Tag: Mulher Negra

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    Perspectivas decoloniais à luz do saber identitário

    Resumo: O artigo, inclina-se em construtos teóricos entrelaçados a perspectiva decolonial à luz do saber identitário. Enfatizando e discutindo sobre as imbricações decorrentes desses atravessamentos em temática apresentada, considera-se a destradicionalização e a despadronização dos padrões coloniais modernos enquanto precursores a um feminismo radical. Em geral, provoca-se por meio do olhar interseccional, um posicionamento crítico, compromissado e político as realidades sociais perpassadas por essas problematizações.  Palavras-chaves: Perspectivas decoloniais. Destradicionalização. Despadronização. Interseccional (idade).    “Tava durumindo cangoma me chamou Tava durumindo cangoma me chamou Disse levante povo cativeiro já acabou”  (Jesus,1966)   As mudanças hermenêuticas advindas da perspectiva interseccional, surge em vinculação a abordagem descolonial como luta a garantia de direitos, que vem pelo construto de pontes firmando-se em propostas emancipatórias a sociedade, em específico aos grupos vulneráveis. Por enfatizar e rememorar assim, a legitimidade das múltiplas vivências atreladas a esses processos. Neste sentido, tendo como prioridade tal problemática “ reescrever ...

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    Luyara Franco (Foto: JULIA DIAS CARNEIRO/BBC NEWS BRASIL)

    Minha mãe, Marielle Franco, e o funk dentro de mim

    O destino já estava traçado, em 1998: no famoso e nobre Complexo da Maré, nasceu uma funkeira. Na família referência forte, a mãe, durante o auge das equipes de som que formavam paredes inteiras com alto-falantes poderosos, foi “garota furacão 2000”. E, quando a moda era usar roupa de veludo e as favelas se divertiam e se dividiam entre o lado A e lado B nos famosos bailes de corredor, meu pai estava lá. Essa menina sou eu, Luyara Franco. Hoje com 21 anos, entendo a potência do funk como uma expressão em um quase-grito de urgência para as realidades que vivemos na favela e, exatamente por isso, consigo perceber uma crescente escalada de criminalização desse ritmo que movimenta tanta coisa dentro e fora da favela. O funk se impõe como expressão cultural de resistência a uma sociedade na qual, desde a sua constituição, o atrasado modelo educacional e racismo ...

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    Maria Isabel Gonçalves é professora de um colégio público no município de Boninal, na Chapada Diamantina (Foto: Acervo Pessoal)

    Professora baiana vence prêmio mais importante da educação brasileira

    Uma ideia pode mudar o mundo. E foi assim que a professora Maria Isabel dos Santos Gonçalves levou o nome da pequena cidade de Boninal, na Chapada Diamantina, para todo o Brasil. Isso porque ela foi uma das vencedoras do Prêmio Educador Nota 10 - maior e mais importante prêmio da Educação Básica Brasileira e que desde 1998 premia iniciativas feitas por profissionais da educação dentro de sala de aula. Aos 33 anos, Maria Isabel é nascida no povoado de Duas Passagens, a 60km de Boninal, e por lá foi criada. Sem energia elétrica, subindo em árvore e tomando banho de rio. As novelas das 21h eram os causos contados por sua mãe e sua bisavó Iaiá Lia: rezadeira, parteira e líder da região de Umburana que foi a inspiração para o seu projeto vitorioso chamado ‘As filosofias de minha avó: poetizando memórias para afirmar direitos’. "Com 30 anos minha ...

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    (Foto: Adobe)

    O Julho é das Pretas; o racismo é todo seu

    O Julho é das Pretas. Em julho, honramos o Dia de Tereza de Benguela, para a discussão das desigualdades de gênero e raça. Para a mulher negra, nunca houve um dia de festa, flores, cuidado e aconchego. Vivemos num mundo que não enxerga a mulher negra pela pessoa que é, mas pelos recursos que fornece, pelas ferramentas que oferece. A mulher negra ainda é a carne mais barata do mercado, o gadget mais útil da loja. Mas o Julho… É delas. Por ela, o mês é todo delas. A nós, a cidadania é sistematicamente negada. E por isso, é necessário que tenhamos um Julho das Pretas. É necessário refletir sobre tudo que somos, sobre os passos que demos - eles vêm de muito longe - e que ainda vamos dar. Precisamos falar de Tereza de Benguela para entender isso. Precisamos falar desta mulher negra, quilombola, estadista, empreendedora, líder. esposa, filha, ...

