Tag: Mulher Negra

Anastácia  (Pintura de Jacques Etienne Arago)

Racismo estrutural, negritude e lugar de fala: qual é a importância de pensarmos a trajetória de Anastácia no ensino de história?

RESUMO A partir das contribuições teóricas de Kilomba (2019) e Ribeiro (2017), o presente texto propõe-se a refletir o “lugar de fala” e as suas simbologias no Ensino de História, dentro das discussões orientadas pela Lei n. 10.639/2003, que estabelece e reconhece a necessidade de ensinar a história da África e afro-brasileira nos espaços de saberes, nas instituições públicas e privadas. A reflexão a seguir tem como referência a história da princesa bantu, Anastácia, símbolo de resistência feminina negra na história brasileira, com uma trajetória de ações contra políticas de dominação e violências no período escravagista. Com a sua trajetória analisada por Kilomba, acredita-se que as suas contribuições reflexivas sobre a “máscara do silenciamento” são proveitosas no Ensino de História e um exemplo para se pensar as relações étnico-raciais na sociedade. Diante o racismo ambíguo e os episódios de violências que a população brasileira se depara diariamente, o Ensino de ...

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Rebeca Andrade é ouro nas Olimpíadas  (Foto: Ricardo Bufolin/ Panamerica Press / CBG)

Rebeca Andrade salta para a história e é ouro nas Olimpíadas de Tóquio

Rebeca Andrade precisou esperar. Terceira a se apresentar, pulou para a liderança àquela altura e sentou. Uma a uma, à beira da pista, viu suas rivais ficarem com notas abaixo que as suas. Aos poucos, o sorriso aumentou até a certeza de que faria história. Com média 15,083 pontos, garantiu o ouro no salto das Olimpíadas de Tóquio. Depois da prata no individual geral, Rebeca volta a subir ao pódio e conquista sua segunda medalha nos Jogos. A primeira da ginástica feminina do Brasil na história. Rebeca foi a única a conseguir uma média acima de 15,000 no salto. A prata ficou com a americana Mykayla Skinner, com 14,916. A sul-coreana Seojeong Yeo fechou o pódio, em terceiro lugar, com 14,733. Daniele Hypolito foi a primeira brasileira a conquistar uma medalha em Mundiais, uma prata no solo de 2001. Daiane dos Santos a primeira campeã mundial, em 2003. Rebeca em 2021 se ...

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Foto: Reprodução/ Instagram @romaojeruse

Antonieta de Barros: Tem negras no Sul?

No dia 20 de maio de 2021 lancei, para uma audiência deveras atenta, um livro biográfico sobre a primeira deputada catarinense e a primeira negra do Brasil, Antonieta de Barros, nascida em 1901- 13 anos após a abolição do Brasil- em Florianópolis, na capital brasileira que ainda performa a menor população negra do país. A bem da verdade, no âmbito das relações políticas legislativas , essas referencias são ultrapassadas, quando sabemos que Antonieta de Barros foi também a primeira parlamentar mulher eleita na região sul e, uma das cinco primeiras mulheres eleitas no Brasil. E seguramente foi uma das primeiras mulheres eleitas na America latina e , quando olhamos o cenário eleitoral norte americano, sabemos que Shirley Chisholm ( Nova Iorque:1924- Ormond Baeach: 2005), foi a primeira mulher negra eleita nos Estados Unidos da América do Norte , em 1969, ou seja, 35 anos depois de Antonieta, no Brasil. Estruturei ...

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Monalyza Alves (Foto> Enviada ao Portal Geledés)

Seguir Movendo, seguir vivendo, é tudo pra ontem!

Enfim chegamos a um ano da Coluna Negras que Movem! Uma coluna assim como nós mulheres negras, diversas, com múltiplas visões e conhecimentos, intensas, e sedentas por levar a luta de nossas ancestrais para o mundo.  Quando começamos a coluna no ano passado, um ano que desafiou a todas, todex e todos e que impôs desafios gigantescos, e aprofundou o abismo das desigualdades. Nós mulheres negras vivenciamos perdas, luto e sobrevivência. Aprendemos a nos reinventar, mais uma vez, e estamos esperançosas em um futuro (ainda incerto), mas estamos movendo, vivendo e entendendo que é tudo pra ontem! Entendam caros leitores, que não estou aqui para nos colocar no lugar de mulheres fortes, super heroínas ou coisas do tipo. É uma constatação. Nós movemos a pirâmide que sustentamos a muitas gerações. E poucos são aqueles que estão interessados em compreender ou saber sobre nossas dores. O cálculo e a dimensão do ...

