Tag: Mulher Negra

Clara Marinho Pereira (Foto: Arquivo Pessoal)

Sete lições de liderança que aprendi com mulheres negras

Que lições as mulheres negras que ocupam a cena pública em presença e espírito têm deixado para nós? Apresentando-nos a negritude como lugar de força, criatividade e conquistas, pretas de diferentes segmentos têm nos deixado ensinamentos preciosos, partilhados conosco a partir da certeza da influência positiva na nossa autonomia. Neste texto, listo 7 lições aprendidas que busco recordar continuamente, por entender que elas nos dão régua e compasso para seguir em frente. 1. “Nossos passos vêm de longe²”. Se hoje temos a possibilidade de contar com referências políticas e teóricas que municiam nosso ser no mundo e nossas lutas específicas, é porque mulheres de gerações que nos precederam lutaram por estabelecer um campo de práticas e reflexões centrados na mulher negra. À minha possibilidade de usar meu cabelo natural, me aceitar como sou e me perceber bonita, há a articulação entre negritude e psicanálise e estética negra e a política⁴ ...

Leia mais
Imagem: POLONEZ/SHUTTERSTOCK

Mulheres de favelas sofrem com dificuldade de acesso a programas contra violência doméstica

“Para nós, a fala verdadeira não é somente uma expressão de poder criativo; é um ato de resistência, um gesto político que desafia políticas de dominação que nos conservam anônimos e mudos. Sendo assim, é um ato de coragem —e, como tal, representa uma ameaça. Para aqueles que exercem o poder opressivo, aquilo que é ameaçador deve ser necessariamente apagado, aniquilado e silenciado.” (Bell Hooks) Começamos essa prosa com a certeza de sermos porta-vozes daquelas que foram silenciadas por meio de violências. Não queremos dar voz para quem sempre conseguiu gritar, mas, sim, ampliar o acesso desses gritos para além dos muros invisíveis de territórios vulneráveis. Quando se trata de violência contra mulheres, sempre ouvimos falar da Lei Maria da Penha. Apesar de ser um marco na conquista do direito à proteção e ao cuidado, essa lei precisa ser oferecida junto de uma rede de apoio legal, assistencial, psicossocial e ...

Leia mais
Luana Barbosa dos Reis morreu após abordagem da PM em Ribeirão Preto (Foto: Reprodução/EPTV)

Negra, lésbica, periférica: morte de Luana Barbosa faz 5 anos sem resolução

No dia 13 de abril de 2016, em Ribeirão Preto (SP), morreu Luana Barbosa dos Reis, aos 34 anos. Negra, lésbica, periférica e mãe, sua imagem e seu nome viraram símbolo de mobilização social quase que instantaneamente. Isso porque, dias antes da data do falecimento, pessoas ligadas ao movimento negro e lésbico do estado de São Paulo passaram a conhecer aquela mulher até então anônima: em 8 de abril correu a notícia de que Luana havia sido espancada por policiais militares em uma abordagem. O motivo? Ela se recusou a ser revistada por agentes do sexo masculino, levantando a blusa para mostrar era mulher. A ativista Fernanda Gomes conta que soube da morte de Luana durante uma reunião de lésbicas negras que faziam parte da organização da Caminhada de Mulheres Lésbicas e Bissexuais de São Paulo. Nascia ali a Coletiva Luana Barbosa. "Durante uma reunião veio a notícia de que ...

Leia mais
Foto: Marcus Steinmayer

Primeira biografia de Sueli Carneiro narra vida de lutas em prol da mulher negra

A Companhia das Letras marcou o lançamento da primeira grande biografia de Sueli Carneiro, uma das mais importantes ativistas do movimento de mulheres negras no Brasil. “Continuo Preta” sai daqui a um mês, em 11 de maio. Escrita pela jornalista Bianca Santana, a obra mostra como a vida da intelectual, que é doutora em educação pela Universidade de São Paulo e fundadora do Geledés, o Instituto da Mulher Negra, se confunde com a história da luta contra o racismo e o machismo estrutural no país desde, pelo menos, os anos 1970. Santana conta que, se dependesse de Carneiro, o livro seria todo sobre o ativismo político e a produção intelectual da época “e não falaria nada sobre ela”. “Além de não ter vaidade, a Sueli preza muito por dizer que tudo é coletivo, que mudanças só acontecem de forma coletiva, e que uma visão personalista reforçaria uma perspectiva neoliberal que ...