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    Keisha-Khan Y. Perry (Foto: Enviado para o Portal Geledés)

    O legado político do Manifesto do Coletivo Combahee River

    Recentemente foi publicada a tradução em português do Manifesto do Coletivo Combahee River. A tradução em português chega ao Brasil após 42 anos de sua publicação em língua inglesa. A tradução para o português do Manifesto do Coletivo Combahee River  é oportuna e importante, pois estamos buscando coletivamente novos modelos de transformação social que levem a sério a maneira como as mulheres negras interagem e trabalham para transformar múltiplas opressões. Em How We Get Free: Black Feminism and the Combahee River Collective, a intelectual-ativista e feminista negra Keeanga-Yahmatta Taylor escreve que: “falar do Coletivo Combahee River não é nostalgia, longe disso, falamos sobre o Coletivo porque as mulheres negras ainda não são livres”. Talvez isso seja uma das lições mais importantes que estamos testemunhando nesses tempos da pandemia de coronavírus. As mulheres negras ainda não são livres e, por extensão, as pessoas negras ainda não são livres. Vemos mulheres negras ...

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    Etiene Martins (Foto: Pedro Vilela/Divulgação)

    Forte pra quê?

    Quem nasceu e cresceu cercada por mulheres negras muito provavelmente já perdeu as contas de quantas vezes ouviu "Eu sou forte para dor”. Falamos e interiorizarmos esse legado que alguns chamam de resiliência, já eu demorei, mas compreendi que não passa do efeito do racismo na psique negra. Essa fala verbaliza o quanto estamos imersas no racismo estrutural a ponto de naturalizá-lo e muitas das vezes sem perceber o estrago que ele faz na nossa saúde mental. Essa crença coletiva começou com o contexto escravocrata, como uma forma de resistência ao trabalho desumano, aos estupros e outras torturas que essas mulheres foram submetidas. Mesmo passado 130 anos o modelo hierárquico prevalece e o estereótipo da mulher negra forte pra dor se propaga quase que uma característica hereditária. Uma pequena frase que retira mesmo que inconscientemente a humanidade de uma pessoa e demonstra o quanto o racismo altera nossa habilidade de ...

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    Morena Mariah (Foto: VALDA NOGUEIRA/ESPECIAL PARA O HUFFPOST BRASIL)

    O verso em branco da História contada sobre as pessoas negras

    Quando recebi o convite para publicar em Celina, fiquei em choque. Primeiro porque não sou jornalista e nunca me imaginei escrevendo para um jornal. Segundo porque sou leitora da editoria e não imaginava que este fosse um espaço possível para minha escrita habitar. Nesse primeiro momento, não sabia como me apresentar. Quando abri o documento em branco para contar quem eu sou, não fazia a menor ideia do que ia dizer, mas agora sei. Quero que você aí do outro lado saiba de mim através da minha relação com a escrita. Um dos meus primeiros brinquedos foi um livro de banho para bebês. Daqueles feitos de borracha. Meus pais não completaram o ensino médio, não tinham o hábito de ler muito mas minha mãe sempre me encheu de referências de leitura. Nunca se negou a me presentear com livros e gibis, nenhum livro era caro para ela. Tive coletâneas de ...

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    Reprodução/Instagram@literaturanegrafeminina

    Escrita de Mulheres Negras em quarentena: autocuidado e sobre(vivência)

    Reconhecemos a existência de um vasto campo literário produzido por mulheres negras escritoras, que na maioria das vezes, não conseguem se perceber nesse espaço por conta de toda a invisibilidade, machismo e racismo que temos dentro e fora da categoria. E no campo virtual, isso não seria diferente. Neste ensaio, vamos refletir sobre a produção de 40 autoras negras brasileiras de diversas regiões do país, a partir de uma convocação feita pelo instagram Literatura Negra Feminina, idealizado pelo Coletivo Mjiba em maio de 2020, para que as seguidoras enviassem seus poemas sobre autocuidado e sobre(vivência), neste período de pandemia no qual estamos em isolamento social para combater a disseminação da Covid-19. Coincidentemente recebemos 40 textos, que estão sendo publicados um por dia, a maioria inéditos e produzidos para participar dessa ação. Entendemos como autocuidado, a busca por cuidar de si mesma, contemplando todas as necessidades que o corpo e a ...