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(Foto: Márcia Foletto/Agência O Globo)

Instituto Marielle Franco lança revista contando parte da história da vereadora

O Instituto Marielle Franco lançou nesta terça-feira (27/07) a primeira edição da HQ Marielle Franco, que conta sobre a infância, adolescência e juventude da vereadora. A data escolhida para o lançamento de “Marielle Franco – Raízes” é a do aniversário de Marielle, que completaria 42 anos no dia de hoje. Para o lançamento da HQ, o instituto Marielle Franco realizou uma live no Instagram, comandada por Anielle Franco, irmã da vereadora e diretora do Instituto. De acordo com o instituto, a revista mostra uma parte da sua história de Marielle, que poucas pessoas conhecem. Um dos objetivos é que possa ser uma ferramenta de inspiração para meninas e jovens. Foto: Reprodução/ Instituto Marielle Franco A HQ “Marielle Franco – Raízes”, começou a ser sonhada em 2018, quando Anielle Franco se deparou com o desafio de contar sobre a história de Marielle para crianças e jovens para os quais dava aula. Essa primeira edição conta um pouco sobre as origens ...

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Fabiane Albuquerque e “Cartas a um homem negro que amei”. (Fonte: Arquivo FA)

“Cartas para um homem negro que amei” de Fabiane Albuquerque, romance autobiográfico sobre um Brasil que não se aceita enquanto Brasil

“Cartas para um homem negro que amei” (Editora Malê, 2021) de Fabiane Albuquerque é um livro que em poucas linhas já lhe faz inserir a narrativa apresentada. A escrita da autora é poderosa, intensa, viva em amores e dores, nos tornando personagens presentes a história que se desenvolve ante aos nossos olhos. Quando você menos percebe, já está interagindo com as memórias que a autora torna pública. É um livro de alma, que se comunica diretamente com o público leitor, ao remexer, rememorar, as próprias lembranças de quem percorre as suas páginas. Não há como ser neutro ao ter acesso a essa obra, pois ao relatar sobre o seu particular - de toda uma historicidade familiar/afro-brasileira – Albuquerque deu luz a uma obra universal em seu alcance, em suas verdades, em suas histórias... Exemplo do melhor da tradição de memorabilia da literatura brasileira, que mistura biografia, sociologia, história, etnografia, antropologia, ...

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Foto: Stock/Adobe

Há quatro anos sou preta. Preta! Nasci!

Nasci 🖤 Quero parir palavras de meu ventre, para que com esse movimento traga ao mundo palavras vivas, sentidas, afetuosas e assim possa continuar escrevendo e dançando com a vida. Talvez enxergue nisso uma chance para honrar até o último cacho da minha cor, nossa ancestralidade. Confesso, que não é um processo fácil colocá-las no papel, mas continuo tentando romper com as amarras que tentam me silenciar, pois a escrita é como uma grande narrativa e através do narrar podemos reinventar a realidade ou expor o que realmente acontece. Já que somos feitos de nossos sonhos e nossas lutas, devemos sempre continuar escrevendo nossos desejos, anseios e dores. Nessa dança de tantos enfrentamentos contra as imposições, os tremores e as fissuras que nos cortam por toda a parte. Inclusive nas palavras. Já não estamos mais tão certos de que elas vão nos ajudar a despertar. Creio que elas precisam de ...

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Guilherme Wisnik (Foto: Imagem retirada do site do Correio)

Vandalismo em obra no Rio de Janeiro demonstra racismo e deve ser abolido

No Espaço em Obra desta semana, Guilherme Wisnik comenta o ato de vandalismo que aconteceu na segunda-feira (19/7) contra o mural do Memorial Nossos Passos Vêm de Longe, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. A pintura foi idealizada pela Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial (IDMJR) e realizada em homenagem às mulheres negras que lutaram pelo direito da população negra no Brasil e contra a violência. Em relação ao ato, vândalos cobriram de tinta branca o memorial. “Ali estão representadas desde Maria Conga, mulher que veio do Congo e que foi alforriada, até Marielle Franco. E esse ato de deliberado racismo mais uma vez propaga no Brasil a recorrente forma de opressão que cada vez mais é insustentável e precisa ser abolida da nossa sociedade”, comenta Wisnik. O professor destaca que o repertório musical brasileiro é repleto de denúncias ao racismo. “Hoje me ocorreu falar da canção Mão da Limpeza, ...

