Justiça condena sete acusados de integrar grupo neonazista em Curitiba

O Tribunal do Júri condenou os sete acusados de integraram um grupo neonazista, em Curitiba, por crimes de racismo, associação criminosa e lesão corporal gravíssima.

por Bem Paraná

A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público estadual (MP) em 2005. O grupo teria espalhado adesivos racistas no centro da Capital paranaenses, com mensagens incentivando ataques a homossexuais e exaltando o ditador alemão Adolf Hitler e as ideias do movimento nazista.

O julgamento começou na manhã de quinta (01) e terminou por volta das 16 horas de hoje. Dos oito acusados, apenas Edwiges Francis Barroso, teve o julgamento adiado graças a uma liminar.

De acordo com a denúncia do MP, as sete pessoas se envolveram em um caso de agressão grave contra um homossexual e um negro, que foram atacados com socos, chutes e golpes de estilete. A promotoria atuou na acusação e sustentou a prática dos crimes de racismo e discriminação, associação criminosa armada e lesão corporal gravíssima – tese acolhida pelos jurados. Além de agredir as vítimas, diz o MP, os réus distribuíram folhetos pela cidade com mensagens racistas, de ataque à população LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e pessoas intersex) e de alusão ao nazismo.

André Lipnharski foi condenado a 8 anos, seis meses e 15 dias de prisão por associação criminosa armada, racismo e discriminação lesão corporal gravíssima. Fernanda Kelly Sens a 2 anos, 10 meses e 15 dias de prisão por associação criminosa armada e racismo e discriminação. Drahomiro Michel Carvalho foi condenado a 2 anos, 10 meses e 15 dias de prisão por associação criminosa armada e racismo e discriminação. Bruno Paese Fadel foi condenado a 1 ano, seis meses e 22 dias de prisão por associação criminosa armada;

Estela Herman Heise a 1 ano, seis meses e 22 dias de reclusão por associação criminosa armada. Raul Astutte Filho a 6 anos, seis meses e sete dias de reclusão por associação criminosa armada e lesão corporal gravíssima. E Anderson Marondes de Souza a 7 anos e dois meses de prisão por lesão corporal gravíssima, associação criminosa armada e racismo e discriminação.

Em nota, a defesa de André Lipinharski disse discordar “tecnicamente da pena imposta” e anunciou que vai recorrer para redução ao mínimo e cumprimento em liberdade, alegando que ele é réu primário e sem registro de antecedentes.

+ sobre o tema

Abandono

Deitado na calçada, um menino. Uma CRIANÇA. Profundamente adormecido....

Candidato com adereço de candomblé é barrado no prédio do TRE baiano

Um filá, uma espécie de chapéu usada por sacerdotes...

Contra racismo, 50 senadores dos EUA enviam carta a NFL para mudar o nome dos Redskins

Nesta quinta-feira, 50 senadores dos Estados Unidos assinaram uma...

FHC defende debate sobre modelo de cotas raciais

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) defendeu hoje o...

para lembrar

Japão recebe críticas da ONU após onda de xenofobia nas ruas

Por: Ewerthon Tobace Uma recente onda de casos de xenofobia...

Raull Santiago é agredido por policiais do choque na Avenida Brasil

O comunicador e midiativista Raull Santiago acaba de ser...

Publicações rejeitam lei antirracista alegando que medida ameaça liberdade de expressão

Publicações rejeitam lei antirracista alegando que medida ameaça liberdade...

Eu respeito o seu amém, você respeita o meu axé

O Carnaval 2020 vem com uma alma rebelde. Sinal...
spot_imgspot_img

Uma pessoa negra foi morta a cada 12 minutos ao longo de 11 anos no Brasil

Uma pessoa negra foi vítima de homicídio a cada 12 minutos no Brasil, do início de janeiro de 2012 até o fim de 2022....

Como as mexicanas descriminalizaram o aborto

Em junho de 2004, María, uma jovem surda-muda de 19 anos, foi estuprada pelo tio em Oaxaca, no México, e engravidou. Ela decidiu interromper...

Como o diabo gosta

Um retrocesso civilizatório, uma violência contra as mulheres e uma demonstração explícita do perigo que é misturar política com fundamentalismo religioso. O projeto de lei...
-+=