Consulta pública de Criola irá mapear movimentos e organizações brasileiras voltadas à justiça racial e criminal

Até 30 de abril, Criola reúne informações para ampliar diálogo sobre estratégias para avançar na luta contra o racismo sistêmico

Foto: Reprodução/ Twitter

Criola, organização com 30 anos de trajetória na defesa dos direitos de mulheres negras cis e trans, realiza a consulta pública Sociedade Civil e o Combate ao Racismo no Sistema de Justiça. A iniciativa irá identificar boas práticas de organizações, movimentos e lideranças em todas as regiões do país dedicadas ao enfrentamento da violência racial sistêmica e da injustiça racial e criminal. O formulário está disponível no site de Criola (www.criola.org.br) até 30 de abril.

A proposta é conhecer quais organizações têm atuado com incidência política ou mesmo prestado apoio assistencial, jurídico e psicológico para a população. Como resultado do mapeamento, Criola pretende ampliar o diálogo com a sociedade civil sobre estratégias na luta contra o racismo sistêmico direcionado especialmente à mulheres negras cis e trans.

“O racismo estrutural brasileiro se manifesta fortemente no abismo histórico e persistente para acesso de mulheres negras à Justiça. Temos visto que, muitas vezes, cabe a elas, de forma individual, correr atrás do direito à investigação e à dignidade das vítimas ou mesmo atuar como família estendida de pessoas completamente abandonadas após o encarceramento, a exemplo das mulheres trans. São estratégias que precisam ser visibilizadas e que evidenciam a urgência de mudanças radicais no Sistema de Justiça”, comenta Lúcia Xavier, coordenadora geral de Criola.

A iniciativa tem o apoio do Fundo Baobá para a Equidade Racial e integra atividades em torno dos 30 anos da organização.

Sobre Criola

Criola é uma organização da sociedade civil com 30 anos de trajetória na defesa e promoção dos diretos das mulheres negras e na construção de uma sociedade onde os valores de justiça, equidade e solidariedade são fundamentais. Nesse percurso, Criola reafirma que a ação transformadora das mulheres negras cis e trans é essencial para o Bem Viver de toda a sociedade brasileira.

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