quarta-feira, agosto 12, 2020

    Tag: Racismo

    Notícias sobre racismo, racismo no brasil e no mundo.

    Imagem: TJ-PR

    Juíza de Curitiba condena homem negro e associa supostos crimes à raça dele

    Uma decisão de 19 de junho, mas publicada nesta terça-feira, 11 de agosto, chama a atenção por conta do conteúdo considerado racista. Natan Vieira da Paz, 48 anos, foi condenado a 14 anos e 2 meses acusado de integrar uma organização criminosa e praticar furtos. Na sentença assinada pela juíza Inês Marchalek Zarpelon, da 1ª Vara Criminal da Comarca da Região Metropolitana de Curitiba. No texto, a juíza justifica a condenação pelos crimes, uma vez que o homem é negro. “Sobre sua conduta social nada se sabe. Seguramente integrante do grupo criminoso, em razão da sua raça, agia de forma extremamente discreta os delitos e o seu comportamento, juntamente com os demais, causavam o desassossego e a desesperança da população, pelo que deve ser valorada negativamente”, escreveu Zarpelon na página 107, de 115, de sua sentença condenatória. Em outros trechos da sentença, nas páginas 109 e 110, ele repete a ...

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    A perceção do racismo

    Desde há muito, que entendo que a realidade e a perceção de cada um daquilo que é a realidade são coisas distintas. Vim também a entender que essas realidades (a da coisa em si e a da respetiva perceção) têm importância significativa na vida em comum e em sociedade. A Carta das Nações Unidas, de 1945, a Declaração Universal dos Direitos do Homem, de 1948, a Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, de 1965, a Diretiva 2000/43/CE do Conselho, na sequência da revisão operada pelo Tratado de Amsterdão, de 1997, que acrescenta à proibição da discriminação em função da nacionalidade, no art. 13.º do Tratado da Comunidade Europeia, a proibição da discriminação também em função da raça, a Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, de 2000, a Constituição da República Portuguesa, de 1976, a Lei 134/99, a Lei 93/2017, entre outras, são exemplos ...

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    O efeito cumulativo das microagressões pode ser prejudicial para grupos marginalizados. (Imagem: VLADIMIR VLADIMIROV VIA GETTY IMAGES)

    13 microagressões sofridas diariamente por quem é negro

    O racismo toma várias formas – e isso inclui as microagressões. Derald Wing Sue, professor da Universidade Columbia que estuda a psicologia do racismo e do antirracismo, resumiu as microagressões raciais como “os insultos, as indignidades e as mensagens humilhantes passadas às pessoas não brancas” por indivíduos que não têm consciência da natureza ofensiva de suas palavras ou ações. As microagressões – termo cunhado pelo psiquiatra de Harvard Chester M. Pierce nos anos 1970 – podem atingir membros de qualquer grupo marginalizado, incluindo LGTQIA+, mulheres e portadores de deficiências. Aqui, vamos nos concentrar nas dirigidas à comunidade negra. As microagressões podem ser divididas em três categorias: microataques, microinsultos e microinvalidações. Microataques são os comportamentos mais óbvios e deliberados, como um caixa que passa um cliente branco na frente de um negro ou uma piada racista. Já os microinsultos e microinvalidações tendem a ser inconscientes, não intencionais e menos óbvios. Na realidade, ...

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    Homens que agrediram jovem negro em shopping no Rio são policiais militares (Foto: Reprodução/Globo)

    Homens que agrediram jovem negro em shopping no Rio são policiais militares

    A Corregedoria da Polícia Militar vai apurar a conduta de dois policiais militares que agrediram um jovem negro de 18 anos dentro de um shopping no Rio de Janeiro. Matheus Fernandes tentava trocar um relógio que comprou para o pai. Os homens que arrastam Matheus e depois o agridem na escadaria de um shopping são policiais militares. Eles estavam à paisana e, segundo investigadores, são conhecidos como PM Silva e PM Esaú. Mas os dois ainda não foram identificados formalmente. E a Polícia Militar também não divulgou o nome completo dos PMs. Informou apenas que a Corregedoria abriu uma apuração sumária para verificar a conduta dos policiais. Matheus, de 18 anos, foi abordado pelos policiais na quinta-feira dentro da loja Renner do shopping Ilha Plaza, na Ilha do Governador, quando tentava trocar um relógio. Matheus contou que os PMs não quiseram olhar a identidade dele, nem a nota fiscal do ...

