Finalmente as desculpas de Domenico Dolce do Dolce&Gabanna aos pais gays

FOI PRECISO CINCO MESES PARA QUE DOMENICO DOLCE, DA DOLCE&GABBANA PEDISSE DESCULPAS PELAS DECLARAÇÕES POLÊMICAS QUE OFENDERAM GAYS AO REDOR DO MUNDO. ENTENDA AQUI

No Universo AA

Você já sabe: em março deste ano, o estilista Domenico Dolce – que junto de Stefano Gabbana é parte da dupla de estilistas da Dolce&Gabbana – causou muita polêmica ao declarar à revista italiana Panorama ser contra a adoção de crianças por pais gays, bebês de proveta… O resultado? Revolta ao redor do mundo. Elton John pediu boicote às suas coleções e até Madonna, uma fiel usuária da label, usou seu Instagram para rechaçar suas palavras. Em outras entrevistas, ele se recusou a pedir o mínimo: desculpas. Alegava que “apenas havia usado as palavras erradas para seus pensamentos”.

Demorou, mas o pedido veio. E para a jornalista Sarah Mower, do site americano de Vogue. E o que ele diz: “Eu sinto muito, não era minha intenção ofender ninguém. Fiz um exame de consciência, conversei muito com Stefano sobre isso e percebi que eram inadequadas as minhas palavras. Peço desculpas”. Domenico ainda segue dizendo que não sabe tudo sobre fertilização e que a ciência está em pauta para ajudar as pessoas. É um fato importante: Domenico é gay, então por que menosprezava a liberdade de casais do mesmo sexo se tornarem pais?

A jornalista também conversou com Stefano Gabbana. “Sempre quis ser pai e já pensei no assunto”, disse Stefano que ainda contou sobre as dificuldades de se adotar uma criança na Itália. A perspicaz jornalista ainda questiona se Domenico não pede desculpas apenas pela pressão pública. “Eu nunca uso minha fé para a publicidade”, rebateu ele.

Vale lembrar que Domenico já foi casado com Stefano durante muitos anos – eles se conheceram nos anos 1980 e disseram pela primeira vez que eram gays à uma revista em 1999. “Nós vivíamos juntos e falávamos sobre amor e não sobre sexo ou ser gay. E nessa época, também fomos notícia e era normal pra gente”, relembra Stefano que é seguido de Dolce: “Nós precisamos aceitar e entender qualquer um”. Finalmente, Dolce.

 

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