Leia mais
Taís Nascimento (Foto: Arquivo Pessoal)

Das escolas informais no período escravista às redes de apoio em TI

Em 2013, a chegada dos primeiros médicos e médicas cubanas do programa Mais Médicos foi acompanhada de vários episódios explícitos de racismo. Uma jornalista do Rio Grande do Norte na época publicou no Facebook: “essas médicas cubanas tem uma cara de empregada doméstica… Será que são médicas mesmo? Médico geralmente tem uma postura, tem cara de médico, se impõe a partir da aparência”. Esse caso em especial me chama atenção porque fala diretamente a nós mulheres negras e do espaço que a sociedade espera que nós ocupemos. O espaço destinado à mulher negra no imaginário social está sempre ligado ao servir, ao trabalho doméstico, às cozinhas, o que não é uma desonra, mas todos sabemos que só recentemente as empregadas domésticas conseguiram direitos já consagrados há décadas a todas as outras categorias profissionais, de modo que sempre foi uma classe muito ligada ao subemprego ou ao trabalho informal. A imagem ...

Leia mais
Madalena, ex-vereadora travesti de Piracicaba, é encontrada morta em casa (Foto: Fernanda Zanetti/G1/Arquivo)

Madalena, a primeira vereadora travesti de Piracicaba, é assassinada

A ex-vereadora Madalena Leite foi encontrada morta no início da madrugada desta quarta-feira (7), em Piracicaba (SP). De acordo com a Polícia Militar, a ex-parlamentar foi encontrada com sinais de violência. Segundo informações divulgadas pela Polícia Militar, Madalena foi encontrada por volta da meia-noite e meia em sua casa por um vizinho. De acordo com o Boletim de Ocorrência, o rosto dela tinha marcas de violência O vizinho que encontrou Madalena disse aos policiais que tinha a chave do imóvel, já que sempre estava por ali, mas, ao chegar na casa encontrou o portão da frente apenas encostado, foi quando ele chamou a polícia. O caso foi registrado como homicídio e ainda não há suspeitos para o crime. Madalena tinha 64 anos e fez história ao se tornar a primeira travesti a se eleger para a Câmara Municipal de Piracicaba, em 2012, pelo PSDB. À época, ela foi a segunda ...

Leia mais
Abena Appiah, vencedora do Miss Grand International 2020 (Foto: Reprodução/ Instagram @abenaakuaba)

Mulheres negras detêm coroas dos principais concursos de miss pela 1ª vez

Com a vitória de Abena Appiah, 27, no Miss Grand International 2020 realizado no sábado passado (27), é a primeira vez na história em que três mulheres negras reinam, ao mesmo tempo, os principais concursos mundiais. As outras duas são Zozibini Tunzi, 27, vencedora do Miss Universo 2019, e Toni-Ann Singh, 25, dona da coroa de Miss Mundo 2019. Tunzi, da África do Sul, foi a primeira eleita das três, em dezembro do ano passado em Atlanta, nos EUA. Sua vitória gerou forte repercussão na mídia e nas redes sociais, não só pelo seu visual moderno, mas pelo seu posicionamento politizado. De cabelos curtíssimos e com um guarda-roupa bastante elegante, a atual Miss Universo fez um discurso de coração no qual exalta a importância da beleza da mulher negra. "A sociedade foi programada durante muito tempo para não ver a beleza negra. Mas agora estamos entrando em um tempo em ...

Leia mais
Erika Hilton, eleita vereadora em São Paulo (Foto: Karime Xavier - 3.dez.19/Folhapress)

Erika Hilton faz história e é 1ª mulher negra e trans à frente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara

A vereadora mulher com mais votos na última eleição municipal, Erika Hilton (Psol) acaba de ser novamente eleita. Desta vez, por unanimidade, ela se torna presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Câmara de São Paulo. Assim, Erika se torna a primeira mulher negra a ocupar cargo de presidência de Comissão no parlamento paulista, bem como primeira pessoa trans a ocupar a presidência de uma Comissão. Com ninguém menos que Eduardo Suplicy (PT) na vice-presidência do grupo, a comissão também é composta pelos vereadores Paulo Frange (PTB), Sidney Cruz (SOLIDARIEDADE) e Xexéu Tripoli (PSDB). “Trabalharemos em projetos para minimizar o racismo em São Paulo. Para construir caminhos sólidos na luta antirracista a partir das instituições. A comissão pretende valorizar e aproximar os grupos que já atuam nessas frentes”, disse a vereadora à revista CartaCapital. Na última semana, durante a primeira reunião da Comissão, Erika aprovou dois requerimentos de ...

