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Conheça Kiko Davis, a única mulher Afro-Americana dona de um Banco nos EUA

Enquanto no Brasil, negros ainda são discriminados em instituições financeiras em cujas quais operadores não estejam “acostumados” a terem que atender negros e negras endinheirados, nos EUA, desde o início do século XX, os negros resolveram se empoderar de fato e abriram seus próprios bancos. Dentre eles, hoje em dia destaca-se um, cuja proprietária é uma mulher; Kiko Davis

Do  

Image credit: Rolling Out

De tempos em tempos, lemos ou ouvimos casos de injuria racial, racismo, ou discriminação no Brasil. A maioria das reclamações orbitam em torno da mídia, ou imprensa, que nitidamente não dão espaço ou visibilidade positiva e proporcional a parcela negra da população brasileira. O obvio motivo: “Os donos e diretores NÃO SÃO NEGROS” Solução: NEGROS PRECISAM SEREM DONOS.

A situação de ausência é tão óbvia, que provocam perplexidade no exterior, quando qualquer estrangeiro consciente visita o Brasil. “Onde estão os negros?” – geralmente perguntam.

Nos últimos dias as redes sociais no Brasil foram torpedeadas por cidadãos negros revoltados ao tomarem conhecimento, também pelas redes sociais, de que um empresária da industria da beleza, casada com um empresario do entretenimento, ambos negros, fora destratada ao tentar acessar sua conta em uma renomada instituição financeira do Brasil. O caso ganhou repercussão nacional, e até o maior canal de televisão do Brasil veio em defesa da instituição em tempo recorde.

Obviamente, o banco não não se interessa em perder as cédulas e moedas depositadas por mãos negras em seus cofres. Esse próprio banco é dotado de especialistas que em números conseguem mensurar o poder financeiro que esses 54% da população negra brasileira tem em mãos. Poder este que a própria população negra desconhece, e os bancos sabem também disso. Por isso não se vê negros ocupando os altos escalões dessas instituições, nem sequerbo chamado “chão de fábrica” que são as agências bancárias.

Retornando aos negros do norte, por lá isso já foi percebido há mais de cem anos e desde então, homens e mulheres notáveis lutaram e lutam para que indivíduos negros exerçam o protagonismo no campo dos negócios e da economia, além das demais áreas.

A marcha desses homens e mulheres seguem a passoslargos na intenção de reconstruir a Black Wall Street de um lado, enquanto outros também estão dando um grande salto no setor de telecomunicações.

Aqui no Brasil, não sabemos quais pseudos-intelectuais brasilianistas de má fé tenham pregado uma certa rejeição aos exemplos dos negros norte-americanos (talvez por medo que atinjamos o patamar e autonomia deles). Por falta de um exemplo e referência que dê certo, no Brasil não vemos avanços de fato, são somente pifias e tímidas conquistas, alguns agrados aqui, outros ali, e muito folclore e distrações que as próprias mídias ( que não são negras) promovem.

Mas por lá, nos EUA, basta olhar para o entretenimento, indústrias, política e também para as mais de 21 instituições financeiras cujos proprietários são NEGROS, que não se poderá negar que essas empresas e iniciativas de propriedade desses negros estão dando à comunidade, cada vez mais, uma nova esperança.

E não pensemos que se tratam somente de homens negros à frente dos negócios, pois, as mulheres negras, com inteligência, estudos, charme, ética e muita criatividade, estão caminhando juntas aos homens.

Dentre os inúmeros banqueiros negros dos Estados Unidos, a prova cabal dessa evolução conjunta entre homens e mulheres, destaca-se Kiko Davis detentora do maior número de ações do “First National Independence Bank“, cuja sede se encontra em Detroit no estado do Michigan. Kiko Davis, aos 49 anos, é a primeira mulher negra dona de um Banco nos Estados Unidos.

Segundo informaçõesdo BlackBusiness.org , suas ações atuais a tornam a única mulher negra no país que possui um banco.

Don Davis [email protected]

Congratulations to Kiko Davis, founder and presidenr, Don Davis Legacy Foundation a 2017 Michigan Chronicle Women of Excellence Honoree!

Kiko Davis não é uma mulher do showBusiness, ela é uma executiva do ramo das finanças. Ela não aparece com muita frequência diante do grande público, esse papel é exercido por outras mulheres. Davis aparece de tempos em tempos, em eventos específicos e voltados aos negócios, ela é uma força silenciosa. Além disso, ela também se preocupa, e se ocupa como alguém que acredita em retribuir e se dedicar à comunidade e às pessoas a quem semelhantes em suas origens.

