Grupo protesta contra proibição de ‘black power’ em escola de Santos

Estudante não conseguiu fazer rematrícula por conta do cabelo. Colégio afirma que não impediu aluno por conta de preconceito.

Do G1

Manifestantes realizaram um ato em apoio ao estudante Vinicius Santos Dias, de 16 anos, que não foi autorizado a fazer a rematrícula para o próximo ano letivo em um colégio de Santos, no litoral de São Paulo, por resolver adotar o cabelo no estilo ‘black power’.

Vinicíus estuda no Colégio Adventista há sete anos. Ele conta que, por causa do cabelo, foi chamado cinco vezes na sala da direção da escola, durante o ano, para conversar. A escola pediu para que ele cortasse o cabelo ou saísse da escola.

Cerca de 30 pessoas, entre alunos e representantes de movimentos sociais, se reuniram em frente ao portão da escola, localizado na rua Guararapes, no bairro Vila Belmiro, 39, na tarde desta sexta-feira (4).

Com faixas e cartazes, eles repudiaram a atitude da escola que, segundo os manifestantes, teve motivação racial e preconceituosa, já que o estilo do cabelo adotado pelo aluno não interfere em nada no desempenho escolar ou na rotina da instituição.
Outro lado
Em resposta ao G1, o Colégio Adventista de Santos, informou que que não impediu o aluno Vinicius Santos Dias de renovar a sua matrícula por preconceito de nenhuma espécie. A escola diz que a filosofia da Educação Adventista em todo o mundo prega a igualdade e é contra qualquer tipo de intolerância.

veja mais sobre o caso:  Aluno é proibido de fazer rematrícula em escola por causa de cabelo black power 

A instituição ainda afirma que existe um regimento interno, assinado pelos responsáveis pela matrícula, que não permite o uso de cabelo tal como o aluno apresenta. Esta prática é um padrão que é aplicado a todos os alunos e é adotado pela instituição há muitos anos, independente de cor ou raça.

A escola afirma que os contatos foram realizados algumas vezes e diz que não foi imposto de forma autoritária que ele cortasse o cabelo. O colégio também afirma que ele não foi impedido de praticar as atividades escolares durante o ano letivo. Tendo em vista que o aluno demonstrou insatisfação com as diretrizes da escola, os pais foram convocados a uma nova reunião.

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