Leia mais
TRIBUTO À MARIELLE FRANCO, FEITO POR DANIEL ARRHAKIS (FOTO: DANIEL ARRHAKIS/ FLICKR)

Mulheres negras na política: Marielle e suas sementes

Neste mês de março em que nós mulheres celebramos tantas conquistas e choramos tantas perdas, lembramos que luto é luta! Por várias razões. Destacamos aqui mais uma: no Brasil as datas de 8 e 14 de março representam juntas, a luta pelo fim da violência política contra as mulheres. Há três anos, 14 de março foi marcado pelo brutal assassinato da vereadora Marielle Franco e do seu motorista Anderson Gomes. Como o Instituto Marielle Franco a apresenta “Marielle Franco é mulher, negra, mãe, filha, irmã, esposa e cria da favela da Maré; Socióloga com mestrado em Administração Pública. (Em 2016) Foi eleita Vereadora da Câmara do Rio de Janeiro, um impressionante número de 46.502 votos. Foi também Presidente da Comissão da Mulher da Câmara dos Vereadores do Rio. O CFEMEA – Centro Feminista de Estudos e Assessoria tem 30 anos de experiência de luta pelos direitos políticos das mulheres. Participamos ...

Leia mais
Arte: Danilo de Paulo

Casa Sueli Carneiro: acervo e biblioteca na casa da ativista serão abertos ao público

A antiga casa da filósofa e ativista antirracista Sueli Carneiro será aberta ao público! Em passos pequenos, Bianca Santana está lançando a Casa Sueli carneiro, projeto que pretende disponibilizar o acervo e a biblioteca de Sueli tanto de forma digital como presencial. Em conversa com Marie Claire, Bianca - autora do livro Quando me descobri negra - contou que a ideia surgiu durante seu processo de escrita da biografia de Sueli, fundadora e diretora do Geledés — Instituto da Mulher Negra. Durante os encontros para trabalhar na biografia, que será publicada pela Companhia das Letras ainda este ano, Bianca teve acesso à biblioteca, a atas de reuniões e a todo o acervo histórico da autora. Por conta da pandemia do coronavírus, os arquivos serão disponibilizados primeiramente online enquanto uma equipe prepara a casa para a abertura presencial do local. Além de Bianca e Sueli, também estão envolvidas Luanda, filha da ativista, e a economista Letícia Silva, que está desenvolvendo ...

Leia mais
Márcia Foletto / Agência O Globo

Três anos sem Marielle Franco

Era uma quarta-feira, 14/03, jantávamos em um pequeno restaurante em Salvador depois de um dia intenso de atividades no Fórum Social Mundial que em sua 13ª edição, em 2018, acontecia naquela cidade, na Universidade Federal da Bahia. Na tv do restaurante o Jornal Nacional noticiou: A vereadora Marielle Franco foi assassinada à tiros, quando saía de uma atividade na Casa das Pretas, região central do Rio de Janeiro. Um reboliço se instalou em nossa mesa. As pessoas alí presentes (defensoras e defensores de Direitos Humanos), passados alguns minutos de torpor, algumas já chorando, levantavam-se para correr para o aeroporto e ir para o Rio de Janeiro. Foi assim que recebi a notícia da morte de Marielle Franco e de Anderson Gomes. Eu não conheci Marielle Franco pessoalmente, tinha essa expectativa pois, em abril daquele fatídico ano, participaríamos de um evento organizado pela ALARI – Afro-Latin American Research Institute, na Universidade ...

Leia mais
Foto: Carol Coelho

Abertas, neste domingo (14), as inscrições para oficinas gratuitas da Mostra Multiplataforma sobre subjetividades e experiências coletivas negras e femininas

Estão abertas, a partir deste domingo (14) e segue até o próximo domingo (21), as inscrições para as oficinas de Performance Negra Feminina e Vivência de Autocuidado Feminino da Mostra Multiplataforma “Corpos (In)visíveis: Entre a Dor e a Potência”, que começa no dia 20 de março. Gratuito, o evento, que acontece nos formatos presencial e online, visa discutir as subjetividades, individualidades e experiências coletivas negras e femininas através de exposições fotográficas e de colagens, videoperformances artísticas, videoartes, depoimentos em vídeo, oficinas, lives e mesas de debate. Pela quarta-feira do dia 24 de março, às 14h, acontece a oficina “Performance Negra feminina”. Para participar, basta se inscrever por meio do formulário disponível nas redes sociais Corpos Invisíveis: @invisiveis.corpos), entre os dias 14 e 21 de março. Online, a oficina, com 10 vagas, será pelo aplicativo Zoom. E, no dia 31 de março, às 14h, a oficina “Vivência de autocuidado feminino” encerra ...