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    Anielle Franco (Foto: Reprodução/ Instagram)

    Caneladas do Vitão: Uma vez Anielle, sempre Marielle 2

    Brasil, meu nego, deixa eu te contar, a história que a história não conta, o avesso do mesmo lugar, na luta é que a gente se encontra"¦ "Cada brasileiro, vivo ou morto, já foi Flamengo por um instante, por um dia." Antonio Francisco da Silva, Fluminense fanático como Nelson Rodrigues, só não imaginava que as filhas Marielle e Anielle Franco seriam rubro-negras todos os dias. Até a morte. "O nosso falecido avô começou a levar a gente novinha e falava para o meu pai que íamos ao parque. Parque porcaria nenhuma! Era para ver o Flamengo. Meu pai, tricolor doente, não entendia a nossa paixão pelo Flamengo", diverte-se Anielle, diretora do Instituto (que leva o nome da irmã, vereadora assassinada) Marielle Franco. Nem a reprovação à aproximação do Fla com o governo que dá "e daí?" para milhares de mortos é capaz de diminuir o amor da família pelo "Mengão". ...

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    Sueli Carneiro (Foto: Caroline Lima)

    Homenagem aos 70 anos de Sueli Carneiro

    A Congregação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, reunida em 25 de junho de 2020, soma-se às celebrações por ocasião do aniversário de 70 anos da filósofa, escritora e militante antirracista Aparecida Sueli Carneiro, fundadora do Geledés – Instituto da Mulher Negra. A contribuição de Sueli Carneiro ao campo da teoria do feminismo negro no país é incomensurável. Suas pesquisas deram consequência a caminhos abertos por intelectuais como Lélia Gonzalez e Abdias do Nascimento para o combate do epistemicídio do pensamento negro, tão afim aos modos como a dinâmica racial brasileira busca inscrever negras e negros em lugares sociais de nossa estrutura: entre os mais pobres ou, quando ascendem socialmente, raramente por meio de profissões ligadas à cultura legitimada ou ao trabalho intelectual. Sueli Carneiro recebeu inúmeras honrarias em reconhecimento ao seu trabalho. Dentre elas destacam-se o Prêmio de Direitos Humanos da República Francesa (República Francesa,1998); Prêmio ...

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    iStock; Lily illustration

    Para as mulheres negras, o autocuidado não é apenas uma palavra da moda. É um ato de resistência radical.

    Texto de Nambi J. Ndugga originalmente publicado em The Lily Como mulher negra e pesquisadora de saúde pública que vive e trabalha em Boston , vejo em primeira mão como a segregação afeta os resultados de saúde de negros e pardos em comparação com os brancos. Trabalhando neste campo, tive que construir sistemas de apoio e mecanismos de defesa que me permitissem estudar, conscientizar e abordar as desigualdades na saúde sem ser esmagado por seu peso e magnitude. Mal sabia eu que uma pandemia global e a persistente brutalidade policial experimentada por negros usariam esses mecanismos, me isolariam das comunidades de apoio e abririam caminho para uma onda de tristeza pela qual eu estava lamentavelmente despreparado. A dor No fim de semana do Memorial Day, a primeira página do New York Times listava 100.000 nomes daqueles que morreram da covid-19. Dos mortos, mais de 20% eram negros. Pouco tempo depois, surgiram notícias sobre o assassinato policial de George Floyd, um ...

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    @LEXSHOTZPANDM/Nappy

    Nasceu

    Ela nasceu assim, atrasada, recatada sem ter hora pra vir. Na hora do choro, grito. Desmedido. Na hora da euforia. Alegria. Pronto cheguei. Ela se calou, encolheu os braços, não chorou. Foi assim que vim ao mundo. Sem choro, sem grito, sem riso… Parece melancolia, dor, desrazão, mas foi assim que meus olhos viram a cor dessa imensidão. Ela me traz essas histórias. Menina roxinha, miudinha. Descabelada. Como sempre. Hoje ela canta, faz roda, ciranda. Não encontra. Perturba. Se pergunta. Recria, cria, a dor da sua cor. Diferente. Do riso ao siso. Dos cachos aos lisos. Assumiu. Sumiu. Passou. Mas ela dança, encanta. Pula no pula-pula, mulher. Fala dos seus segredos. Queria ser perfeita, enfeita, sincera. Mas dói dizer que sinto saudades, que tenho medo, que sou insegura. Segura, que sonha fantasia. Ela parece loucura, um riso que dá medo, gargalhada que mais parece um trovão. Já ouviu? Música. Só ...

