quinta-feira, setembro 16, 2021

Januário Garcia

Januário Garcia se fez imprescindível ao apresentar imagens justas da gente negra no Brasil. Ele soube registrar através de suas lentes a força de vida de seu povo e tem ensinado a gerações que o racismo é cruel, mas nossa humanidade é mais forte. Suas fotografias documentam nossa História recente e nos impulsionam a mobilizar memórias e vestígios de outros tempos, dando-nos a dimensão dos nossos passos que vêm de longe.

Graças à generosidade de Januário Garcia e seu compromisso com as lutas negras pelo direito à História, a Rede de Historiadoras Negras e Historiadores Negros teve a honra de contar com um conjunto de suas fotografias na exposição virtual “1970-1980: Nacionalização do Dia da Consciência Negra no Brasil”, construída em parceria com o Geledés e o Acervo Cultne no Google Arts & Culture.

Januário Garcia, aos 77 anos, era um homem, um fotógrafo, um pensador e um ativista cheio de vida e com muitos projetos a realizar. Nosso ressentimento e nosso lamento são profundos e irreparáveis. Perdemos um dos nossos maiores por força do descompromisso genocida do governo brasileiro no enfrentamento à pandemia de Covid-19.

Em respeito ao seu legado, seguiremos apoiadas e apoiados nos mesmos propósitos por meio dos quais Januário Garcia se fez digno de todas as homenagens ao assumir a condição de nosso virtuoso ancestral!

Afinal, como ele mesmo nos ensinou: “Existe uma história do povo negro sem o Brasil; mas não existe uma história do Brasil sem o povo negro” – Januário Garcia (1943-2021)

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