Brasileiras que moram na França e nos EUA terão disque-denúncia de violência doméstica

A ministra , da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, anunciou nesta quarta-feira (27) a ampliação do serviço de denúncia de violência doméstica para mulheres que moram fora do Brasil. Em conversa com Marie Claire, a socióloga disse que o Ligue 180 internacional, que funciona em Portugal, Itália e Espanha desde janeiro, será levado também à França e aos Estados Unidos. O Líbano, de onde também há pedidos, deve ser incluído depois

Por Letícia González

A linha é uma extensão da brasileira, que desde 2006 no Brasil e já recebeu mais de 2 milhões de denúncias de agressão. Ela funciona 24 horas por dia e tem atendimento gratuito e em português. Para falar com a equipe do serviço, as brasileiras que moram em Portugal, Itália e Espanha devem discar o número 180 seguido de 3. “Nestes cinco primeiros meses do serviço, atendemos a 70 mulheres que moram fora do país”, disse Eleonora. O serviço ajuda mulheres que sofrem maus tratos, são obrigadas a se prostituir ou trabalham em condições precárias. A ministra afirmou que França e Estados Unidos estão sendo priorizados por causa da demanda que apresentam. “As brasileiras procuram ajuda nas embaixadas e consulados nesses países”. Ainda não há, no entanto, previsão de quando o serviço comece a funcionar nos dois países.

Em 20 minutos de conversa, Eleonora respondeu a perguntas enviadas pelas leitoras de Marie Claire e comentou a atuação das mulheres na conferência climática Rio+20. Ela voltou a se posicionar sobre o corte da expressão “direitos reprodutivos” do texto final do encontro, defendendo a solução de consenso. “Não acho que a retirada impacta tanto porque eles (os direitos das mulheres) estão mantidos no parágrafo 16, que referenda os acordos da ONU de Cairo e Pequim (que estabelecem o direito das mulheres sobre sua vida reprodutiva)”, afirmou. Cada governo deve, segundo a ministra, programar suas próprias políticas para avançar na questão.

Faça suas perguntas para a Ministra Eleonora Menicucci, de Políticas para as Mulheres

Por Marina Caruso

ministra-eleonoraQueridos, acabei de receber um e-mail da assessoria de comunicação da Secretaria de Política para as Mulheres confirmando a entrevista da ministra Eleonora Menicucci para o Blog Mulheres do Mundo, na próxima quarta-feira (27). Além de confirmar o bate-papo, recebi uma declaração dela sobre o post que publiquei na última sexta-feira (22).

Decidi publicá-la aqui, na íntegra, e aproveitar para pedir que vocês enviem perguntas que gostariam de fazer para a ministra. O tema central de nossa conversa será o texto final da Rio + 20 e a exclusão do termo “direito reprodutivo” do documento final, mas prometo fazer pelo menos duas ou três perguntas enviadas por vocês sobre os temas que acharem importantes relativos ao universo feminino.

Aqui, o texto que a assessoria de imprensa da SPM nos enviou:

A ministra da SPM, Eleonora Menicucci também como a Ministra do Meio Ambiente acha que a menção aos direitos sexuais e reprodutivos não deveriam ser retirados do documento. No entanto, reafirma que no discurso da presidenta Dilma, durante o Fórum das Mulheres Chefes de Estado, ela reafirmou a sua posição e a do governo em favor da garantia dos direitos reprodutivos.

A ministra Eleonora também esclarece que ao ficar no documento o parágrafo 16, onde se reafirma os compromissos acordados com as conferências da ONU da década de 90, como Cairo, Pequim, Copenhague. Viena e outras, estão falando do respeito aos direitos reprodutivos. Além disso, destaca, que no parágrafo 241 do capítulo sobre gênero fala de saúde sexual e reprodutiva, planejamento familiar, atenção integral à saúde da mulher, contracepção, acessos, aos serviços de saúde e de uma educação não sexista.

Por fim, destaca que a questão da mulher teve um destaque muito grande, pela primeira vez, em um documento de uma conferência sobre desenvolvimento sustentável e meio ambiente. Um documento de consenso com quase 193 países é dificílimo. O que nos importa mais são as políticas e ações para implementação.
Fonte: Marie Claire

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