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    NAPPY STUDIO

    Você é negra

    A primeira vez que ouvi que eu era negra foi de uma pessoa branca, ela me disse: você é negra. A primeira vez que entendi o racismo foi quando ao abrir o portão de acesso ao prédio que eu morava uma mulher branca me parou e me tratou como uma prestadora de serviço dela, serviço esse maioritariamente ocupado por mulheres negras. Eu respondi para ela: eu não sou funcionária, eu moro aqui. Ela não soube o que responder, virou as costas pra mim e eu já subi as escadas com lágrimas nos olhos e chorei por horas. Chorar doeu muito nesse dia. Eu, por ser negra da pele clara e ter o cabelo liso escovado na época, nunca achei que passaria por isso, mas sim, eu passei, chegando em casa, com as compras na mão e a chave do apartamento localizada numa Avenida, pago com o trabalho dos meus pais ...

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    (Foto: Imagem retirada do site UNISC)

    Representatividade negra na universidade: uma ferramenta na luta antirracista

    Júlia Severo, acadêmica de direito na Unisc, acredita que a representação é essencial para quebrar a estrutura racista da sociedade O racismo estrutural presente na sociedade brasileira não é novidade. O país foi construído com bases na escravidão negra que perdurou, em torno de, 350 anos. Depois, a abolição assinada em 1888 decretou uma liberdade ilusória, já que pessoas negras passaram a sobreviver às margens de uma sociedade que nunca deixou de ser escravocrata. Sem dinheiro, terras ou bens, a população negra começou a lutar mais uma batalha, cujas lutas se estendem até hoje, por visibilidade, direitos e justiça. Para reforçar a importância da representatividade negra em espaços comumente ocupados pela branquitude, a acadêmica do curso de Direito da Unisc, Júlia dos Santos Severo, explica sobre o racismo estrutural, transmitindo suas percepções e conhecimentos, em uma conversa que tem muito para ensinar. Afinal, o racismo também está na invisibilidade e ...

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    Taís Araújo (Foto: Ana Branco)

    Taís Araújo desabafa sobre a luta contra o racismo: “Antirracista é verbo, é ação. Seja bem-vindo”

    Nesta quinta-feira, 4, a atriz Taís Araújo usou suas redes sociais para publicar um vídeo fazendo um discurso sobre a luta antirracista na sociedade que vem aflorando nos últimos dias. No Twitter, a atriz comentou sobre as pessoas que são a favor do discurso na legenda: "Se dizer antirracista é muito importante. Mas ser antirracista é verbo, é ação e pra isso é preciso trabalho. Está afim? Leia tudo que já foi dito por nós e bem-vindo." Já no vídeo, ela desabafou: "Eu tenho visto muitas pessoas na internet se classificando como antirracistas, o que eu acho ótimo, muito importante. Mas, é preciso dizer que tudo já foi dito. Muita coisa já foi feita e pouquíssimas foram mudadas. Aqui e lá.". Em seguida, ela aproveitou para citar pessoas ligadas à luta contra o racismo e reiterou a importância de ser mais que palavras. "São gerações após gerações. Filhas após mães. ...

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    Adobe

    Do navio negreiro pro voo

    Mas nega você não pode voar. Os seus chegaram aqui de navio negreiro, e você quer dominar o ar? Oh Nega olha pra você. Pergunta quem foi bessie coleman ninguém vai saber, mas Amelia Earhart tem a cara estampada em todo lugar. eu vejo pretas limpando avião, eu vejo pretas limpado o chão, mas querer ir pra disney? haaaaaa é demais… querer dominar a física? é demais. Olha preta, fica quietinha ninguém aqui vai te alforriar, aceita o lugar que cê tá, e para de tentar elevar. Rodoviária é pra preto, aeroporto pra branco e ponto final. Não queremos mais falar sobre isso. Por acaso você tá pensando que vou sentar na primeira classe do lado de um preto fedido? Mas preta não é nada com você, você até que é aceitável dentro do padrão considerável. A típica mulata de exportação, Eu até que gosto de contratar você, porque assim ...