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Foto: Stock/Adobe

Poema para a solidão da mulher negra

O que a gente faz com que a vida fez da genteComo sigo sem os estereótipos,Em uma sociedade que destrata descaradamenteNesse processo, eu me escolho, eu me responsabilizo, faço meu melhor com a alma e com a menteEu me torno conscienteRejeito a intromissão pra q a dor não seja permanenteBusco a cura eficienteEstando cientePermanecendo pacienteFicando resilienteSei que minha dor não é temporariamenteE que um dia (será) se resolverá finalmenteE toda alegria (tomara) se dará plenamente." ** ESTE ARTIGO É DE AUTORIA DE COLABORADORES OU ARTICULISTAS DO PORTAL GELEDÉS E NÃO REPRESENTA IDEIAS OU OPINIÕES DO VEÍCULO. PORTAL GELEDÉS OFERECE ESPAÇO PARA VOZES DIVERSAS DA ESFERA PÚBLICA, GARANTINDO ASSIM A PLURALIDADE DO DEBATE NA SOCIEDADE. 

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Dandara Tonantzin (Foto: Arquivo Pessoal)

A força ancestral une mulheres negras

No dia 25 de julho, dia internacional da mulher negra, latino-americana e caribenha e dia nacional da mulher negra, relembramos o legado da Rainha Tereza de Benguela, símbolo de resistência e liberdade. Não existem muitos documentos que detalhem como foi sua vida, mas de acordo com o Anal de Vila Bela de 1770, a principal fonte documental que nos conta sobre Tereza, sabe-se que fora uma mulher escravizada pelo capitão Timóteo Pereira Gomes no século XVIII. Fez da liberdade sua luta, ousou resistir ao cativeiro e tornou-se rainha no Quilombo do Quariterêre, próximo à Vila Bela da Santíssima Trindade, localizado no atual Mato Grosso. Por duas décadas a rainha comandou a estrutura política, econômica e administrativa do quilombo, baseada no governo parlamentar. Tereza suicidou-se ao ser capturada, preferiu a morte do que voltar a ser escrava, entrou para a memória brasileira como uma das mártires pela libertação. Embora seja uma ...

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Viviana Santiago   (Foto: Prefeitura de Piracicaba/Divulgação)

No Julho das Mulheres Negras e eu pergunto: Quando vamos começar o diálogo sobre responsabilização de racistas no mercado de trabalho?

2020 ficará conhecido como aquele ano em que ficou praticamente impossível voltar atrás em discussões sobre a importância de discutir questões etnicorraciais e o mercado de trabalho Das maneiras mais variadas, empresas, corporações, artistas, todo mundo decidiu assumir publicamente uma posição sobre o assunto e o maior consenso criado se deu em torno da ideia de : Tornar-se um aliado das pessoas negras (as vezes mencionam indígenas) e ensinar e aprender sobre o racismo. Feito isso, as pessoas marcam lá um Done na sua lista de tarefinhas e seguem felizes mal cabendo em si de tanto orgulho de sua intensa contribuição para esse trabalho. Algumas dessas pessoas até fizeram mais, abriram vagas afirmativas, assumiram compromissos com a elevação da proporção das pessoas negras em seu staff e até em posições de liderança, Parece um amanhecer em Wakanda né? Sinto dizer que: Não. Enquanto mulher negra, ativista dos movimentos de mulheres ...

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A cantora Elizeth Cardoso, primeira dama da bossa nova. (Imagem retirada do site El País)

Elizeth Cardoso, a voz divina da bossa nova

Cantora, mãe solo e divorciada na década de 1930, pioneira da luta pelo reconhecimento das mulheres na indústria da música. Divina. Essa é uma das sínteses possíveis sobre a vida e carreira de Elizeth Cardoso (Rio de Janeiro, 1920-1990), artista que, com seu timbre suave e potente, erudito e popular, tornou-se uma das vozes mais marcantes da música popular brasileira. Seu talento foi descoberto na sua festa de aniversário de 16 anos, quando Jacob do Bandolim, amigo de seu pai (também músico) ouviu-a cantar no quintal da humilde residência no bairro da Lapa. A carreira de Elizeth Cardoso só passou a ter o devido êxito, no entanto, a partir dos anos quarenta, consolidando-se em 1958, quando ela participou de um dos marcos da música popular brasileira: a criação da bossa nova. Foi no seu disco Canção do amor demais, lançado naquele ano, que escutou-se pela primeira vez a batida bossa-novística do violão de João Gilberto, incluindo a canção-ícone Chega de saudade, ...