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    Delegado-chefe da 3ª Delegacia de Polícia (Cruzeiro), Ricardo Viana (Foto: Fabiano Andrade/TV Globo)

    Delegado da Polícia Civil sofre ataques racistas em lanchonete no DF

    O delegado da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Ricardo Viana, foi alvo de ataques racistas em uma lanchonete no Lago Sul, na noite desta sexta-feira (7). O suspeito recebeu voz de prisão e foi conduzido à 1ª Delegacia de Polícia, na Asa Sul, onde foi registrado o boletim de ocorrência. Ricardo Viana é chefe da 3ª Delegacia de Polícia, no Cruzeiro, e foi vítima de injúria racial dentro do estabelecimento comercial. Ele afirma que não se posicionou como delegado, mas como "negro, cidadão e pai de duas filhas, também negras". Ele contou que foi surpreendido por um indivíduo "aparentemente fora de si", que começou a empurrá-lo e ofendê-lo chamando-o de "macaco". Depois que ele se identificou como delegado, o homem fugiu do local. Ele foi preso depois, por uma equipe da Polícia Militar. Também foram encontradas porções de maconha no veículo do suspeito. "Até o momento não entendi porque ...

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    (Foto: Geledés)

    Jovem que foi agredido e ameaçado com arma em shopping do Rio diz que ‘chorou muito’; mãe fala em racismo

    O entregador Matheus Fernandes, de 18 anos, afirmou nesta sexta-feira (7) que chorou muito após ter sido confundido com um ladrão dentro de um shopping na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio. Ele foi agredido e imobilizado por dois homens, que se identificaram como policiais militares para fazer a abordagem. “Eu chorei muito, muito. A gente tem que levar no sorriso. Acontece, mas não era para acontecer. Não era para acontecer”, disse o jovem ao RJ1. O rapaz, que tinha ido ao Ilha Plaza Shopping para trocar um relógio para o Dia dos Pais, foi agredido e ameaçado pelos homens. A mãe de Matheus, Alice Fernandes Bione, afirmou que o filho foi vítima de racismo. “Foi por causa da cor da pele. Não tem outra explicação. Eu não sou tão negra, então eu posso ir no shopping, mexer em todas as roupas, posso provar as coisas de graça. ...

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    Logo da ONU em sede de Nova York Imagem: Lucas Jackson

    ONU alerta para lacunas nos processos judiciais de racismo em Portugal

    O Comité de Direitos Humanos das Nações Unidas está preocupado com o uso excessivo da força pela polícia portuguesa contra pessoas de minorias étnico-raciais, sobretudo de origem cigana e afrodescendente. E aconselha o uso de câmaras no corpo dos agentes durante as operações policiais. É motivo de preocupação da ONU o facto de estes crimes, praticados pela polícia ou cidadãos, não estarem a ser “adequadamente investigados”, bem como o baixo número de condenações reportadas. De 2009 a 2018 o Ministério da Justiça não registou condenações por racismo, como noticiou o PÚBLICO em Fevereiro. Na sua mais recente avaliação periódica, a quinta, concluída no final de Março, este órgão elenca também várias falhas nos mecanismos de punição da discriminação em Portugal: das disposições legais e queixas, da investigação à formação de pessoal e ao discurso de ódio. No documento, que foi produzido já depois de integradas as respostas de várias entidades ...

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    A atriz e produtora Maria Gal - Mathilde Missioneiro/Folhapress

    Mulheres negras sob ataque nas redes

    Às vésperas do Dia de Tereza de Benguela, Dia Nacional da Mulher Negra (25 de julho), eu, mulher negra, atriz, fui atacada nas minhas redes sociais por mais uma ação racista que tenta calar e desumanizar afro-brasileiras. O racismo se manifestou por xingamento atribuído à animalização, ofensa racial que tenta retirar de negros e negras o direito de sermos tratadas como seres humanos. Não se trata somente de caso isolado ou dirigido apenas à minha pessoa, é direcionado contra 56% da população brasileira: 118 milhões de negras e negros. E, por isso, é preciso reagir e falar publicamente sobre racismo e discriminação racial. Sou mais uma das milhões de mulheres negras que fazem das redes sociais o seu lugar de existência, conexões humanas, apresentação do trabalho e exposição livre de ideias e conversas sobre ser mulher negra no Brasil. A cada postagem, corpo, identidade e pensamento negro se afirmam não ...