Leia mais
Mayara Silva de Souza (Foto: Enviada ao Portal Geledés pela autora)

As últimas depois de ninguém: meninas em privação de liberdade

Início este texto agradecendo todas as mulheres, especialmente às mulheres negras, que vieram antes de mim, e também aquelas com as quais andamos juntas e às que estão por vir. Para além de março e da luta, desejo que tenhamos ar para que, depois desta longa ausência de motivos, possamos sorrir juntas e com tantas outras. Junto às mulheres “livres” que me inspiram quero referenciar as mais de 200 meninas e mulheres em privação de liberdade que, por meio do Sarau Asas Abertas, desde 2012 me ensinam sobre o que significa na prática ser um ser humano cada dia melhor, sem vocês minha prática feminista seria ainda mais falha e incompleta, pois enquanto vocês não forem “livres” não será completa. Mundialmente março é um mês marcado por muitas comemorações e celebrações às mulheres, mesmo com altos números de violência doméstica, feminicídio, desigualdade de salários e de direitos, muitas flores e ...

Leia mais
Madalena Gordiano, que trabalhou quatro décadas sem salário nem folgas, durante uma entrevista ao programa ‘Fantástico’ em dezembro, depois de ter sido resgatada (Foto: Reprodução/ TV Globo)

Carta aberta à Madalena

08 de março de 2021 Mana, Quando vejo a tua imagem-presença nas redes sociais, não tenho dúvidas que há vida no pântano, na lama, no lodo, e que o que você passou, suportou, superou, não tinha porque passar, não tem porque existir. Ainda bem que temos as nossas mais velhas, que não dormem, que sopram em nossos ouvidos cansados e esperançosos, que são luas, de dia e de noite; e você emergiu do subsolo da casa branca, nos braços de uma delas. Eles só têm dinheiro, dinheiro que lhe é devido e que você vai poder acessar depois desses 14 anos pantanosos de trabalho. O tempo é sabedoria, e foi feito o trabalho, foi expurgada a escravidão. Trabalho escravo nem deveria ser chamado de trabalho, e sim de escravidão mesmo, trabalho é outra coisa. E o trabalho foi feito para que conhecêssemos você, sua história, suas memórias em forma de ...

Leia mais
DANIEL FERREIRA/METRÓPOLES

Mulheres negras estão entre as homenageadas com narrativas orais em websérie: Dona Vilma e Joana Oscar

"Narrando Mulheres” é um dos presentes mais comoventes da Lei Aldir Blanc! Apresenta histórias de cinco personalidades femininas que lutam por direitos e vêm ocupando espaços ao longo do tempo. Sempre se destacando a cada dia e mais empoderadas em várias áreas da sociedade brasileira: Vilma da Candê (carnaval), Luciana Novaes (política), Joana Oscar (educação), Maria Izabel (empreendedorismo) e Mariana Brochado (esporte). Realização da Estufa de Ideias em parceria com a Magalona Produções. São relatos emocionantes reunidos no projeto multimídia formado por websérie tendo exibição no YouTube e exposição de fotos no Instagram em lançamento do projeto on-line. Cada um dos cinco episódios inspiradores com 15 minutos de duração traz uma narradora. Logo após, num sexto vídeo os internautas poderão assistir um minidocumentário com os bastidores das gravações e entrevistas com a equipe. O roteiro, direção e apresentação são de Luciana Zule, alinhavados com narrativas de contos de diferentes culturas ...

Leia mais
Maia Chaka, primeira árbitra negra da NFL (Foto: Denis Poroy/AAF/Getty Images)

No mês das mulheres, NFL anuncia a contratação da primeira árbitra negra da sua história

A NFL segue seu programa de inclusão de mulheres na liga. Desta vez, Sarah Thomas, que foi a primeira mulher a apitar o Super Bowl, ganha companhia. Maia Chaka foi adicionada ao elenco de árbitros para a temporada 2021. Chaka será a primeira mulher negra na história da arbitragem da NFL. Marcando pioneirismo e, esperamos, abrindo caminho para outras garotas negras no esporte. - Eu estou honrada de ser selecionada como uma árbitra da NFL. Mas esse momento é maior que a minha conquista pessoal. É uma conquista para todas as mulheres, toda minha comunidade e minha cultura – declarou Maia. Em 2014, Maia Chaka foi selecionada para o programa de desenvolvimento de arbitragem da NFL. A profissional trabalhou no circuito universitário, passando pela Conferência PAC-12 e C-USA. - Os anos de trabalho duro, dedicação e perseverança da Maia – incluindo o período no programa de desenvolvimento de arbitragem da ...