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Lélia Gonzales (Foto: Artigo Pessoal)

A mulher negra latino-americana e o feminismo no pensamento de Lélia Gonzales

Estamos no Julho das Pretas, mês em que se celebra o dia da mulher negra latino americana e caribenha, com data culminante de comemoração em 25 de julho. Neste dia, também se celebra a memória de Tereza de Benguela, rainha quilombola que liderou um quilombo inteiro de negros e índios e traçou estratégias de combate e organização política e administrativa. A data comemorativa foi implementada pela Lei n° 12.987/2014. Tereza de Benguela é um nome esquecido da nossa história nacional, assim como diversas trajetórias de mulheres negras que foram constantemente invisibilizadas. Sabemos que uma das estratégias mais eficientes  do racismo é o apagamento dessas trajetórias e o silenciamento da voz de mulheres negras.  Neste contexto de apagamento, temos inúmeras heroínas negras de ontem e de hoje que trazem um legado ancestral de luta, articulação política, mobilização social, contribuições para o avanço na ciência, dentre outras frentes. O fato é que mulheres ...

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Maria Felipa comandou mulheres que conseguiram
expulsar tropas portuguesas da Ilha de Itaparica
(Imagem: Filomena Modesto Orge/Arquivo Público
do Estado da Bahia)

As Marias Felipas de Hoje

Maria Felipa, mulher Preta, marisqueira, que liderou um grupo de mulheres e índios na batalha contra os portugueses em 1823, chegando atear fogo em cerca de 40 embarcações que estavam atracadas nas proximidades da ilha de Itaparica.´ De acordo com Eny Kleyde Farias, pesquisadora e autora do livro “Maria Felipa de Oliveira: heroína da independência da Bahia”, lançado em 2010, “ As mulheres seduziam os portugueses, levavam pra uma praia, faziam com que eles bebessem, os despiam e davam uma surra de cansanção”. Para quem nunca ouviu falar de cansanção, é uma planta, tradicional aqui da região, também conhecida como urtiga brava, que em contato com a pele, coça, arde. É muito comum aqui na Bahia, falarmos: “vou te dar uma surra de cansanção”. Na educação básica conheci o nome e um pouco da história de Joana Angélica e Maria Quitéria, inclusive aqui na Bahia, temos rua e monumento em ...

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Foto: Stock/Adobe

O que esperas de mim?

Porque uma Mulher Negra, periférica de luta e na luta tem que ser questionada a todo momento com um bombardeio de perguntas duvidosas: Você criou esse texto? Você copiou? De onde tirou essa ideia? Você se apropriou de algo alheio? Nossa que lindo, você que produziu? Como conseguiu? Como todo mito, mulheres Negras figuram um desenhar de subjetividade ligado apenas a domésticas, dançarinas, serventes, faxineiras, babás, prostitutas, mulatas, vendedoras, não desqualificando nenhuma dessas magnificas identidades, mas repensando como se dá o transpor desses imaginários.  Querer ser/viver a função de poetisa, escritora e pesquisadoras nos mostrar que romper essa lógica dói/machuca/silencia. Uma violência simbólica, contida na estrutura da sociedade ou apenas mimimi, vitimismo?  Sim, nossa escrita é contaminada por diversas narrativas que se esparramam e se misturam na trajetória de nossas vidas, nossas/suas escrevivências. Seria isso plágio?  Queria conseguir compor em versos, o que esperam de mulheres Negras, pesquisadoras, trabalhadoras, mães, ...

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Anielle Franco (Foto: Bléia Campos)

“Para Onde Vamos” na TV – Tem uma revolução correndo nos nossos olhos

Entre a casa grande e a senzala, nossa via sempre foi o quilombo(Vilma Reis, 2021) Começo minha primeira coluna do mês de julho, o Julho das Pretas, referenciando a mulher que para mim vem sendo fruto de constante inspiração e aprendizado nos últimos meses e uma das personagens da minissérie documental "Para Onde Vamos", que estreia na próxima quarta-feira (7), a ativista negra brasileira e socióloga Vilma Reis. Vilma, Paula, Áurea, Elaine e eu, Anielle. Esses são os nomes das cinco personagens da nossa minissérie "Para Onde Vamos". Com entrevistas e imagens dos bastidores da atuação de mulheres negras ao longo dos anos, suas histórias, disputas e vitórias, a minissérie documental "Para Onde Vamos" chega no mundo apresentando uma narrativa de ação, potência e perspectiva positiva que desconstrói e subverte os espaços marcados por exclusão e violência contra mulheres negras e visibiliza algumas das maiores representantes de uma verdadeira força ...

