China e África criarão novo modelo para cooperação de ONGs

Os participantes do 2º Fórum do Povo China-África pediram o estabelecimento de um novo modelo para a cooperação de ONG (organização não governamental) entre a China e os países africanos.

Cerca de 300 representantes da China e de 35 estados africanos estão assistindo ao fórum em Suzhou, cidade turística e centro econômico no leste da China.

As ONGs da China e da África devem criar um novo modelo cooperativo que seja compatível com as condições reais da China e da África, disse Erfiki Hicham, um estudante marroquino, doutorando em relações internacionais, na Universidade de Pequim.

Embora as ONGs ocidentais tenham grande cobertura e uma presença a longo prazo na África, a ajuda oferecida por elas às nações africanas não tem sido sincera e seus papéis são limitados, disse Abdel Rahman Swar Al-Dahab, ex-presidente do Sudão.

“As ONGs chinesas forneceram ajuda sincera para a África”, disse ele.

A iniciativa Ação Brilhante China-África, subsidiada por empresas chinesas e lançada em 2010, ofereceu cirurgia de vista gratuita aos pacientes sudaneses.

As ONGs chinesas estão desempenhando papel coordenador em ajudar a África, particularmente nas áreas de tecnologia agrícola e serviço médico, disse Embark Moghli, diretor da Associação do Marrocos para Solidariedade e Desenvolvimento.

Porém, as ONGs da China e África ainda enfrentam muitos desafios em estabelecer um mecanismo cooperativo a longo prazo e efetivo, disse Deng Lan, funcionário da Associação da Amizade do Povo Chinês com o Exterior.

Os intercâmbios entre as ONGs de ambos os lados são desequilibrados, disse Deng, acrescentando que a China estudará como melhorar as capacidades de gerenciamento das ONGs africanas e assegurar o desenvolvimento sustentável dos projetos cooperativos, como também a estabilidade de fontes de financiamento.

Algumas coberturas da imprensa africana sobre a China foram afetadas pelos preconceitos dos meios de comunicação ocidentais, disse He Wenping, diretora da Seção de Estudos Africanos da Academia Chinesa de Ciências Sociais. Ela sugeriu que as ONGs façam mais para ajudar a esclarecer o mal-entendido entre os dois lados.

A cooperação de ONGs entre os dois lados precisa do apoio de todos os setores sociais, inclusive do governo, empresas e meios de comunicação, disse Xu Wei, pesquisador do Centro de Desenvolvimento de Pesquisa do Conselho de Estado, gabinete chinês.

O 1º Fórum do Povo China-África ocorreu em Nairóbi, Quênia, no ano passado.

Por Xinhua

 

 

Fonte: Portuguese 

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