quarta-feira, julho 6, 2022
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Instituto Raízes de Áfricas participa de reunião com presidente da Fundação Palmares

Na manhã desta sábado (04)  o presidente da Fundação Cultural Palmares, Hilton Cobra e equipe, se reuniram  com diversos representantes da cultura negra no estado de Alagoas, dentre eles o Instituto Raízes de Áfricas. O encontro ocorrido na sede do IPHAN, no bairro de Jaraguá, Maceió,AL teve como objetivo estabelecer um diálogo entre os gestor@s da Fundação e as lideranças negras alagoanas.

 De acordo com o presidente da Fundação, essa primeira visita a Alagoas acontece como uma conversa para  conhecimento e reconhecimento das pessoas, ações, territórios . Ouvir quem está do outro lado,  ouvir as demandas em relação a cultura negra, ouvir muito, para que a partir daí a   Fundação possa buscar caminhos para a equalização das demandas.

Segundo Cobra: “A  Palmares tem que intermediar com o sistema MINC para que as coisas aconteçam- é o entendimento dessa gestão. Nosso orçamento é de 22 milhões ano. O custeio interno da Palmares é de 17 milhões e sobra apenas cinco milhões e novecentos mil para atender a todo Brasil. É impossível dar garantias que vamos fazer tudo que queremos.”

“A ministra Marta Suplicy tem dormido com a cultura negra. Já pensa em criar o Museu da Escravidão em Brasília. É uma ministra que trabalha de forma pragmática e efetiva”-complementou.

Uma das propostas de Cobra  para trabalhar a Lei nº 10.639/03 nas comunidades quilombolas é a criação do Balaio da Cultura Negra que integrariam diversas ações educativas e culturais.

“A Palmares não tem como função a distribuição de cestas básicas para as comunidades quilombolas e sim cultura. O papel da Palmares é fazer a cultura circular”- afirmou o presidente.

 Durante a reunião  foram abordados diversos assuntos, como a proibição, pelo poder público, das manifestações de cultos afros nas praias de Maceió, AL, no dia 08 de dezembro, consagrado a Iemanjá, prática que continua gerando indignação  entre segmentos. Casos que repercutem na vida do povo negro como os direitos para a população quilombola, a implementação da Lei nº 10.639/03, dentre outros, também foram abordados.

Participante da reunião, a coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas, Arísia Barros levantou questionamentos sobre a  revitalização, com ações efetivas e permanentes,  do Parque Memorial Quilombo dos Palmares, na Serra da Barriga  e a impossibilidade do trato da Lei nº 10.639/03. A coordenadora também inquiriu de como está sendo estruturado o Espaço Abdias Nascimento, dentro da atual reforma do  Parque (que segundo Cobra serão concluídas  em junho)  foram questionamentos da coordenação do Instituto Raízes de Áfricas.

A professora Clara Suassuna, do NEAB/AL propôs a criação de um canal de comunicação permanente, do presidente com o movimento negro alagoano, através da teleconferência.

A visita de Hilton Cobra foi avaliada positivamente pelos participantes.

“Nós não podemos fazer tudo, mas enquanto tivermos braços e pernas, faremos”– finalizou Hilton Cobra.

Arísia Barros – Éramos quatro mulheres negras e vivenciamos o imperativo do racismo

 

Fonte: Cada Minuto

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