‘Barbies’ negras são mais baratas

A Wal-Mart, a maior cadeia de comércio a retalho do mundo, está a ser acusada de racismo por fazer saldos da versão negra das famosas Barbies. As bonecas são iguais, só muda a cor da pele e do cabelo… mas o preço é quase 50% mais baixo.

 

A Wal-Mart, a maior cadeia de comércio a retalho do mundo, está a ser acusada de racismo, com duras críticas em tudo o que é blog, fóruns e colunas de opinião… pela simples razão de estar a fazer saldos da versão negra das famosas Barbies.

 

Na foto publicada no site funnyjunk.com é bem visível que enquanto a Barbie branca custa 5,93 dólares, a boneca negra, Theresa, mesmo ao lado na prateleira, tem um preço de saldo de 3 dólares, um desconto de quase 50%. Ambas são iguais, à excepção da cor da pele e do cabelo, noticia o El Mundo. Um porta-voz da Wal-Mart explicou, através do correio electrónico, que "para escoar stocks e preparamos a chegada de novas colecções na Primavera, vários dos nossos produtos estão com preços mais baixos. Neste caso, ambas são excelentes bonecas e se um dos modelos está a preço de saldo (o preço inicial era igual) deve-se simplesmente ao facto de se vender menos".

 

Alguns representantes da comunidade afro-americana é que não se sentiram satisfeitos pelas explicações. "A implicação de baixar o preço é estar a desvalorizar-se a boneca negra. E, mesmo que não tenha sido uma decisão intencional, estas coisas têm, por vezes, efeitos colaterais", lembra Thelma Dye, responsável de um centro de desenvolvimento infantil em Harlem, um dos mais carismáticos bairros negros de Nova Iorque. Não se sabe se a Wal-Mart optou por acabar com os saldos ou se simplesmente relegou as Theresas não vendidas para os seus armazéns.

 

Fonte: DN

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