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    Marielle Franco, vereadora eleita pelo Psol, foi a quinta mais votada do Rio (Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo)

    STJ decide não federalizar Caso Marielle Franco, que segue com MP do Rio

    Por unanimidade —oito votos a zero—, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu não federalizar o Caso Marielle Franco e manteve as investigações com a Polícia Civil e o MPRJ (Ministério Público do Rio). O assassinato da vereadora e de seu motorista, Anderson Gomes, seguirá nas mãos da Justiça do Rio de Janeiro. Relatora do caso, a ministra Laurita Vaz não viu "inércia ou inação" das autoridades do Rio de Janeiro no caso. "A gravidade do crime é inquestionável, mas o episódio chama a atenção e esmorece o pedido de federalização do caso. O contexto sugere que o trabalho investigatório das autoridades locais não está sendo obstado pela atuação desses grupos, nem está limitado para quem quer que seja", afirmou, em seu voto. Um colegiado formado por nove ministros participou da votação. O presidente da seção, Nefi Cordeiro, não tinha direito a voto. O ministro Félix Fischer esteve ausente da ...

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    Adobe

    Nem senzalas, nem armarios: Reflexões sobre ser LGBTQI+ E NEGRE

    Dia 17 de maio foi mais um dia internacional da LGBTfobia. Neste dia, há 30 anos (1990), a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças. Um grande avanço para nossa comunidade, que viveu anos de patoligização social e medica. A data sempre é capaz de nos fazer refletir sobre nossos avanços e retrocessos nesse decorrer de lutas. Sou uma muher negra, bissexual e socialista e sempre uso a data para refletir sobre como é ser LGBTQI+ e negre dentro da esquerda e principalmente dentro da comunidade LGBTQi+. Um dos maiores historicamente desafios teóricos da esquerda e, em especial, dos marxistas, tem sido pensar a sexualidade, as práticas sexuais, as identidades, de maneira revolucionária e por meio do materialismo dialético, sem taxações de pós-modernidade. E um dos maiores desafios da comunidade LGBT é entender a dimensão do racismo como fator significativo nas vivencias sexuais e ...

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    Imagem: Delmaine Donson/Getty Images

    O ‘novo normal’ é acessível para todos?

    O “novo normal” do qual estamos falando é uma expressão cunhada por Mohamed El-Erian, empresário americano, conselheiro econômico principal da Allianz, para caracterizar o fato de que esta crise não é como as que vivemos nas últimas décadas. A COVID-19 nos aterroriza pela incapacidade que temos diante do imprevisto, pela ausência de informações sobre o seu surgimento e desencontros quanto às formas de lidar com a pandemia. Sabemos, sim, da sua propagação. Estamos tendo repercussões de toda ordem: econômica, social, ambiental, emocional, enfim em todas as dimensões do ser humano, que serão agudizadas com o tempo. Sabemos que nada nos assegura, ainda, quanto à prevenção por vacina. Neste momento estamos colhendo compromissos de mudança, mas mudança disruptiva, por parte dos dirigentes de empresas, profissionais de RH, lideranças em geral, bem intencionados. Reconhecemos que a solidariedade, a ação conjunta das empresas em função de soluções ágeis a favor da luta contra o inimigo ...

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    Reprodução

    Pela 1ª vez, quatro mulheres negras dominam o topo da Billboard Hot 100

    A música "Say So", de Doja Cat, chegou ao primeiro lugar na lista Hot 100 da Billboard. Na semana passada, o hit estava em 6º — o lançamento do remix com Nicki Minaj foi o que deu o impulso até o topo das paradas. Em segundo lugar, também está um remix: "Savage", de Megan Thee Stallion com Beyoncé. A ascensão dos dois hits representa um marco histórico: é a primeira vez desde a criação da Billboard que os dois primeiros lugares são ocupados por quatro mulheres negras. "Não consigo agradecer o suficiente por vocês se esforçarem tanto essa semana para nos ajudarem a fazer história. Eu vi tudo. Vocês nunca vão entender o quanto vocês me animam com todo o amor e apoio que sempre demonstram. Os amo tanto. Muito mesmo. Querida Doja Cat, obrigada por confiar em mim com o seu bebê. Espero ter atendido às suas expectativas. Você ...

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