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    Getty Images

    O racismo destrói as entranhas do Brasil

    O racismo estrutural existe sim, e corrói as entranhas da vida brasileira há muito, muito tempo.Tempo demais. É inaceitável que continuemos assim. Nossa sociedade paga um alto preço pela normalização do racismo e isso é inadmissível; e fazemos quase nada para estancar esta ferida que sangra todos os dias: quando um menor é assassinado à queima-roupa, uma mãe perde seu filho para o tráfico, milhares de negros são demitidos, crianças negras são violentadas, povos quilombolas perdem suas terras, mães negras são insistentemente desrespeitadas em seus trabalhos como domésticas em casas de patroas brancas, e tantos outros fatos horrorosos que crescem exponencialmente. Todos os dados estatísticos apontam para números desfavoráveis e mais elevados quando consideradas as populações negras. Em que ponto estas questões não incomodam cada cidadão brasileiro, pode ser considerado um mistério desafiador, mas que não deve ser ignorado. Não deveríamos jamais voltar para nossas casas, sentar confortavelmente nos sofás, ...

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    Luísa Semedo (Reprodução/Facebook)

    Negar o racismo é racismo

    Enquanto se continua a pôr em causa se há racismo, se há racismo estrutural ou se a sociedade portuguesa é racista anula-se o espaço para a responsabilização, para a reflexão e discussão sobre a mudança, e silenciam-se as vozes das pessoas vítimas de racismo, as suas vivências e as suas propostas para o progresso da Igualdade entre todas e todos os cidadãos em democracia. Negar o racismo é distração e sabotagem. Após a execução racista de Bruno Candé Marques começou desde logo a cantiga usual: “agora tudo é racismo”, “isto não é racismo”, “o idoso só estava mal disposto”, “acordou do lado errado da cama” ou “talvez se tenha enganado porque vê mal” (verdadeiro comentário). Excluindo o negacionismo deliberado e oportunista, utilizado como arma política e chamariz mediático de profissionais do racismo como André Ventura, este nível delirante de negação é perturbador e é também um sintoma do racismo estrutural ...

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    Cantora Laís Raquel, 22 anos, sofreu o preconceito por meio de conversa em rede social (Reprodução/Instagram @laisraquelon)

    Racismo: noiva pede que cantora alise cabelo para “ficar melhor nas fotos”

    Uma cantora de Brasília viveu um episódio de racismo ao ser contatada por uma possível cliente. Por meio do Instagram, uma mulher disse que estava organizando a festa de casamento e tinha se interessado pelo trabalho de Lais Raquel. No entanto, estabeleceu uma condição para que o contrato fosse fechado: a cantora teria que alisar o cabelo. Lais Raquel tem 22 anos e canta desde os 7 anos. Atualmente, trabalha em uma escola com musicalização infantil e também canta em eventos, como casamentos, há três anos. A possível contratante pediu uma foto de Laís em algum casamento e, ao receber a imagem, perguntou: “Você costuma cantar com o cabelo assim mesmo?” Prontamente a cantora respondeu que sim. Foi quando recebeu a proposta: “Se você for cantar no meu casamento, poderia alisar o cabelo? Eu amei sua voz e queria muito que cantasse, mas só esse detalhe para ficar melhor nas ...

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    Foto: Timothy D. Easley/AP

    As milícias nos Estados Unidos e a reação negra

    Nos Estados Unidos são bastante comuns as milícias ou grupos paramilitares que reúnem centenas de pessoas em bandos fortemente armados para defender causas no geral relacionadas ao supremacismo branco. Como lá a compra de armas é liberada não é nada incomum dar de cara com esses grupos, vestidos a moda militar, carregando metralhadoras e fuzis de última geração. Atualmente são pelo menos 160 diferentes grupos de milícias que se auto intitulam “patriotas” em luta para que os Estados Unidos não sejam tomados por estrangeiros, negros e pobres. Eles são o braço armado de cerca de 630 outros movimentos civis que se apresentam como lutadores pelos direitos civis, o principal deles sendo o direito de andar armado. A maioria desses movimentos se diz contra o governo federal alegando que os governantes estariam vinculados a tramoias globais de ameaça à paz. Praticamente todos esses grupos têm suas raízes em organizações racistas e ...

