareth foi comparada à cantora Aretha Franklin, um dos principais ícones da música negra

Foto: Reprodução

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Célia Sacramento

A vice-prefeita de Salvador nasceu em São Paulo, mas ainda criança mudou-se para a capital baiana. Formada em Ciências Contábeis e Direito, ela é exemplo de dedicação e força na área política. Em 2008, foi eleita vereadora e, no ano seguinte, tornou-se presidente do Conselho Municipal da Mulher, cargo que ocupou por dois mandatos consecutivos. Tornou-se ainda, a primeira vice-prefeita negra eleita de Salvador.

Baiana de coração, Célia começou a atuar em movimentos sociais por influência de sua mãe. Ela, que também é mãe de dois jovens, é reconhecida pela forte atuação na militância pelos direitos dos negros e das mulheres

Foto: Reprodução/ Facebook

baiana8Negra Jhô

A esteticista e artesã capilar Negra JhÔ cultua a beleza afrodescendente, o empoderamento da mulher, a autoestima e a emancipação da identidade negra.  Negra Jhô  é proprietária de um salão de beleza situado no Pelourinho, Centro Histórico de Salvador, e trabalha com uma linha voltada a estética afro,  que permite a extravagância, mistura de estilos e a liberdade de expressão.

Seja turbante, acessórios, adereços, tranças ou penteados, a artesã quer mostrar o valor do movimento afrodescendente e sua importância para nossa cultura. Ela já garantiu diversas premiações como o Troféu Cidadão Negro,  Força Sindical da Bahia / Dia Internacional da Mulher, Personalidade do Recôncavo / São Francisco do Conde ,entre outros

Foto: Erica Lago/R7 BA

baiana7Luislinda Valois

A baiana Luislinda Valois foi a primeira mulher negra a se tornar juíza no Brasil. Essa é apenas uma das muitas conquistas que ela têm em seu currículo. Ainda criança, foi discriminada por um professor, porque não podia comprar o material adequado para estudar. O professor disse que ela não devia estar estudando e sim cozinhando feijoada para brancos. Ali, ela decidiu vencer na vida através dos estudos.

Mesmo sendo a primeira mulher negra a sentenciar tendo como base a Lei do Racismo no Brasil, ela teve que enfrentar o desafio de ser aceita como magistrada. O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) determinou que ela fosse promovida ao cargo de desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), utilizando como argumento principal o critério de antiguidade para a concessão da promoção. Hoje, aos 73 anos, ela continua a luta para que as mulheres negras tenham mais espaço na sociedade

Foto: Reprodução/ Facebook

baiana8aCarol Barreto

Do recôncavo baiano para o mundo, a estilista Carol Barreto expressa sua ideologia e posicionamento político através da moda. Cheia de personalidade, a feminista tenta quebrar os estereótipos relacionados à imagem da mulher negra,  trazendo o legado da arte de matriz africana.

Em 2005, Carol Barreto  garantiu o primeiro lugar no concurso Novos Criadores da Moda, VL Pontes Organização de eventos. Já em 2012 foi premiada no “Concursos Novos Talentos da Moda”, além de representar o Brasil na Dakar Fashion Week, em Senegal, no mês de junho de 2013.

Empreendedora, Carol Barreto ainda é professora de cursos de graduação e pós-graduação em design de moda e docente do bacharelado em estudos de gênero e diversidade da Ufba (Universidade Federal da Bahia). Tem experiência na área dos estudos de gênero, sexualidade, relações étnico/raciais e moda, desenvolve trabalhos relacionados aos processos de redesenho na moda, explorando as relações entre a linguagem, moda, vestuário e a construção dos caracteres do gênero e das identidades sexuais

Foto: Reprodução/Facebook

baiana9Virgínia Rodrigues 

O talento da baiana de voz marcante foi descoberto por Caetano Veloso em 1997, durante um ensaio do Bando de Teatro Olodum. De origem humilde, a ex-manicure Virgínia Rodrigues canta canções da MPB e tem em seus CDs participações de Djavan, Gilberto Gil e Milton Nascimento.

Sua história ficou conhecida internacionalmente nos jornais americanos e ela foi batizada de “Cinderela brasileira”. A paixão que imprime nas músicas que canta e em tudo que faz contribuiu para que ela saísse do posto de menina pobre de Salvador à diva da música brasileira

Foto: Reprodução/ Facebook

baiana10Taís Muniz
Inovadora designer e gestora criativa, Thaís Muniz é idealizadora do Projeto Turbante-se, que experimenta através da poesia estética dos turbantes a questão da comunicação pelos acessórios e mistura das diferentes culturas.

A jovem aprecia movimentos das comunidades periféricas e também atos independentes. Além de espalhar a estética negra em tutoriais de moda e workshops em redes sociais. Já participou de ações em hospitais, como o Outubro Rosa, na campanha contra o câncer de mama

Foto: Reprodução/Facebook

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