Aluno é proibido de fazer rematrícula em escola por causa de cabelo black power

A direção da escola proibiu os pais de de Vinícius Santos Dias Moraes, de 16 anos, de fazer a rematrícula porque o aluno usa o cabelo no estilo black power. Cientes da situação, os estudantes se manifestaram durante o intervalo das aulas.

no R7

leia também: Em SP, escola é acusada de racismo após comunicado em que pede ‘cabelo liso’ em alunas para apresentação 

Aluno com cabelo black power é impedido de fazer rematrícula em colégio

O aluno Vinicius Santos Dias, de 16 anos, foi vítima de racismo no Colégio Adventista, em Santos, no litoral de São Paulo. Segundo informações divulgadas no G1, o aluno não conseguiu fazer a rematrícula na escola para o próximo ano letivo porque decidiu adotar o cabelo no estilo black power.

no Catraca Livre

Os diretores da escola o chamou para conversar cinco vezes durante 2015 insistindo que Vinicius cortasse o cabelo. Para eles, o black power é “exótico” e “fere” as regras da instituição.

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A direção deu a ele duas opções: cortar o cabelo e continuar estudando no colégio, ou manter o penteado, só que fora da instituição. “Foi aí que comecei a questionar. Por que o meu cabelo precisava ser cortado para que a matrícula pudesse ser feita?”, disse.

Indignado com a falta de respostas do colégio, Vinicius e outros colegas fizeram uma manifestação pedindo para “liberar o cabelo”. Veja vídeo:

O Colégio Adventista afirmou ao G1 que existe um regimento interno, assinado pelos responsáveis pela matrícula, que não permite o uso de cabelo black power.

“Não tem como eu abaixar a cabeça para uma coisa tão absurda. Meu cabelo é crespo, minha boca é grossa e eu não tenho vergonha disso. Me sinto ofendido, não tem como dizer que não. Essa regra deve ter mais de 100 anos e nós estamos em 2015”, afirmou Vinicius.

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