Após sofrer preconceito na faculdade, merendeira do DF faz mestrado na UnB

Ela começou a cozinhar com oito anos de idade, se tornou merendeira escolar, fez faculdade de gastronomia e atualmente faz mestrado voltado à gastronomia regional. Assim é parte da trajetória de Magna Pereira da Silva.  Mas nem tudo foram flores no caminho da cozinheira Magna Pereira da Silva. Ela enfrentou preconceito por parte de colegas quando entrou para a faculdade.

— Sofri preconceito na faculdade porque eu era merendeira.

Magna foi aprovada para o concurso de público de merendeira da rede pública de ensino do Distrito Federal em 2010 e por meio de uma bolsa conseguiu fazer o curso de Gastronomia em uma faculdade particular. Ela já havia feito cursos práticos de cozinha, teve o talento reconhecido por parentes e amigos, mas, incentivada pelas filhas, começou a fazer curso superior.

Após concluir a faculdade, ela fez uma pós graduação em docência. Neste ano, Magna foi aprovada para o mestrado em turismo, com objeto de estudo em gastronomia regional, na UnB (Universidade de Brasília). Mesmo com a trajetória acadêmica, a cozinheira afirma que não quer se afastar da cozinha.

— Não quero sair da área, quero é cozinhar sempre.

O mestrado deve ser concluído em 2016 e, depois de concluir, a cozinheira tem planos de um projeto para melhorar a qualidade da merenda escolar, que deve apresentar à Secretaria de Educação.

— Percebi que as escolas podem fazer melhor a merenda escolar e quero ajudar nisso. Longe de querer ser uma chef de alta gastronomia, Magna quer mesmo é se dedicar à cozinha popular.

Tanto que os pratos que mais gosta de cozinhar são bobó de camarão e galinhada. Ela diz que não é muito ligada aos chefs de cozinha que se tornaram celebridades, mas admira o brasileiro Alex Atala, pela ligação dele com os ingredientes brasileiros e do Cerrado.

 

 

Fonte: R7

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