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A filósofa Sueli Carneiro (Foto: Natalia Sena )

Sueli Carneiro: Uma voz em prol do feminismo negro

É impossível falar de Sueli Carneiro e não reconhecer a sua importância em favor da democracia do país, sobretudo com a leitura de “Continuo preta”, biografia que a jornalista Bianca Santana acaba de lançar, retratando a trajetória de vida de uma das mais destacadas ativistas do movimento feminino negro brasileiro. Se isso não bastasse, a obra, que pode ser lida como uma grande reportagem, passa um pente fino na militância de Sueli, no seu destacado papel dentro de organizações sociais e políticas, bem como no corajoso enfrentamento ao regime militar que instituiu a ditadura no Brasil. A jornalista, autora do celebrado “Quando me descobri negra”, trouxe para “Continuo preta” a condensação de 160 horas de entrevistas, realizadas entre 2018 e 2019. Autora e entrevistada trabalham juntas na “escavação” de um tempo que muito nos surpreende e apaixona. Remexem no passado e religam, em diálogos emocionais e precisos, a história de uma família ...

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Foto: Divulgação

Clube de Leitura Mulheres Negras na Biblioteca com Fabiana Cozza

Destinado a leitores e não leitores, o nosso clube on-line de leitura tem como propósito promover um contato direto dos participantes com a narrativa de autoras negras e, com isso, contribuir para o aumento do público leitor dessas autoras, além de, consequentemente, aumentar o índice de leitura no Brasil. Os encontros do Clube MNB não são sequenciais e, para participar, não é obrigatório fazer leitura prévia do texto. Com o apoio do Programa VAI, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, estamos realizando uma temporada de clubes com a presença de autoras negras, que vai de junho a setembro, em parceria com instituições como Ação Educativa e Balada Literária. Dando continuidade à nossa programação, convidamos vocês desta vez para um encontro com a participação da grande escritora cantora e poeta Fabiana Cozza. Uma oportunidade de prestigia-la, por meio da leitura e troca de impressões de trechos de seu livro ...

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Biografia de Sueli Carneiro é sopro de mudanças Coluna Jurema Wernek (Foto: Cássia Roriz)

Biografia de Sueli Carneiro é sopro de mudanças

Maio foi um mês que começou contraditório, com marcas de vida e de morte, de raiva e desapontamento. Logo em seus primeiros dias, tinham ido embora, perdidos para sempre, mais de 410 mil dos nossos e das nossas para a covid-19. Fomos também impactados pela tragédia em Saudades (SC), onde criancinhas de pouco mais de 1 ano foram mortas esfaqueadas, junto a duas de suas professoras, por um jovem de 18 anos. No Rio de Janeiro, uma incursão policial descontrolada (para dizer o mínimo) na favela do Jacarezinho deixou 28 mortos, a maioria jovens negros e pobres, e uma legião de pessoas traumatizadas. E ainda, depois de 53 dias de internação, um dos maiores comediantes do país morreu de covid-19, e parecia que o sorriso morria com ele.  Em minha cabeça, plena das vozes de mulheres negras, o que reverberava era a voz de um homem branco: Carlos Drumond de Andrade. No poema ...

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A historiadora, professora, poeta e ativista Beatriz Nascimento  (Foto: Arquivo Nacional)

Cinco fatos sobre Beatriz Nascimento

Para entender com precisão a história do Brasil, ciente de que existe a versão do colonizador europeu e, do outro lado, diferentes perspectivas, é necessário mergulhar em águas profundas. A historiadora Beatriz Nascimento (1942-1995) fez essa imersão e deixou um legado intelectual pioneiro que resgata a história negra, feita por pessoas negras, em um país que ainda hoje carrega as feridas abertas do período colonial. Beatriz foi professora, poeta, roteirista e ativista. Graduada em história pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com especialização na mesma instituição, abriu caminhos como intelectual negra. Mesmo tendo pouca reverberação do seu trabalho no espaço acadêmico nos anos 1970 e 1980, que privilegiava o conhecimento hegemônico branco e masculino, seu pensamento está na base dos movimentos antirracista e feminista no Brasil. Beatriz jogou luz sobre o fato da população negra ser estudada nas universidades unicamente no âmbito da escravização e objetificação. Suas pesquisas ...

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