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    (Foto: Adobe)

    O Julho é das Pretas; o racismo é todo seu

    O Julho é das Pretas. Em julho, honramos o Dia de Tereza de Benguela, para a discussão das desigualdades de gênero e raça. Para a mulher negra, nunca houve um dia de festa, flores, cuidado e aconchego. Vivemos num mundo que não enxerga a mulher negra pela pessoa que é, mas pelos recursos que fornece, pelas ferramentas que oferece. A mulher negra ainda é a carne mais barata do mercado, o gadget mais útil da loja. Mas o Julho… É delas. Por ela, o mês é todo delas. A nós, a cidadania é sistematicamente negada. E por isso, é necessário que tenhamos um Julho das Pretas. É necessário refletir sobre tudo que somos, sobre os passos que demos - eles vêm de muito longe - e que ainda vamos dar. Precisamos falar de Tereza de Benguela para entender isso. Precisamos falar desta mulher negra, quilombola, estadista, empreendedora, líder. esposa, filha, ...

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    Jamaicana Danielle Thomas, de 28 anos, chegou ao Japão em 2016 (Foto: Arquivo Pessoal)

    Como é ser negro no Japão, país onde 98% da população é nativa

    Quando o nigeriano Samuel Lawrance chegou ao Japão, aos 17 anos de idade, a vida na terra do sol nascente era mais difícil e os desafios do idioma e da cultura, assustadores. Hoje com 34 anos, Samuel é um engenheiro bem-sucedido que vive em Tóquio e carrega uma história de quem enfrentou a escola japonesa, a universidade e o preconceito para conquistar um espaço. "Quando era adolescente, passava por situações bem complicadas, como estar sentado no trem e ter um espaço livre ao meu lado, mas ninguém querer sentar comigo. As pessoas preferiam ficar de pé, inclusive idosos. Me sentia tão mal que queria levantar para que as pessoas pudessem se sentar", conta ele à BBC News Brasil. Samuel diz achar que o Japão melhorou e hoje é um país mais aberto, embora situações como essa do trem ainda ocorram eventualmente. "Acho que o Japão foi uma sociedade muito fechada ...

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    Idris Elba (Foto: Getty / J. Countess)

    Idris Elba oferece alternativa para que produções não sejam censuradas por conteúdo racista

    O ator Idris Elba ofereceu uma alternativa para os serviços de streaming e canais de TV que estão removendo do ar filmes e episódios de séries que possuem conteúdo considerado racista. Em entrevista para o site Radio Times, Elba ofereceu uma sugestão bem simples: apenas mostrar um aviso antes do início da cada atração, por acreditar na liberdade de expressão de quem cria essas histórias. “Eu acredito bastante na liberdade de expressão. Mas o problema é que a liberdade de expressão não é adequada para todos. É por isso que temos um sistema de indicação, em que dizemos se esse conteúdo em particular é livre, para adolescentes ou adultos. Para tirar sarro da verdade, é preciso saber a verdade. Mas censurar temas racistas dentro de um show e retirá-lo do ar – espere um segundo, penso que os fãs devem saber que pessoas fizeram esses shows”, disse. “Com o respeito ...

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    Jô foi campeão paulista e brasileiro pelo Corinthians em 2017 — Foto: Marcos Ribolli

    Jô, do Corinthians, divide capa de revista com esposa e filhos e fala sobre racismo: “É triste”

    O atacante Jô, do Corinthians, foi capa da edição de julho da revista "Raça". Ele deu entrevista ao lado da mulher Claudia Silva e dos filhos Pedro e Miguel, de cinco e dois anos, respectivamente. Um dos temas da entrevista foi o racismo. O camisa 7 do Timão disse que presenciou situações que lhe causaram muita revolta, principalmente na Rússia. Ele atuou pelo CSKA de 2006 a 2008. – Na Rússia tende a ter preconceito racial. Eu joguei contra um time em que até hoje não é bem visto um negro no time. Agora tem o Malcom (no Zenit), que foi muito rejeitado pela torcida (...) Eu e Vagner Love éramos do mesmo time (CSKA) e quando a gente entrava para aquecer, jogavam casca de banana – lembrou. – Outro jogador, Welington, de outro time, nunca foi aceito. No último ano dele, a torcida colocou uma faixa no estádio, escrita ...

