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Dilma garante: “Vai ficar mais fácil comprar casa própria”

A presidenta Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira que o brasileiro de baixa renda terá mais facilidade para comprar a casa própria com a segunda etapa do principal programa habitacional do governo. Segundo Dilma, o Minha casa, minha vida 2 tem o mesmo propósito do Brasil sem miséria, principal ação de combate à pobreza de seu governo: oferecer mais oportunidades na vida às pessoas.

– Não demora muito para a gente perceber que o investimento feito na área social, rapidamente retorna em benefícios e oportunidades para toda a sociedade – afirmou Dilma no Café com a presidenta.

Em seu programa semanal de rádio, Dilma explicou algumas das novidades da segunda etapa do Minha casa, minha vida. Segundo ela, os imóveis vão ganhar mais espaço e acabamento de melhor qualidade. As mulheres casadas, ressaltou a presidenta, não precisarão mais da assinatura do marido para comprar a casa por meio do programa. O governo quer priorizar o atendimento às famílias com renda mensal inferior a R$ 1,6 mil.

– O governo vai pagar uma parte da compra para essas famílias. Elas só pagarão, essas famílias que ganham até R$ 1.600,00, 10% da sua renda durante dez anos. Para aqueles que ganham de R$ 1.600,00 a R$ 3.100,00, vai ter juros menores e também uma parte o governo vai pagar. Isto significa que até R$ 23 mil, da casa, o governo pagará. Além disso, para as famílias que ganham entre R$ 3.100,00 a R$ 5 mil por mês, haverá juros mais baixos e um fundo que irá garantir o pagamento para os bancos – declarou.

Leia a íntegra do Café com a Presidenta:

Apresentador: Presidenta, a senhora acaba de lançar a segunda etapa do programa Minha Casa Minha Vida, com novas regras e mais investimentos. Vai ficar mais fácil comprar a casa própria?

Dilma: É, Luciano, vai ficar mais fácil, sim, comprar a casa própria. Nós vamos contratar a construção de 2 milhões de casas e apartamentos até 2014. E a maioria dessas casas vão ser destinadas a pessoas que ganham até R$ 1.600,00. Ou seja, aquelas pessoas de renda mais baixa. Nós estamos incluindo famílias que nunca puderam comprar sua casa ou apartamento porque ganhavam muito pouco. Todas as famílias querem ter uma casa própria, onde possam criar seus filhos, receber seus parentes, desenvolver seus laços afetivos com amigos, ter abrigo e ter segurança. É um sonho de cada brasileiro e brasileira.

– Presidenta, a essa hora muita gente já deve estar fazendo as contas para saber se dá para entrar na segunda fase do programa. Quem vai ter direito ao financiamento?

– A partir de agora, como eu disse, a atenção vai ser dada a quem tem renda mais baixa, começando por quem ganha até R$ 1.600,00 por mês. Essas famílias vão ter direito a um subsídio, Luciano. O governo vai pagar uma parte da compra para essas famílias. Elas só pagarão, essas famílias que ganham até R$ 1.600,00, Luciano, 10% da sua renda durante dez anos. Para aqueles que ganham de R$ 1.600,00 a R$ 3.100,00, vai ter juros menores e também uma parte o governo vai pagar. Isto significa que até R$ 23 mil, da casa, o governo pagará. Além disso, para as famílias que ganham entre R$ 3.100,00 a R$ 5 mil por mês, haverá juros mais baixos e um fundo que irá garantir o pagamento para os bancos.

– Então, vamos imaginar uma família com renda R$ 500,00 por mês. Quanto ela vai pagar de prestação na compra de uma casa de R$ 55 mil, por exemplo?

– Se a renda é de R$ 500,00, a prestação não pode passar de R$ 50,00 por mês. Outro exemplo: vamos supor uma família que tem renda de R$ 1.600,00. A prestação vai ser, no máximo, R$ 160,00 por mês. Prestações fixas, Luciano, não vão aumentar, durante dez anos.

– Mas, presidenta, nesses dois exemplos a prestação não paga uma casa de R$ 55 mil em dez anos.

– Não paga mesmo. No programa Minha Casa Minha Vida, as famílias mais pobres pagam apenas uma parte da moradia – aquela parte que elas têm condições de pagar. A outra parte o governo completa.

– E o projeto da casa mudou, não é, presidenta?

– Ah, mudou para melhor. Mudou para dar mais conforto e segurança aos moradores. Por exemplo: as casas e os apartamentos vão ser maiores, mais espaçosos, com piso de cerâmica em todos os cômodos, e azulejos na cozinha e no banheiro. Também são casas modernas. Sabe por que, Luciano? Porque nós vamos adotar o aquecimento solar térmico. O aquecimento solar dispensa o chuveiro elétrico, que é a parte mais pesada, quase 30%, na conta de luz. Então, nós temos aí também uma boa economia de dinheiro para a família que vai morar nessa casa do Minha Casa Minha Vida.

– Essa é uma notícia que agrada a toda dona de casa. Por falar nisso, qual foi a mudança no financiamento da casa própria para mulheres?

– Ah, Luciano, foi uma mudança muito importante. Agora, a mulher que quer comprar sua casa pode fazer o contrato e receber a escritura do imóvel sem precisar da assinatura do marido. Acabou esse tipo de dependência. Outra novidade, Luciano, é que as famílias que vivem na zona rural também vão receber um financiamento, inclusive para a reforma da casa.

– Obrigado pelas informações, presidenta, voltamos na semana que vem.

– Olha, Luciano, eu que agradeço a oportunidade de falar sobre a segunda fase do Minha Casa Minha Vida. Até o final do ano passado, nós já fechamos contrato para construir 1 milhão de moradias. Agora nós vamos dar um salto. Nós queremos construir 2 milhões de moradias. Nós vamos dar oportunidade para todos que querem conquistar a sua casa própria, para as populações de mais baixa renda e também para aqueles que constituem a nova classe média. E veja o que acontece, a construção de milhões de moradias movimenta as fábricas, o comércio e o mercado de trabalho. É um motor que dá impulso a toda a economia. Então, Luciano, não demora muito para a gente perceber que o investimento feito na área social, rapidamente retorna em benefícios e oportunidades para toda a sociedade. E também, uma coisa: o Minha Casa Minha Vida é um programa que tem tudo a ver com o ‘Brasil sem Miséria’, porque garantir a casa própria é um passo também para que a pessoa tenha mais oportunidades na vida.

– Mais uma vez, obrigado, presidenta Dilma, e até a semana que vem!

– Até lá, Luciano. Um abraço para nossos ouvintes. Tchau!

 

Fonte: Correio do Brasil

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