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Constrangimento Racista no Burguer King

Sou nascida e criada no bairro de ipanema e me casei com um homem negro e temos dois filhos, uma menina de 17 anos e um menino de 12 anos.

eu-e-meu-filho

por Geórgia Jatahy Kitsos via Guest Post para o Portal Geledés

Tenho muito orgulho dos meus filhos são lindos, mas infelizmente já passei por situações constrangedoras, principalmente quando saio sozinha com o menino, porque as pessoas não me reconhecem como a mãe dele de imediato, estou cansada de ser constrangida junto com o meu filho e neste sábado dia 11 de abril de 2015 fomos lanchar no Burguer King de Ipanema situado na Rua Visconde de Pirajá, paguei o lanche e enquanto aguardavamos o recebimento do mesmo pedi ao meu filho que fosse a máquina de refrigerantes pegar o seu, o segurança do estabelecimento que também aguardava por um lanche quando o viu na máquina de refrigerantes gritou: “Ei, ei psiu está fazendo o que?”, só que neste momento meu filho se dirigiu a mim então ele perguntou se ele estava comigo.

Fiquei muito indignada e perguntei a ele que se fosse um menino loiro e de olho azul se ele o abordaria da mesma maneira ele respondeu que não, que as vezes entravam uns moleques e ficavam mexendo na máquina e que eu o desculpasse pelo engano, em suma ele achou que meu filho por ser negro era um menino de rua sem ao menos observar antes de abordar.

A gerente que observava veio me perguntar o que estava acontecendo e quando relatei o ocorrido ela me pediu milhões de desculpas. Como fico muito chateada nestas situações não penso direito, mas já me informei que deveria ter chamado a polícia e registrado o crime de racismo. Após sairmos de lá fomos ao supermercado e meu filho não desgrudou de mim.

A atitude aparentemente inocente deste segurança criou um constrangimento em uma criança só por ela ser negra e viver em Ipanema. As pessoas deveriam repensar seus conceitos e observar mais antes de agir e não julgar apenas pela aparência.

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