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    Material com frases racistas e ataques ao MST e ao ex-presidente Lula foi disponibilizado pelo Itamaraty para ser utilizado em cursos de língua portuguesa em 44 países - Evaristo Sa/AFP

    Itamaraty retira do ar apostila com frases racistas e ataques a Lula e MST

    O Ministério das Relações Exteriores (MRE), chefiado por Ernesto Araújo, retirou do ar, na noite desta terça-feira (14), material didático com frases de caráter racista e com ataques explícitos ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Carregado de sentenças com juízo de valor de caráter político, social e racial, o material foi disponibilizado pelo Itamaraty para ser utilizado em cursos de língua portuguesa no exterior por meio da Rede Brasil Cultural. Parte da Divisão de Promoção da Língua Portuguesa do Ministério das Relações Exteriores, a Rede promove aulas do idioma em 44 países ao redor do mundo. O material foi divulgado pela jornalista Júlia Dolce, da Agência Pública, após a denúncia de uma professora. Racismo Em um exercício feito para praticar a conjugação do verbo “ficar”, pede-se a complementação da seguinte sentença: “Se ela alisasse o cabelo, ela () mais bonita”, em claro tom racista. ...

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    Padre Gegê Natalino (Reprodução/Facebook)

    Padre Gegê e a denúncia do racismo numa Igreja branca: é tempo de escolher a que serve sua fé

    Sou católica desde criança, fui levada para Igreja por minha avó materna após ela ter visto sua filha ser assassinada a mando do ex-marido. Na fé minha avó foi encontrando formas de seguir, e eu, crescendo ao lado de adolescentes e jovens que me ajudaram em momentos bem difíceis da minha vida. A paróquia que frequentei não tinha posicionamentos críticos e questionadores. O padre, um ex-capelão, era inclusive conhecido por suas broncas. Lá eu não tive acesso ao que era a Pastoral da Juventude e tão pouco a Teologia da Libertação, ações que somente fui conhecer após minha entrada na faculdade e circulação em outros espaços. No entanto, foi nesse espaço da Igreja que aprendi sobre respeito ao próximo, solidariedade, amor, fraternidade. O tempo passou, fiz faculdade de História, me afastei, senti falta, voltei. Nesse meu retorno pude enfim conhecer pessoas que praticam uma Igreja Católica que acredito. Que vivenciam ...

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    'A verdade universal que os ossos gritam é que somos todos humanos'

    Racismo: como a ciência desmantelou a teoria de que existem diferentes raças humanas

    À medida que novos territórios e populações foram sendo descobertos, era necessário, de acordo com os naturalistas europeus, classificar os seres humanos de acordo com suas características. No reino animal, falar sobre raças geográficas consiste em definir grupos de indivíduos que se diferenciem por características adaptadas ao tipo de ambiente. No caso do ser humano, o conceito tinha uma conotação muito diferente. De fato, a diversidade humana não era percebida como uma seleção do ambiente (como acontece com a cor da pele e a forma dos olhos). Em vez disso, foi interpretada como se refletisse as características culturais das muitas populações do planeta. Por exemplo, os traços europeus eram considerados "superiores, equilibrados, bonitos" e eram o reflexo externo da "inteligência e educação" que caracterizavam todos os europeus. Eles se consideravam a raça "suprema". Já os traços africanos eram considerados "primitivos e pouco atraentes", símbolo de uma população "ignorante e incivilizada", ...

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    Alunos saindo de escola na Estrutural, no Distrito Federal (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

    Racismo e violência contra criança e adolescente são desafios do país

    Publicado há 30 anos, o Estatuto da Criança e do Adolescente trouxe avanços na abordagem dos direitos essenciais do público para o qual foi criado em diversas áreas, como saúde, educação e também no combate ao trabalho infantil. No entanto, a situação no país está longe de ser a ideal em alguns aspectos como o racismo, a violência doméstica e o abuso sexual. Para o coordenador do Programa de Cidadania dos Adolescentes do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Mario Volpi, o maior dos desafios para fazer valer esses direitos no Brasil é a desigualdade, e, entre as diversas formas em que ela se apresenta no país, destaca-se o racismo. "Esse elemento do racismo, da desigualdade racial, é um elemento que o país ainda não superou. E um dos motivos é porque o Brasil é um país que demorou a admitir que existe discriminação racial. Tivemos uma ideologia ...

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