EM 2018, Durante uma entrevista concedida à revista Rolling Out, ela disse que o que a torna única como líder afro-americana é sua capacidade de se conectar genuinamente com as pessoas e inspirar uma cultura de sinergia.

“É um talento dado por Deus que vem naturalmente”, disse ela. “As pessoas tendem a dar o melhor de si quando sentem que os líderes são apaixonados por eles e por seu ambiente”.

E, como se vê, Davis também é uma mulher que acredita em se inspirar e ser capaz de aprender com as vozes do passado.

Em sua entrevista, ela disse que olha para cima e se inspira muito em mulheres como a pioneira Shirley Chisolm – a primeira congressista negra e a primeira candidata negra de grande partido a concorrer à presidência nos Estados Unidos em 1972.

Don Davis [email protected]

#FirstIndependenceBank Chairman & CEO Kenneth Kelly delivered the ‘Diversity in the D’ Town Hall Meeting (by FIB) that helped kick-off the #NABJ2018 National Convention in Detroit.

Congrats to First Independence Bank now ranked as the 7th largest Af. American-owned bank in US

27:47 AM – Aug 1, 2018Twitter Ads info and privacySee Don Davis Legacy’s other Tweets (Imagem retirada  Do  )

Ela diz que sua citação favorita de Chisolm é: “No final, anti-negros, anti-femininas e todas as formas de discriminação são equivalentes à mesma coisa: anti-humanismo”. O que catrasaca evolução humana.

Além disso, ela mantém seu falecido marido – Donald Davis como outra referência a lhe inspirar. Após sua morte prematura do marido , ela criou uma fundação em seu nome para perpetuar seus esforços e iniciativas de construção de legados que ele imaginou e desenvolveu.

Donald Davis – Musico e banqueiro, falecido marido de Kiko Davis e fundador do “Independente Bank” (Imagem retirada  )

Ela também é a fundadora e presidente da “Don Davis Legacy Foundation“, criada em 2016. E Davis (Kiko) também é diretora administrativa da Groovesville Productions & Publishing LLC, que controla o catálogo de músicas de seu falecido marido, vencedor do Grammy.

Don Davis [email protected]

Kiko Davis, Founder/President of the #DonDavisLegacy Foundation attended the 20th Annual #FordFreedomAward event Tuesday honoring Dr. Dorothy I. Height. Pictured w/ Kiko is Mr. Kenneth Kelly, Chairman/CEO, First Independence Bank, the 10th largest AA controlled bank in the U.S.

Davis garante que seus esforços filantrópicos sejam consistentes e cheguem às pessoas. De acordo com a Rolling Out , Davis é conhecido por apoiar grandes causas e organizações como a Casa Ronald McDonald, o Museu Charles H. Wright de História Afro-Americana e muitas outras organizações que servem a comunidade.

Além disso, ela também trabalhou por três anos na Lawrence P. Doss Scholarship Foundation como membro do conselho sem fins lucrativos.

Ela disse também a Rolling out que considera sua superpotência sua coragem. “Tenho a capacidade de enfrentar o medo e usá-lo como uma ferramenta para vencer as adversidades e os desafios, por mais insuperáveis ​​que possam parecer. Quanto mais substancial o obstáculo, mais forte me torno”.

Ela também tem uma mensagem poderosa para as gerações mais jovens sobre a importância de aprender com os fracassos.

“Não tenha medo de falhar. De fato, falhe o máximo que puder. A cada falha virá uma lição valiosa que será impossível para alguém lhe ensinar. Com cada lição, você ganhará sabedoria, perseverança e força. Você raramente encontrará uma pessoa de sucesso que não falhou muitas vezes “, disse ela.

Eis aí exemplos de que, os negros do Brasil precisam aprender a construir seu próprio sistema, seja na política, comunicação, educacional, financeiro, ou qualquer outro que o permita exercer o PROTAGONISMO E NÃO COADJUVÂNCIA.

Qir os negros do Brasil possam se organizar, politicamente, através de seus próprios representantes, além da comunicações, com seus próprios recursos de mídia e também economicamente, se possível, e É POSSÍVEL, com suas próprias instituições financeiras.

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