Leia mais
Clara Marinho Pereira/ Arquivo Pessoal

Desafios das mulheres negras no mercado de trabalho

As mulheres negras enfrentam desafios históricos na sua inserção no mercado de trabalho. A escravização deixou marcas duradouras na trajetória laboral desse grupo populacional, as quais perpassam início precoce e saída tardia do mercado de trabalho; desemprego elevado; concentração em ocupações subordinadas; bloqueios à competição por posições com maiores remunerações e prestígio e então, baixo retorno em relação ao avanço da escolaridade; ameaças constantes de rebaixamento e expulsão, provocadas por mudanças sócio-econômicas, mudanças no ciclo de vida ou pelo racismo direto. No contexto da pandemia provocada pelo novo coronavírus, o conjunto desses desafios tem se agravado, renovando em bases ainda mais complexas o desafio de lutar por um padrão civilizatório em que a interseccionalidade seja vista como ponto de partida incontornável da ação estatal e social, e não como mero recorte. “Pra começo de conversa” Como já nos ponderou Beatriz Nascimento², a escravização estabeleceu o lugar da mulher negra na ...

Leia mais
Anielle Franco (Foto: Bléia Campos)

A importância da proteção de defensores e defensoras de direitos humanos 

Em março de 2018, vi minha vida mudar a partir de um grave crime contra a democracia brasileira, contra nossa família e contra milhares de mulheres negras do Brasil: o assassinato de minha irmã, Marielle Franco. Imediatamente vi minha vida mudar, sei que já falei sobre isso aqui mas, o que antes era apenas uma noção de luta por justiça social e feminismo, passou a ser o centro da minha vida. A luta por justiça, não apenas pela minha irmã e por Anderson, mas por todas as pessoas vítimas de qualquer tipo de violência, em especial, as mulheres negras. Sabendo a exposição que eu enfrentaria a partir desse dia e entendendo o legado amplo que Marielle deixou, eu e minha família criamos o Instituto Marielle Franco, que hoje, desenvolve um importante trabalho com atenção para a articulação de proteção de defensoras de direitos humanos mulheres negras, LGBTQIA+ e de periferias. ...

Leia mais
Osaka comemora título do Austraçlian Open após vitória contra Brady (Foto: ASANKA BRENDON RATNAYAKE / REUTERS)

Osaka conquista Australian Open e chega ao 4º título de Grand Slam

A tenista japonesa Naomi Osaka, 23, confirmou o favoritismo sobre a americana Jennifer Brady, 25, e sagrou-se campeã do Australian Open neste sábado (20), ao vencer a decisão por 2 sets a 0 (6/4 e 6/3). Com autoridade, Osaka dá mais um passo importante como protagonista do tênis na atualidade e também como nome destinado a estabelecer grandes marcas no esporte. A atleta mais bem paga do mundo —a Forbes estimou seus rendimentos em US$ 37,4 milhões, ou R$ 201 milhões, em 2020— e voz de destaque nas causas antirracista e de igualdade de gênero também é um fenômeno em quadra. A japonesa já soma quatro títulos em torneios de Grand Slam, em quatro finais disputadas. Esse foi seu segundo na Austrália (também ganhou em 2019). Além disso, acumula dois troféus do US Open (2018 e 2020). Das 7 conquistas da carreira, 4 foram obtidas nos principais palcos do tênis, ...

Leia mais
Viviane Ferreira (Foto: Imagem retirada do site Glamurama)

Cineasta Viviane Ferreira será a nova diretora-presidente da SPCINE

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, anuncia que a cineasta e advogada Viviane Ferreira será a nova diretora-presidente da SPCine. Especialista em políticas do setor audiovisual pela UNB e advogada com atuação voltada para o direito público, Viviane assume a empresa municipal do cinema com a missão de dar continuidade ao trabalho de amparo e desenvolvimento do setor audiovisual na cidade. Nascida em 1985 na cidade de Lauro de Freitas, criada no bairro do Coqueiro Grande, em Salvador, na Bahia, Viviane é moradora de São Paulo há mais de uma década. Ela dirigiu o longa-metragem Um Dia Com Jerusa (2020), exibido com destaque em eventos como o Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul, a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e o Festival de Tiradentes; documentários como Pessoas – Contar Para Viver (2019); e o curta O Dia de Jerusa (2014), que esteve ...

Leia mais
Página 1 de 220 1 2 220

Welcome Back!

Login to your account below

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Add New Playlist